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Dia do Policial – diferenças em polícia civil e militar

Dia do Policial Civil e Militar: quais as diferenças entre eles e como dialogar a função da policia no ambiente escolar

No dia 21 de abril comemora-se o dia do policial civil e militar, ambos com grandes papéis em nossa sociedade. Não existe país no mundo capaz de manter a ordem e soberania interna sem que se utilize de forças públicas, em outras palavras, de forças policiais.

Dia do policial

E o melhor de tudo é que dialogar suas funções no ambiente escolar é fácil. Vamos lá?

O caráter regional das polícias no Brasil

O primeiro passo é compreender que as polícias civis e militares atuantes no Brasil possuem caráter regional, especificamente falando, elas atuam somente em seus respectivos estados. Cada estado possui uma polícia civil e outra militar, que juntas servem à segurança pública.

Dito isto, podemos prosseguir com as características básicas de cada polícia.

Polícia Militar

A famosa PM – Polícia Militar – possui caráter ostensivo preventivo, e isso basicamente pode ser entendido como a prevenção e o combate direto ao crime. Ela realiza o policiamento preventivo, seja por meio do policiamento motorizado ou a pé; ainda contando com as categorias de policiamento florestal, rural, rodoviário, de radiopatrulhamento, aéreo e por fim o escolar, este diretamente ligado com a escola, tendo como objetivo de garantir a segurança dos alunos e afastar a presença de sujeitos libidinosos do perímetro escolar.

O princípio ostensivo é exatamente a razão de ser da Polícia Militar. A simples presença de uma viatura e do contingente policial inibe boa parte a atuação criminosa e afasta a possibilidade de ações ilegais. Além do mais, a PM também socorre e atende diretamente o cidadão, resolvendo e mediando conflitos entre eles. Também vale lembrar que o corpo de bombeiros faz parte da Polícia Militar.

Polícia Civil

A razão de ser da Polícia Civil é basicamente investigar e solucionar os crimes cometidos em cada estado. Isso, entretanto, só ocorre uma vez que os delitos já foram praticados; e este é o fato o que a diferencia drasticamente da Polícia Militar, que os previne e combate durante a sua prática.

Quando um delito ocorre e o sujeito é preso, o policial militar encaminha o criminoso até uma delegacia de polícia, que pertence a Polícia Civil, e lá é realizado o B.O – Boletim de Ocorrência – o sujeito é preso e a Polícia Civil assume sua custódia, liberando os policiais militares para retomar suas funções de patrulhamento. Além do mais, quando um crime é cometido e não se sabe o responsável, é a Polícia Civil que busca solucioná-lo por meio de seus investigadores.

O sério problema da criminalidade no Brasil

Não é uma crítica direta a Polícia Civil, e sim uma análise da precária taxa de resolução de crimes no Brasil, que nos mostra que algo está muito errado. Em nosso país, tristemente, somente cerca de 5 a 8% de todos os crimes praticados são solucionados e seus respectivos responsáveis são punidos. É uma lástima. Você pode conferir uma reportagem na íntegra a respeito disso:
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/04/maioria-dos-crimes-no-brasil-nao-chega-ser-solucionada-pela-policia.html

Com relação a estruturação e organização das polícias, segue um vídeo com a opinião de um próprio bandido, além de um especialista. Trata-se do trecho de um documentário. Segue o mesmo:

O documentário pode ser assistido na íntegra através do seguinte endereço:

Bônus: materiais sobre a importância do papel das polícias nas escolas

Atuação policial no combate à violência escolar:
http://www.catolicavirtual.br/catedra/wp-content/uploads/2011/05/249_243.pdf

Caderno Polícia e Escola – Projeto Polícia e Escola:
http://www.soudapaz.org/upload/pdf/cadernopol_cia_2.pdf

Conclusões

Se você já chegou aqui deve ter percebido que não há segredos com relação à abordagem sobre o tema das duas polícias. Em nosso país existe certo receio com relação às polícias, e isso é muito nocivo de modo geral para a sociedade, o que cria tensões. Devemos reconhecer o importante papel dos policiais civis e militares, valorizando-os e apoiando-os como acontece em países mais desenvolvidos. Sem dúvidas, também é preciso pressionar as autoridades para que a corrupção nas nossas instituições públicas seja combatida exaustivamente.

Para finalizar, se você deseja acabar com qualquer dúvida de seus alunos com relação à função de nossas duas polícias, não há segredo, bastando ressaltar o caráter estadual que as polícias possuem no Brasil, além do fato de que a militar previne e combate diretamente o crime e a civil é responsável pela investigação e solução dos casos.

Através deste artigo, esperamos que as suas aulas sejam proveitosas, os policiais possam ser prestigiados e os alunos tenham aprendido mais e melhor sobre a importante função da polícia em nossa sociedade.

Bellini Bellini
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Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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