Não conheço sequer um concurso público no Brasil onde matemática ou raciocínio lógico estão ausentes do conteúdo programático. Junto com Língua Portuguesa, a “rainha das ciências” sempre está entre os conhecimentos básicos para alcançar um emprego público.

Não é para menos: o desenvolvimento de qualquer atividade pública exige bom senso lógico, noção de grandeza, capacidade de resolver problemas matemáticos simples e por aí vai. Imagine um auxiliar administrativo de qualquer repartição que não consegue resolver as quatro operações?

Tal qual na iniciativa privada, no setor público é essencial que essa exigência exista. O problema é que grande parte dos candidatos não é muito simpática a a esse “obstáculo” na seleção.

O “já perdeu” na matemática

Depois de alguns anos ajudando a candidatos a concurso público na internet, escrevendo sobre vários temas nessa área, inclusive Raciocínio Lógico e Matemática, percebi que nessas disciplinas há um clima frequente de “já perdeu”.

É como um time do interior do Brasil jogando com o Barcelona. A derrota está anunciada antes de entrar na partida. Ouço frases do tipo: “deixo matemática por último na prova porque é a disciplina que menos sei, então dedico menos tempo”.

Não é para menos: ao deixar a escola, apenas 7,3% dos estudantes atingem níveis satisfatórios de aprendizado de matemática no Brasil, segundo o movimento Todos pela Educação.

Não duvido que a maioria dos aprovados e aprovadas em concurso público estão entre esses 7,3%.

O que fazer

Nesse cenário, sempre dou a seguinte dica: priorizar a matemática e o raciocínio lógico num concurso é garantir diferenciais importantíssimos. Num concurso público não importa apenas o que você acerta. Seu desempenho está diretamente ligado à concorrência.

Se você acerta questões que a concorrência errou, suas chances aumentam muito. Por isso, não há dúvida: matemática e raciocínio lógico são as “minas de ouro” para quem busca a aprovação num concurso.

Mas lembre-se: é preciso aprender de verdade. Em matemática, é impossível “chutar”.

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