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Jogo de agrupar – Brincadeiras para aprender o português

A língua portuguesa tem diversas nuances que mesmo um estudioso mais acurado da linguagem não descobre todas as suas particularidades. Ainda assim, existe maneiras fáceis de ensinar estas relações entre as palavras e o objeto, ou objetos, que as representam. No jogo de agrupar, você pode mostrar como as associações podem ser feitas de várias formas, incentivando a criatividade e o conhecimento mais básico da língua.

A brincadeira é muito simples de ser feita. Dividindo os alunos em duplas, o professor entrega uma série de imagens nas quais os alunos precisam organizar dentro de uma palavra sorteada, marcando pontos pela proximidade dos objetos com a palavra escolhida. Veja como prepará-la.

Como montar o Jogo de Agrupar?

Jogo de Agrupar

Público alvo: adolescentes à partir dos 12 anos.

Idade: pode ser aplicado para alunos entre 12 e 15 anos. Mas com as devidas adaptações, pode ser feito com alunos entre 7 e 11 anos, como um reforço aos exercícios básicos de leitura.

Recursos: você precisará de cartões com as palavras da forma como é mostrada na imagem, para que sejam impressos ou escritos de acordo. Também será preciso uma série de imagens de objetos relacionados a palavra, que podem se diferenciar de aluno para aluno, ou ser os mesmos conjuntos para todas as duplas.

Objetivo: esta é uma dinâmica fácil de se aplicar, ajudando o professor a identificar as maiores dificuldades dos alunos em relação a matéria e trabalhar com eles em cima disso.

Passo a passo

  1. Serão necessárias folhas contendo palavras com as dificuldades ortográficas trabalhadas. A turma será dividida em duplas.
  2. Cada dupla receberá uma folha com as palavras que deverá recortar.
  3. Em seguida deverá agrupá-las de acordo com o que tenham em comum. Cada participante deverá ler uma palavra corretamente, não podendo ler a mesma que outro colega tenha lido.
  4. Depois, colarão no caderno separando em colunas.

O professor pode fazer bom uso deste jogo como um meio de saber quais são as dificuldades dos alunos em relação a língua portuguesa, e a partir dele elaborar suas aulas com mais foco. Desta forma, você fará progressos muito maiores do que o conteúdo apresentado em sala.

Bellini Bellini
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Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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