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Como enfrentar a sala de aula pela primeira vez?

Como enfrentar a sala de aula pela primeira vez?

As faculdades sempre estão formando novos profissionais da educação, principalmente professores, sejam eles profissionais do ensino básico (pedagogos e licenciados) ou docentes das diversas formados pelo mestrado e doutorado acadêmicos. Fato é que uma hora todos terão que enfrentar a sala de aula pela primeira vez e este é sempre um desafio recorrente, pois mesmo que não seja sua primeira experiência, sempre é uma nova turma, uma nova escola, uma nova disciplina, uma nova direção…

Como enfrentar a sala de aula pela primeira vez

Vejo que vez ou outra as pessoas tentam tornar simplória a primeira experiência em sala de aula frente aos anos de preparo onde acumulamos conteúdos, preparamos planos de aula e elaboramos diversas soluções para os possíveis problemas a se enfrentar. Fato é que por maior que seja sua teoria em didática e conhecimento da disciplina afim, é apenas na sala de aula que poderá confirmar suas técnicas e se firmar professor.

Apesar de serem inúmeras possibilidades, quando um professor está começando e tem sua primeira experiência em uma escola dois são os cenários mais prováveis: ou ele passa a se deparar com uma turma em começo de ano, onde os alunos não se conhecem e com isso consequentemente ela será mais tranquila, porém inibida e sem afinidades, ou ele pode se deparar com uma turma onde os alunos já se conhecem e nutrem sentimentos e diálogos a parte da aula, o que causa dispersão, mas o que também pode ser um trunfo se soubermos lidar com a coesão do grupo propondo atividades adequadas.

Tudo isso gera muitas dúvidas principalmente se o professor tiver tendo seu primeiro contato em sala de aula, como agir para que os alunos venham se sentir à vontade com esse professor e como este deve reagir ao seu primeiro contato com a turma?

Abaixo apresento algumas sugestões para que você, professor de primeira viagem, possa enfrentar a sala de aula pela primeira vez.

Antes de tudo se apresente

Como será o seu primeiro contato com os alunos, muitos terão curiosidade para saber as suas procedências, por isso antes de qualquer coisa os alunos precisam saber qual é a sua formação, quem você é, de onde veio, porque escolheu essa profissão etc.

Este é momento de ganhar uma estima, de gerar laços e fazer com que eles reconheçam em você alguém interessante e que valha a pena passar o restante do semestre ou ano.

É normal que todos estejam curiosos para se conhecer também, por isso tire um momento para que os alunos venham se conhecer e permita que eles se sintam protagonistas da aula, assim todos poderão se apresentar, compartilhando sonhos, hobbies e perspectivas para o futuro.

O Tom de voz é a chave!

Muitos professores no primeiro dia de aula acham que para manter a turma controlada é preciso gritar e se descabelar para ter atenção dos seus alunos. E estão errados. Um professor para ter o controle dos seus alunos não precisa se estressar, pois essa gera uma recepção negativa, que ainda mais em uma relação prematura podem se estender ao longo do ano.

Para evitar isso, treinos de voz, estudo de projeções e técnicas de brainstorm são sempre bem-vindas. Pense em uma sala de aula cheia como um palco, pense em seus alunos como uma audiência que deve sim ser entretida e encantada. Sendo assim, projete sua voz pelo espaço, falando sempre de forma natural e chamando a atenção de maneira bem-humorada. Com toda a certeza seus alunos irão respeitar e você terá uma cooperação muito maior no decorrer das aulas.

Controle do Grupo

É normal no primeiro dia de aula as crianças estarem ansiosas, e essa ansiedade pode causar tumulto. Gaste um minutinho observando a turma e como ela se comporta. Tente identificar os principais atores e assuntos de interesse dos estudantes. Este é um ótimo ponto de partida para começar um diálogo com os alunos.

Muitas vezes eles param para prestar atenção no silêncio do professor, outras vezes o contato se dá por uma ação marcante, ou apenas pela coordenação da roda de conversa. Fato é que principalmente no seu primeiro dia de aula, partir dos interesses do seu aluno e os fazer perceber que você está atento a todos não apenas vai chamar atenção, como tornará o próximo contato/aula esperado.

Seja como for, vá de peito aberto, seja sempre educado e atencioso, sem deixar de ser disciplinado e inovador. Neste vídeo o professor Roberto Luiz Warken fala um pouco sobre essa primeira aula. Acredito que seja uma boa dica procurar depoimento de outros professores sobre seus primeiros contatos com a escola.

Muita luz e paz. Continuarei aqui com nossos textos diários. Por favor compartilhe e indique, até a próxima! <3

Referência: NÓVOA, Antonio. (coord). Os professores e sua formação. Lisboa-Portugal: Dom Quixote, 1997.

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

6 Comments
  1. posted by
    Sylvia Pinheiro
    jan 11, 2016 Reply

    Olá! Gostei bastante do artigo! Sou professora iniciante e nas minhas primeiras práticano meu estágio percebi o quanto é importante criar um laço com os alunos desde o começo, expondo suas ideias e regras necessárias para a convivência. Isso ajuda a criar uma relação de respeito para perdurar durante toda a prática de ensino. Mas também vejo que ter bom humor e ser amigável ajuda bastante os alunos a respeitarem essas regras e colaborarem, tornando a aprendizagem um processo bem mais prazeroso!

  2. posted by
    Jaqueline
    jan 19, 2016 Reply

    Olá, tudo bem?!
    Gostei muito e do artigo e me identifico por conta de situações parecidas que vivenciei, no semestre passado recebi uma proposta de assumir uma sala de 5° ano com disciplinas diversas, meu desafio foi conseguir controlar a turma, pois eram muito dispersos, conversavam bastante e alguns precisavam de acompanhamento especial terminou o semestre e não me senti totalmente satisfeita com meu desempenho com essa turma, apesar de ter conquistando o carinho deles mas a indisciplina ainda permanecia e isso eu queria ter conseguido dominar, mas esse foi meu primeiro ano no fundamental I e espero ter mais oportunidades para desenvolver mais meu potencial, já trabalho com educação infantil e acho que um desafio que tenho que superar é minha insegurança.

  3. posted by
    mnonato08@gmail.com
    fev 7, 2016 Reply

    Obrigada, vou estudá-las com carinho.

    • Felipo Bellini
      posted by
      felipobellini
      fev 7, 2016 Reply

      Obrigado você por comentar!!!!! Estou muito feliz com seu comentário!!!! 😀 – Por favor participe sempre! <3 <3 <3

  4. posted by
    Val
    maio 3, 2016 Reply

    Conclui meu curso(Pedagogia) há dois anos, e ainda não criei coragem, para enfrentar a sala de aula rsrsrs,

    • Felipo Bellini
      posted by
      felipobellini
      maio 3, 2016 Reply

      Sério? O melhor caminho para isso é dar o primeiro passo. Se você não quiser assumir uma turma por um ano completo, comece a fazer atividades e oficinas nas salas de amigos, isso sempre da confiança. =)

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