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Golpe Militar: razões para nunca mais acontecer

Bellini Bellini
Mar 31, 2016
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Aniversário do Golpe Militar: Razões para ele nunca mais acontecer

Golpes militares independentemente do posicionamento ideológico sempre são ataques diretos à democracia, resultado em conflitos armados regados a sangue e em muitos casos grande carnificina. A história é fatídica quanto o quão desastroso um golpe militar por ser, e por isso hoje nós discutiremos razões pelas quais golpes militares definitivamente são a pior saída para a resolução de crises ou quaisquer outros problemas em uma nação.

aniversário do golpe militar

O Golpe Militar fere o direito do povo de eleger os seus representantes

É público e notório que durante períodos de ditadura militar as eleições constitucionais são completamente abandonadas e o critério de sucessão não é mais imparcial ou a população possui poder de voto. Essa é uma das características mais marcantes que um golpe militar realiza. Ele desfere um golpe direto contra a liberdade do cidadão de escolher o governante que o representa.

Essa reportagem mostra as consequências do Golpe Militar do Chile que perduram até hoje:


Golpes Militares e ditaduras são autoritários e resultam em mortes

Cuba, China e União Soviética que o digam. Pelotões de fuzilamento, mortes, tortura e extermínios em massa infelizmente são figurinhas carimbadas nos regimes autoritários. Em nosso país não houve genocídio (exceto o indígena), porém, houve mortes e torturas, atos injustificáveis.

O autoritarismo reprime as instituições regulatórias, inclusive as que deveriam fiscalizar o próprio poder executivo. Isso significa que não haverá onde recorrer no caso de repressões a grupos ou à população em geral. Todas as pessoas acabam se tornando de certo modo presas ao regime e sem muitas alternativas para driblar as suas imposições.

Leandro Karnal é historiador e comenta sobre a ditadura militar no Brasil

Esse documentário ilustra perfeitamente como os regimes autoritários são extremamente violentos e podem resultar em genocídios absurdos para qualquer padrão de moralidade e ética existente.

Abuso de poder e a censura

A imprensa é sempre vítima de golpes militares e suas ditaduras. Afinal, o papel de comunicar toda a sociedade e emitir opiniões faz com que ela possua um poder inimaginável perante toda a população. E como as ditaduras são regimes autoritários, obviamente elas não permitem que a imprensa seja livre e possa criticar suas falhas.

Todo o esforço possível é feito a fim de encobrir as feridas que a ditadura e seu autoritarismo são capazes de provocar. A imprensa funciona como os pulmões de um país, ela tem a função social de investigar e informar a população, inclusive sobre as pedaladas e fraudes ocorridas durante um governo. É exatamente por isso que Hitler, Napoleão, Stalin e Castro controlaram suas respectivas imprensas, deixando-as incapazes de trabalhar com autonomia.

Essa matéria trata a respeito da censura durante o período de ditadura militar.

O Golpe Militar fragiliza a confiança nas forças armadas

Convenhamos… As forças armadas de uma nação devem ser respeitadas e admiradas, afinal de contas, a nobre função de proteger um país é algo heroico. É muito comum ver a devoção dos americanos, canadenses e europeus para com suas forças armadas e polícias. No Brasil isso dificilmente ocorre e os militares (tanto policiais quanto soldados do exército) muitas vezes carecem do apoio da população e da mídia, que volta e meia os critica.

Isso é um claro sinal de feridas e cicatrizes deixadas por inúmeros golpes militares. Tivemos vários golpes de estado desde o descobrimento do Brasil, sendo que o primeiro deles a nível nacional e que mudou os rumos da nação foi a derrubada do Imperador Dom Pedro II, que mesmo possuindo uma das armadas mais poderosas do planeta preferiu não guerrear e deixou que o Marechal Deodoro da Fonseca (que durante a madrugada do golpe ainda era favorável ao imperador) derrubasse o Império. Depois disso ainda tivemos o golpe de Getúlio Vargas e o de 1964, sem mencionar outras tentativas durante a história.

Isso não é nada bom para o país como um todo, pois gera ressentimentos entre as partes e desconfiança para com os militares, dividindo o país em vários fragmentos. Se não existe uma guerra de todos contra todos, assim como Thomas Hobbes dizia, é por conta da existência de forças armadas e das polícias. Precisamos superar essas feridas e pressionar os militares no sentido de não aceitarmos jamais outro golpe militar.

Se há descontentamento com uma gestão, deve-se atacá-la pelas vias legais e não no sentido literal da palavra. A democracia deve estar sempre em primeiro lugar!

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Comentário

  1. Excelente matéria. Como educador, acho que é essencial levantar pautas históricas tão importantes como estas. Sabemos que um povo informado é um povo com uma base educacional civilizada. Já um povo que não conhece o próprio passado está condenado a repeti-lo. Por isso, é imprescindível que o brasileiro conheça o que realmente foi o golpe militar, ou talvez podemos chamar de um golpe contra a democracia, pois foi uma decisão imposta, sem opiniões populares, que derrubou um governo legalmente constituído.
    Já outros preferem chamar de revolução, uma vez que, segundo eles, o golpe de 64 acabou com as chances de um ‘comunismo’ iminente com apoio da União Soviética, em época de guerra fria com a supremacia do capitalismo mundial: Os Estados Unidos.
    Minha opinião: Faço jus aos subtítulos do texto. O golpe militar simplesmente fere a democracia e acaba que impondo fatores que ferem os direitos humanos, como abuso do poder e censura. No Brasil, muitas músicas, peças teatrais e novelas foram censuradas. Creio que o uso do autoritarismo para se governar um povo é um tanto quanto retrógrado. Precisamos de um povo pensador, não ovelhas obedientes de um estado abusivo e autoritário.

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