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Lago Wakatipu – Uma Lenda da Nova Zelândia

Nova Zelândia possui alguns dos cenários mais belos de todo o mundo.

Suas ilhas, montanhas, lagos e mares impressionam e atraem muitos turistas do mundo inteiro para lá. Uma das cidades mais bonitas da Nova Zelândia, e uma das mais belas do mundo inteiro, é Queenstown. Essa cidade é famosa por ser considerada por muitos como a “capital dos esportes radicais” e possui, além de várias atrações turísticas, muitas belezas naturais.

Um dos cartões postais de Queenstown é o lago Wakatipu. O que torna o Wakatipu único é a sua forma, que lembra a de uma pessoa sentada, isso sem contar as águas cristalinas e os interessantes movimentos águas que sobem e descem o tempo todo.

Lago WakatipuO povo da tribo Maori, nativo da região, conta há muito tempo uma certa lenda sobre como o lago Wakatipu surgiu. E é sobre essa lenda que você lerá a seguir.

Resumo da lenda

Conta a antiga lenda do povo Maori que existiu na região uma princesa muito bela, chamada Manata. Ela acabou se apaixonando por um jovem chamado Matakauri, um valente guerreiro de sua tribo.

Felizmente o sentimento dela era correspondido pelo jovem, e eles desejavam muito se casar. Infelizmente o pai da princesa era contra a união dos dois jovens, pois não achava que um guerreiro fosse digno de casar-se com a princesa, e por isso buscava a todo custo uma forma de separá-los.

Por fim, o pai da princesa foi visitar o chefe de uma tribo vizinha, o qual tinha como filho um jovem príncipe, e os dois combinaram o casamento de seus filhos. Porém, algo aconteceu nesse meio tempo: um gigante que vivia numa caverna no alto das montanhas havia raptado a princesa Manata!

Seu pai, desesperado, proclamou que, para o homem corajoso o suficiente que salvasse a vida de sua filha, receberia como prêmio a mão dela em casamento. Ao ouvir isso, o guerreiro Matakauri não pensou duas vezes e decidiu enfrentar o gigante para salvar a vida de sua amada, e por fim poder casar-se com ela.

Após algum tempo de busca pelo gigante e Manata, Matakauri por fim encontrou-os num vilarejo: o gigante estava dormindo e Manata estava amarrada ao tronco de uma árvore por um cordão mágico. Matakauri se esgueirou silenciosamente até Manata e tentou cortar o cordão com seu machado, mas apesar de toda sua força o cordão se negava a ceder.

Manata estava com muito medo, principalmente temendo pela vida de seu amado, e por isso lhe implorou chorando que a deixasse antes que o gigante acordasse e salvasse a própria vida. As lágrimas rolavam por seu rosto, e uma delas pingou de seu queixo e caiu sobre o cordão mágico, partindo-o no mesmo instante.

Matakauri abraçou com força a linda princesa e se apressou a tirá-la dali. Porém antes de irem embora, o guerreiro colocou fogo no gigante adormecido, o qual morreu na posição em que estava dormindo.

Lago Wakatipu

O fogo consumiu o gigante rapidamente, e formou um grande buraco no chão, no formato exato em que o gigante estava dormindo quando morreu queimado. Com o passar dos anos, a neve que derretia no topo das montanhas desceu até o local, enchendo de água cristalina o buraco deixado pelo corpo do gigante e formando um imenso lago, o qual é conhecido hoje como lago Wakatipu.

Lago Wakatipu

Muitas pessoas visitam o local e os habitantes da região acreditam que o movimento de sobe e desce da água do lago é resultante das batidas do coração do gigante.

Ah, e os jovens finalmente puderam se casar e tiveram uma vida feliz e em paz, com a aprovação do pai da princesa.

Curiosidades:

-Em 2014, o lago Wakatipu surpreendeu os moradores e cientistas quando suas águas mudaram de cor. Após análises, chegou-se à conclusão de que o fenômeno ocorreu possivelmente devido a deslizamento de terra para dentro do lago.

-O Wakatipu possui uma área de cerca de 291 km² e uma profundidade média de 230 m. É bem fundo…

-As águas do lago Wakatipu são tão limpas que renderam ao lago um lugar de destaque entre os lagos mais cristalinos do planeta.

-O filme “Meu Monstro de Estimação”, que narra a história de um garoto que encontrou o monstro do lago Ness, boa parte das cenas foram gravadas no lago Wakatipu.

-“O Senhor dos Aneis: A Sociedade do Anel” também teve cenas filmadas no Wakatipu.

-Existe uma série inglesa de drama e mistério chamada “Top of The Lake”. A história se passa em Nova Zelândia e o lago que dá nome à série é o Wakatipu.

Lago Wakatipu

-Um dos fatores que inspiraram a lenda sobre o gigante e a princesa e o guerreiro é o formato do lago, que lembra alguém deitado de lado.

Sites, textos e livros sobre o assunto:

Sugestão de atividade para os professores utilizarem em sala de aula para fixar a lenda.

  • O lago Wakatipu é um dos locais com água mais cristalina no planeta. Uma sugestão de atividade seria discutir com os alunos sobre como o lago é conservado assim e o que poderia ser feito aqui mesmo em nosso país para evitar a poluição de nossos rios e lagos.

  • Como um incentivo a criatividade, os alunos podem criar histórias a partir da lenda do Lago Wakatipu, como a origem do gigante, ou histórias posteriores que envolvam o lago.

Galeria de imagens sobre Lago Wakatipu

Lago Wakatipu Lago Wakatipu Lago Wakatipu Lago Wakatipu Lago Wakatipu

Bellini Bellini
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Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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