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Dia a Consciência Negra – Material de Apoio para o Ensino Fundamental II

Material de Apoio e Atividades sobre o Dia a Consciência Negra para o Ensino Fundamental II

O dia da consciência negra tem grande importância histórica e político-social. Nesse artigo o profissional da educação será munido com diversos materiais de apoio com o objetivo promover ao aluno especificamente o conteúdo para o ensino fundamental II. É claro que as atividades podem ser simplificadas ou mesmo tornadas complexas,  dependendo da sua intenção de abordagem sobre o tema. Faz-se necessário, porém, manter o foco principal, que é o de mostrar a importância desse dia e o que nos trouxe a ele, além de pregar a igualdade étnica.
consciencia_negra_ensino_fundamental_II

Bancos de Imagem sobre Negros, Africa e Consciência Negra

Nos endereços postados há imagens que podem ser baixadas e expostas em sala de aula. Elas tendem a contribuir para a compreensão por parte do aluno, que compreende melhor a realidade dos povos africanos e afro-brasileiros no passado.

http://www.nptbr.mae.usp.br/acervo/etnologia-africana-e-afro-brasileira/

Músicas Africanas

A música e os cânticos, sem dúvida são uma das maiores expressões da cultura de um povo. E elas atravessaram os mares com os escravos, e foram passadas para seus filhos, netos e bisnetos. Segue um pouco mais da cultura afro-brasileira:

O povo preto: http://palcomp3.com/quilombolas/o-povo-preto/
“Muntucapike chiá cunhima”: http://palcomp3.com/quilombolas/muntu-caikipe-chia-ucueza-cunhima/
Quilombagem: http://palcomp3.com/quilombolas/quilombagem/

Mitos e lendas Africanos

Mitos e lendas africanas

Veja alguns:

Lenda do tambor africano

Dizem na Guiné que a primeira viagem à Lua foi feita pelo Macaquinho de nariz branco. Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de trazê-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, dizem que o menor, teve a ideia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguiu chegar à Lua.
Porém, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram; menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como regalo, um tamborinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar.

A Lua o amarrou ao tamborinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio.
O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido.
Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor.

Filho de Nanã que foi criado por Iemanjá

– Mas quero apenas água e um pouco de comida, para prosseguir minha viagem. Apenas isso! – respondeu Obaluaê, ou melhor, dizendo Xapanã, nome pelo qual era chamado.
– Vá-se embora, Xapanã! Não precisamos de doença, nem de mazelas em nossa aldeia. Vá procurar água e comida em outro lugar!
E Xapanã, então foi sentar-se no alto do morro próximo. A manhã mal começara e ele ficou, sentado, envolto em palha da costa, observando a subida do sol.
Na aldeia um alvoroço se fez. Uns tinham dores na barriga, outros tinham forte dores de cabeça. Outros, ainda, arrancavam sangue da própria pele, numa coceira incontrolável. Xapanã apenas assistia…
Parecia que o tempo havia parado ao meio-dia, mas, na verdade, foram três dias de sol quente, pois a noite não chegava. Era apenas sol durante todo o tempo. E durante todo o tempo a aldeia viu-se às voltas com doenças, loucura, sede, fome, morte!
Xapanã, inerte, via tudo, imóvel…
Não aguentando mais, e vendo que Xapanã continuava do alto do pequeno morro observando, o dirigente de aldeia foi até ele suplicar perdão, atirando-se aos seus pés.
– Em nome de Olorun, perdoe-nos! Já não suportamos tanto sofrimento! Tente perdoar, por favor, Senhor Xapanã! Tente perdoar!
De súbito, Xapanã levantou-se, desceu até a aldeia e pisou na terra. Tocou na água, tornou-a também fria; tocou os alimentos e tornou-os novamente comestível; tocou a cabeça de cada um dos aldeões e curou-lhes a doença; tocou os mortos e fez voltar a vida em seus corpos.
Restaurada a normalidade, Xapanã pediu mais uma vez:
– Quero um pouco de água e alguma comida para prosseguir viagem.
Voltando-se para os aldeãos, Xapanã deu-lhes uma lição de vida.
Vivemos num só mundo. Sobre a mesma terra, debaixo do mesmo sol. Somos todos irmãos e devemos ajudar uns aos outros, para que a vida seja mantida. Dar água a quem tem sede, comida a quem tem fome é ajudar a manter a vida.

Você poderá encontrar mais mitos e lendas que podem ser utilizados em aula nos seguintes endereços http://tatianflor.vila.bol.com.br/tatiana.html
http://mitosnobairrodapaz.blogspot.com.br/p/mitos-5-e.html

De africano a afro-brasileiro: etnia, identidade, religião.

É uma publicação que pode ser baixada gratuitamente no site da Universidade de São Paulo (USP). É muito interessante no que tange a questão dos povos africanos, citando inúmeros, inclusive, os que vieram para o Brasil como escravos. Analisa a identidade cultural desses povos, sua religião, suas expressões culturais assim como a dos afro-brasileiros.

http://www.usp.br/revistausp/46/04-reginaldo.pdf

Kit A Cor da Cultura

Trata-se de um projeto que une grandes empresas e pessoas que lutam pela igualdade racial e combatem o preconceito. O projeto disponibiliza gratuitamente vários cadernos para o professor. É um material completo, com manuais de atividades, além de várias músicas! Segue a descrição do projeto:

A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir – Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo.

Link do kit com materiais para download: http://www.acordacultura.org.br/kit

Escravo nem pensar

Discute acerca do trabalho escravo contemporâneo e possui vários materiais disponibilizados gratuitamente.

http://escravonempensar.org.br/livro/capitulo-1/#1

GPTEC – Grupo de Pesquisa sobre Trabalho Escravo Contemporâneo

O GPTEC possui uma rica estante virtual à disposição do público. Conta com livros, revistas e músicas, totalmente gratuitos.

http://www.gptec.cfch.ufrj.br/estante-virtual/

Agradecimentos

Toda vez que termino um post nesse estilo fico contente com os materiais levantados. Acredito que o Demonstre pode servir de acervo para materiais de qualidade, e muito por isso que não disponibilizo listas com tudo o que se tem na internet, mas apenas com o que considero um verdadeiro diferencial.

Bom, se vocês gostaram comentem, por favor! Se tem alguma atividade de qualidade, coloca o link nos comentários ou entra em contato que eu faço questão de dar uma conferida e, caso seja de qualidade, colocar aqui no blog demonstre.

Muito obrigado pela leitura e até a próxima!

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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