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As Formigas e o Gafanhoto – Fábula para Interpretação

As Formigas e o Gafanhoto – Uma História Clássica sobre Trabalho e Diversão

Oi pessoal, como vocês estão? Hoje vamos contar uma das fábulas de Esopo mais clássicas e importantes. Ela nos conta uma história de uma família de formigas e de um gafanhoto, e a maneira que cada um levava a vida. Vamos conhecer?

As Formigas e o Gafanhoto

As Formigas e o Gafanhoto

Em um dia de outono ensolarado, uma grande família de formigas aproveitaram o sol intenso para secar todos os grãos coletados ao longo do verão.

Um Gafanhoto, faminto, chegou próximo as formigas com um violino, pediu encarecidamente por um pouco de comida.

Surpresas, as formigas perguntaram de imediato: “Como assim? Você não estocou nada para suportar o inverno? O que afinal de contas você esteve fazendo durante o último verão?”

Ao que respondeu o Gafanhoto: “Mal tive tempo para coletar e guardar nenhuma comida. Estava tão ocupado fazendo e tocando minhas músicas que não reparei que o vergão estava no fim.”

Indiferentes, as formigas simplesmente se viraram para o Gafanhoto e disseram: “Estava fazendo música esse tempo todo? Muito bem, agora é chegada a hora de você dançar com elas!”

Depois da bronca, as Formigas encolheram os ombros, e continuaram a realizar o seu trabalho.

Moral: Sempre há momentos para o trabalho, e sempre há momentos para diversão. Mas não ambos ao mesmo tempo.

Autor: Esopo
Adaptação: Felipo Bellini Souza

As Formigas e a Cigarra

Questionário

  1. Qual a principal ideia expressada no texto?
  2. Explique com suas palavras a moral da história.
  3. Aponte três substantivos.
  4. Qual a classe gramatical da palavra formigas?
  5. Encarecidamente veio pedir – Substitua o termo sem que a frase perca o sentido.
  6. Qual antônimo da palavra encarecidamente?
  7. De acordo com o texto, qual penalidade sofreu o gafanhoto?
  8. Em sua opinião, as formigas agiram certo?
  9. Depois da bronca, as Formigas encolheram os ombros – o que significa o termo em destaque?
  10. No sexto parágrafo temos um exemplo de ironia, qual seria?

Não deixe de usar as folhas para alunos e professores disponíveis  a seguir, para facilitar a aplicação em sala de aula.

Versão do Aluno

Versão do Professor

Ficha para Impressão – Versão do Aluno

Ficha para Impressão – Versão do Professor

Gostaram da fábula? Claro que não há nada de errado em se divertir. Ter um momento de descontração em meio as aulas, o trabalho ou mesmo em descanso também é uma forma saudável de viver. O que o Gafanhoto não percebeu, é que sua diversão foi além do necessário, retirando-lhe recursos que fizeram falta. Portanto, procure sempre manter um bom equilíbrio entre o aprendizado, o trabalho e a diversão.

Obrigado por acompanharem até aqui, muito juízo e até a próxima Fábula!

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

3 Comments
  1. posted by
    Larissa Belgini
    maio 23, 2016 Reply

    Gosto muito dessa fábula e acredito que é preciso trabalhar duro para ter o retorno esperado, assim como existe a hora do lazer que também deve ser bem aproveitado. O importante é saber dividir ambos os tempos com sabedoria, excelente reflexão!

    • Felipo Bellini
      posted by
      Maryane Ferreira
      maio 25, 2016 Reply

      Larissa, nós do Demonstre ficamos muito felizes que você gostou do poste sobre a fábula das formigas e do gafanhoto. A fábula tem uma moral bem prática, sem esforço não se tem retorno. Tudo tem o seu tempo e cabe a nós saber dividir. É uma ótima fábula para compartilhar com alunos e filhos. Larissa, se tiver sugestões de posts é só mandar um email ou falar pelos comentários! Esperamos que continue acompanhando o Demonstre. 😀

  2. posted by
    Fernando Blikstein
    jun 14, 2016 Reply

    Esta é com certeza uma excelente fábula de esopo com uma interessantíssima pauta a ser discutira. Sou professor e tradutor de textos e acho que fábulas, como métodos pedagógicos, didáticos, além de ótimos acervos de lições morais e cultura para seus leitores, são fundamentais para desenvolvimento do pensamento e crítica do aluno, sendo criança, jovem ou adulto. É fundamental que se valorizem as fábulas e trabalhem mais com elas pedagogicamente. A fábula ‘As formigas e o gafanhoto’ coloca em pauta uma questão social bastante importante: o dedicado trabalhador, que não se diverte plenamente deixando que apenas o trabalho tome conte de sua vida, mas que no final garante seu sustento e sobrevivência, e o vagabundo, que passa horas apenas se divertindo e aproveitando plenamente a vida, porém acaba deixando de conquistar as coisas que precisa para sobreviver e acaba morrendo. Em uma visão normal, todos diriam que o gafanhoto mereceu morrer, pois não trabalhou para ganhar seu sustento. Porém, segundo o utilitarismo, partindo do princípio que todos morrerão, o gafanhoto é quem está correto, pois aproveitou a vida, diferente da formiga que só trabalhou e nada aproveitou. É algo a ser bastante discutido, como eu disse, uma questão que deve ser levantada em pauta.

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