Faça parte do nosso mundo mágico!

Por enquanto somos poucos, mas logo seremos uma legião! Inscreva-se! <3

John Dewey e a Educação

Não sei quem é o meu predileto, se Dewey ou Freire. Na verdade o pensamento deles está tão relacionado que poderia dizer que eles escreveram juntos. As discussões são tão contemporâneas, que não exista uma discussão de professores em que se repita a frase “precisamos ensinar os alunos a pensar”. E se formos mais a fundo, a maneira sistêmica como a nossa educação está fundamentada e evolui apenas comprova que a educação brasileira se desenvolve aliada as ideias deste pensador, buscando questões problemas afim de desafiar os alunos e pensar a educação no aluno e em como ele vai se relacionar com ela. Hoje trago as diferentes contribuições de John Dewey para educação, espero que gostem!

John Dewey

Nascimento – 1859- Burlington, Vermont; Morte – 1952 – Nova Iorque, Nova Iorque.

John dewey e a educação

Nascido em Burlington, uma pequena cidade agrícola  do estado norte-americano de Vermont,  Dewey, não teve acesso à educação de excelência em sua infância. Entretanto, desde cedo a sua mãe  despertava nos filhos o senso de responsabilidade, o que de certa forma compensou essa deficiência.

Foi professor secundário por três anos antes de cursar universidade, na qual graduou-se em 1879 e  concluiu seu Doutorado em  filosofia , em  1882. Tornou-se professor e em sua carreira  foi  integrante do Departamento de Filosofia da Universidade de  Michigan, professor de Filosofia Mental e Moral na Universidade de Minnesota,  responsável pelo Departamento de Filosofia, Psicologia e Pedagogia da Universidade de Chicago, e um dos fundadores da escola filosófica chamada Pragmatismo.

Fiel à causa democrática participou de vários movimentos sociais,  aonde chegou a  criar uma universidade exílio para acolher estudantes perseguidos de países de regime totalitário.

Suas principais obras foram: Psicologia (1887); Meu credo pedagógico (1897); A escola e a criança (1898); A escola e a sociedade (1899); Experiência e Educação (1938) e ainda, teve participação em mais de 40 outros livros e diversos artigos publicados.

Aqui uma apresentação de slides bem bacana apresentando e resumindo Dewey:

A contribuição de John Dewey na educação

Dewey é o nome mais célebre da corrente filosófica que ficou conhecida como pragmatismo, embora ele preferisse o nome instrumentalismo. Segundo ele, as ideias só tem valor, quando é um instrumento de ação, ou seja,  para essa escola de pensamento, as ideias deveriam  servir de instrumento para a resolução de problemas reais, o que influenciou diretamente seus estudos sobre educação.

Seu interesse por pedagogia nasceu da observação de que a escola de seu tempo continuava orientada por valores tradicionais, atuando dentro de uma linha de obediência e submissão, não sendo efetivas quanto ao processo de aprendizagem e não incorporando ainda,  às descobertas da psicologia, nem acompanhara os avanços políticos e sociais.

Neste contexto, ele desenvolveu sua  teoria, que levou o nome  Educação Progressiva, na qual tem como  objetivo a educação da criança como um todo,  sendo importante  o crescimento  físico, emocional e intelectual. Sendo que,  ele acreditava ainda, que era impossível desassociar a educação, da filosofia e da ordem social.

Dewey acreditava que para o sucesso aprendizagem, a mesma deveria ser instigada, por meio da problematização e discursões das práticas do dia-a-dia.  Assim, ao tentar desenvolver a solução para os “problemas”, o aluno desenvolveria  sua capacidade mental, ou seja, estimulando a capacidade de pensar dos alunos, levantando hipóteses, analisando, interpretando e avaliando  as questões.

Para tanto, caberia ao professor  desenvolver os conteúdos escolares neste formato, não usar definições ou conceitos prontos e sim, discuti-los com os alunos. Descobrindo  ainda, os verdadeiros interesses do aluno, pois para ele, dentro de uma sociedade democrática, o esforço e a disciplina, são gerados a partir da  iniciativa e a independência do aluno, e não somente a obediência que é valorizada no ensino tradicional.

Apesar de ir contra ao método de ensino tradicional,  ele reconhecia que, à medida que as sociedades foram ficando complexas, a distância entre adultos e crianças se ampliou. Assim, ele justificava a necessidade da escola, tendo como objetivo principal ensinar a criança a viver  e conviver em sociedade. Desta forma, ele definia o papel dessa instituição, como um lugar para  reproduzir a comunidade em miniatura, que deveria apresentar  para a criança o mundo de um modo simplificado e organizado e, aos poucos, conduzi-las ao sentido e à compreensão das coisas mais complexas.

Esta linha de pensamento filosófico de John Dewey foi  responsável pelo  do movimento de renovação das ideias e das práticas pedagógicas conhecidas como Escola Nova, tendo grandes  influências sobre a educação no Brasil.

Dewey e a Educação no Brasil

As ideias de Dewey serviram  como  bases para  grandes educadores de sua época  e, também influenciaram no processo educacional pós-ditadura em  nosso país. Tendo como  principais seguidores e propagadores dos seus pensamentos, Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando de Azevedo, sendo este último responsável pela publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova: ao povo e ao governo.

Neste documento, que foi assinado por mais 26 intelectuais da época, pretendia-se realizar uma reforma educacional no Brasil, já que estavam ocorrendo na época diversas transformações econômicas, políticas e sociais  no país e, eles acreditavam que a educação deveria acompanhar estas mudanças. Desta forma,  esses mesmos, educadores divulgaram e propagaram esse pensamento por todo o país.

Entretanto, apesar dos seus conceitos terem tido grandes influência sobre a educação nacional, cabe ressaltar que as ideias principais do Manifesto, não  conseguiriam se firmar no Brasil, aonde uma das barreiras enfrentadas era o alto custo para implantação,  o que se tornou inviável para ser praticado nas escolas públicas.

Mas de qualquer forma, os pensamentos de Dewey trouxeram grandes contribuições para o avanço do nosso sistema educacional, no qual passou a levar mais em consideração o interesse do aluno, a formação para uma vida democrática e também ao conceito do professor reflexivo.

Um ótimo material para acompanhar são os vídeos da UnivespTV que dialogam Dewey na sala de aula. Muito bom. Confira:


Bom, é isso. Muita luz, paz e amor para todos vocês! <3

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

1 Comentário
  1. posted by
    Larissa
    jun 4, 2016 Reply

    Parabéns pela melhor das escolhas! Utilizo a frase desse grande filósofo no meu dia a dia e acho admirável a responsabilidade e o trabalho feito por ele em causas sociais!
    Que seja sempre assim, em todas as fases da vida…
    “A meta da vida não é a perfeição, mas o eterno processo de aperfeiçoamento, amadurecimento, refinamento”.

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *