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Como contar histórias na educação infantil

Como contar histórias na educação infantil

As histórias contadas popularmente sempre possuem algum objetivo. As que assustam as crianças, por exemplo, normalmente têm como finalidade protegê-las de algum perigo. No caso de Chapeuzinho Vermelho e João e Maria, notavelmente a maior mensagem é a de que crianças não devem adentrar florestas sozinhas e isso é fatídico, uma vez que é possível perder-se facilmente na densidão de uma floresta. Sabendo do potencial lúdico e de transmissão de ensinamento fica a dúvida de como contar histórias na educação infantil efetivamente?

Como contar histórias na educação infantil

Como contar histórias para crianças?

Agora que nós já sabemos a importância de contar de histórias na formação das crianças, vamos para um guia prático que facilita o desenvolvimento dessa atividade tanto em sala de aula quanto fora dela – e isso é muito bem vindo para pais que queiram desfrutar desse momento com os filhos. Os contos surgiram no século XIV através da obra “Histórias das crianças e do lar” criada pelos renomados Irmãos Grimm. Os contos e histórias voltados para o público infantil têm como objetivo transmitir a cultura local para os as crianças de determinada região, além de ensinar-lhes conceitos éticos e morais, de maneira compreensível. Dentro desse campo existem algumas modalidades de histórias:

Contos: são as histórias inventadas por alguém. Normalmente em diferentes lugares pelo mundo eles existem e são transmitidos de pais para filhos durante décadas ou mesmo séculos. Muitas vezes ninguém sabe ao certo quem criou tais histórias, mas elas são transmitidas de pais para filhos –, contadas e recontadas.

Fábulas: envolvem animais como personagens e trazem consigo ensinamentos éticos e morais para as crianças, o que gera mensagens implícitas. Por exemplo, no casso de “A cigarra e a formiga” fica clara a ideia de que é preciso haver trabalho para a manutenção da vida e do bem estar social.

Lendas e mitos: histórias contadas em regiões específicas com o objetivo de resgatar ou manter a cultura local. Nesse aspecto, o folclore brasileiro é muito rico e contém inúmeros personagens com suas peculiaridades. Segue alguns personagens do nosso folclore:

Cuca: assusta os inquietos.

Saci: guardião da floresta. Pé de garrafa: gritos assustadores a alguém conhecido.

Curupira/Caipora: protetor da floresta.

1. A escolha do livro

Os clássicos são muito bem-vindos, tanto os grandes nomes da literatura nacional, tais como Monteiro Lobato com Sítio do Picapau Amarelo e Ziraldo com Menino Maluquinho. Existem também outras opções clássicas, assim como O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry, além de vários outros autores.

A dica é fazer uma visita à biblioteca da sua escola e ver as opções que lá se encontram – caso você seja pai, vale à pena ir até uma livraria, e se possível, acompanhado do seu filho (a). Normalmente há grande diversidade de autores e obras, o que facilita tanto o trabalho do docente que irá lecionar quanto o pai que deseja um momento de aproximação com o filho. Opte por livros bastante coloridos e que possuam várias figuras e gravuras, pois isso estimula a imaginação das crianças.

2 . Conheça a história

Se você ainda não conhece a trama, vale à pena aprendê-la antes de decidir conta-la para os seus alunos ou mesmo filhos. Isso faz com que o desenvolvimento da narrativa seja mais fluído e você a realize de um jeito mais dinâmico. Livros infantis normalmente são curtos, então não custa nada!

3. Comunique-se como se estivesse participando da história

Essas histórias são contadas em processos de aprendizagem, e quanto mais imersivas forem, mais engajamento você obterá e melhor será para o desenvolvimento dos alunos. Faça caras e bocas, chame a atenção das crianças, interaja com elas e com a história. Passe emoção durante a atividade, e com certeza você será para elas um excelente contador(a) de histórias!

4. Organize a turma em um círculo e permita que as crianças interajam

Caso você desenvolva essa atividade em casa, o sofá é a melhor opção. Em sala de aula, reunir-se em círculo com os alunos é melhor para captar a atenção, conversar com os alunos, ouvi-los e mostrar-lhes as figuras e objetos durante a atividade. Quando um aluno fizer um comentário ou uma pergunta, responda-o de modo dinâmico e participativo, afinal, se ele perguntou ou comentou sobre a história é porque está prestando atenção. De modo algum veja isso como um ato que vá atrapalhar a narrativa.

5. Use gatilhos para puxar a atenção

Aumente a participação das crianças. Um exemplo disso pode ser uma história que cite determinado animal, tal como uma girafa. Pergunte-lhes: “vocês já viram uma girafa? Na TV, Zoológico? E como elas são?” – ouça as opiniões e comentários, responda-os e vá avançando com a história conforme o desejado.

Quanto maior o estímulo da interação, maior tende a ser o engajamento das crianças. Essa técnica também funciona como uma espécie de termômetro, na qual você pode observar o nível de interesse dos seus alunos.

6. Fantoches e cenários

Funcionam como elementos que aumentam o dinamismo da atividade e são muito bem-vindos. São fáceis de fazer e as crianças geralmente adoram, porque podem interagir com os personagens e objetos presentes na trama, além de que as cores e o movimento tendem a atrair o olhar, fixando a atenção. O aspecto visual que eles proporcionam é um grande aliado do docente, que pode seguir roteiros de livros e adaptá-los, permitindo maior interação das crianças nas histórias contadas.

Para complementar sua leitura, sugiro esse pequeno vídeo da rede Marista, que ajuda a visualizar algumas das dicas que foram dadas:

Bônus:

Dicas de autores: http://www.mundodastribos.com/melhores-autores-de-livros-infantis.html

Dica de livros: http://revistacrescer.globo.com/Livros-pra-uma-Cuca-Bacana/Melhores-livros/fotos/2015/06/os-30-melhores-livros-do-ano-2015.html#foto-1

Com toda a demonstração tanto da importância de contar histórias na educação infantil quanto o guia com dicas e técnicas de como contar histórias na educação infantil, você está angariado por tudo o que pode precisar quando o assunto é entreter e agregar conhecimento às crianças, sejam elas os seus alunos ou filhos.

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

2 Comments
  1. posted by
    ANONIMO
    jan 26, 2016 Reply

    Faltou indicar autores brasileiros, como, por exemplo, Ruth Rocha e Ana Maria Machado.

    • Felipo Bellini
      posted by
      felipobellini
      jan 26, 2016 Reply

      Ótima dica! Vou fazer um post sobre bons autores brasileiros! <3

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