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Inventando Manchetes – Brincadeira para Adolescentes

Inventando Manchetes – Transformando Jornalismo em Aprendizado

O jornalismo é uma das áreas mais respeitadas entre as profissões, com ramificações que podem ir do mais criativo ao mais técnico, porém sempre com o objetivo de informar ao leitor sobre o que ocorre na sociedade como um todo. E os alunos adolescentes, que cada vez mais estão em contato com este tipo de informação, podem ser por um momento jornalista, através da brincadeira Inventando Manchetes.

Inventando Manchetes – Como Fazer?

Não é muito difícil preparar esta brincadeira, mas para que seja bem feita, é preciso organizá-la com boa antecedência. Confira tudo o que é necessário para ela.

Inventando Manchetes

  • Púbico alvo: estudantes do ensino médio
  • Idade: entre 17 e 19 anos
  • Recursos: depende da complexidade da brincadeira. Em algo mais simples em sala de aula, apenas papeis para escrever as notícias e apresentá-las em sala pode ser o suficiente. Para brincadeiras mais elaboradas, pode-se pensar no improviso de câmeras figurino, e até mesmo efeitos sonoros.
  • Objetivo: esta é uma brincadeira que incentiva a criatividade dos alunos e principalmente despertar nelas o desejo de informação e conteúdo. É uma chance também para o professor descobrir alunos que tenham uma tendência ao ramo da comunicação, e que futuramente podem vir a se tornar jornalistas e outros profissionais da área.

Passo a passo:

  1. Os participantes devem ser divididos em grupos, de três a cinco pessoas cada, conforme o número de alunos presentes.
  2. A tarefa de cada grupo será inventar manchetes de jornal. Mas antes, os temas sobre os quais deverão ser feitas as manchetes devem ser combinados.
  3. Podem ser definidos três ou quatro temas (assuntos). Após a escolha dos temas, os grupos terão um tempo determinado (a ser definido pelo grupo – a sugestão é de 15 minutos) para a tarefa.
  4. Cada grupo deve então optar por um dos temas definidos e fazer três manchetes de jornal sobre este tema: uma manchete engraçada, uma manchete triste e uma manchete de impacto (surpreendente).
  5. Terminado o tempo combinado, os grupos deverão apresentar para todas as manchetes que inventaram. Pode-se, ao final, fazer inclusive uma votação entre os participantes para definir a melhor manchete.

Esta brincadeira pode ser aplicada tanto nos ensinos de história, como de língua portuguesa ou mesmo sociologia. Independente da disciplina, não deixe de incentivar seus alunos, pois eles nunca se esquecerão dela.

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

1 Comentário
  1. posted by
    Larissa Belgini
    jun 11, 2016 Reply

    Está brincadeira me remeteu a infância, na qual havia brincadeiras como passa e repassa, perguntas e respostas e competições feitas de forma interativa entre os alunos em forma de gincana!

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