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O sol é para todos – Harper Lee – Ficha dos Pontos Principais – Estudos Literários

Os principais pontos de O Sol é para todos

Olá pessoal, tudo bem? Já vamos para os pontos principais do livro O sol é para todos – da Haper Lee, mas antes um contexto:

O Sol Nasce para todos

Caso vocês não saibam, sou formado em Letras Inglês, e durante a minha graduação dei grande enfase a literatura, claro que em um contexto da língua inglês e centrado cultura norte americana, inglesa e irlandesa. Pensando que esse é um conteúdo bacana para compartilhar e depois de quase dois anos longe dos estudos literários, decidi retornar e convidei uma das autoras e professoras mais queridas para me ajudar nessa missão, que é a professora Lia Gonzaga.

Juntos, nós vamos trabalhar mensalmente ou bimestralmente em livros da literatura canônica escrevendo para vocês leitores aqui do demonstre fichas de estudos profundas, com apresentação e análises dos livros, indo desde a ficha resumo, até resenha, apresentação dos personagens, identificação de temas e principais assuntos que possam interessar professores e leitores que queiram compreender o assunto ou levar trabalhos para sala de aula.

Pensando no meu gosto, confesso o egoísmo, decidi começar com To kill a  Mockingbird, ou, como é mais conhecido aqui no Brasil, O Sol é para todos, da Haper Lee, livro que recentemente ganhou sua continuação, décadas depois, que aqui no Brasil vai se chamar Vá, coloque um vigia, um título melhor encaminhado em relação com o original: To set a watchman, e que já atingiu grande sucesso de vendas.

Embora eu não concorde com o título traduzido, que entrega muito quando a intenção da autora era justamente não entregar nada, devo avisar que todos os textos vão conter spoilers dos livros. Isso porque nossa intenção aqui é montar fichas de estudos e protótipos de artigos, para em seguida encaminhar a versão e-book e assim oferecer para vocês um material bem profissional de análise do conteúdo, afim de permitir que vocês conheçam como pensa de fato um pesquisador da área.

Neste primeiro texto, antes mesmo da resenha do livro, decidimos montar um esqueleto com os principais tópicos do romance, informando desde o título original, onde foi escrito e personagens principais, até tipo de narrador, tipo textual, gênero literário e assim vai. Antes destas informações vou colocar aqui uma lista de tópicos que no decorrer das semanas estarão sendo publicados, afim de fechar o estudo completo:

Lista de estudos sobre O Sol é para todos

Ficha dos Pontos Principais

Apresentação e Resenha

Visão Geral da Trama

Lista de Personagens

Análise dos Personagens Principais

Temas, Recursos & Símbolos

Análise das Principais Citações

Questões para Estudo

Sugestões de Pesquisas e Exercícios

Ficha dos Pontos Principais de O Sol é para todos

O Sol Nasce para todos - ficha resumo

 

Bom, aqui começamos nossa ficha. Neste momento nosso principal interesse é te oferecer uma base detalhada das informações principais do texto. Ela serve tanto para consulta, quanto para apresentações gerais do romance O sol é para todos, e percepções didáticas que vez ou outra um leitor menos experiente ou que simplesmente não possui o treinamento, precisa para atingir seus objetivos.

Peço que por favor você respeite esse material, usando ele com carinho, não para colar, mas como apoio real em seus estudos literários.

Título do Livro

O sol é para todos (Titulo original em inglês: To kill a mockingbird)

Autora

Harper Lee

Gênero Narrativo

Romance

Gênero

Romance Psicológico; Drama social; Drama de Tribunal (court room drams giram em torno da decisão de culpa ou inocência de alguém); Romance típico do sul dos Estados Unidos.

Idioma Original

Inglês

Época e local em que foi escrito

Meados de 1950 em Nova York, no segundo semestre.

Data da primeira publicação

1960

Editor

JB Lippincott

Narradora

Scout – narra a história olhando em retrospectiva.

Ponto de vista da narrativa

Scout narra em primeira pessoa, contando o que viu e ouviu naquela época e enriquecendo a narrativa com sua experiência.

Apesar de ela não ser uma narradora onisciente, ela amadureceu consideravelmente através dos anos e muitas vezes ao fazer comentários ingênuos ela demonstra em seus pensamentos e ações que era apenas uma garotinha.

Na maioria das vezes ela fala de seus pensamentos, mas também dedica um tempo considerável em recontar e analisar os pensamentos e as ações de Jam.

Tom da narrativa

Infantil, bem-humorada, nostálgica, inocente e no decorrer da historia, pesarosa e incrivelmente obscura com forte criticismo social.

Tempo

Passado

Data em que ocorre a Narrativa

1933 a 1935

Local em que acontece a Narrativa

Cidade fictícia de Maycomb no Alabama.

Protagonista

Scout Finch

Conflito central de O sol é para todos

A infância inocente com a qual Scout e Jem começam o romance é ameaçada por numerosos incidentes que expõe o lado ruim da natureza humana. O mais notável é o veredicto de culpado de Tom Robinson no julgamento e a vingança de Bob Ewell. No decorrer da história Scout e Jam lutam para manter a fé na capacidade humana para a bondade sob a ocorrência desses exemplos recorrentes na maldade humana.

Ações Principais

Scout, Jam e Dill se tornam fascinados por seu misterioso vizinho Boo Radley e provocam uma série misteriosos encontros com ele. Nesse meio tempo Atticus concorda em defender um homem negro Tom Robinson contra a acusação de estupro feita por Bob Ewell.

Observando o julgamento Scout e especialmente Jem não conseguem entender como o júri é capaz de condenar Tom Robinson com base nas historias inventadas de Ewell.

Clímax

Apesar da capacidade de Atticus e de sua defesa ardente, o júri decreta Tom Robson culpado. O veredicto força Scout e Jem a confrontar o fato de que a moral que Atticus lhes ensinou não pode ser sempre conciliada com a realidade do mundo e a maldade da natureza humana.

Desfecho Final

Quando é divulgado que Tom Robson foi baleado enquanto tentava escapar da prisão Jem luta para encontrar um termo entre a injustiça do julgamento e o destino de Robinson.

Depois de fazer uma série de ameaças contra Atticus e outros ligado ao julgamento, Bob Ewell ataca Jem e Scout quando eles voltam para casa certa noite, mas Boo Radley salva as crianças e esfaqueia Ewell fatalmente. O xerife sabendo que Boo, assim como Tom Robson, seria incompreendido e condenado em um julgamento protege Boo dizendo que Ewell tropeçou e caiu em sua própria faca. Após sentar e conversar com Scout bravamente, Boo volta a recolher-se em casa e Scout nunca mais volta a o ver novamente.

Temas Principais da Obra

A Coexistência do Bem e do Mal; A Importância da Educação Moral; As Divisões Sociais

Recursos

Detalhes Góticos; Vida de cidade pequena.

Símbolos

Passarinhos; Boo Radley.

Prenúncios

Os elementos góticos da história (o fogo, o cachorro louco) constrói a tensão e a sutileza dos prenúncios. O julgamento de Tom Robinson e sua trágica morte; O aparecimento Burris Ewells na escola; A loucura de Bob Ewell; O presente que Jem e Scout encontram na árvore; A descoberta da bondade do coração de Boo Radley; A ameaça e o comportamento suspeito de Bob Ewell após o julgamento quando ele ataca as crianças.

Bom, é isso, por favor fique atento para novos posts. Prometo que toda semana teremos algo novo  e de qualidade sobre Literatura aqui no Demonstre. <3

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

3 Comments
  1. posted by
    Bruna
    jan 2, 2016 Reply

    Muitos concordam que o racismo no Brasil é o mais cruel porque ele não é declarado. As pessoas negras acabam sendo prejudicadas pelo racismo, mas com a desculpa que os outros, por coincidência não negros, se saíram melhor que ela. Isso acaba com a autoestima de qualquer pessoa, porque a sua capacidade é posta em duvida. Mas eu vou de encontro a essa corrente e acredito que o racismo é cruel ao extremo em qualquer situação. O racismo declarado também é extremante cruel. E se o não declarado acaba com a autoestima o declarado alimenta o ódio e cria conflitos entre as raças.
    Apesar de cruel o racismo não declarado como o tupiniquim deixa uma esperança, uma possibilidade de mudança e acaba sendo menos pior.

  2. posted by
    Yuri
    jan 2, 2016 Reply

    Na chamada era da informação, nós temos muitas informações rasas. Fala-se sobre tudo em qualquer lugar, a verdade é que toda informação sem conhecimento não tem muito valor. As pessoas sabem muito até a página 2, com sorte. Conhecimento e informação de nível somente com boa leitura, parabéns ao pessoal do blog interessado em despertar o interesse pela leitura e esse livro promete ser dos bons. Reflexivo e atual até o final dos tempos. Atual porque a essência humana evolui muito pouco apesar dos avanços tecnológicos e ao mesmo tempo em que o ser humano é praticamente o mesmo dede tempos imemoriais, a maioria das pessoas não se permiti se debruçar sobre o assunto e trazer à tona a própria consciência. Boa leitura a todos, ótimas leituras. Vamos ler pessoal.

  3. posted by
    Naomi
    jan 2, 2016 Reply

    Esse delegado pode não saber, mas ele usou o famoso jeitinho brasileiro para resolver o assunto. Quando as coisas não funcionam como deveriam esse famoso jeitinho é usado para tentar diminuir as injustiças.

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