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ADMINISTRADORES Públicos

Administradores públicos: um problema sem solução
Administradores públicos: um problema sem solução

 A problemática dos administradores públicos

Um dos debates que tenho levantando é sobre a maneira como a escola, prefeitura e outros departamentos públicos são administrados. Acontece que meio a tanta corrupção, ainda persiste uma ignorância quanto a como lidar com essas organizações, e isso tem efeitos sinistros na administração, desde o ponto de vista mais amplo, até o micro. Resultando assim em administradores públicos ineficientes que deixam ainda mais lenta a roda da burocracia brasileira.

Para refletir essas situações, acho que antes de tudo é importante entendermos o que é uma organização e qual o desafiador papel dos gestores frente a essas empresas. Em seguida, em outro texto, vou trabalhar as diferenças entre as organizações não lucrativas e lucrativas, entendendo como isso deve implicar na manutenção dos bens públicos.

Bom, uma organização nada mais é do que um coletivo de pessoas que trabalham e se empenham coordenadamente em uma atividade em comum para um fim em comum. São organizações todas as instituições, sejam elas públicas ou privadas, coorporativas ou simplificadas, e seja o quiosque da esquina, a prefeitura de sua cidade ou o google, todos são organizações, e sendo assim, todos demandam de uma complexidade e exigem uma administração adequada dos diferentes recursos, sejam eles: humanos, materiais, mercadológicos, financeiros, administrativos ou qualquer outro.

Ao administrador dessas empresas ou entidades, cabe a analise e busca constante e incessante dos objetivos desta, por meio do: planejamento de ações e tarefas; organização estrutural, humana e técnica; liderança sóbria e sensível; e controle das diferentes áreas, equipes e interações da organização. Basicamente é a administração que responde e direciona as atitudes, garantindo assim o sucesso ou fracasso dos objetivos das instituições.

Sem dúvida, é um trabalho desafiador, tenso, maçante e complicado que na manutenção dos diferentes recursos se torna impossível se não houver uma capacitação desse pessoal, que deve ser denotada de vários cursos e revisada constantemente, sem que essas capacitações aconteçam apenas pelo cabeça do grupo, mas pelo núcleo que o cerca e nas melhores instituições por toda sua comunidade. Afinal, todos os responsáveis devem ser capazes de: exercer suas funções tecnicamente; compreender as relações humanas e fazer a equipe se empenhar e produzir resultados, uniformizados e em equipe; ao mesmo tempo que são capazes de tornar operacionais as medidas antes abstratas que não passavam de planos e objetivos pouco específicos.

Vivendo na pele, eu sei que administrar é complicado, sei também que a situação não é fácil para ninguém, e apenas aquele que está na batalha é que entende a barra que é. Mas antes de tudo, vale lembrar que a administração é uma ciência, e que ela vem passando por diferentes gerações de teóricos, que fazem com que pessoas realmente capacitadas e recicladas acertem mais e compreendam as necessidades de sua organização.

Infelizmente isso não acontece. Os mesmos profissionais de antes continuam centralizando ações, ditando comandos e definindo sem qualquer respeito as práticas e estudos que fazem as grandes organizações serem o que são hoje. Na verdade eles se comportam como gerentes, capatazes ou quer outro sinônimo negativo de função que não acrescenta em nada se não no ‘status’ do chicote, sem se preocupar de fato em evoluir a casa.

Apesar de todos estarem sobre efeito desse chicote, são nas instituições públicas, aquelas que buscam a produção de bens sociais e devem acima de tudo servir a comunidade, que isso aparece de maneira mais clara, seja no interior ou na capital. Isso porque como não existe a finalidade de lucro financeiro, os resultados são mais facilmente maquiados e distorcidos, além da razão número um da inaptidão desses administradores públicos: eles não possuem real experiência para estar lá e nem formação. São oriundos de favores políticos, familiares, amigos ou qualquer outra situação que não a competência real para empenhar determinadas tarefas e que não possuem outra pressão que não a de agradar o político que lhe contratou, fazendo literalmente uma política de aparências e sem tratar da necessidade real do órgão que gerencia.

administradores públicos e a segurança dos cargos públicos.

Infelizmente, tudo se alia a essa realidade e os maiores prejudicados somos nós, povo, que em nenhum momento recebemos o que nos é de direito, isso porque o maior beneficiado dos serviços públicos deve ser sempre a comunidade, que não é apenas o público direto do local, mas a quadra, o bairro e a cidade em que convive. É o pobre senhor da vizinhança que ainda é preconceituoso, é a violenta comunidade que esconde facas em muros ao redor, são os pequenos que engravidam aos 13 e 14 anos de idade após terem passado por inúmeros parceiros. Qualquer entidade pública tem seus deveres, mas todas tem um em comum, fazer com que comunidade seja bem servida tanto internamente, quanto externamente.

Após falar tanto, em um texto que se você leu até aqui, é de fato um herói, só me resta sugerir soluções um tanto que óbvia para melhorar qualquer bem público: capacitação profissional, explicitação das funções, desenvolvimento interpessoal abundante, projetos de formação continuada, ferramentas adequadas e acima de tudo uma seleção direta, crítica e real dos cabeças, que devem ser competentes, formados, atualizados.

Obrigado por ler até aqui e até a próxima! 😀

Bellini Bellini
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Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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