Crise da República Romana, correspondeu a um período onde Roma, como qualquer sociedade em desenvolvimento, precisou passar por dificuldades. A necessidade de mudanças, fez com que várias iniciativas fossem tomadas, por pessoas corajosas e de formas inesperadas.

7 atividades sobre  Crise da República Romana

Para que possamos entender melhor, sobre como aconteceu a crise da República Romana, trouxemos 7 atividades para serem feitas em sala de aula, logo após um resumo do que veio a ser essa crise. Então vamos em frente?

Resumo sobre a crise da Republica Romana

A palavra República tem origem  no latim e significa Res public, coisa pública ou coisa do povo, ou seja, aquilo que pertence a todos. Pelo menos, era nesse sentindo que os romanos entendiam como compartilhar seus bens públicos, porém por muito tempo uma classe social que se beneficiou da coisa pública, foram os patrícios.

A Republica Romana, que existiu entre 509 a.C. e 27 a.C. é marcada pelo domínio do Senado (Senex, do latim ancião), majoritariamente pertencente à classe dos patrícios e vai ter como grandes acontecimentos a criação da constituição republicana, as conquistas dos plebeus e a expansão territorial, marcada por guerras e a profissionalização do exército.

Senado romano e organização do Estado

O Senado romano era composto por um conselho de anciões, que era conhecido entre os romanos pela sigla:  SPQR (Senatus Populusque Romanus.  Esse era, inclusive o nome oficial do Estado romano) e tinha como principal função, fazer as leis e escolher os cargos públicos. Era o Senado também, quem escolhia os dois cônsules, os magistrados principais, como eram conhecidos aqueles que exerciam cargos públicos, que executavam a justiça geral e controlavam o exército.

Estes cargos tinham validade de um ano com o intuito que o poder se renovasse sempre, e as decisões eram sempre tomadas por duas pessoas. Esta prática está ligada a ideia de como os romanos tinham o intuito de evitar a corrupção.

Havia outros magistrados que orquestravam a coisa pública dos romanos: os pretores eram responsáveis por executar a justiça; os questores cuidavam das finanças do estado; os edis cuidavam dos edifícios públicos, dos esgotos, do tráfego de pessoas e do abastecimento de água.

Os censores eram os responsáveis por fazer a contagem da população para a melhoria da gestão pública, por controlar os contratos e revisavam também as listas dos senadores; o pontífice máximo era o líder de todos os sacerdotes, era uma forma do estado interferir de forma direta na religião.

Sociedade

A sociedade romana no período da Republica, era dividida entre os patrícios, os aristocratas e chefes das famílias, os clientes (aqueles que eram protegidos ou serviam os patrícios), os plebeus (aqueles que trabalhavam e desempenhavam outros serviços, como artesanato e comércio) e os escravizados, que pertenciam ao estado ou a particulares.

Os escravos, podiam ter as suas origens ligadas ao fato de serem um espólio de guerra, ou no caso de algum plebeu, ter contraído dívidas públicas, tendo que paga-las com trabalho escravo.

No início da República os patrícios governavam apenas para o seu bem comum, deixando as demais classes, que não tinham direitos políticos de fora do processo. Somente depois de muitas revoltas populares que os plebeus conquistaram alguma participação na política da República romana.

As leis das 12 tábuas

As leis, que até então eram apenas orais, e podiam ser burladas, pois a sua interpretação poderia ser adequada conforme aquele que a falava.

Em 450 a.C. foram finalmente escritas dando a origem nas “Leis das Doze Tábuas”. Mais tarde esses textos serviram como base do direito romano que influencia muitas constituições no mundo todo atualmente, inclusive a brasileira.

Os pretores, antes das leis serem registradas de forma escrita, executavam as leis e tinham a tendência de interpretá-las à sua maneira, da forma mais conveniente para os patrícios, a classe que eles pertenciam

Desta forma, os plebeus passaram a conhecer de fato os seus direitos, pois agora podiam consultar as leis, e dessa forma poderiam entrar no jogo político romano. Esse fato fez que uma pequena parcela da população plebeia, conseguisse ter prosperidade em seus negócios.

Vale ressaltar que no século III a.C. os patrícios sobreviviam principalmente de grandes propriedades de terra, empregavam os clientes, e nelas praticavam a agricultura e a pecuária. Já os plebeus enriquecidos, passaram a conseguir competir de forma leal com os patrícios quando as leis estavam mais justas, pois havia menos trapaças.

Expansão territorial

Durante a República, ocorreu a expansão territorial por meio de conflitos armados, assim os romanos dominaram, boa parte dos povos vizinhos, nos primeiros quatro séculos deste período.

Os povos que eram submetidos aos romanos, tinham dois caminhos a seguir: os que eram anexados aos costumes romanos, tornavam-se aliados e, desta forma, pagavam pequenos tributos, a eles eram concedidos os direitos totais ou parciais da cidadania romana.

Os que eram subjugados e não aceitavam a derrota, eram escravizados pelo Estado, e muitas vezes vendidos como tais a terceiros, ou deviam pagar grandes quantias de tributos para continuar em suas terras.

Estes impostos enriqueciam o Estado romano. As expansões do território, só ocorreram graças, a uma grande instituição importante aos romanos desde a Monarquia: o exército.

O Exército Romano

O exército romano era composto por todos os cidadãos, e por muito tempo ficou conhecido como “exército dos camponeses”. Dividido em duas partes, a cavalaria, que era destinada as patentes mais altas, dos patrícios, e a infantaria, que era destinada aos plebeus.

O exército romano só fazia suas incursões durante o verão, e nas outras estações do ano os seus membros voltavam para cuidar e cultivar suas terras. Isto ocorreu até as reformas do general Mário em 111 a.C, que profissionalizou os soldados de forma voluntária, conferindo-lhes um salário.

Com o aumento das guerras durante o período republicano, ficou cada vez mais difícil de retirar os camponeses dos trabalhos agrícolas, pois estes produziam os alimentos tanto em suas propriedades como nas dos patrícios. A base do exército era a infantaria e, graças ao grande número desses soldados que os romanos conseguiram dominar a Península Itálica.

Os infantes eram armados com escudos e lanças e eram considerados um dos melhores soldados da Antiguidade. A divisão do exército consistia também em legiões, unidades continham aproximadamente três mil soldados, homens de assalto tendo mil e duzentos homens e trezentos cavaleiros, todos estes eram comandados por cônsules e pretores, que eram chamados de generais.

Terras dominadas durante a República

Durante a República os seguintes territórios foram dominados: entre os séculos IV a.C. e III a.C toda a península Itálica passando a ser uma referência no comércio; entre os séculos III a.C e II a.C após travarem três guerras contra Cartago, as guerras púnicas.

Além da conquista territorial do norte da África, os romanos conquistam todo mar Mediterrâneo (eles chamavam de “Mare Nostrum” do latim “Nosso mar”) e com ele todo o comércio da região incluindo os territórios da Sicília, península ibérica e os territórios gregos; No século I a.C. foram conquistados os territórios da Gália, Egito e Ásia menor.

Foi nesse momento de expansão que as famosas estradas “que levam à Roma” foram construídas, por meio da força bruta de vários escravizados.

Decadência da República e início do Império

As guerras deram muitos lucros aos romanos, principalmente pela mão-de-obra conquistada como espólio de guerra, os escravos, que passaram integrar cada vez mais os latifúndios dos patrícios, enfraquecendo a concorrência plebeia a pouco conquistada.

Os plebeus, que acabaram perdendo suas terras, pois tiveram que as vender por preços módicos para os aristocratas, rumaram para os grandes centros urbanos em busca de empregos e novas oportunidades.

Esse êxodo rural, também marca o período republicano, pois o inchaço das grandes cidades acarretou em várias revoltas populares, tanto de plebeus, como de escravizados. Entre as revoltas de escravos mais conhecidas, destaca-se a liderada por Espártaco, em 73 a.C.. Ele reuniu mais de quarenta mil ex-escravos.

Essas revoltas, eram combatidas pelo exército romano, que estava ficando cada vez mais poderoso. inclusive a cada batalha vencida, os generais passavam a serem ovacionados pelo povo.

Além de serem respeitados pelo povo, os generais tinham grande apreço de seus soldados, os quais, desde das reformas de Mário em 111 a.C. eram profissionais.

A herança dos soldados aposentados

Cabia aos generais, darem aos soldados que se aposentassem, um pedaço de terras, e isso ampliava a lealdade deles com os generais. Muitos generais, passaram a lutar entre si para em busca do poder. Estas lutas, se transformaram em várias guerras civis por toda Roma, ao longo do século I.

Em 49 a.C Caio Júlio César, um General vindo da aristocracia romana, que tinha ganhado muito prestígio por ter conquistado a Gália, é impedido pelo senado de comandar suas tropas.

Não satisfeito com a decisão tomada pelo senado, Júlio César se impõe e toma a cidade de Roma no mesmo ano. Esse fato comprometeu diretamente os destinos da República romana, dando início ao período de transição para o Império, o período dos generais.

Júlio César e sua morte

 Em 49 a.C. Júlio César se autoproclama ditador perpétuo, ou seja, pretendia governar Roma até o fim da sua existência. Acabou sendo assassinado em 44 a.C., a mando dos senadores romanos, que acreditavam que poderiam ainda salvar a República.

A morte de Júlio César gerou mais crises internas na República, que já dava seus últimos suspiros. Em 31 a.C Otávio, sobrinho e herdeiro de César, assume o controle e é nomeado o único general, inclusive este ato foi aprovado pelo senado, que o nomearam de “principal”, e por isso Otávio ficou reconhecido como Príncipe.

No ano de 27 a.C Otávio recebe o título de Augusto (do latim “o venerável”), dando início ao período do Império Romano, aquele governado por generais. ( fonte)

Principais características da República Romana

 

7 Atividades para sala de aula – A república Romana

A melhor forma de memorizar é sempre desenvolvendo exercícios, vamos?

1 -Atividade para sala de aula –  A lei das 12 tábuas -A República Romana

Você sabia que antes da “lei das 12 tábuas,” pelo fato das leis serem apenas pronunciadas verbalmente, cada um dos cidadãos poderia dar a interpretação que quisesse?  Já pensou que confusão, caso alguém quisesse matar seu vizinho só porque pegou uma galinha que pulou em seu quintal?   Vamos conhecer a famosa Lei das doze tábuas?

Idade

A partir de 14 anos

Material necessário

  • Cartolina
  • Caneta e pincel atômico
  • Caderno
  • Internet ou livro ( para pesquisa)

Passo a passo para a atividade  – A lei das doze tábuas-A república Romana

  1. A turma deverá pesquisar, como foram perdidas as leis  nas doze tábuas.
  2. Alguns fragmentos dessas leis, foram encontrados, dentre eles está a regra, de como aquela sociedade permitia, que fosse feito a um devedor. Convide os alunos a pesquisarem esse fragmento
  3. Com cartolina e pincel atômico,  incentive os grupos a criarem doze leis para o bairro onde vivem. Podem ser leis absurdas, difíceis de serem cumpridas, ou mesmo leis que se julguem necessárias.
  4. Deixe-os darem asas a criatividade, e que possam viver, um pouco do que poderia ter acontecido naquele período.
  5. Exponha as leis criadas na sala por eles, e comentem sobre elas

2-Atividade para sala de aula – Caixinha surpresa – A República Romana

Quem gosta de surpresas levante  a mão?  Mas essa aqui, vai dar no que falar! Vamos ter que estudar!

Idade

A partir de 12 anos

Material necessário

  • Uma caixinha pequena
  • Tiras com perguntas sobre a matéria
  • Som

Passo a passo para a atividade  – Caixinha Surpresa – A república Romana

  1. Escreva em tiras, diversas perguntas relacionadas  a história da crise romana.
  2. As perguntas deverão ter, a mesma quantidade de alunos.
  3. Dobre as perguntas e as coloque dentro da caixa.
  4. faça uma roda com a turma e coloque uma música
  5. Faça com que os alunos passem a caixinha de mão em mão, enquanto a música toca.
  6. Quando um responsável der pausa na música, o aluno que estiver com a caixinha na mão, deve parar e tirar uma das perguntas.
  7. Se ele acertar, continua no círculo, se errar, ele deverá sair fora da brincadeira.
  8. Vá rodando a caixinha com as perguntas até que todas elas se esgotem.

Os vencedores, ou vencedor, serão aqueles que permanecerem na roda até se esgotarem tidas as perguntas, pois significa que acertaram.

3-Atividade para sala de aula – Considere as alternativas certas. A República Romana

Preste bastante atenção abaixo e vejam, onde erramos?

Idade

Material necessário

  • Folha com exercício
  • Caneta ou lápis

Passo a passo para a atividade  – Considere as alternativas certas – A república Romana

  1. Distribua a folha de exercício entre a turma
  2. Deixem que desenvolvam como se pede

Considere as questões:

l ) Em 450 a.C. foram finalmente escritas as leis orais, dando a origem nas “Leis das Dez Tábuas”. Mais tarde,esses textos serviram, como base do direito romano, que influencia muitas constituições, no mundo todo atualmente, inclusive a brasileira

ll) A morte de Júlio César gerou mais crises internas na República, que já dava seus últimos suspiros.

lll ) Os plebeus, que acabaram perdendo suas terras, pois tiveram que as vender por preços módicos para os aristocratas, rumaram para os grandes centros urbanos em busca de empregos e novas oportunidades.

lV) O general Mário em 111 a.C,  profissionalizou os soldados de forma voluntária, conferindo-lhes um salário.

Marque a alternativa correspondente

a)   Todas as questões estão certas      b) Todas as questões estão erradas    c) apenas a questão lll  está certa     d) Apenas a questão l está errada.

4-Atividade para sala de aula – Até tu, Brutus?A República Romana

Sabia que Júlio César, o grande imperador de Roma,  foi o autor da frase: “Até tu, Brutus?”.    Essa frase foi dita como expressão de surpresa pela traição e deslealdade que o comandante sentiu  enquanto morria! ( fonte)

Idade

A partir de 14 anos

Material necessário

  • Folha de exercício
  • Caneta

Passo a passo para a atividade  – Até tu Brutos -A república Romana

  1.  Tente pesquisar sobre como ocorreu a morte do Imperador Júlio Cesar. Então, marque a alternativa correta:

a) Brutus era um cão de estimação do imperador romano Júlio César. A tão conhecida frase foi dita pelo imperador ao ver seu cão lambendo o vinho de sua taça

b) Marcus Brutus era um escravo do imperador romano Júlio César. A tão conhecida frase foi dita pelo imperador ao vê-lo tentando fugir de Roma quando os assassinos chegaram

c) Marcus Brutus era filho adotivo do imperador romano Júlio César. A tão conhecida frase foi dita pelo pai ao ver o filho entre seus assassinos

O conhecimento pode impedir que cometamos erros bizarros! Então bora estudar turminha?

5-Atividade para sala de aula – Analise crítica- A República Romana

Nem tudo o que nos disseram era verdade! Acredite se quiser!

Idade

A partir de 14 anos

Material necessário

  • Internet
  • Caderno
  • Caneta

Passo a passo para a atividade  – A república Romana

  1.  O professor poderá analisar o seguinte texto de  Richard Fox contido nesse link
  2. Caso concorde, sugira a leitura pelos alunos de sua classe
  3. Peça que eles façam uma analise crítica, dizendo se concordam ou não com as realidades expostas por Richard, ou pelas cenas mostradas nos cinemas.

É surpreendente, mas a população romana talvez tivesse uma vida melhor do que imaginávamos.

6-Atividade para sala de aula – Complete as frases -A República Romana

Vamos completar as frases?

Idade

14 anos

Material necessário

  • Folha de Exercício
  • Caneta

Passo a passo para a atividade: Complete as frases  – A república Romana

  1.  Distribua a folha de exercício entre a turma e deixe que resolvam
  2. Corrija juntamente com eles

Complete  as frases com as palavras corretas:

a) Os escravos, podiam ter as suas origens ligadas ao fato de serem um …………………., ou no caso de algum plebeu, ter contraído dívidas públicas, tendo que paga-las com trabalho escravo.

1- bandido        2- um patrício         3- espólio de guerra      4- cidadão comum

b) O exército romano era composto por todos os cidadãos, e por muito tempo ficou conhecido como “exército dos camponeses”. Dividido em duas partes, ………………… que era destinada as patentes mais altas, dos patrícios, e a ………………….., que era destinada aos plebeus.

1- patrícios  e  plebe            2 – a cavalaria e a infantaria          3 – marinha e aeronáutica

c)

7-Atividade para sala de aula – Quem foi Espártaco -A República Romana

Espártaco, em 73 a.C. foi responsável por um movimento revolucionário. Vamos conhecer um pouco de sua história?

Idade

A partir de 14 anos

Material necessário

  • Vídeo
  • Caderno
  • Caneta

Passo a passo para a atividade  – Quem foi Espártaco

A república Romana

  1. Assista esse emocionante vídeo com seus alunos
  2. Após assistirem, abram uma roda de discussão
  3. Comentem como acontecem as revoluções, a partir de alguém corajoso, que não tem medo de enfrentar qualquer situação para ter liberdade.
  4. Discutam se fosse em nossa época, o que fariam diante da escravidão?

As grandes mudanças acontecem com a iniciativa de pessoas corajosas, as quais não pensam apenas em si mesmas, mas em alcançarem o melhor para toda sua classe.

Fim

Gostou das atividades sobre a Crise da República Romana ? esperamos que tenha sido útil e te ajude nos estudos, para as avaliações, Enem e Vestibular dentre outros. Se desejarem ver mais atividades sobre os povos antigos, temos outros materiais e continuaremos a trazer mais história, portanto, fique ligado em nosso blog, pois com o Demonstre, você vai longe!

Um grande abraço, e até breve!

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