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O desafio de ser cidadão

Ser cidadão um eterno desafio
Ser cidadão um eterno desafio

Admito que escrever um texto mais pesado não era a minha intenção no Demonstre, não nos seus primeiros dias de vida… Acontece que quando você é um professor de escola pública, empresário em começo de carreira e passou a sua vida inteira participando de movimentos estudantis e desenvolvendo projetos para a comunidade, se deparar com a realidade e perceber que lutar para fazer melhor é quase que seguir à exaustão, não compartilhar isso é o mesmo que desistir de ser cidadão.

Vejo que as pessoas temem demais. Elas fazem o que lhes é conveniente, sempre esperando que alguém dê o primeiro passo, mostre a cara e leve as pedradas para depois dispor de duas soluções infelizes: beatificar o indivíduo em seu sucesso ou olhar com um ar de superioridade seu fracasso e dizer que avisou.

O infeliz desse analfabetismo político é que por mais que estejamos certos em brigar, os covardes insistem em pisar na comunidade iludida ao mesmo tempo que essa ergue as mãos. Eles distorcem as palavras e ações daqueles que se colocam, transformando professores em criaturas mesquinhas que “só querem seus benefícios”; trabalhadores em “vagabundos que abusam de seus direitos”; pais em ingratos que não reconhecem a “sorte de ter uma escola para seus filhos”; estudantes em “encostados”, e esquecem que os vagabundos, encostados e que abusam de benefícios são eles: que dominam e escravizam a comunidade para depois pagar de salvadores.

Não estou falando de ignorantes, estou falando da nata que está no poder político, social e financeiro. Tanto que todas as frases citadas são de discursos que escutei apenas essa semana, por: políticos, empresários, diretores… Claro que existem os bons, eu mesmo espero ser um bom para minha equipe, seja profissional ou de clientes e vejo, e acredito também nos bons políticos, grandes empresários (de espírito) e profissionais que dão seu melhor a cada dia. Eu só quero ter forças para continuar sendo cidadão e para dar forças a outros que precisam de voz e que querem ser cidadãos. Acho que no fim, ser professor é uma escolha política, é a chance de dar voz para comunidade que ainda não aprendeu a falar por si mesma.

Se você está lendo até aqui, deve está esgotado, e eu agradecido. Acho que o grande desafio de ser cidadão, nos impropérios absurdos que vivemos, é: ter a coragem de se levantar e reivindicar os seus direitos e os direitos dos outros. É ter a hombridade de se expor e mostrar que observa e não teme ser observado. É não se submeter e batalhar pelo ganha pão a cada dia. É continuar tentando melhorar mesmo no meio de tanta gente que teme ou que decide por caminhos escusos, mesmo que não ilegais, e saborear das próprias vitórias.

É pensando nisso que eu decidi falar os problemas que vejo no município de Goianinha-RN, e espero que as pessoas possam aproveitar um pouco disso e cobrar um pouco mais dos seus direitos. Veja o vídeo e comente, por favor.

Bellini Bellini
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Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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