Faça parte do nosso mundo mágico!

Por enquanto somos poucos, mas logo seremos uma legião! Inscreva-se! <3

Burdiju Alamassi – uma lenda da Argélia

Burdiju Alamassi – uma lenda da Argélia

Burdiju Alamassi – Existem lugares em nosso planeta cuja simples menção é capaz de fazer nossa criatividade voar alto, imaginando o que poderá estar escondido num lugar tão grande e tão desconhecido, esquecido pelo homem.

Burdiju Alamassi - cidade cristal

Um desses lugares é o deserto do Saara, o maior deserto de nosso planeta: apenas para você ter uma ideia do tamanho do deserto do Saara: ele é maior que a área de nosso país!

E é claro que um lugar tão fantástico como este despertou ao longo dos séculos a imaginação de pessoas que por ali viveram. O resultado foram lendas que foram passadas para as gerações seguintes e algumas delas puderam sobreviver ao tempo e chegar até os nossos dias.

Resumo da lenda de Burdiju Alamassi

Nove homens viajavam já por vários dias através do deserto, montados em dromedários.

Saara-02

Seu objetivo era encontrar Burdiju Alamassi, uma cidade que segundo os rumores que haviam ouvido era feita de cristal, diamantes e outros materiais extremamente preciosos.

Porém, conforme o tempo foi passando e a viagem se extendendo ao que parecia um período sem fim e as reservas de água que levavam consigo se esgotavam, os viajantes começaram a desanimar e a acreditar que aquela busca era uma grande tolice.

Mesmo assim, decidiram prosseguir. O caminho se tornava cada vez mais difícil e mais cheio de obstáculos até que por fim se tornou tão apertado que obrigou os homens a deixarem suas montarias e seguirem a pé dali em diante. Dois deles, cansados demais para andar, montaram um acampamento e ficaram ali para tomar conta dos dromedários, enquanto os outros sete seguiram seu caminho, o qual se tornou cada vez mais difícil, com espinhos, rochas e outros obstáculos.

Após uma longa noite de caminhada por esse cenário hostil o dia enfim começou a nascer. Mas algo mais a frente em seu caminho brilhava ainda mais forte que o Sol e ofuscou os olhos dos sete viajantes. Haviam finalmente encontrado Burdiju Alamassi.

O cansaço e desânimo que haviam sentido pouco antes agora haviam sumido, e eles seguiram em direção à cidade com energia renovada. Chegando mais perto avistaram a cidade de diamante, e ao seu redor um lago de águas límpidas circundava toda a cidade.

Dois dos homens não resistiram ao impulso e se atiraram no lago, apenas para descobrir, uma fração de segundo antes de bater a cabeça e morrer,  que o que parecia ser água era na verdade uma superfície de cristal sólido!

Após se recuperarem do choque, o restante do grupo não podia desistir agora que estavam tão perto e assim atravessaram com cuidado a placa de cristal até chegar ao outro lado. Lá uma grande placa de bronze bloqueava a entrada para a cidade.

Os homens se olharam, sem saber o que fazer. Parecia que por fim sua viagem havia chegado ao fim. Mas havia entre eles um velho sábio chamado Hakkim. Ele bateu sete vezes sobre a placa de bronze com o cabo de seu punhal e após um momento de profundo silêncio o portal por fim se abriu.

Os homens entraram enfim na cidade.

As paredes eram cobertas de diamantes cintinlantes que ofuscavam os olhos e fascinavam os viajantes. Foi então que eles se deram conta de que estavam perdidos! As paredes eram todas idênticas e formavam um labirinto à sua volta. Muitas delas eram tão brilhantes que pareciam espelhos, aumentando ainda mais a confusão mental.

Dois deles nunca conseguiram sair daquele labirinto.

Os outros três – o velho sábio e mais dois homens mais jovens – conseguiram retornar à entrada. Mas quando estavam prestes a sair daquele lugar, ouviram uma voz suave lhes suplicando que voltassem. Quando se viraram avistaram uma linda mulher, a princesa do Hoggar, que lhes chamava do alto da muralha da cidade de diamantes.

Os dois homens mais jovens não conseguiram resistir ao encanto da mulher e acabaram voltando para dentro do labirinto, onde desapareceram para sempre.

Apenas o velho Hakkim conseguiu sobreviver à expedição maldita e retornar ao acampamento, onde encontrou os outros dois viajantes junto com os dromedários. Eles então se apressaram em voltar para suas casas, lamentando o destino terrível que seus companheiros tiveram

Durante os anos que se passaram Hakkim contou sobre sua aventura a muitas pessoas, que ouviam fascinadas. E desde então muitos partiram em busca da lendária Burdiju Alamassi – a cidade de diamante.

Curiosidades sobre Burdiju Alamassi

viajante Burdiju Alamassi

  1. -Quando se ouve a palavra “deserto”, logo nos vem à mente um mar de areia até onde a vista consegue enxergar, não é? Mas você sabia que na verdade a areia corresponde apenas a 20% da área total?
  2. -Cientistas já comprovaram que o Saara nem sempre foi como é hoje. Ele já foi uma floresta tropical densa, com o rio Nilo correndo pela região em direção ao oceano Atlântico.
  3. -As tempestades de areia que ocorrem no Saara são tão violentas que a areia chega até o oceano Atlântico e a floresta amazônica!

Sites, textos e livros sobre Burdiju Alamassi

Burdiju Alamassi - o livro

Livro “Terras de Mistério”: http://www.livrariamachadodeassis.com.br/livro-terras-de-misterio-9788508074273,ra1628.html

Mais sobre a lenda: http://morricomendopeixe.blogspot.com.br/2015/03/burdiju-alamassi-lenda-do-deserto-do.html

Sugestão de atividade para os professores utilizarem em sala de aula para fixar a lenda de Burdiju Alamassi.

Uma sugestão é pedir aos alunos a leitura do livro “Terras de Mistério” (link acima) e após isso realizar uma conversa em sala sobre o tema tratado no livro.

Galeria de imagens sobre viajante Burdiju Alamassi

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *