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Como estimular o aluno com deficiência?

Bellini Bellini
May 29, 2017
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Hoje vamos falar sobre como estimular o aluno com deficiência. Na verdade implementei um guia com 9 dicas diferenciadas para conseguir dos seus alunos o engajamento necessário.

Lembro que esses posts são patrocinados pela Prominas Online e Pelo blog Pós Graduação Prominas. Não deixe de conferir o material deles e nem nossos últimos posts na categoria educação especial, ok?

Como estimular a mente do aluno com deficiência?

O estímulo em sala de aula é um assunto tão complexo quanto o incentivo e motivação no ambiente de trabalho. A atualidade traz, sem sombra de dúvida, uma avalanche de estímulos de todas as formas – visuais, auditivos, sensoriais, motores e psicológicos – o que tende a fazer nossas crianças e adultos muito mais dispersos e tendendo à distração.

Como estimular o aluno deficiente

O que dizer, então, quando o corpo ou capacidade intelectual oferecem obstáculos à capacidade de compreensão, retenção e processamento desses estímulos – especialmente quando combinados à circunstância da sala de aula, onde há um cronograma e um volume de conhecimentos que se convencionou necessários a cumprir?

Compreender o contexto da atualidade e seus desafios é o primeiro passo: não é possível crer que o ensino seguirá o mesmo formato e configuração que seguia 30 anos atrás, simplesmente porque uma pesquisa qualquer requeria o deslocamento de toda a sala de aula para a biblioteca – e ainda significava lidar com o limite do número de volumes disponíveis para consulta. Hoje, o professor pode pedir que uma pesquisa simples seja conduzida por alunos utilizando seus próprios tablets ou telefones celulares, em alguns casos.

Em seguida, é preciso entender que cada aluno da educação atual sofrerá seus próprios sucessos e dificuldades – estejam elas ligadas às armadilhas da internet ou às possíveis deficiências ou necessidades especiais impostas pelos corpos desses alunos. Cada tipo de deficiência significará um tipo diferente de dificuldade, apresentada em menor ou maior grau. Preparar-se para essa circunstância é essencial.

O melhor estímulo – passo a passo

1º – Nunca substime seu aluno

Antes de tudo, entenda que você jamais pode subestimar seu aluno – ou superestimá-lo. Saiba que as aulas mais bem preparadas, as atividades mais bem estruturadas ainda podem falhar miseravelmente devido a uma série de fatores externos que não a sua competência como educador ou a deficiência de seu aluno. Esteja pronto para fazer pequenas ou grandes alterações, ou simplesmente para começar de novo, sem deixar a frustração pessoal tomar conta.

2º Comece do básico e evolua

Comece com as atividades mais simples e mais fáceis de completar – mas nunca seja permissivo ou abra mão completamente dos desafios. É bom que as dificuldades sejam pequenas e graduais: o aluno com deficiência responde bem às pequenas vitórias, especialmente quando elas são reconhecidas. Se a tarefa estiver muito fácil, passe por ela rapidamente, celebre a vitória e siga adiante. Quando elas se tornarem muito complicadas, busque incentivo no progresso já comemorado, usando o sucesso anterior como exemplo.

3º Deficiência implica em esforço redobrado

Lembre-se que a deficiência implica em esforço redobrado – e que esse esforço é cansativo. Eventualmente, é possível que o cansaço reflita em dificuldades maiores do que o normal, frustração e mesmo birras. O aluno com deficiência precisa de descanso da mesma forma que um aluno sem necessidades especiais precisa de um intervalo: e esse descanso pode precisar ser mais frequente. Adapte-se.

4º As atividades sempre devem partir das do grande grupo

Nunca traga atividades completamente diferentes das executadas pelo restante do grupo – afinal, a premissa básica da educação especial inclusiva é fazer com que todos participem do mesmo tipo de atividade ao mesmo tempo. Simplesmente adapte-se às necessidades do deficiente – e às suas possibilidades.

5º Trabalhe a atenção do aluno

A atenção do aluno com deficiência intelectual ou TGD é muito mais reduzida que a do aluno sem necessidades especiais. Alunos com dificuldades de comunicação, deficiência auditiva ou visual também sofrem com dificuldade de atenção – ainda que em menor grau, quando em comparação. Dessa forma, certifique-se de que pelo menos parte da atividade desses alunos envolva a captura e manutenção de sua atenção. Jogos de memória, quebra-cabeças, jogos de tabuleiro e tarefas que impliquem na repetição “e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas – em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha”, são algumas das recomendações da especialista Célia, do blog Deficiência e Inclusão Social (http://deficienciavisualsp.blogspot.com.br) para praticar a retenção do foco e atenção.

6º Gere feedbacks e afira a compreensão do aluno

Certifique-se de que o aluno compreendeu a tarefa que tem que executar, inclusive se valendo de ferramentas diferentes para tanto – figuras, mímica, ampliações, repetições e o que mais for necessário. Em seguida, ofereça tempo para que a tarefa seja concluída a contento.

7º Mostre que você espera algo do aluno

Deixe claras quais são suas expectativas e objetivos para cada tarefa sugerida, para que o aluno saiba onde precisa chegar e o que se espera dele. A frustração aumenta muito quando a pesso com deficiência dispensa imenso esforço em uma tarefa que depois será considerada “errada” pelo professor. Se ele sabe onde tem que chegar e consegue compreender quais as ferramentas a seu dispor nessa trajetória, será mais fácil atingir os objetivos e celebrar mais essa vitória.

8º Utilize os mais variados recursos

Não tenha medo, especialmente na sala de recursos especiais, de utilizar ferramentas diferentes para capturar a atenção dos alunos e para que eles consigam completar a tarefa solicitada – ainda que isso signifique uma vantagem para o deficiente sobre seu colega que não tem necessidades especiais. Caso um aluno com deficiência termine uma tarefa antes de seus colegas, celebre a vitória e ofereça uma pausa, para em seguida continuar com o programa. Sentir-se capaz de viver com os colegas, sujeito às mesmas regras e mesmo sucesso é importante para o desenvolvimento e inclusão da pessoa com deficiência. É importante que ele se veja às vezes em posição de vantagem e às vezes em posição de desvantagem, para que isso se torne apenas mais um aspecto normal do dia a dia e não um motivo para se sentir excluído do grupo.

9º Para cada deficiência existe um estudo

Adapte a ferramenta e o estímulo ao tipo de deficiência de seu aluno. Um deficiente físico pode ter excelente desempenho numa atividade intelectual, mas também precisa ser desafiado – sempre gradualmente – dentro do reino de suas dificuldades. Comece no fácil e vá complicando aos poucos.

Onde começar:

Não tem certeza do lugar ideal para começar? Comece estudando e entendendo os diferentes tipos de deficiência para poder desenvolver atividades que sejam edificadoras para cada tipo de aluno. Cursos como DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS E INTELECTUAIS, uma pós-graduação de 495 horas para professores e profissionais da área de educação, podem ser uma excelente fonte de conhecimento e um local onde profissionais de diferentes linhas de ensino podem trocar experiências e desenvolver novas habilidades. O conteúdo do curso é bastante abrangente e cobre o essencial para quem busca um ponto de início:

  • Fundamentos básicos e teoria em saúde mental
  • Deficiência mental
  • Deficiência visual
  • Deficiência auditiva e surdez
  • Deficiências múltiplas
  • Deficiência intelectual
  • Transtornos globais do desenvolvimento TGD

Bom, é isso. Semana que vem falaremos sobre a ação pedagógica para o cotidiano escolar inclusivo, será um artigo bem bacana e com muita coisa para debatermos. Espero vocês aqui no Demonstre. <3

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2 Comentários

  1. A parte sobre não subestimar seu aluno é principalmente importante. Sim, é claro que eles tem necessidades diferentes, mas como você disse, se você apenas tiver pena delas e nunca esperar nada mais, ele vai se sentir como um estranho no ninho, e é improvável que ele vá se sentir motivado a melhorar!

    Reply
    • De fato. Na verdade, crianças deficientes acabam além de tudo depressivas por serem colocadas de lado, quando muitas vezes o valor cognitivo delas, quando a deficiência é física, permanece intacto; ou quando se trata de deficiência mental, em boa parte das vezes é se trata mais de como estimular e persistência que qualquer coisa.

      Reply

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