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Mudança de voz – Brincadeira para Adolescentes

Você já deve ter visto em programas de televisão ou canais de ciência no youtube a famosa brincadeira com o gás Hélio, não é verdade? Assoprando uma quantidade bem pequena do elemento químico, ele altera as cordas vocais a ponto de ficarem bem finas, tornando a voz muito mais engraçada de ser ouvida. Bem, com ou sem gás hélio, você pode pegar esta brincadeira da Mudança de Voz e aplicar em seus alunos adolescentes.

Além de estarem familiarizados com o formato, a brincadeira pode ser um excelente estudo de biologia, química e até mesmo sociologia: enquanto o primeiro e o segundo aspecto ensinam as mudanças que o gás hélio causa ao organismo e as cordas vocais, o terceiro pode mostrar como os sentimentos afetam a conotação de uma frase. Veja como ela funciona.

Como planejar a brincadeira Mudança de Voz?

Mudança de Voz

  • Público alvo: adolescentes à partir dos 12 anos
  • Idade: preferencialmente entre 12 e 14 anos. Mas com um pouco de adaptação, é possível incluir qualquer faixa etária.
  • Recursos: nenhum apenas a voz. Porém, caso tenha esta opção, pode-se utilizar balões enchidos com hélio, que podem modular a voz.
  • Objetivo: esta é uma dinâmica que estimula a criatividade dos adolescentes, além de despertar a competitividade de uma forma saudável e divertida.

Passo a passo:

  1. Cada um dos participantes escolhe uma frase (inventada por ele mesmo ou já conhecida). Um após o outro, cada participante deverá dizer em voz alta ao grupo a frase que escolheu. Depois disso, cada participante deverá repetir sua frase, modelando a sua voz e expressão corporal de tal modo a expressar os seguintes sentimentos ou situações.
  • com raiva,
  • como num anúncio oficial
  • como se estivesse atacando alguém
  • apaixonado
  • de maneira engraçada
  • entediado (de saco cheio)
  • de maneira ameaçadora
  • nervoso
  • de maneira provocativa
  • como se estivesse interessado no assunto
  • de maneira interrogativa
  • com voz forte
  • como vendedor de feira-livre
  • gritando
  • chorando
  • como locutor de noticiário
  1. O coordenador da brincadeira deverá anunciar cada vez o modo a ser usado na frase. Um após o outro, cada participante deverá dizer a sua frase em todas as modalidades. O participante será eliminado se não conseguir dizer sem rir a mesma frase em todas as modalidades ou então se – conforme o grupo julgar – não estiver conseguindo transmitir o sentimento ou a situação desejada.

Para quem deseja quebrar um pouco o gelo entre os alunos, além de sair um pouco do ritmo de estudos, a brincadeira com a mudança de voz pode trazer algumas situações bem interessantes a tona. Experimente tanto com seus alunos mais adolescentes, como crianças, elas não vão se arrepender da sua decisão.

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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