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O que Karl Marx tem a ver com educação?

Karl Marx e a Educação

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Acho que os que me achavam comunista, ao ver esse título simplesmente me deletaram das redes sociais… Mas infelizmente, ou felizmente para dizer a verdade, é realmente impossível falar de educação e suas políticas sem tratar MARX.

Isso acontece porque todos os professores recebem uma boa dose desse filósofo ao estudar a escola como um bem político e instrumento de revolução social, onde o aluno entra e adquire conhecimentos para poder debater a realidade a sua volta e modificar sua posição e critérios sociais, tendo noção não apenas da sua tarefa, mas de tudo que está interligado ao sistema.

Karl Marx propôs o materialismo dialético que diz que a sociedade está em “constante transformação” e bem longe do que podemos entender por “pronta e acabada”. Essa nova proposta de Marx, dita como revolução social e que buscava a igualdade social tanto do homem, quanto do trabalho tinha como ponto de partida a Educação, que segundo Marx é uma ferramenta preponderante para combater a alienação afim de que a população defendesse uma sociedade igualitária.

Essa transformação educativa, primeiramente proposta por ele é o grande embasamento para que professores busquem na educação o meio de mudar vidas. Ao centralizar a educação como uma ferramenta para acelerar o movimento, Marx reconhece a sua importância e esclarece para os profissionais e diferentes comunidades sociais que tudo é possível se partirmos da educação.

Nesse momento, a educação toma uma importância nunca antes vista. Ela não era apenas uma ferramenta de revolução social para as ideias de Marx, mas a forma mais completa e diretamente inter-relacionada com outros centros sociais para gerar uma forma crítica de pensar e discriminar o papel dos homens dentro dos diferentes contextos sociais.

Então, ai está a relação de Marx com a educação. Para mim, este é o filósofo mais importante da atualidade, não que eu concorde com todas as suas ideias, não que eu seja comunista, mas alguém que entende e divulga a educação como real caminho para empoderar a comunidade merece nossos aplausos de pé.

E basta uma rápida reflexão para entender como suas ideias são atuais. A educação está em voga. Os que mais estudam tem o domínio da discussão e decidem o seu destino. A escola é um centro político, de ideias políticas e de formação de homens políticos. Os que não tem educação sempre tem as cabeças baixas. Estudar é dignificador. Os que estudam tem os papeis mais confortáveis na comunidade. Países pobres ou ditatoriais não permitem que sua educação evolua e sua população vive sobre cabresto. A estrutura é importante, o currículo é importante e a tecnologia é importante, mas o professor é essencial.

Espero ter esclarecido, não considere seu professor comunista por ele gostar do Marx, considere ele lido e veja que todos aqueles que percebem a importância da educação no contexto social reproduzem as ideias desse filósofo.

Obrigado e até a próxima!

“Uma ideia torna-se uma força material quando ganha as massas organizadas.”
KARL MARX

Bellini Bellini
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Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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