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Planos de aula para o dia da mulher – ensino médio

Dia Internacional da Mulher – Planos de aula para o Ensino Médio

Os alunos do ensino médio podem ser confrontados de modo mais crítico com relação ao Dia Internacional da Mulher, conhecendo os pormenores da realidade histórica feminina. Sabemos que em diversas ocasiões as mulheres tiverem direitos negados, tal como o do voto, além de serem condicionadas a serem donas de casa. Evidentemente, elas participaram de todos os grandes momentos da história e deram suas contribuições, ainda que isso não fosse publicado e muitas vezes seu devido crédito fosse roubado. Os planos de aula selecionados buscam mudar esse paradigma, valorizando a mulher e mostrando seus movimentos de emancipação.

Planos de aula para o dia da mulher - ensino médio

Emancipação da mulher

Esse plano de aula tem como objetivo possibilitar ao aluno a compreensão do papel da mulher na sociedade contemporânea. De modo eficaz esse plano mostra a evolução do papel de seu papel ao decorrer do tempo e, ainda há a divisão da turma em grupo de três a cinco alunos para a realização de um trabalho. Os alunos irão pesquisar dois atletas de uma modalidade, sendo um homem e uma mulher e então compararão a visibilidade de ambos. Todavia, isso nos levará a outras diferenças, tal como a salarial onde há um verdadeiro abismo entre os salários. Os melhores jogadores de futebol, por exemplo, normalmente ganham na casa de milhões, enquanto as melhores jogadoras recebem na casa de milhares de reais.

Outro exemplo são as mulheres vencedoras, que mesmo ao atingir títulos foram descriminadas em seus países e comunidades, seja pela participação em competições ou no modo como se vestiram. Haverá um momento nesse plano em que a sala será dividida e os estudantes irão realizar uma pesquisa sobre modalidades esportivas preferidas de seus colegas de outras classes e até mesmo de funcionários da escola. Essa pesquisa mostrará quais as modalidades esportivas preferidas de ambos os sexos. Esse tende a ser um experimento muito interessante.

Esse é apenas um demonstrativo desse plano de aula, que conta com o raciocínio crítico e ácido necessário para o desenvolvimento intelectual de alunos do ensino médio.

Materiais: reportagem da revista Veja.
Duração: de uma a duas aulas.

http://rede.novaescolaclube.org.br/planos-de-aula/uma-aula-sobre-emancipacao-da-mulher

Movimento feminista e mulheres hoje

Esse plano de aula inicialmente verifica o que os alunos consideram como “ser mulher”, qual o nível de compreensão acerca do tema do feminismo e dos movimentos feministas no Brasil e pelo mundo. Através de algumas indagações e diálogos o docente saberá se já há algum tipo de pensamento formado, estereótipos ou mesmo conhecimento por parte da turma.

O plano também mostra quais eram as reivindicações dos movimentos feministas das décadas de 1960 e 1970, comparando-as com as que são realizadas hoje em dia.

Esse plano de aula é de fácil aplicação por não exigir uma série de materiais e coisas do tipo, sendo que como base ele conta apenas com conhecimento prévio e uma dica de leitura. Esse fator facilita o desenvolvimento do plano de aula para o professor e além do mais, constitui-se através de uma metodologia prática de aplicação.

Materiais: presentes no plano de aula.

Duração estimada: de uma a quatro aulas.

http://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/medio/sociologia-movimento-feminista-e-mulheres-hoje.htm

Feminismo e o mercado de trabalho

Tal plano mostra a realidade vivida pelas mulheres no mercado de trabalho. Existem vários exemplos pertinentes a serem explorados durante as atividades propostas, tal como o fato de muitas mulheres não serem levadas a sério em seu trabalho – seja numa reunião de negócios ou com seus clientes e gerentes – pelo simples fato de ser mulher.

Por meio de diálogos e indagações você docente analisará o comportamento de toda a turma, homens e mulheres, inclusive com relação às vestimentas. Muito se discute acerca de qual tipo de roupa as mulheres podem ou não usar no ambiente de trabalho, assim como os homens terminantemente pensam que saias são uma típica roupa feminina. Todavia, na idade antiga, por exemplo, os homens usavam togas, e até mesmo os romanos utilizavam uma espécie de “saia” como uniforme de seu poderoso exército.

Há o estudo das características tidas como femininas e masculinas, os estereótipos do corpo, do modo de se vestir e os dilemas enfrentados por mulheres que são executivas e ao mesmo tempo lutam por respeito e igualdade no trabalho. Tais mulheres comumente vivem um dilema em possuir uma postura firmes (das quais os homens não tentem tirar vantagem ou menosprezar) sem deixar de lado sua feminilidade.

Esse plano de aula é completo e atiça o raciocínio crítico, além de mostrar tanto para homens e mulheres qual é a realidade no mercado de trabalho e os preconceitos e pressões que existem em torno da mulher. Não é fácil ser executiva no Brasil e no mundo, ou mesmo buscar o sucesso e igualdade em qualquer modalidade de carreira, uma vez que as condições de tratamento, trabalho e salários podem ser divergentes. A compreensão, portanto, faz-se necessária e utilizar esse plano de aula pode abrir a mente de muitos jovens.

Materiais: Reportagem presente no plano de aula.

Duração: duas aulas.

http://rede.novaescolaclube.org.br/planos-de-aula/o-feminismo-e-o-mercado-de-trabalho

Movimento feminista: problematizando o espaço da mulher na sociedade

Essa aula de sociologia objetiva mostrar o que desencadeou o movimento feminista e contra o quê e pelo quê ele luta. Contem uma abordagem histórica que segue cronologicamente os fatos, além de conter charges e desenhos que ilustram os questionamentos feministas. O plano de aula está dividido em três fases que possuem atividades, tais como a leitura de textos e observação das figuras, além de uma roda de conversa para discutir o que se observou sobre o tema proposto.

A ideia de que a mulher tem de ser uma dona de casa, cozinhar, lavar e passar roupas são contestadas, entre outros aspectos oriundos de uma visão predominantemente machista. Isso é importante, pois pode ampliar a capacidade crítica dos jovens, independentemente de serem homens ou mulheres – e trabalhar com a mudança de paradigmas é essencial. Por fim, a avaliação se dá pelo engajamento e participação dos alunos, além do debate e da exploração do tema durante todo o processo de desenvolvimento do plano de aula.

Materiais: uso do laboratório de informática ou sala de vídeo. O resto da aula em si é interativo.
Duração: duas aulas.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=14636

Esperamos que com os planos de aula presentes nesse artigo você possa desenvolver atividades em sala de aula que estimulem o pensamento crítico e minguem com as ideias de superioridade de gênero, além de atribuições ilógicas ao sexo feminino. Por meio de aulas podemos fazer mais do que apresentar aos alunos esse tema; podemos estimular o respeito à mulher!

Bellini Bellini
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Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

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