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Trabalhos em grupo – Quais os desafios dos e como lidar com eles

Como lidar com os Trabalhos em Grupo?

As escolas sempre estão procurando fazer alguns trabalhos onde todas as crianças possam participar, evitando exclusões por parte dos colegas de classe.

Dessa maneira, os trabalhos em grupo têm sido muito utilizados pelos professores como forma de unir a turma, assim com toda certeza o conhecimento será construído de maneira coletiva, onde há uma troca de experiência entre as crianças.

A criança precisa ser preparada para lidar com outras pessoas, seja dentro ou fora do ambiente escolar. Em algum momento de sua vida, será preciso trabalhar em equipe, respeitar a opinião dos outros, ouvir o que elas têm a dizer… E isso só se aprende praticando.

Tudo isso é muito importante, pois quando é trabalhado o coletivo, várias habilidades são aprimoradas, e ao mesmo tempo em que ele está estudando o conteúdo proposto ele exercita o seu modo de avaliar, escolher e decidir.

Trabalhos em Grupo

Desafios de se trabalhar em grupo

Quando o professor decide trabalhar em equipe com a turma, alguns imprevistos podem surgir no meio do caminho – afinal, são várias crianças diferentes e com opiniões diferentes. Abaixo mostrarei alguns desses desafios e como lidar com eles.

  • Sobrecarga de tarefas: como o professor trabalha com uma grande quantidade de alunos, pode haver uma má distribuição de tarefas. Sempre acontece situações em que alguns alunos acabam trabalhando mais do que outros. Por isso o professor precisa ficar atento em tudo que os alunos estão realizando. Além das notas em grupos, ele precisa fazer uma avaliação individual para que todos possam realizem a atividade, não sobrecarregando ninguém.
  • Desentendimentos: é comum acontecer alguns desentendimentos entre os participantes do grupo. Com muitas opiniões diferentes, todos querem que a sua seja mais favorecida que as demais. É preciso que o professor use a sua autoridade acalmando os alunos, pois caso ele não tome essa atitude no início, depois não conseguirá conter os seus alunos. Diante disso, o professor precisa deixar claro que não é a opinião individual que irá prevalecer mais sim o trabalho que eles estão realizando em grupo.
  • Falta de respeito: muitos alunos não conseguem expressar a sua opinião quando estão realizando trabalhos em grupo, pois sempre existe um que toma a frente e não dá espaço para os demais. Antes de formar os grupos, o professor deve esclarecer que todos são capazes de fazer as atividades propostas, do contrário nem estariam em sala. Apenas quando os alunos entenderem que todos têm direito a ter sua opinião própria e formada, é que a aula irá fluir como se espera.
  • Tempo: um grande problema em sala de aula é o tempo para a realização das atividades.  Com muitas opiniões e ritmos diferentes para cada grupo, o tempo pode não ser suficiente como em um trabalho individual. Para não acontecer imprevistos, o professor precisa ter uma noção do tempo necessário para realizar os trabalhos, impedindo-os de ficarem incompletos, e as crianças frustradas.

trabalhos em grupo

Ref: SNYDERS, George. Alunos felizes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

1 Comentário
  1. posted by
    Fernando Blikstein
    jun 3, 2016 Reply

    Os trabalhos em grupo são excelentes formas de ensinar os alunos trabalharem em equipe. A natureza humana é muito coletiva, as pessoas precisam se unir para compartilhar ideias, ouvir novas ideias, trabalhar em coletividade para conseguir alcançar uma meta, e não é diferente com as crianças. Utilizar metodologias pedagógicas que estimulem a interação entre as crianças, principalmente na escola, onde ninguém gostaria de se isolar, é uma forma de ensinar a criança que temos que trabalhar em grupo, ouvir o colega, respeitá-lo, e que só assim cresceremos como seres humanos de natureza coletiva que somos.

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