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Brincadeiras Africanas – Dia da Consciência Negra

Brincadeiras Africanas para o Ensino Fundamental I

As brincadeiras, principalmente, possuem a capacidade de promover a socialização entre os alunos, que divertindo-se entre si, sejam os afrodescendentes, os descendentes de índios, italianos, alemães, portugueses, ou qual for a ascendência, simplesmente se divertem juntos, riem juntos e aprendem juntos. Isso é fundamental para criar uma nação igualitária. Ferramentas simples e inteligentes, além de engajar os alunos, contribuem para que se tornem pessoas tolerantes no presente e futuro.

brincadeiras africanas

Neste post relacionamos varias brincadeiras oriundas da cultura africana para que os professores possam levar a sala de aula um pouco mais desse continente tão amado e desconhecido.

Terra-mar Moçambique

Uma longa reta tem de ser riscada no chão. De um lado escreve-se “terra”, e do outro “mar”. De início, todas as crianças podem ficar no lado da terra. Quando o orientador disser – mar! , todos devem pular para esse lado. O professor ou aluno que estiver ditando a brincadeira vai variando os dizeres, e quem ficar no lado errado está fora. O último a permanecer sem errar, vence.

Escravos de Jó

escravos de jó

É uma brincadeira de roda guiada por uma cantiga bem conhecida, cuja letra pode mudar de região para região. Para brincar, é preciso no mínimo duas pessoas. Todos têm suas pedrinhas e no começo elas são transferidas entre os participantes, seguindo a sequência da roda. Depois, quando os versos dizem “Tira, põe, deixa ficar!”, todas seguem a orientação da música. No verso “Guerreiros com guerreiros”, a transferência das pedrinhas é retomada, até chegar ao trecho “zigue, zigue, zá!”, quando os participantes movimentam as pedras que estão em mãos para um lado e para o outro, sem entregá-las a ninguém. O jogador que erra os movimentos é eliminado da brincadeira, até que surja um único vencedor.
Escravos de jó
Jogavam cachangá
Tira, põe,
Deixa ficarGuerreiros com guerreiros
Fazem zig-zig-za
Guerreiros com guerreiros
Fazem zig-zig-za

Labirinto de Moçambique

Labirinto Moçambique brincadeira

Com uma pedra em uma das mãos, sem que o outro saiba, todos os jogadores colocam-se de frente um para o outro. Na aresta inicial do labirinto são colocadas duas pedras diferentes, sendo uma de cada jogador. O jogador que tem a pedra estende o braço com os punhos fechados e o colega tem de adivinhar em qual das mãos a pedra está. Se acertar, sua peça é deslocada em uma aresta do labirinto. Se o jogador errar, a peça de seu oponente é que irá avançar. Aquele que chegar primeiro na última aresta do labirinto vence o jogo.

Pular corda

pular corda
Fonte: http://imagesvisions.blogspot.com.br/2014/11/foto-david-douglas-duncan.html
Preferida das meninas, tanto na versão tradicional quando nas versões diferenciadas em que a brincadeira é guiada por alguma cantiga. Além de ser divertida para o lazer, é uma atividade excelente para exercitar o coração e a coordenação motora. Pode ser praticada tanto individualmente quanto em grupo, quando duas pessoas seguram as pontas das cordas e movimenta o instrumento para que um ou mais participantes possam pular. Quem esbarrar na corda sai da brincadeira. Ou simplesmente perde, e continua!

Mamba – África do Sul

Marque e estabeleça os limites no chão. Todos devem permanecer dentro deles. Escolha um jogador para ser a mamba (cobra). A cobra corre ao redor da área marcada e tenta apanhar os outros. Quando um jogador é pego, ele segura sobre os ombros ou a cintura do jogador que representa a cobra e assim sucessivamente. Somente o primeiro jogador (a cabeça da serpente) pode pegar outras pessoas. Os outros jogadores do corpo podem ajudar não permitindo que os adversários passem, pois estes não podem passar pelo corpo da serpente. O último jogador que não for pego vence a partida.

Pular elástico

pular elástico
Fonte: https://brincadeirasderua.wordpress.com/2010/03/19/elastico-rimado/
Outra muito apreciada pelas meninas! Para brincar, basta separar pelo menos 2 metros de elástico de roupa e dar um nó. É necessário no mínimo 3 participantes: duas para segurar o elástico e outra para pular. As duas crianças que vão segurar o elástico ficam em pé, frente a frente, e colocam o elástico em volta dos tornozelos para formar um retângulo. Daí, o participante da vez faz uma sequência de saltos: pula para dentro, sobre e para fora do elástico, tentando completar a tarefa sem tropeçar. O grau de dificuldade aumenta ao longo da disputa: o elástico ainda deve subir do tornozelo para o joelho, cintura, tronco e pescoço. Dependendo da altura das crianças, o jogo vai ficando impraticável, mas é o desafio que estimula a brincadeira!

Pegue a cauda – Nigéria

Pegue a cauda – Nigéria
Fonte da imagem: wfnagincanasolidaria.blogspot.com.br/2014/05/tarefa-6.html
Os jogadores se dividem em equipes. Cada equipe forma uma fila segurando pelo ombro ou cintura. O último jogador coloca um lenço no bolso ou cinto. A primeira pessoa na linha comanda a equipe na perseguição e tenta pegar uma ‘cauda’ de outra equipe. Ganha quem pegar mais lenços. Se houver apenas duas equipes, vence quem pegar primeiro.

Pengo Pengo – Uganda

pengo pengo uganda

Nesse jogo há dois líderes. Cada criança, por sua vez, vai até vai até os líderes e estes pedem para escolher entre carne e arroz ou azul e verde. Após a escolha feita pela criança, esta vai para trás do líder que representa a sua escolha. Depois que todas as crianças escolheram, elas formam uma fila atrás de seu líder agarradas pelas mãos ou cintura. Os líderes, segurando as mãos um do outro, iniciam um cabo de guerra. Ganha quem conseguir arrastar o líder da equipe adversária.

Fontes e Agradecimentos

Boa parte das brincadeiras foram retiradas dos seguintes domínios e foram disponibilizadas aqui no site para facilitar o acesso dos professores que não conseguem acessar PDF facilmente. Entrem nas fontes, pois existem mais brincadeiras disponíveis e vários outros materiais interessantes:
Muito obrigado por ler até aqui e espero que continue acompanhando o Demonstre! 😀
Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

6 Comments
  1. posted by
    Raquel
    dez 11, 2015 Reply

    Brinquei de alguma dessas brincadeiras e nem suspeitava que tiveram origem na cultura africana. Fiquei bem interessada no ‘Escravos de Jó, nós usávamos a cantiga, mas não era um jogo, apenas uma coreografia.

    • Felipo Bellini
      posted by
      felipobellini
      dez 11, 2015 Reply

      Pois é Raquel, a cultura africana transborda nos hábitos dos brasileiros, mas infelizmente ainda somos ignorantes disso e muitos não reconhecem a sua importância… Quanto a Escravos de Jó, essa é minha brincadeira favorita. Feliz que tenha te interessado! 😀 – Por favor não deixe de comentar aqui no Demonstre! 😀

  2. posted by
    Beto
    dez 14, 2015 Reply

    Todos nós temos reponsabilidade com a cultura, mas, sobretudo os professores, pela confiança depositada. Uma vez ouvi uma professora do Jardim I falando na frente da turma, que as crianças iriam fazer uma apresentação da Cinderela, a princesa da Disney. Fiquei tão chocado a corrigi e ela ainda não aceitou que estava errada. A informação que passou para as crianças é que a história da Cinderela foi criada pela Disney.

  3. posted by
    Cida
    dez 28, 2015 Reply

    Não é fácil viver em um país em que a população é racista e preconceituosa de modo geral. Mostrar a importância das raças é um dos caminhos para vencer esse inimigo deitado tão à vontade em berço esplêndido.

  4. posted by
    karine
    nov 14, 2016 Reply

    gostei do link

  5. posted by
    Milton
    mar 30, 2017 Reply

    Tbm achei

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