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Crash: No Limite – Resumo do filme para Salas de Aula

Crash – No Limite – Filme para ser aplicado em salas de aula

Olá pessoal, tudo bem? No filme para se aplicar em salas de aula de hoje, vamos apresentar uma opção interessante para um assunto ainda mais em voga nos últimos anos, com o crescimento da consciência social a respeito do racismo: Crash – No Limite,

Embora tenha uma narrativa um pouco diferente do tradicional, Crash é um relato chocante e ainda muito atual sobre as questões que envolvem o preconceito racial. E se bem direcionado pelo professor, é possível abrir um debate importante entre os alunos.

Por conta destes fatores, o filme é recomendado para adolescentes acima de 14 anos, à partir do 9º Ano do Ensino Fundamental.

Crash – No Limite – Detalhes Importantes

Ganhador do Oscar, Crash – no limite, é um filme sobre preconceito e conflitos do nosso cotidiano, aonde histórias que aparentemente não tem relação alguma, acabam se cruzando com o desenrolar do filme.

 

Confiras as informações técnicas do filme.

Nome: Crash – No limite
Ano: 2004
Diretor: Paul Haggis.
Origem: EUA
Tipo de filme: Drama
Sinopse: O tema central de “Crash” é o preconceito, mas o filme vai além do preconceito mostrado no cinema até então. A história se passa em um EUA pós 11 de setembro, e mostra as tensões raciais e sociais, aonde cada personagem que vive em uma rotina diferente dentro dos limites da mesma cidade, e o conflito surge a partir do momento que esses mundos se cruzam.

Reflexões que o Filme Possibilita

O que é o preconceito, como ele acontece e por que ele existe? Nós estamos compactuando com tudo isso?

Este é um assunto muitas vezes delicado, por conta dos diversos pontos de vista dos alunos, seja aqueles que não tem consciência do preconceito; aqueles que sofrem preconceito de alguma natureza; ou ainda, aqueles que praticam o preconceito. Mesmo que possa ser um assunto polêmico, o debate se faz necessário para que se crie uma consciência no grupo.

O preconceito que está presente em todas as partes, mesmo quando fica enrustido em pequenas frases ou gestos.

Este aspecto é talvez o mais difícil de se mexer devido a liberdade de interpretação. Por vezes, aquela brincadeira inocente entre amigos pode ser uma ofensa nociva para uma outra, e assim por diante. O que se pode trabalhar neste contexto é o discernimento dos alunos, o que neste caso, significa saber a diferença entre uma brincadeira, e uma ofensa.

O filme pode ser trabalhado em sala, principalmente para discutir a questão do preconceito/discriminação, em todas as vertentes e, apontar ou discutir quais as situações do dia-a-dia já presenciadas são similares as do filme. Se praticado dessa forma, seus alunos serão bem mais esclarecidos.

Para usar algumas das sugestões de atividades em sala, baixe a ficha do professor em PDF, para ler no seu aparelho mobile. Ou baixe as imagens em PNG, para serem impressas.

Versão em PDF

Imagens em PNG

Galeria de Imagens do Filme Crash – No Limite

Gostou das sugestões? Continue nos acompanhando – ao longo dos meses traremos mais e mais filmes para que você possa utilizar em sala de aula como uma boa ferramenta didática.

 

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

2 Comments
  1. posted by
    Como usar filmes em sala de aula?
    maio 8, 2016 Reply

    […] Outro material trabalhoso que desenvolvi, mas que gera debates fantásticos é o resumo/guia do filme Crash: No Limite: […]

  2. posted by
    Fernando Blikstein
    jun 5, 2016 Reply

    O filme é ótimo. Ele mostra bem como a nossa conturbada sociedade, mesmo com tantas campanhas, vídeos, palestras de conscientizações, insiste ainda, em pleno século XIX, no preconceito, racismo e no segregacionismo. Ainda vivemos em um mundo completamente xenofóbico, quando há a discriminação de uma empregada mexicana nos Estados Unidos, quando um negro é abordado de forma injusta por um policial branco, quando um pai de família é acusado de roubo e quase leva um tiro por causa disso… todas essas cenas são mostradas no filme, eis que o filme mostra como o ser humano é intolerante com raças, credos, opções sexuais e outras questões…
    Acho que deveriam produzir mais filmes como estes, em vez de comédias sem conteúdo algum. E mais, as escolas devem conscientizar mais as crianças para questões voltadas ao preconceito e racismo…

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