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Otedama – Brincadeira Orientais

Otedama – Brincadeira Oriental para incentivar os Reflexos

Uma das características muito exaltadas pelos brasileiros quando se fala dos japoneses é sua capacidade incrível de raciocínio e reflexos rápidos. E isto, ao que parece, é muito bem incentivado desde a infância tanto pelos estudos bem elaborados, como pelas brincadeiras, cujo propósito é bem mais profundo do que apenas divertir.

Na brincadeira oriental de hoje, vamos aprender a Otedama, que pode ser aplicada para crianças pequenas.

Como preparar a Otedama?

A Otedama é uma brincadeira simples, porém não muito familiar a cultura daqui, diferente da já mencionada Beigoma. Por isso, no início pode causar estranhamento, mas conforme ela for praticada, vai ficando mais fácil sua compreensão, e mais divertida pelo nível de desafio.

Otedama

  • Público alvo: meninas e meninos pequenos, mas pode ser adaptada para pré adolescentes, sem problemas.
  • Idade: à partir dos 6 anos.
  • Recursos: pegue pedaços de pano para compor pequenos sacos e coloque feijão ou outros itens para dar peso, costure-os ou então os feche com barbantes e linhas criando uns pequenos saquinhos.
  • Objetivo: fazer uma vasta quantidade de movimentos enquanto um dos saquinhos está no ar. Ao jogar é necessário pegar os outros sacos e fazer os movimentos distintos.

Passo a passo

  1. A brincadeira precisa ser realizada em duplas, e a mesma terá um conjunto de saquinhos na sua mão.
  2. O otedama pode ser feito de maneiras distintas, mas a brincadeira típica é jogar um dos seus saquinhos para cima.
  3. Enquanto ele está sendo lançado deverá fazer um monte de movimentos com os outros saquinhos que ficaram embaixo. Os jogadores que fizeram mais movimentos enquanto o seu outro saquinho estiver no alto poderá ser determinado como o ganhador daquele jogo.

Gostaram da brincadeira? Existe uma série de brincadeiras orientais que podem ser facilmente aplicadas para crianças nos intervalos ou mesmo durante as aulas. Confira!

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

1 Comentário
  1. posted by
    Fernando Blikstein
    jun 5, 2016 Reply

    Interessante a brincadeira. Como você mesmo disse no texto, as brincadeiras orientais não apenas servem para divertimento, mas também para já ensinar, -desde crianças até jovens e adultos – habilidades e reflexos bastante intrínsecos dos orientais. Essa brincadeira, pelo que percebi, trabalha bastante o reflexo, agilidade e habilidade do participante. Além disso, obviamente existe a parte lúdica, se tratando de uma brincadeira.
    Como professor e educador, acho fundamental que as brincadeiras de cultura oriental, principalmente as brincadeiras nipônicas, sejam compartilhadas para nós com objetivo de engrandecer nosso conhecimento cultural oriental. Compartilhar cultura é fundamental, principalmente se tratando de atividades culturais, divertidas, saudáveis e dinâmicas como estas.

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