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Eleições de Mentira – Brincadeira para aprender sobre Cidadania

Eleições de Mentira – Brincadeira prática para ensinar aos alunos o conceito de representação política

Em uma época de engajamento político forte, ensinar as crianças sobre a importância em escolher seus representantes não é apenas de frande importância, mas uma necessidade essencial. Você pode explicar os conceitos básicos desta parte da cidadania, ou mostrá-los na prática com a brincadeira a seguir. Conheça as Eleições de Mentira.

Como Preparar as Eleições de Mentira?

Assim como a brincadeira que mostramos a importância no voto, a as Eleições de Mentira podem vir como um complemento a ela, mostrando de maneira sucinta como exercer a cidadania em sua forma mais básica, e quem sabe até mesmo mostrar na prática aqueles que os alunos escolheram como seus presentantes. Veja como prepará-las.

Eleições de Mentira

  • Público alvo: pode ser realizada com crianças maiores, por exigir aos pequenos uma reflexão mais complexa sobre direitos e os deveres.
  • Idade: crianças à partir de 10 anos de idade, mas principalmente os adolescentes de 16 anos, que tem direito a voto facultativo.
  • Recursos: o professor pode usar caixas de papelão para criar urnas e papéis em branco para que os alunos escrevam o nome de quais os candidatos que desejam votar. A ideia é que os recursos possam ser usados como meios interessantes de promover o voto, ou no caso, a eleição que promove o ensinamento de cidadania desde bem cedo.
  • Objetivo: a brincadeira “eleições de mentira” é fazer as crianças aprenderem desde pequenas o seu direito em escolher qual o melhor representante para responder pelo povo. Se não quiser que a eleição seja de mentira promova uma eleição representante da sala e um suplente que sirva de apoio caso o representante tenha faltado.

Passo a passo:

  1. Na sala de aula, explique quais os direitos e deveres de uma votação, como ocorre o direito a cidadania para o povo, e então lance essa brincadeira para a turma.
  2. A brincadeira poderá durar mais que uma aula, e poderá selecionar os primeiros candidatos ao cargo de representante pela votação aberta. Os quatro que tiverem mais votos vão para a campanha.
  3. A ideia é deixar que a pessoa exerça seu papel de cidadão votando e tendo o direito de escolher aquele que melhor lhe representa na sua sala de aula.

Regularmente, aplique as eleições de mentira. Uma sugestão muito simples para explorar mais a fundo a brincadeira é definir um “tempo de mandato” para o representando de sala e suplente, para que eles elaborem planos pela sua turma e torná-la mais interessante. Se outras outras turmas aderirem a ideia, pode-se pensar em pontos como reuniões, assembleias e outros aspectos do tipo. Tudo vai depender da reação dos alunos, então capriche bem.

Bellini Bellini
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Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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