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Dia da Mulher – Material de suporte do Ensino Médio

Bellini Bellini
fev 17, 2016
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Dia da Mulher no Ensino Médio

Materiais de suporte

Com a finalidade de apoiar os planos de aula para o ensino médio, foram selecionados materiais específicos com a temática do Dia Internacional da Mulher. Você contará com diferentes estudos e matérias que mostram a evolução na luta da mulher. Aliado a isso são fornecidos dados sobre a desigualdade entre os gêneros.

Dia da Mulher material para o ensino médio

Documentário: Imagem Mulher

Esse documentário faz uma análise crítica da contribuição que a mídia faz para manutenção dos estereótipos ligados a mulher. Um exemplo banal disso são as propagandas de cerveja nas quais mulheres aparecem usando roupas curtas e tornam-se simplesmente objetos de desejo dos homens. Essa discriminação também está presente nas músicas, tal como “Amélia é que era mulher de verdade”, na qual se diz descaradamente que a função primordial da mulher é servir o homem. Até que ponto essa constante discriminação da mulher e subserviência da mesma perante o homem através dos olhos da mídia é capaz de contribuir para a desigualdade de gêneros e até mesmo na violência contra a mulher?

É interessante, pois ao acompanhar o documentário você conhece a rotina de algumas mulheres da vida real (no sentido de não serem os estereótipos que tanto vemos na televisão). Elas contam-nos sobre seus planos, sobre sua vida, sua história e o que elas pensam sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea e o que elas pensam acerca do casamento e do papel dos papéis sociais atribuídos a elas.

Tal documentário é inclusive recomendado para ser utilizado em sala de aula – caso possível, devido ao seu tom crítico que nos leva a refletir e constatar algumas infames verdades presentes nos dias de hoje e que continuam a se perpetuar na mídia, estereotipando e denegrindo a imagem da mulher.

O Feminismo pós-moderno, a equidade de gênero e a condição de agente da mulher

Não Uma sociedade democrática precisa possuir essencialmente a igualdade entre os gêneros, para que não haja desvios e estereótipos que possam limitar qualquer um dos “lados”. Aliás, o objetivo tem de ser unir e não dividir as pessoas, até porque, antes de ser homem ou mulher, todos somos seres humanos. Utilizar desse princípio e reconhecer as injustiças praticadas contra a mulher no passado e ainda hoje é o caminho para reverter essa triste situação, que tem sido ignorada por parte da sociedade. Esse material permite ao docente uma visão ampla das questões de negociação existentes hoje em dia, do diálogo, do que as feministas buscam no mundo privado e público, e suas concepções em prol da equidade de gênero.

Resumo:  Falar do feminismo e da pós-modernidade, significa ter presentes as diferentes ocasiões pelas quais passa o feminismo no processo de construção de suas diferentes identidades. Portanto, como sugere o feminismo, desconstruir estereótipos e falsas dicotomias e caminhar em direção à igualdade de direitos e à equidade de gênero são condições indispensáveis para quem vislumbra uma sociedade democrática e cidadã. O presente artigo passa pelo tema do feminismo pós-moderno, da política de reconhecimento e a diferença de gênero na visão de Nancy Fraser, da equidade de gênero e igualdade de direitos, da ordem de gênero da sociedade, da condição de agente das mulheres, principalmente por meio do trabalho e por fim da incorporação das mulheres brasileiras no mundo do trabalho.

http://publicadireito.com.br/artigos/?cod=dbe2ec22cee2bf46

Homens recebem salários 30% maiores que as mulheres no Brasil

Esse artigo nos remete a realidade da desigualdade salarial ainda existente nos dias de hoje. Por meio desses dados o docente poderá trabalhar a questão contando com fontes e números confiáveis. Sabemos que a desigualdade entre os gêneros existe, mas, simplesmente dizer que ela existe não é o bastante. É preciso mensurar o tamanho dessa desigualdade, que no caso salarial é de 30%, que chega a ser gritante.

http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/noticias/homens-recebem-salarios-30-maiores-que-as-mulheres-no-brasil/

Dados da violência contra a mulher

Só no Rio de Janeiro ocorrem 13 estupros a mulheres todos os dias. No Brasil todo milhares de mulheres sofrem violência física e psicológica, além de discriminação, inclusive no trabalho e em casa. Com base nisso, esses materiais repletos de dados, estatísticas e informações estão disponíveis para que o docente possa munir-se dos mesmos para apresentar a gravidade do problema.

Os alunos precisam compreender a gravidade da situação. Alguns, inclusive, podem vivenciá-los de perto ou ter um ente próximo que passou por situação parecida. Infelizmente, casos de violência contra a mulher não são raros como se pensa. É mais comum do que parece e atinge-as independentemente da classe social, apesar de que, em sua maioria, mulheres pobres e afrodescendentes são ainda mais propensas a sofrer esses crimes. Nesse caso específico existe a fusão entre dois monstros da sociedade atual – a discriminação racial e a de gênero.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/05/relatorio-traz-numeros-preocupantes-sobre-violencia-contra-mulheres.html

http://teen.ibge.gov.br/noticias-teen/2822-violencia-contra-mulher.html

Direitos da Mulher: uma história de dominação e lutas

Esse artigo é completo e traça assiduamente as constantes tentativas de dominação da mulher e resistência destas; que ao longo dos milênios têm buscado igualdade perante os homens. Ele analisa, inclusive, o papel da religião sobre esse paradigma ao citar, por exemplo, as muçulmanas que precisam ser submissas aos seus maridos, segundo sua cultura.

Por muito tempo pretendeu-se também excluir a mulher da sociedade civil, negando-as o direito de exercer efetivamente sua cidadania em decisões importantes para as comunidades e nações. O silêncio o qual elas foram sentenciadas foi desafiado por figuras históricas. No final do século XIX a Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder direito ao voto para mulheres. Ao longo do artigo você é apresentado a história da mulher em diversos países e culturas e o desenrolar de sua luta pelos direitos de equidade e o início do movimento feminista.

Portanto, esse artigo fornece uma visão completa da história da mulher tanto para o docente quanto para seus alunos – caso possua interesse em utilizá-lo em aula.

http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/Edicoes/22/artigo127779-1.asp

Munido desse material de apoio você poderá ministrar aulas contundentes e assertivas, ensinando cronologicamente a história da mulher para seus alunos, incluindo as pressões e discriminações que elas sofreram, além da negação de seus direitos. Mais do que conhecer, essa seleção busca fazer com que se reconheça esses fatos históricos que podem ser observados ainda hoje, infelizmente. A partir disso, podemos conscientizar nossos jovens – independentemente do sexo – para que adotem uma postura respeitosa para com a mulher.

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