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Como conseguir o respeito do seu aluno?

Como conseguir o respeito do seu aluno?

Sejam bem-vindos a mais um texto aqui no Demonstre. Hoje quero falar abertamente sobre RESPEITO na relação aluno-professor. Isto porque está se tornando corriqueiro e pouco importante nas discussões do dia a dia o valor na figura do professor, se tornando cada vez mais permissivo as agressões sociais e organizacionais a estes indivíduos.

Respeito na sala de aula

Se formos aos noticiários da televisão, nas revistas ou abrirmos a timeline do facebook, imediatamente presenciamos variadas situações lamentáveis, que vão desde a quebra de direitos já garantidos por lei (retirada da hora atividade e quinto), falta de recursos básicos para o trabalho e até mesmo situações onde professores são espancados por seus próprios alunos.

Destes, o que mais me preocupa é a crescente agressividade que alunos e comunidade tem com docentes. Em 7 anos de sala de aula, já vi diretor levando empurrões, grupos de alunos humilhando professores, pneus furados e absurdos semelhantes que premiaram a rede pública e privada.

Infelizmente, os motivos para essas agressões são muitos, e a maior parte deles devem ser enfrentados a partir de campanhas públicas de conscientização e são devidos a desestruturação e postura culpabilizadora que transfere a responsabilidade de educador social ao professor, quando este detém a responsabilidade antes de tudo de educar e direcionar o aluno enciclopedicamente.

Como as propostas destas campanhas de valorização docente são ofertadas constantemente e no entanto não garantem uma solução imediata aos problemas enfrentados, decidi então oferecer uma contrapartida ao professor que hoje enfrenta essa geração de pais e alunos e tem sim o dever de transformar e garantir seu espaço e respeito.

São quatro dicas que ao longo dos anos me ajudaram a lidar com meus alunos afim de conseguir não apenas o respeito e tranquilidade em sala de aula, mas também a parceria desses alunos para instituir um espaço de compartilhamento das políticas de sala de aula com outros que não entendem o papel do professor:

Antes de tudo tenha o Pulso firme

São comuns professores que não colocam em prática o que se comprometem. Um exemplo muito simples é quando as ameaças constantes por indisciplina não se concretizam. Outro é quando permite que o aluno não cumpra prazos ou tenha diversas segundas chances.

Não tenha medo de aplicar correções nem por dó do aluno nem por achar que está fazendo algo errado, alunos precisam de controle e se isso não for feito desde o começo de suas relações, com o tempo você perde o controle e os alunos começam a colocar em cheque sua autoridade e seu papel.

Seja gentil

Nenhum professor precisar ser general em sala de aula. Ele pode e deve ser querido com seus alunos, pois assim fica mais fácil criar um diálogo entre professor/aluno. Claro que na medida que as conexões acontecem, as relações se estabelecem e tanto você consegue lidar quando eles estão com algum problema na escola, buscando soluções para recuperação, quanto eles percebem que você se importa e começam a se importar também, humanizando e defendendo o professor.

Evite punições sem necessidade

Exerça a sua autoridade sempre, mas tenha bom senso com punições. A escolha de como punir o aluno deve ser bem pensada e levar à reflexão. Se você consegue fazer o seu aluno pensar no que fez, provavelmente não terá outros problemas e em seguida este passa a ser agente da reflexão em sala de aula.

Uma dica é desde sempre ter punições práticas e que colocam o estudante para trabalhar o assunto no formato de atividades extras que substituem uma ida a diretoria. Redações, cartazes, apresentações extras e afins são excelentes ideias para fazer o aluno refletir.

Não tenha favoritos

Por fim, minha última dica reflete o fato de muitos professores darem mais atenção para os que têm um melhor desempenho em sala de aula, colocando assim de escanteio aqueles que têm um rendimento menor, o que causa certa revolta em alguns alunos, gerando desentendimentos na sala de aula que acabam em desrespeito aos professores.

Procure tratar todos da mesma forma e lembre-se que seu papel em sala está em justamente quebrar esse estereótipo de aluno modelo. Todos podem e todos fazem, unidos e fortificados.

Claro que além dessas dicas, você pode ir além, um bom caminho são introduções de técnicas didáticas em sala de aula. Felizmente a educação é uma ciência que está em constante evolução e a cada dia novos instrumentos aparecem.

Um bom espaço para conseguir um contato com essas técnicas são os vídeos da função Lemman listados no tópico de gestão de sala de aula, verifique que você vai curtir:

Abraço a todos, muita luz e continuarei incansável na busca de novas discussões e reflexões sobre sala de aula. Por favor compartilhem e indiquem!

Referência: FREIRE, Paulo. A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 1991.

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

3 Comments
  1. posted by
    Estefânia
    jan 19, 2016 Reply

    Muito bom…com certeza vai me ajudar!!!

  2. posted by
    Keila
    jan 31, 2016 Reply

    Adoreiii seu texto. Simplesmente top.

    • Felipo Bellini
      posted by
      felipobellini
      jan 31, 2016 Reply

      <3 - Fico muito feliz que gostou!!! Pode contar com muitos outros textos por aqui! :D

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