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Thunderbird – O Pássaro do Trovão da América do Norte

Thunderbird – O Pássaro do Trovão da América do Norte

O Thunderbird, ou Pássaro do Trovão, é uma criatura lendária muito conhecida nas lendas de povos indígenas da América do Norte, onde é muito citado na arte, música e histórias contadas oralmente e passadas de geração a geração entre as tribos.

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O Thunderbird é supostamente baseado numa espécie de pássaros chamada águia careca ou águia americana, que é muito comum na região. É muito provável que você já tenha visto alguma imagem mostrando uma dessas águias junto com uma bandeira dos Estados Unidos.

O nome Thunderbird, que traduzido significa ligeralmente “Pássaro do Trovão” se deve ao fato de que as lendas descrevem a criatura como um grande pássaro pássaro grande, capaz de criar tempestades e trovões enquanto voa.

Ele pode partir as nuvens ao voar por entre elas, e o bater de suas asas gera o som poderoso como de um trovão. Seus olhos e garras emitem um brilho pulsante como o de um relâmpago.

As lendas de algumas culturas citam o Thunderbird como sendo um único ser, mas há outras que consideram o thunderbird uma espécie e não um ser individual.

Existem ainda algumas histórias sobre thunderbirds que podiam ganhar a forma humana, por retirar seus bicos e suas penas. Algumas lendas até mesmo dizem que alguns desses chegaram a formar famílias com humanos há muito tempo atrás, e que se alguém dessas tribos traçasse sua árvore genealógica, chegaria até seus ancestrais thunderbirds.

Alguns criptozoologistas – pesquisadores dedicados a estudar animais lendários ou desconhecidos – acreditam que as lendas sobre o Thunderbird surgiram quando povos antigos viram um animal real, mas que entrou em extinção com o passar do tempo.

O Pássaro Trovão e a Baleia Assassina

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Há muito tempo atrás, contam as lendas que os animais possuíam as mesmas qualidades que os humanos. Certa vez, uma baleia-assassina gigante começou a devorar todos os salmões do oceano e logo os humanos começaram a passar fome… Apesar de os líderes dos humanos implorarem para que ela parasse, ela apenas zombava deles.

A situação chegou a um ponto em que os líderes resolveram se reunir para discutir o que fazer sobre o problema. Após um tempo, um forte vento começou a soprar, vindo da direção do mar.

Raios cortaram o céu, trovões fizeram o chão estremecer. Eles sentiram então a presença de um ser invisível entre eles.

-Se eu ajudasse vocês, o que vocês fariam por mim? – a criatura perguntou.

Os humanos disseram-lhe que se os ajudasse, eles tratariam a natureza, os animais e uns aos outros da mesma forma gentil como sinal de admiração e respeito. Satisfeito com a promessa, o dono da voz apareceu: Thunderbird, o pássaro do trovão.

Ele era muito, muito grande e tinha relâmpagos piscando em seus olhos e através de suas garras. O thunderbird alçou vôo produzindo um poderoso som de trovões com as batidas de suas asas. Ele pegou a baleia assassina do mar com suas garras e a jogou sobre a terra seca, onde seu corpo se transformou numa montanha.

​Os humanos mantiveram sua promessa de serem gentis e generosos desde então, o que foi passado de geração em geração até as atuais tribos e vilas que hoje habitam a região.

Curiosidades sobre o Thinderbird

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 1-Em Pokémon existe um monstrinho chamado Zapdos. Ele é um pássaro elétrico considerado lendário no universo da série. Zapdos foi inspirado nas lendas sobre o Thunderbird.

 2-Segundo muitas lendas, a comida favorita dos thunderbirds é baleia-assassina.

 3-Um thunderbird é penúltimo chefe do jogo The Legend of Zelda 2: The Adventure of Link.

Sugestão de atividade para os professores utilizarem a lenda em sala

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 -Na lenda sobre o Thunderbird ajudando os homens ao derrotar a baleia-assassina, vemos que os homens prometeram ser gentis com a natureza e com o próximo, e esse ideal foi passado para as próximas gerações e é de extrema importância ainda hoje entre povos indígenas. O que pode-se aprender dessa maneira de viver? Será que é importante ter essa visão da natureza e de outras pessoas?

 -O Thunderbird pareceu interessado em equilibrar a natureza, visto que a baleia-assassina estava decidida a comer todo salmão no mar. Pode-se debater em sala de aula o que hoje em dia causa desequilíbrio na natureza, quais são os principais impactos, e o que se poderia fazer para corrigir esse desequilíbrio.

Galeria de fotos do ThunderBird

Sites, textos e livros sobre o assunto:

Vídeo-documentário (inglês):

Vídeo-documentário (inglês):

Mais matérias: http://www.native-languages.org/thunderbird.htm

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

5 Comments
  1. posted by
    Ana Paula
    dez 8, 2015 Reply

    Como é bacana conhecer essas histórias que fazem parte da cultura de um povo ou vários povos. E essa tão antiga e tão atual com esse tema sobre ecologia. Nós não conhecemos nada dos nossos antepassados. Há séculos eles já se preocupavam com sustentabilidade.

    • Felipo Bellini
      posted by
      felipobellini
      dez 8, 2015 Reply

      Verdade Ana!!! Em geral debates haver com sobrevivência são universais e trabalhados diretamente desde culturas antigas. O thunderbird e os dragões coreanos, textos já divulgados aqui no blog, são bons exemplos disso. <3

      A Mary, outra autora aqui do Demonstre, está focada em desenvolver um material top trabalhando ecologia e meio ambiente. Sugiro que caso você goste do assunto, assine o nosso feed de notícias para receber elas no seu e-mail.

    • Felipo Bellini
      posted by
      Maryane Ferreira
      dez 9, 2015 Reply

      Ana Paula, que feliz que gostou do texto! Uma das coisas que nos fazem não repetir o erro é conhecer nossa história. Temos muito a aprender com esses povos muitas vezes marginalizados por nossa sociedade! Em uma época de extremo consumismo e degradação do meio ambiente temos reuniões de cúpulas internacionais de meio ambientes que não resultam em nenhuma mudança de postura concreta e muito menos em certezas do cumprimento de metas quando elas são prometidas. Como Felipo falou vou ficar responsável por posts relacionados a ecologia e meio ambiente. Se tiver interesse continue acompanhando nosso blog. Hasta! 😀

  2. posted by
    Yuri
    dez 18, 2015 Reply

    Os povos antigos tinham lendas para explicar os eventos da natureza. Tais como trovões, relâmpagos, chuvas, estações. Como eles não compreendiam como acontecia criavam explicações místicas. Mas as lendas são muito bonitas e isso ainda aumenta o charme delas.

  3. posted by
    Julião
    dez 22, 2015 Reply

    Um detalhe interessante da história é a negociação. ‘Toma lá, dá cá’. O pássaro ajudou-os e eles deram algo em troca. É meio obvio, mas na nossa cultura egoísta, muitas vezes queremos que alguém faça algo e não oferecemos a contra partida. Vimos apenas a nossa necessidade. Eles conseguiram negociar e chegar ao senso comum. De certa forma é como e o povo tivesse culpa pelo desiquilíbrio que estava acontecendo porque eles concordaram em cuidar da natureza.

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