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Maui – Lenda da Nova Zelândia

Maui – Conheça a Lenda de Origem da Nova Zelândia

Maui

A Nova Zelândia é um país formado por duas grandes ilhas, chamadas de Ilha do Norte e Ilha do Sul. Essas ilhas, vistas por cima, têm um formato que remete a um peixe gigantesco, cortado ao meio. Isso deu origem à lenda de Maui, o personagem cuja lenda você vai aprender aqui.

Maui não era um deus, mas sua inteligência, sua força e as façanhas das quais era capaz superavam a dos homens normais. Ele é descrito como um tipo de semideus, possuindo habilidades sobrenaturais bastante peculiares.

Dizem as lendas contam que ele, certa vez, foi capaz de laçar o Sol e controlar seu fogo, podendo tornar os dias mais longos. Ele também possuía a incrível habilidade de pescar novas ilhas e terras do fundo do mar, trazendo-as para a superfície, onde podiam ser habitadas pelos homens. A maior de todas elas é a Nova Zelândia, que Maui pescou com a ajuda de seus irmãos.

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Como vários personagens presentes em muitas culturas pelo mundo afora, Maui era capaz de assumir várias formas diferentes. Dentre as criaturas em que ele podia se transformar, uma ave chamada pombo torcaz era sua favorita. Hoje em dia, essa espécie de pássaros é uma ave protegida pelas autoridades e é encontrada em florestas nativas por toda a Nova Zelândia.

Na cultura Neo Zelandesa existem ao todo cerca de 20 lendas sobre Maui. São consideradas as mais antigas de todas as lendas, e todas elas descrevem seus feitos impressionantes e ações extraordinárias.

Maui morreu ao enfrentar a deusa da morte, Hine nui-te-po.

Resumo da lenda

Maui possuía quatro irmãos, que por serem mais velhos, o excluíam de suas aventuras. Até quando saíam para pescar, deixavam o pequeno para trás, entristecendo-o. Ele queria muito ir pescar também.

Por isso, ele fez seu próprio anzol, e durante a noite se escondeu sob a canoa de seus irmãos. No dia seguinte, quando os quatro saíram novamente para pescar, Maui se revelou. Antes que eles pudessem dizer qualquer coisa em reprovação, o jovem lançou seu anzol, amarrado a uma linha, no mar.

Acontece que o anzol não era um qualquer: ele possuía algum tipo de poder, se mostrando cada vez que descia mais fundo em direção ao fundo do mar. Maui esperou paciente, enquanto seus irmãos o olhavam sem entender o que ele estava fazendo.

Maui

Então o garoto sentiu que seu anzol havia fisgado algo lá embaixo. Ele deu um puxão na linha, e percebeu o grande peso na outra ponta. Havia pego algo, e seus irmãos se apressaram em ajudá-lo a trazer o anzol com sua presa para a superfície, até que puderam ver o que Maui havia capturado: um belo peixe.

Famintos, eles queriam preparar logo aquele peixe para comer, mas Maui lhes disse que não poderiam fazê-lo antes de prestarem seus agradecimentos ao deus do mar, Tangaroa, pelo alimento que haviam conseguido.

Mas seus irmãos, cansados de esperar pela oferenda, decidiram cortar, eles mesmos, o peixe em pedaços. Segundo dizem as lendas, esses pedaços deram origem ao que são hoje as montanhas, vales e lagos da região, o maior dos pedaços tendo se tornado a Nova Zelândia.

Muitas das ilhas ganharam nomes que fazem referência à lenda em que Maui pescou as terras. Por exemplo, há a ilha chamada “Te Waka a Maui”, que significa “a canoa de Maui”. Há também a “Te Punga a Maui”, que traduzido significa “a âncora de pedra de Maui”.

Curiosidades:

  • A tribo Ngati Porou, que habita as montanhas na costa leste da ilha Mount Hikurangi, se considera descendente de Maui.
  • Maui é descrito como alguém esperto e que gostava de pregar peças. Um de seus truques foi domar o Sol para que o dia durasse mais horas.
  •  Um dos fatos sobre a lenda de Nova Zelândia ter surgido à partir de um peixe é o formato de seu mapa, que lembra um pouco o animal. A parte mais ao Sul seria a cabeça e a parte ao norte sendo a calda. As partes estão separadas devido ao que os irmãos de Maui fizeram com o peixe na lenda.
  • A trilogia O Senhor dos Anéis foi totalmente filmada na Nova Zelândia. Aliás, Peter Jackson, o diretor dos filmes, nasceu lá.

Sites, textos e livros sobre o assunto:

Sugestão de atividade para os professores utilizarem em sala de aula para fixar a lenda.

  • Uma sugestão é que os alunos pesquisem e façam uma lista de países que são ilhas. O trabalho poderia ser feito em dupla ou grupo, e depois pode-se organizar uma comparação entre as pesquisas dos grupos e criar então uma lista maior na lousa com todos os diferentes países encontrados.
  • Fazer um pequeno comparativo entre as lendas indígenas dos Maori (da Nova Zelândia), com as tribos indígenas que habitam o Brasil. A ideia é ver as similaridades com que os dois povos enxergam a criação do mundo.

Galeria de Imagens sobre a Lenda de Maui:

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

1 Comentário
  1. posted by
    Fernando Blikstein
    jun 3, 2016 Reply

    Linda história de Maui e seus irmãos. Como professor, tradutor e uma pessoa bastante engajada na área de comunicação e literatura, acho fascinante que lendas sejam valorizadas mundo afora. As lendas provocam mistérios e curiosidades para quem lê. E não apenas isso, elas trazem sempre um pouco da cultura de um determinado povo sobre as histórias de um determinado local, as famosas histórias que o povo conta. Parabéns pela publicação de uma linda sobre um lugar tão lindo que é a Nova Zelândia.
    Sucesso para vocês!

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