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Rousseau e a Educação

Bellini Bellini
maio 28, 2017
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Hoje vou dedicar o texto para falar sobre Jean-Jaques Rousseau e sua influência sobre a educação contemporânea. Primeiro vou falar um pouco sobre sua biografia, para em seguida fazer relações sobre o Rousseau e a educação. Vamos lá?

Jean-Jacques Rousseau e a Educação

Jean-Jacques Rousseau nasceu em 1712, em Genebra, Suíça. Rousseau não teve muito convívio familiar, pois sua mãe morreu em seu parto e seu pai quando tinha 10 anos, indo morar com parentes até  os seus 16 anos.

Rousseau e a Educação

Ainda adolescente, foi morar então em Paris, aonde encontrou uma baronesa que o acolheu e acabou como seu amante, até por volta dos seus 30 anos. Nesse mesmo período, conheceu um grupo de iluministas e acabou se envolvendo com  a elite da cidade.

No período de 1756 até 1752, Rousseau escreveu suas principais obras: Do Contrato Social, Emílio e o romance A Nova Heloísa, sendo estas responsáveis por causar a  ira de monarquistas e religiosos e o transformando em refugiado perseguido, até os últimos dias da sua vida.

Só recobrou a paz, perto de sua morte, que foi em 1778 no interior da França. Seus princípios serviram ainda, de base para a Revolução Francesa e, assim  11 anos depois de sua morte, foi homenageado com os seus restos mortais sendo transferido  para o Panteão de Paris.

Suas principais obras são:

  • Discurso Sobre as Ciências e as Artes
  • Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens
  • Do Contrato Social
  • Emílio, ou da Educação.
  • Os Devaneios de um Caminhante Solitário

 A influência de Rousseau para a Educação

Rousseau foi um dos maiores filósofos da soberania democrática, além de ser um dos precursores da psicologia na área de educação, sendo que  sua principal teoria se baseia na questão que  todo homem é bom por natureza, mas está submetido à influência corruptora da sociedade.

Dessa forma,  para Rousseau,  esse mal que corrompe  o homem, surge da  necessidade do homem de criar novas necessidades, aonde assim surge às desigualdades, dentro das organizações privadas, e a escravatura, dentro de uma monarquia.

O filósofo menciona ainda, que existem dois tipos de desigualdades, na qual a primeira seria aquela que se deve às características individuais e, outra é de  ordem social, sendo essa última,  extremamente prejudicial aos indivíduos, pois vai lhe  tosando a liberdade e, assim tendo que ser combatida.

Entretanto, ele acreditava que poderia existir uma sociedade que pudesse contribuir para a existência dessa liberdade e, seria essa a sua proposta descrita em o “Do Contrato Social” e,  que  serviu de base para a Revolução Francesa.

Partindo do seu princípio, que  o homem nasce naturalmente bom,  assim, em relação à educação,  Rousseau  afirmava que o homem ainda não tinha razão desenvolvida até os seus primeiros anos de vida e, que devíamos desenvolver essa  educação desde cedo.

O modelo de educação de Rousseau

Dessa forma, em 1762, publicou Emilio ou Da Educação, que  na verdade é um romance pedagógico que conta a educação de um órfão, Emilio, de seu nascimento até seu casamento e assim, revolucionou  a pedagogia da época e serviu de base  para as teorias modernas de educação.

Dentro dessa história, Emilio, teve um preceptor, ou professor, que o auxiliava a ter uma educação conforme a sua natureza e com total liberdade e, assim o  preservando da sociedade corruptora. Rousseau  sugere então, um  novo modelo de educação, substituindo o tradicional, que  teria seu ciclo completo, em quatro etapas básicas:

  • O primeiro período, correspondendo ao inicio da vida, e seria dedicada a infância, a fim de fortificar o corpo, valorizando o fato de a criança ser criança e não um adulto pequeno;
  • Na segunda fase,  a criança desenvolve seu caráter  com base no contato com a sua realidade e, sem intervenção direta do  preceptor;
  • No terceiro período, se desenvolve as atividades educacionais principais e também,  começa aprender uma profissão, nesse período temos a intervenção maior do preceptor;
  • E o quarto período, seria a formação adulta, florescendo para a vida moral, religiosa e social.

Nesse sentido,  Rousseau, não estava preocupado apenas com métodos educacionais, mas sim estabelecer meios de criar  um homem livre capaz de tomar as suas próprias decisões.

Por fim, a principal contribuição do filósofo para a educação  é o respeito com o desenvolvimento da criança,  se preocupando com todas as fases, visando deixá-las autossuficientes, mas sem perder a sua essência.

Para maiores informações :

Bom, é isso. Espero que vocês tenham gostado. Em breve este texto também estará em áudio. Fiquem ligados nas nossas redes sociais, e não deixem de comentar, ok?

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Comentário

  1. Felipo, gosto bastante do Rousseau… Ao longo do texto, muito bom novamente, surgiu uma dúvida… Você coloca que para o filósofo o homem é bom por natureza, entretanto, no paragrafo seguinte você diz: “Dessa forma, para Rousseau, esse mal que corrompe o homem, surge da necessidade do homem de criar novas necessidades”. Acontece que, se o homem tem necessidade de criar novas “necessidades”, ou seja, de ter coisas, o homem seria ambicioso por natureza? Ser ambicioso por natureza quebra o conceito de que o homem é naturalmente bom… O meio corrompe o homem para Rousseau e não a sua ambição natural, seria isso mesmo? Ou estou equivocado?

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