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La Befana – lenda italiana

La Befana, a bruxa da Itália

La Befana é um personagem bastante popular na cultura italiana, que está ligada às tradições do natal e ano novo. Poderíamos dizer que, de certa forma, ela é como uma versão do Papai Noel.

La Befana

Mas ao ver uma foto da Befana, você notará que ela se parece a uma bruxa, com nariz comprido, vestido negro e voando por uma vassoura. “O que ela tem em comum com o Papai Noel?” – Você deve estar se perguntando. O primeiro ponto em comum entre esses dois personagens é sua ligação aos feriados de natal e ano novo, como você verá mais abaixo, na lenda que contaremos sobre a origem de La Befana. Outro fator em que essa personagem lembra o Papai Noel é que ela também costuma dar presentes às crianças e tem o costume de entrar nas casas pela chaminé.

Porém, diferente da tradição do Papai Noel, que visitaria as crianças no dia 25 de Dezembro, La Befana o faz na madrugada do dia 5 para o dia 6 de Janeiro.

Apesar de toda a bondade representada pela velhinha, sua origem é um tanto controversa.

Um certo livro, escrito por um reverendo diz que “Befana parece ser herdeira de uma deusa pagã denominada Strenia, que patrocinava os presentes de ano novo.”

Essa origem inspirada numa deidade pagã foi a causa de a personagem enfrentar forte oposição por parte de membros da igreja no passado.

Resumo da lenda de La Befana

Conta a lenda popular que no dia em que Jesus nasceu, quando os Três Reis Magos viajavam a caminho de Belém para visitar a criança predita pelas profecias da Bíblia, aconteceu de eles se perderem.

pintura de La Befana

Andaram sem rumo por um tempo até se darem conta de que não conseguiriam encontrar seu caminho sozinhos. Por isso decidiram que era a hora de pedir informações a alguém. Mas a quem pedir ajuda no meio do nada?

Eles caminharam mais algum tempo até que encontraram por fim uma pequena cabana isolada no meio do deserto. Chegando à cabana, logo avistaram à porta uma simpática velhinha que lhes recebeu com um sorriso acolhedor.

Eles lhe explicaram a situação, mencionando a importância de sua viagem, e disseram que estavam perdidos havia algumas horas e não tinham nenhuma ideia de onde ir. Por fim perguntaram à senhora se ela saberia o caminho a seguir.

Infelizmente ela também não conhecia o caminho para Belém, mas como já era bem tarde da noite lhes convidou para passarem a noite em sua cabana e descansarem, assim no dia seguinte poderiam prosseguir a viagem à luz do dia, quando seria mais fácil encontrarem seu caminho. Eles aceitaram.

Na manhã seguinte os Três Reis Magos se despediram da velhinha muito agradecidos e lhe convidaram para juntar-se a eles na viagem, para poder também ter a honra de conhecer o menino Jesus. Mas ela recusou o convite, dizendo que estava muito atarefada e não poderia deixar a cabana.

Assim os Três Reis Magos continuaram sua viagem e por fim conseguiram se localizar e chegar a Belém.

Um pouco mais tarde a velhinha se arrependeu de não ter ido com os homens para conhecer Jesus. Por isso ela tentou segui-los mas nunca mais conseguiu encontrá-los.

Desde então ela continuou sua jornada sozinha, e parava em todas as casas pelo caminho para dar doces e presentes às crianças que nelas habitavam, na esperança de que alguma delas seja o predito menino Jesus.

Curiosidades de La Befana

festival2

  1.  -Alguns estudiosos acreditam que a história de La Befana teve origem numa antiga tradição romana de sair e trocar presentes com outras pessoas.
  2. -O fato de Befana ser uma velhinha pode representar a passagem do ano, ou seja, um ano velho sendo substituído por um novo ano.
  3. -É tradição na Itália a celebração do festival de La Befana.
  4. -A primeira vez que Befana é mencionada foi no século XIV.
  5. -Segundo a tradição, as crianças que se comportaram bem durante o ano recebem doces e presentes, mas as que foram más recebem uma pedra de carvão.

 Sites, textos e livros sobre La Befana

 festival  de La Befana

Mais sobre La Befana: http://passeiosnatoscana.com/2013/12/29/a-festa-da-befana-na-italia-como-nasceu-a-lenda-2/

Mais sobre La Befana: http://www.desocultando.com.br/religiao/lenda-de-la-befana/

Mais sobre La Befana: http://blogbrasilcomz.com/2010/12/23/a-lenda-da-befana/

Mais sobre La Befana: http://dentrodabota.blogspot.com.br/2008/01/la-befana.html

Site oficial de La Befana (em italiano): http://www.labefana.it/

Sugestão de atividade para os professores utilizarem em sala de aula para fixar a lenda de La Befana

desenho de La Befana

A lenda de La Befana menciona que ela apenas dá presentes às crianças que foram boas durante o ano. Várias outras lendas em diversas culturas mostram algo similar. Pode ser discutido em sala de aula sobre o que os alunos consideram ser característica de uma boa pessoa e de uma má pessoa. E analisar onde as opiniões sobre o bem e o mal se relacionam ou contrastam umas das outras.

Galeria de imagens sobre La Befana

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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