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Resenha de O sol é para todos – Harper Lee – Estudos Literários

Bellini Bellini
jan 09, 2016
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Resenha de O Sol é para todos, ou To kill a Mokingbird

Olá, tudo bem? Neste texto decidi fazer uma apresentação orientada pelo Livro O Sol é para todos, afim de expor os pontos principais da obra e fatos que se relacionam. Lembrando que esta é uma resenha, e que pretendemos na semana seguinte oferecer um texto mais aprofundado sobre a Trama, apontando os elementos chaves e garantindo que não tenha escapado aos seus olhos nenhum detalhe da obra de Harper Lee.

O Sol Nasce para todos

Antes de ir para a resenha de fato, veja quais outros conteúdos sobre o O sol é para todos já temos disponíveis:

Lista de estudos sobre O Sol é para todos

Ficha dos Pontos Principais

Apresentação e Resenha

Visão Geral da Trama

Lista de Personagens

Análise dos Personagens Principais

Temas, Recursos & Símbolos

Análise das Principais Citações

Questões para Estudo

Sugestões de Pesquisas e Exercícios

A Resenha literária de Fato!

Lista de estudos sobre O Sol é para todos  Ficha dos Pontos Principais  Apresentação e Resenha  Visão Geral da Trama  Lista de Personagens  Análise dos Personagens Principais  Temas, Recursos & Símbolos  Análise das Principais Citações  Questões para Estudo  Sugestões de Pesquisas e Exercícios

Nelle Harper Lee nasceu em 28 de abril de 1926, em Monroeville, Alabama, uma cidadezinha dorminhoca parecida de muitas formas a Maycomb, cenário de O sol é para todos. Assim como Atticus Finch, o pai de Scout, narradora e protagonista do romance o pai de Lee era um advogado.

Entre os amigos de infância de Lee estava o futuro novelista e ensaísta Truman Capote de quem ela tirou inspiração para criar o personagem Dill. Apesar desses detalhes pessoais a autora sempre fez questão de dizer que O sol é para todos foi criado para retratar não a sua própria infância, mas sim a uma cidade comum do sul dos estados Unidos. “Pessoas são pessoas não importa onde você as coloque, ela disse certa vez em uma entrevista no ano de 1951”.

Em verdade o cenário e os personagens não são os únicos aspectos da história que delineiam os eventos ocorridos durante a infância de Lee. Em 1931 quando ela tinha cinco anos, nove homens negros foram acusados de estuprarem duas mulheres brancas perto de Scottsboro, Alabama.

Após uma série de longos e constantes julgamentos públicos e implacáveis cinco dos nove homens foram sentenciados a longos anos de prisão.

Muitos advogados proeminentes e outros cidadãos americanos viram as sentenças como ilegítimas e motivadas unicamente pelo preconceito racial. Havia também a suspeita de que a acusação feita pelas mulheres eram mentirosas e de apelo em apelo suas queixas se tornaram duvidosas.

Seja como for havia uma certa dúvida no caso de Scottsboro que foi como o julgamento dos nove homens ficou conhecido, tal dúvida serviu para que o tema de julgamento fosse o epicentro do romance de Lee.

O sol é para todos começou a ser escrito em meados de 1950, depois que Harper mudou para Nova York e se tornar escritora, o romance foi concluído em 1957 e publicado em 1960, um pouco antes do movimento americano em prol dos direitos civis.

A resposta da crítica ao ‘’O sol é para todos’’(To kill a monckingbird) foi deveras controversa: uma parte da crítica declarou que  narrativa realizada na voz de uma criança de apenas nove anos era no mínimo duvidosa  e rotularam o romance  de excessivamente moralista.

Não obstante, na atmosfera carregada de racismo de 1960, o livro se tornou um enorme sucesso popular, sendo agraciado com o prêmio Pulitzer em 1961 e chegando a vender mais de 15 milhões de cópias. Dois anos depois da sua publicação uma academia premiada filma a versão do livro, estrelando Gregory Peck como Atticus Finch.

Enquanto isso a autora se retirou dos olhares públicos: evitava entrevistas, recusou-se a escrever as cenas para a versão filmada e publicou apenas pequenas peças depois de 1961. ‘’O sol é para todos’’ foi o único romance escrito pela autora. Lee retornou a Monroeville e continuou a viver lá.

Em 1963, Lee, escreveu um breve prefácio para o livro, nele ela requisitou que as futuras edições de O sol é para todos parassem de conter introduções de cunho crítico. O sol é para todos, ela escreveu, ainda diz o que é para ser dito, foi feito para sobreviver aos anos, sem preâmbulos.

De fato o livro é bem adulto e se torna um clássico da literatura essencial para o ensino superior, sendo amado por milhões no mundo inteiro por seu apelo ao retratar a inocência infantil, pela condenação moral severa ao preconceito racial e pela afirmação de que bondade humana é capaz de resistir ao assalto do mal.

Obrigado por ler até aqui, não nos abandone continue participando do Demonstre! <3

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