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Matrioska – a Boneca Russa – Mitos e Educação

Matrioska – a Boneca Russa

É quase certo que você já tenha visto uma, ou pelo menos tenha ouvido falar da Matrioska – a boneca russa. Ela é uma boneca de madeira que, por ser oca, comporta dentro de si mais outras bonecas de tamanho menor, parecidas com ela própria, uma dentro da outra.

Matrioska - a boneca russa

Há quem diga que as Matrioskas foram inspiradas em bonecas criadas no Japão, mas não se sabe ao certo como elas teriam ido parar na Rússia. Talvez algum viajante japonês tenha levado consigo alguns exemplares ao viajar para a Rússia.

O nome Matrioska origina-se do nome Matriona – que no final do século XIX era um dos nomes mais comuns entre as meninas russas.

As bonecas possuem uma simbologia relacionada à vida, maternidade e fertilidade: muitas pessoas associam o fato de as bonecas saírem uma de dentro da outra à ideia de dar à luz uma nova vida.

Mas também são um símbolo de eternidade, amor e amizade.

Já houve um tempo em que as Matrioskas foram fabricadas em série, porém atualmente elas são consideradas como verdadeiras obras de arte.

Por serem esculpidas e pintadas à mão cada uma delas é única e possui o estilo único do artista que a produziu.

Se você um dia visitar a Rússia, não deixe de trazer na bagagem uma legítima Matrioska feita à mão.

A lenda da Matrioska

Matrioska - modelo antigo

Diz a lenda que vivia na Rússia um carpinteiro muito habilidoso chamado Serguei.

Ele ganhava a vida escupindo novas peças de madeira e vendendo-as.

Serguei saía algumas vezes no mês para ir até a floresta e cortar madeira que pudesse ser usada em seu trabalho. Mas aconteceu que um certo ano o inverno foi muito severo que ao sair para procurar madeira Serguei encontrou a floresta sob uma densa camada de neve e não conseguiu recolher madeira para trabalhar.

Porém, voltando para casa ele encontrou um pedaço de tronco de madeira de muito boa qualidade e o levou para seu atelier.

Após muito meditar no que produzir daquele pedaço de madeira, acabou por decidir-se a fazer uma boneca.

Ela ficou tão bela que ele negou-se a vendê-la e resolveu mantê-la em sua casa para fazer-lhe companhia. Batizou-a então pelo nome Matrioska.

Serguei ganha o costume de todos os dias ao amanhecer dizer bom dia à boneca. Até que certo dia ela lhe responde seu bom dia e se tornam muito companheiros.

Porém conforme o tempo vai passando Serguei nota que Matrioska parece estar triste e lhe pergunta o motivo.

Ela lhe conta que viu as mulheres humanas felizes ao ter filhos, mas ela, uma boneca de madeira jamais poderia ter um filho.

Comovido, Serguei tem uma ideia. Ele diz a Matrioska que ela poderia ter um filho mas isso lhe causaria dor.

Ela responde que as coisas de grande valor na vida valem um sacrifício.

Então Serguei abre a boneca, tira parte da madeira de dentro dela e produz uma boneca menor e a batiza pelo nome de Trioska.

Com o tempo o mesmo aconteceu com Trioska, e Serguei realiza o mesmo processo, criando uma terceira boneca que batiza com o nome Oska.

Por sua vez, após um tempo Oska também deseja um filho e recebe pela mesma forma uma boneca de madeira ainda menor, que chama pelo nome de Ka.

Porém Ka é um boneco (masculino) e Serguei lhe explica que ele não pode dar à luz filhos.

Com isso o carpinteiro coloca Ka dentro de Oska, depois Oska dentro de Trioska e por fim guarda todos dentro de Matrioska.

Passado algum tempo Matrioska desaparece, deixando Serguei outra vez sozinho e desolado.

Curiosidades sobre as Bonecas Russas

turistas_matrioska Mitos e educação

  1. Todas as bonecas são ocas, com exceção da última e menor que fica no centro de todas. Isso porque conforme a lenda de Serguei, a última boneca – a menor de todas – é do sexo masculino e por isso não pode dar à luz.
  2. As bonecas japonesas geralmente são 7 encaixadas uma dentro da outra, representando 7 deuses da cultura japonesa. Porém a Matrioska da Rússia pode variar de quantidade, indo de 4 bonecas – como na lenda do carpinteiro – até algumas bem grandes que podem trazer até algumas dezenas de bonecas em seu conjunto!
  3. Atualmente a Matrioska é um item tão difundido mundialmente que é possível encontrá-la nos mais diversos temas, como papai noel na época do natal, coelhos, na época da páscoa e até personagens de filmes.
  4. Em 2001 foi aberto o Museu da Matrioska em Moscou.

Sugestão de Atividade

matrioska_beatles - sugestão de atividades lenda

Uma boa ideia é sugerir aos alunos que pesquisem produtos artesanais de nosso país que também tenham uma lenda ou história interessante sobre sua origem.

Outra ideia legal é trabalhar na criação de bonequinhas artesanais a partir de materiais recicláveis.

Galeria de imagens

Sites, textos e livros sobre o assunto

Site do Museu da Matrioska (em inglês): http://www.russiandolls.narod.ru/museum.html

Site brasileiro dedicado às Matrioskas: http://www.casadasmatryoshkas.org.br/

 

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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