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Brahma – Lenda Indiana

 Brahma – Uma lenda Indiana

Brahma

Uma figura bastante conhecida na cultura e religião indianos é Brahma, considerado pelos hindus o “deus maior” e criador do universo segundo sua religião.

Os hindus acreditam que nosso universo não é uma única criação, mas sim parte de um ciclo que se repete de tempos em tempos. Depois que Ele cria um universo, este tem um tempo de existência no qual os hindus chamam de um “Dia de Brahma”, que seria de aproximadamente 4 bilhões e 320 milhões de anos.

Então, ao fim do Dia de Brahma, quando ele por fim vai dormir, todo o universo é consumido por fogo, para no dia seguinte ser criado novamente, em um ciclo que se repete por 100 Anos de Brahma. Em outras palavras, é muito, mas muito tempo…

Com o tempo, esta divindade passou a ser considerado não como um único ser independente, mas como o membro de um grupo de três deuses, junto a Vishnu e Shiva. Enquanto Brahma representa o poder de criação, Vishnu representa o poder de Conservação e Shiva, o de Destruição. Um fato interessante é que entre os três deuses, Brahma é o menos popular, tendo apenas um templo dedicado a ele no Lago Pushkar, em Ajmer, Índia.

Brahma

Resumo da lenda de Brahma

Existem várias lendas sobre o deus da criação no Hinduísmo. Uma delas conta sobre o início dos tempos, quando é dito que os humanos possuíam poderes divinos.

Diz a lenda que os humanos, devido a sua motivação egoísta, começaram a usar seus poderes para objetivos destrutivos. Por isso, Brahma decidiu punir os humanos por tirar seus poderes e os esconder de forma que nunca mais pudessem ser recuperados pelos homens.

Porém, a entidade se encontrou em um dilema: onde esconderia os poderes dos humanos?

Após muito tempo pensando sobre isso, e sem chegar a nenhuma conclusão, ele resolveu chamar os outros deuses e lhes pedir sugestões sobre o melhor lugar para guardar os poderes. Um lugar em que os homens jamais pudessem encontrar.

Brahma

A primeira sugestão foi a de escondê-los num buraco bem fundo na terra. Mas Brahma logo rejeitou a ideia dizendo: “Logo os humanos aprenderam a cavar e então encontrarão seus poderes”.

Outra sugestão surgiu – a de esconder os poderes retirados dos homens na parte mais alta da mais alta das montanhas. O deus da criação pensou sobre isso, e também rejeitou essa ideia,dizendo: “Um dia os humanos aprenderão a escalar. E então eles irão escalar todas as montanhas da terra até encontrar seus poderes.”

Após mais um momento de meditação sobre o caso, uma nova sugestão foi dada – a de esconder os poderes no mais fundo dos oceanos. Brahma pensou por um momento, e descartou essa ideia, dizendo que um dia os homens aprenderiam a mergulhar, e então encontrariam os poderes escondidos no fundo do oceano.

Após um longo tempo em silêncio, por fim os deuses disseram que já não conseguiam pensar em mais nenhum lugar que fosse apropriado para esconder os poderes dos homens. Afinal, em qualquer lugar que escondessem os humanos iriam aprender a chegar algum dia.

Brahma pensou por mais algum tempo e por fim chegou a uma conclusão:

-Já sei. Vou esconder os poderes dentro do próprio homem. Eles nunca irão pensar em procurá-los dentro de si mesmos!

E desde então, os humanos percorrem toda a terra, mergulham até o fundo do oceano, escalam as mais altas das montanhas, mas nunca encontrarão algo que sempre esteve dentro deles.

Curiosidades:

  • É dito que Brahma possui quatro cabeças. Ele criou para si mesmo uma esposa muito bela, chamada Saravasti. E para a direção que ela fosse, surgia uma nova cabeça no deus, o que explicaria as quatro cabeças.
  • Saravasti, esposa de Brahma, é a deusa do conhecimento.
  • As quatro cabeças também simbolizam todas as direções do conhecimento.
  • É citado que o deus da criação está sempre sentado sobre um cisne. Os cisnes são simbolicamente a capacidade de separar o real do que não é real.
  • Outra curiosidade é que acreditam que este deus tira de si mesmo o material para a criação de tudo no universo.

-No ano de 1888 foi criada no Brasil a marca de cerveja Brahma, que atualmente está presente em mais de 15 países pelo mundo.

-Existe na Ásia uma raça de galinhas chamada Brahma.

Sites, textos e livros sobre o assunto:

Sugestão de atividade para os professores utilizarem em sala de aula para fixar a lenda:

  • Pode ser sugerido aos alunos que façam uma interpretação da lenda mencionada. O que os humanos estão sempre procurando, mas nunca acham? Como poderiam encontrar esse poder que está dentro deles próprios?
  • Outros aspectos da lenda também podem ser abordados. Por exemplo, p que pode ser relacionado ao deus a necessidade de quatro cabeças, para vigiar sua esposa? E qual seria sua relação com os deuses Vishnu e Shiva?

Galeria de Imagens sobre Brahma

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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