Michael Apple

Michael Apple e a educação

Michael Apple é um teórico da educação americano, que ficou conhecido pelo seu trabalho na busca da democratização das políticas e práticas de ensino.

Michael Apple

 Michael Apple nasceu na cidade de Peterson, New Jersey, nos Estados Unidos, em 1942, em uma família pobre e de origem trabalhadora. Aos 19 anos foi convocado a prestar serviços militares, mas nunca abandonou seus estudos e, dessa forma concluiu o seu bacharelado em 1961. Na sequencia foi aceito como aluno da Pós-Graduação na Universidade Columbia e, concluiu o seu Mestrado e o doutoramento em 1968 e 1970, respectivamente.

  Apple iniciou seus trabalhos pedagógicos como professor em escolas locais, onde surgiu a preocupação com a pedagogia e seu potencial de mudança social na educação. Assim, focou sua obra nas críticas e na análise dos processos educacionais do currículo escolar.

  Ele é o autor, entre outros, Educação e Energia (1982); Reprodução Cultural e Econômica na educação: ensaios sobre a classe, ideologia e do Estado, (1982), política cultural e educação (1996), Conhecimento. Democrática Educação Oficial em uma Idade Conservador (2000) , possuindo ainda mais publicações em língua espanhola.

 É atualmente professor interino no Departamento de Currículo e Instrução e Estudos de Política Educativa, na Universidade de Wisconsin – Madison, sendo ainda convidado de diversas Universidades em Espanha, Austrália, Nova Zelândia, Brasil, Inglaterra, Lituânia, Noruega e México.

Influência Educacional

 Michael Apple foi um importante estudioso no campo educacional, desenvolvendo a sua própria metodologia, a qual foi denominada pedagogia crítica ou critica pedagógica.   Tendo como bases filosóficas para o ensino pedagógico, a justificativa para a escolha do ensino aplicado em sala de aula.  Apple, partia do princípio do “porque” que devemos ensinar determinada matéria ou assunto, sempre estabelecendo parâmetros para aplicar respostas completamente viáveis e justificáveis.

 Desta forma, o curriculum, de acordo com o autor, passa a não ser uma mera colagem de informações instrucionais sobre o conhecimento disseminado pelo educador, mas antes de tudo uma justificativa com expressões válidas, sendo este modelo adotado pelas principais escolas públicas.

 Apple defendia ainda, o saber como algo que não é simplesmente fornecido ao aluno, mas que para adquiri-lo seria necessário estudos, análises e questionamentos para uma conclusão viável.  Assim, toda a forma de conceito educacional deve ser avaliada e criticada para obter-se uma evolução, desenvolvendo então, um novo conceito no sistema de educação.

 O autor propõe também, uma análise aprofundada sobre outros valores indiretos que formam a base educacional de uma instituição, tal como a discreta ideologia política, formação social e religiosa. Sendo que, a base das pesquisas e desenvolvimento, torna-se necessária para uma ampla disseminação de um conhecimento que será lucrativo para o aluno, ou seja, uma estrutura complexa e valida.

 Diferentemente das linhas marxistas da época, que se baseavam na estrutura de ensino e do currículo na base central de uma economia e com a divisão de classes, raças e setores, Apple acreditava que a educação estaria centralizada entre a cultura e os meios sociais.

 Focando ainda, em uma análise igualitária da sociedade, na qual teríamos uma estrutura de ensino sólida a ser repassada de maneira direta e a propagação e elaboração de um curriculum educacional que busque o meio comum, levando os princípios étnicos e racionais, questionados na época.

 Portanto, segundo Apple, a averiguação das classes sociais desenvolvidas com base na falta de seleção do que é ensinado nas escolas, serve como um próprio gerador do sistema que certamente influenciará na divisão de classes.

 Por esse motivo, o grande alerta de Michael Apple para o campo educacional é o fato de o educador justificar-se sobre o porquê de optar por certa categoria de aprendizado em sala de aula, realizando uma análise contextualizada do que deve ser, ao invés de averiguar e desenvolver o que é, baseando na relação entre a sociedade e a educação.

Para conhecer um pouco mais  sobre o filósofo:

Obrigado por ter lido até aqui, não esqueça de compartilhar e comentar sugestões para futuros textos. Até a próxima!

1 COMMENT

  1. Olá. Concordo com muitas ideias de Michael Apple. A ideia de “[o curriculum] não ser uma mera colagem de informações instrucionais sobre o conhecimento disseminado pelo educador, mas antes de tudo uma justificativa com expressões válidas” quebra o paradigma da pedagogia tecnicista onde não se trabalhava com a análise crítica do aluno. A relação unilateral de professor para aluno no modelo tecnicista transforma o aluno numa máquina que só recebe informações do educador no qual são consideradas verdadeiras. A metodologia de Michael expõe muito dos problemas do modelo tecnicista.

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