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Aprenda a fazer um Robô!

Então eu e Mary estávamos dispostos a curtir o fim de semana e queríamos algo para fazer e nos divertir. Os projetos na escola tinham me inspirado a criar e a fazer também, pois o empoderamento que as crianças e adolescentes expeliam no projeto de Halloween, atividade que realizei nesse mês de outubro e que responsabilizava a turma por fazer TUDO com as próprias mãos – comidas, decoração, artesanatos, atividades, brincadeiras, contação de histórias – era contagiante!.

Motivados, nossa primeira experiência foi esse robô de papel. Ele é divertido pois a forma como fazermos ele permite criar dezenas de outros tipos de humanoides e monstrinhos que super vão fazer sucesso com as crianças e colorir a casa ou seu quarto.

Materiais para fazer um robô de papel

Super fácil de fazer, nós utilizamos o material que tínhamos em casa e acredito que você deve possuir todos eles também, mas se não possuir, encontre outras ferramentas em potencial. A ideia desses artesanatos é mais reciclar do que gastar propriamente dito.

  • Lápis Comum;
  • Papel Ofício ou A4 ou mais grossinho se tiver;
  • Caneta Hidrográfica;
  • Giz de Cera;
  • Tesoura;
  • Cola;
  • Linha de costura mais grossa.

Não se preocupe com quantidade. Para cada robô nós utilizamos exatamente uma folha de papel A4 90g, 15 cm de linha e o uso das ferramentas de decoração. – É legal também não se limitar, já que se você ou a criança quiserem, enfeites como lantejoulas, lã, brilho e qualquer outro material no estilo também são bem vindos. ​

como fazer um robô de papel?

A primeira etapa é desenhar o robô na folha de oficio. Faça o tronco humanoide e deixe as mão abaixo do quadril. Não se preocupe em desenhar as pernas agora, pois vamos utilizar as sobras de papel para dar um efeito todo especial.
Feito o rascunho do tronco, vamos colorir, enfeitar e recortar o contorno, dando um ar tecnológico ao nosso robô. – Como vocês podem ver minha capacidade de organizar cores é bem próxima a das crianças mais novas, então são se intimidem, ser baby também é bom! <3
Em seguida montar, pintar e recortar os pés. – Na minha opinião os pés são as partes mais charmosas do robô e indico que eles sejam grandões. Isso porque como as pernas vão balançar, eles lembram aqueles artesanatos italianos, das famosas casas de boneco, que possuíam os pés e tronco de madeira e as pernas e braços de corda.
O nosso penúltimo movimento está nas pernas, e para isso vamos aproveitar as sobras do nosso papel. A ideia é dividir em duas tiras, que eram justamente o contorno do robô. Com elas realizaremos dobras de ponto em ponto, e vamos colar cada uma ao tronco e pés. com isso vamos ter um toque de movimento ao brinquedo. O efeito é tão legal, que quando venta o boneco parece que está andando. – Nós enfeitamos as pernas dos nossos robôs o que deixou tudo ainda mais legal.
No último momento, vamos fazer um pequeno furo com a ponta do lápis no topo da cabeça do robô, onde colocamos a nossa antena, e passar a linha de lã, amarrando os dois ponto. Tendo feito isso não tem mistério, é só pendurar ele em alguma janela e apreciar ou dar para alguém que você gosta.

Sou professor a 7 anos, e sempre tive desconfiança com esses trabalhos manuais que não necessariamente estão falando de conteúdo. Mas na prática percebi que eles possuem um potencial impressionante, pois antes de tudo mostram para os jovens e adultos que eles podem sim fazer, criar e vencer desafios; em seguida valem para os desenvolvimentos motores e concentração. Por último, pensar que artesanato está longe do conteúdo em sala é uma besteira GIGANTE, pois tudo que utilizamos necessitou de trabalhos manuais, desde o projeto até a embalagem, então vamos mostrar esse processo para os alunos e pesquisar experiências em todas as áreas.

Esse robô retiramos do livro Divertindo-se com ARTE Reciclada! – da editora Ciranda Cultural. – um compilado de experiências com papel e restos de materiais escolares. Eu lembro de ter feito um semelhante anos atrás em um material por outra editora, mas artesanato é assim mesmo, todo mundo faz e todo mundo ensina. Seja mais um!​​

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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