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Gerando crenças e lembranças em sala de aula – Técnicas do Professor

Afirmativas e Aulas ilustradas

Olá, tudo bem? Hoje vamos falar sobre como desenvolver aulas positivas, mantendo sempre a qualidade da relação com a nossa audiência, ou seja, com nossos alunos, através do uso das afirmativas e de aulas ilustradas.

gerando lembranças inesquecíveis - técnicas do professor

Acontece que no decorrer dos anos em sala de aula, percebi que muitos professores possuem relações conflituosas com suas turmas, que apesar de serem a se debater em particular são muitas vezes oriundos de problemáticas comuns, como a falta de comunicação efetiva e baixo engajamento da turma nas atividades que o professor acredita serem necessárias para o desenvolvimento da classe. Problemas esses que com a absorção de duas técnicas simples, poderiam garantir a evolução da sala de aula para um ambiente menos conflituoso.

A um tempo atrás O segredo fez muito sucesso nas livrarias mundo afora. Nele, boa parte das soluções estavam na mentalização de coisas positivas, sinônimo da famigerada lei da atração. Em parte, eu acredito nessa filosofia, principalmente para você lidar com situações que não pode evitar e imbuir sua vida de pensamentos positivos e agregadores de suas vontades. Entretanto, quando estamos em sala de aula, apenas pensamentos positivos não vão funcionar, afinal, enquanto o professor tem uma mente, existem outras 30 a 45 do outro lado relacionando diversos outros desejos.

Para isso, acredito que dois componentes, retirados dos mais proeminentes professores sem diplomas – vendedores – podem fazer o nosso diferencial e atrair a comunidade. Eles são: Uso constante de afirmativas, em geral positivas e que encorajem seu estudante; e técnicas de apresentação visual do conteúdo, que podem ir muito além do Datashow.

Gerando crenças e lembranças únicas em sala de aula.

Pode parecer estranho, mas lembre-se que eventos acontecem às centenas na nossa vida, e em geral existem muitas coisas mais interessantes e que naturalmente competem com o que ocorre em sala de aula, nos fazendo ter de criar momentos únicos e que realmente chamem a atenção do aluno.

Sendo assim, educar é uma missão desafiadora, que nos faz ter que criar momentos incríveis, e é por isso que essas técnicas fazem tanto sentido. Ser positivo e encorajar seu aluno faz com que ele siga em frente! Que ele tenha vontade de estudar. Que ele sinta que é importante para você. Que ele não desista quando a dificuldade apareça. Trabalhar com ferramentas visuais e encantar os olhos dos nossos alunos é forçar a tese de que podemos sim criar memórias permanentes e que são justamente nas crenças deles que esses elos se fecham.

Uso das afirmativas e a produção de um espaço positivo de ensino!

Indo para parte das afirmações, vou procurar ilustrar fundamentalmente o que são afirmações e o motivo de achar elas tão poderosas. Lembro aqui que afirmativas são justamente sentenças que na venda permitem uma manifestação de desejos. É como se ao afirmar transmitíssemos verdades que vão desde a capacidade do indivíduo, até sentimentos como amor, saúde e qualquer outra mensagem que você queira transmitir para o universo.

Deixe-me ilustrar isso melhor. Se você for para uma livraria hoje e parar na estante de autoajuda, verá dezenas de textos que falam exatamente sobre a importância de se encorajar. De transmitir bons pensamentos. De se encher de mensagens positivas, porém honestas, que te encorajem a encarar os problemas do dia a dia. Tendo esse embasamento e seguindo a lógica que ter tantos títulos no assunto indicam uma direção correta, seguir uma postura afim de encorajar o estudante através da gentiliza e eliminar de vez o grito de sala de aula, para transformar explanações em diálogos explanações que coloquem o aluno e professor em uma real sintonia de diálogo, atraindo desde os menos  interessados, até os estudantes que se sentem acima do nível e portanto não se misturam.

Como já bebi da autoajuda para construir essa discussão, vamos assumir algumas crenças que abracei para melhorar minha relação com os estudantes no decorrer desses anos de ensino. Para educar e praticar o uso de afirmações positivas, acredito que você antes de tudo precise eliminar os pensamentos negativos de sua mente, assim como de suas atitudes no dia a dia. Veja que antes de tudo, como um bom vendedor, você precisa acreditar que seu produto é o melhor, o que quer dizer que a sua aula é a melhor, assim como o conteúdo que você selecionou e as ferramentas que escolheu para expor esse conteúdo, pois só assim você é capaz de manifestar em diferentes alunos desejos que impactem no destino das relações deles com sua disciplina.

Esse caminho que talvez te pareça jocoso dependendo de quão crítico ou orgulhoso for, é sem sombras de duvidas o mais desafiador possível para aquele professor brasileiro que reúne em si um conjunto complicado de infelicidades, tais como salário, valores, número de alunos, assédio moral e tantas outras coisas, mas é justamente por isso que ele vale a pena e se conseguir trazer essa autoestima, você sem dúvidas vai conseguir manifestar em seus alunos essa força de vontade também, mudando não apenas a relação deles com suas aulas, mas também a relação deles com a comunidade a qual pertencem.

Apresentações visuais e Aulas ilustradas

A partir de dessa atitude positiva, gerando incentivo aos alunos, você tem a segunda ferramenta aliada que falei mais, afim vai tornar suas aulas simplesmente inesquecíveis. Elas são as apresentações visuais, que geram no aluno lembranças e interesses, e que não se limitam ao Datashow, item ainda tão raro e de difícil uso nas escolas públicas.

Essas apresentações visuais são o ponto forte da sua aula, pois com elas você não motiva o seu aluno para o chato e desinteressante, mas sim para algo diferente de sua realidade escolar, que congrega com o que crianças, adolescentes e jovens adultos mais gostam: novidades.

É comum o erro de se pensar que uma aula ilustrada é uma boa apresentação de powerpoint. Ilustrações são manifestações que permitam ao aluno imaginar o ato, o processo e gerem memórias munidas de fatores simbólicos. Veja que uma aula no projetor pode ser tão chata como uma aula no quadro negro, mas uma roda de contação de histórias, sem escrever nada, em geral é tão interessante que faz com que o aluno comente o que aconteceu ali por semanas, não apenas lembrando, mas repassando ensinamentos em um ciclo sem fim.

Então, ao construir essas apresentações visuais, construa memórias utilizando os mais diversos recursos que domine, inovando a aula e gerando interesse em sua audiência. Use quizes, maratonas, debates, rodas de histórias, jogos ilustrados, dinâmicas. Suba em cima do birô, deixe seus alunos de cabeça para baixo, use as diferentes inteligências e nunca deixe de variar. Pois a maior construção visual é aquela que faz o seu aluno revisitar cada instante ao fechar os olhos.

Conclusão

É claro que essa é uma discussão constante e que nesse breve artigo eu não poderia abarcar cada detalhe delas. Mas de antemão, elas são dois dos maiores princípios dos profissionais de sucesso, e você professor, é e tem que ser, sem dúvidas, um profissional de sucesso. Para isso, lembre-se de conhecer sua audiência – quem são eles, o que eles querem e o que você pode fazer por eles?; Faça com que eles queiram estar com você – afirmativas, incentivos e engajamento; Desenvolva memórias simplesmente inesquecíveis – gerando experiências únicas e visuais, criando uma comunidade e sempre inovando, acreditando e fazendo o melhor.

Muito obrigado por ler até aqui. Contem com mais textos nessa coluna, até a próxima e vamos espalhar a mensagem!

Luz, força e paz.

Felipo Bellini Souza – Professor, educador, tradutor, empresário e pesquisador.

Bellini Bellini
Post Author
Felipo Bellini
Professor de inglês e tradutor. Leciono na educação básica como concursado pelo governo do estado do Rio Grande do Norte atuando no: Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e na Educação de Jovens e Adultos - EJA; gerencio a empresa Traduza, onde me responsabilizo tanto pela tradução de livros e artigos científicos, como orientação da equipe; e sou mestrando do programa de pós graduação em linguagem da UFRN. Na infância apresentei problemas de aprendizagem, o que me permitiu ter contato com diversas experiências para evoluir meu nível escolar, e no decorrer desse processo refletir a prática e interação como objetos necessários para a aquisição de conteúdo. Todo esse contato com as metodologias de aprendizagem e acompanhamento da minha família fez com que muito cedo assumisse minha primeira sala de aula, sendo monitor e depois professor em um curso pré-vestibular da cidade. O interesse na docência era claro, e com 17 anos entrei em Letras na UFRN. Participei desde o primeiro semestre de projetos de pesquisa e extensão; sendo os mais relacionados ao ensino o PIBID, o ÁGORA, o PROCEM e o Curso de Português para Estrangeiros com Cinema. Minha intenção era diversificar e experimentar o que estivesse ao meu alcance, afim de gerar o máximo de experiências na universidade. Por indicação consegui uma estadia para o País de Gales, no Reino Unido, onde fiquei durante 6 meses dando aula de português para estrangeiros na universidade de Cardiff, e recebi uma bolsa da CELTIC para cursar o nível C1 e um curso de literatura básico. No período fiz também o curso técnico de tradução acadêmica pela Cardiff Library (4 meses) e o de Counselor - Educational Issues (2 meses), o último me dando vivência dentro das escolas públicas do país. Após minha formação, em 2013, empreendi na área da educação, montando duas empresas. A primeira uma rede social para professores e alunos chamada TUTORA.ME, onde conseguimos a adesão de mais de 6 mil membros cadastrados, sendo mais de 25% deles ativos diariamente até o fim da plataforma no final de 2015. A segunda um cursinho popular chamado Garra-RN, onde o maior foco era o aprendizado dos alunos através da colaboração e aulas desafio. Esse método nos trouxe ótimos resultados na unidade de Goianinha, com mais de 70% dos alunos aprovados nos concursos públicos de interesse no fim de 2015 e início de 2016. Hoje posso dizer que minha maior motivação são as aulas que leciono no ensino público, onde sou concursado desde 2014. Adoro sair das aulas e ouvir dos alunos que eles tiveram a melhor aula até o momento. Minha busca está na transformação do espaço social e em como conseguir engajamento e metrificar a performance dos meus alunos através de suas atitudes pró-aprendizagem. Neste processo de formação docente que continuo passando encontrei no desenvolver da leitura e escrita com o alunado a resposta para precipícios sociais que nas dinâmicas e brincadeiras costumeiras das aulas de inglês não evidenciava. Passei a inserir dentro das aulas de inglês diversas atividades para resolver os problemas escolares e da comunidade, sempre na perspectiva do aluno. Foram desde cartas de protestos até fanpages para campanhas sociais. Pesquisas comunitárias, projetos de empreendedorismo e até um projeto de escola bilíngue que nas discussões me motivaram a seguir adiante e procurar o curso de Especialização do Ensino da Escrita, onde pretendo me aprimorar e retornar o máximo que puder para os meus alunos.

Comments

4 Comments
  1. posted by
    Nívia
    dez 28, 2015 Reply

    Essa base vertical da relação professor e aluno nunca ajuda, poucas pessoas gostam de obedecer a ordens e isso está ficando mais forte nas pessoas. Ninguém vai estudar porque o professor mandou, Se o professor realmente quer resultados deverá fazer com que o aluno se interesse pelo assunto. Como? Eu não tenho todas as respostas 🙂

  2. posted by
    Giovanni
    jan 2, 2016 Reply

    As estratégias de marketing estão sendo usadas em vários segmentos. A mídia tem usado e abusado desses recursos para manter a pessoas ligadas na sua programação, seu produto ou sua manipulação de massa. Vender é o argumento mais usado. No capitalismo as pessoas estão sempre vendendo algo: um produto, uma ideia ou um conceito, então tem que aprender a fazer isso direito. Não basta ensinar a pescar, tem que vender o peixe.

  3. posted by
    Kadija
    jan 2, 2016 Reply

    Antigamente a sala de aula era a fonte de informação mais importante na vida da maioria dos estudantes. A informação tinha um valor intrínseco e o aluno se dirigia a sala de aula para aprender com o mestre. O fato de acessar a informação com um clique e as bibliotecas virtuais e físicas estarem abarrotadas de informação faz que o conteúdo que o professor tem a passar não seja considerado tão valioso. Mas ter acesso fácil à informação não torna ninguém um conhecedor. O estudante tem muita informação, mas a grande maioria não está absorvendo esse conteúdo. Não basta a informação está ao alcance ela precisa ser absorvida. Esse é um dos desafios dos professores, fazer com que o aluno perceba o valor o do conhecimento na vida dele, entender que não basta a informação estar no livro ou na internet, ela tem que estar na vida real dele. Somente assim pode fazer diferença na vida de alguém.

  4. posted by
    Fernando Blikstein
    jun 12, 2016 Reply

    Muito boa a publicação. Sou professor, e concordo com a premissa proposta no texto quando diz que ”ser positivo e encorajar seu aluno faz com que ele siga em frente!” O educador que sabe utilizar metodologias pedagógicas que envolvam o aluno na sala de aula com certeza é um excelente professor. Existem professores e professores. E existem aqueles professores que conseguem, apenas com seu semblante, fazer de uma simples aula uma aula genial, pois seguem métodos positivos para a aula, com técnicas pedagógicas eficientes. O professor, principalmente no Brasil onde há um grande desajuste de questões sociais, principalmente dentro de salas de aula, o professor deve manter a auto-confiança, ”acreditando sempre que seu produto é o melhor”, ou seja, que sua aula é a melhor. Trabalhar com a positividade é um passo além de uma simples aula, é uma premissa da vida. Trata-se de um grande desafio para o educador seguir os métodos supracitados.
    Achei interessante também a proposta de se trabalhar com métodos audiovisuais. A tecnologia deve ser agregada à educação, além de ser um método que prende bastante a atenção do aluno
    A educação deve ser sempre inovadora.

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