Poema de Paulo Mielmiczuk, Narrado por Felipo Bellini. Confira o blog do autor do poema: http://mielmiczuk.blogspot.com.br/

Poemas Que Surgem Em Seu Umbral
Ao contrário do que pensam,
Minha contundência ao amar não é poética, ela é real.
Amo ao amanhecer, ao final da tarde e antes de dormir,
Mas, mais do que tudo, amo ao vê-la, amo ao vê-la sorrir.

Ao contrário do que pensam,
Meus versos semelhantes são diferentes – não em letras,
Mas em sentimentos que apenas eu consigo sentir
E, apesar de tudo, não sinto nada, apenas o amor que faço existir.

Não sou flor, sou um roseto;
Sou soneto no soneto
– Seu criador.

Não sou poeta, sou poesia;
Sou cheio de vazios e vazio por melancolia
– Sou repleto de amor.

Ao contrário do que pensa,
Ela está aqui do meu lado,
Sempre – para onde quer que eu vá.

Ao contrário do que penso,
Talvez não me ame,
Mas isso não me impede de amar.

Não sou tudo – confesso que poderia ser muito mais.
Poderia acabar com o simples lirismo
E agir, buscá-la, e simplesmente amá-la
No mundo real.

Não sou pouco – acho que sou muito, até demais,
Porque, mesmo sem que ela perceba, consigo fazê-la cantar
E sorrir, e amar, e faço dela a mais amada,
Somente com os poemas que surgem em seu umbral.

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