Faça parte do nosso mundo mágico!

Por enquanto somos poucos, mas logo seremos uma legião! Inscreva-se! <3

Golpe Militar: razões para nunca mais acontecer

Aniversário do Golpe Militar: Razões para ele nunca mais acontecer

Golpes militares independentemente do posicionamento ideológico sempre são ataques diretos à democracia, resultado em conflitos armados regados a sangue e em muitos casos grande carnificina. A história é fatídica quanto o quão desastroso um golpe militar por ser, e por isso hoje nós discutiremos razões pelas quais golpes militares definitivamente são a pior saída para a resolução de crises ou quaisquer outros problemas em uma nação.

aniversário do golpe militar

O Golpe Militar fere o direito do povo de eleger os seus representantes

É público e notório que durante períodos de ditadura militar as eleições constitucionais são completamente abandonadas e o critério de sucessão não é mais imparcial ou a população possui poder de voto. Essa é uma das características mais marcantes que um golpe militar realiza. Ele desfere um golpe direto contra a liberdade do cidadão de escolher o governante que o representa.

Essa reportagem mostra as consequências do Golpe Militar do Chile que perduram até hoje:


Golpes Militares e ditaduras são autoritários e resultam em mortes

Cuba, China e União Soviética que o digam. Pelotões de fuzilamento, mortes, tortura e extermínios em massa infelizmente são figurinhas carimbadas nos regimes autoritários. Em nosso país não houve genocídio (exceto o indígena), porém, houve mortes e torturas, atos injustificáveis.

O autoritarismo reprime as instituições regulatórias, inclusive as que deveriam fiscalizar o próprio poder executivo. Isso significa que não haverá onde recorrer no caso de repressões a grupos ou à população em geral. Todas as pessoas acabam se tornando de certo modo presas ao regime e sem muitas alternativas para driblar as suas imposições.

Leandro Karnal é historiador e comenta sobre a ditadura militar no Brasil

Esse documentário ilustra perfeitamente como os regimes autoritários são extremamente violentos e podem resultar em genocídios absurdos para qualquer padrão de moralidade e ética existente.

Abuso de poder e a censura

A imprensa é sempre vítima de golpes militares e suas ditaduras. Afinal, o papel de comunicar toda a sociedade e emitir opiniões faz com que ela possua um poder inimaginável perante toda a população. E como as ditaduras são regimes autoritários, obviamente elas não permitem que a imprensa seja livre e possa criticar suas falhas.

Todo o esforço possível é feito a fim de encobrir as feridas que a ditadura e seu autoritarismo são capazes de provocar. A imprensa funciona como os pulmões de um país, ela tem a função social de investigar e informar a população, inclusive sobre as pedaladas e fraudes ocorridas durante um governo. É exatamente por isso que Hitler, Napoleão, Stalin e Castro controlaram suas respectivas imprensas, deixando-as incapazes de trabalhar com autonomia.

Essa matéria trata a respeito da censura durante o período de ditadura militar.

O Golpe Militar fragiliza a confiança nas forças armadas

Convenhamos… As forças armadas de uma nação devem ser respeitadas e admiradas, afinal de contas, a nobre função de proteger um país é algo heroico. É muito comum ver a devoção dos americanos, canadenses e europeus para com suas forças armadas e polícias. No Brasil isso dificilmente ocorre e os militares (tanto policiais quanto soldados do exército) muitas vezes carecem do apoio da população e da mídia, que volta e meia os critica.

Isso é um claro sinal de feridas e cicatrizes deixadas por inúmeros golpes militares. Tivemos vários golpes de estado desde o descobrimento do Brasil, sendo que o primeiro deles a nível nacional e que mudou os rumos da nação foi a derrubada do Imperador Dom Pedro II, que mesmo possuindo uma das armadas mais poderosas do planeta preferiu não guerrear e deixou que o Marechal Deodoro da Fonseca (que durante a madrugada do golpe ainda era favorável ao imperador) derrubasse o Império. Depois disso ainda tivemos o golpe de Getúlio Vargas e o de 1964, sem mencionar outras tentativas durante a história.

Isso não é nada bom para o país como um todo, pois gera ressentimentos entre as partes e desconfiança para com os militares, dividindo o país em vários fragmentos. Se não existe uma guerra de todos contra todos, assim como Thomas Hobbes dizia, é por conta da existência de forças armadas e das polícias. Precisamos superar essas feridas e pressionar os militares no sentido de não aceitarmos jamais outro golpe militar.

Se há descontentamento com uma gestão, deve-se atacá-la pelas vias legais e não no sentido literal da palavra. A democracia deve estar sempre em primeiro lugar!

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

1 Comentário
  1. posted by
    Fernando Blikstein
    jun 1, 2016 Reply

    Excelente matéria. Como educador, acho que é essencial levantar pautas históricas tão importantes como estas. Sabemos que um povo informado é um povo com uma base educacional civilizada. Já um povo que não conhece o próprio passado está condenado a repeti-lo. Por isso, é imprescindível que o brasileiro conheça o que realmente foi o golpe militar, ou talvez podemos chamar de um golpe contra a democracia, pois foi uma decisão imposta, sem opiniões populares, que derrubou um governo legalmente constituído.
    Já outros preferem chamar de revolução, uma vez que, segundo eles, o golpe de 64 acabou com as chances de um ‘comunismo’ iminente com apoio da União Soviética, em época de guerra fria com a supremacia do capitalismo mundial: Os Estados Unidos.
    Minha opinião: Faço jus aos subtítulos do texto. O golpe militar simplesmente fere a democracia e acaba que impondo fatores que ferem os direitos humanos, como abuso do poder e censura. No Brasil, muitas músicas, peças teatrais e novelas foram censuradas. Creio que o uso do autoritarismo para se governar um povo é um tanto quanto retrógrado. Precisamos de um povo pensador, não ovelhas obedientes de um estado abusivo e autoritário.

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *