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9 Poemas dia do índio

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9 Poemas dia do índio 1

Olá pessoal, o post vai trazer poemas dia do índio especiais para você. Vamos conferir?

9 Poemas dia do índio

É importante comemorarmos o dia do índio, conscientes de que, se somos brasileiros natos, eles são nossa gente, nosso povo. Possuem uma história, que poderá ser apagada, caso alguém não se importe em registrá-la.

Certamente, os poemas dia do índio, irão fazer os leitores refletirem um pouco, sobre a importância dessa raça para nosso povo. Não existe verdadeiro Brasileiro, sem carregar DNA de algum guerreiro. Somos índios, africanos, europeus… somos nós!

Os índios, são os verdadeiros donos do Brasil. No entanto, estão sendo aos poucos, desapropriados, maltratados, sem o direito de terem a herança de seus antepassados, pelo menos para sobreviverem!

1 – Poemas dia do índio: Invasão – Elaine Costa

Depois que os portugueses chegaram. a vida não foi mais a mesma! Até hoje convivemos, com as mesmas incertezas

Adentraram nosso espaço e tiraram nossa paz. Ainda querem dizer, que somos nós os animais?

Quem invadiu, matou, destruiu, trouxe doenças e roubou, levando nosso pau-brasil?

Igualmente do inocente, abusaram sem pudor, fazendo-o trabalhar de alva a alva. Tudo isso pra tentar, provar que índio não tem alma!

O que mudou? Quase nada! Ainda hoje nos expulsam, invadindo nossas casas, metem fogo em nossos corpos e abandonam a míngua, ainda que querem forçar a abandonar nossa língua?

2 – Poemas dia do índio: Sou um indígena – Elaine Costa

Ouço o choro da terra, escuto a mensagem do vento, sei quando a nuvem me diz, que irá mudar o tempo!

Entendo a canção da cigarra, aprecio o bem-te-vi, ele vê mesmo a tudo, até o que eu não vi!

Os rios lavam a alma e o pensamento, o cheiro das verdes matas nos lembram onde há sustento.

Aprendi com natureza, decorei sua história, da mãe terra um dia vim, e com ela irei embora.

Só queria que outras raças, entendessem meu conceito, sou parte da natureza, não posso ser de outro jeito!

Sou um indígena vivo aqui, sou raiz de nossa gente, Quero apenas ser feliz, não me julguem diferente!

poema dia do índio_2

3 – Poemas dia do índio: Cadê os índios que estavam aqui? – Paula Belmino

 

1,2,3 indiozinhos

na mata sozinhos

viram a onça

e correndo

na árvore subiram

lançaram uma flecha

 e da onça fugiram.

 

1,2,3 indiozinhos

no rio valentes

cantavam pra Tupã

e cada um com sua  lança

levaram um peixe só.

 

1,2,3 indiozinhos

na mata

plantavam sementes

colhiam  frutas maduras

as ervas para a dor

e alimento somente

e ali mesmo em suas ocas

mandaram fumaça

aos deuses  do amor

para que da floresta fosse

sempre protetor.

 

1,2,3 indiozinhos

com medo de uma gente

branca que impõe

novos modos de viver

índios que eram livres

agora não sabem como viver.

 

1,2,3 indiozinhos

bem sozinhos

já não sabem lutar

a floresta está escassa

no rio peixes não há.

Da onça já nem sentem medo

ela já não vem lhes procurar.

 

1,2,3 indiozinhos

que tristeza que dá!

a cara pintada na luta,

o corpo coberto de roupas,

do homem branco

a língua nova a falar.

 

A casa que era de palha

tijolos e areia cimentou.

E agora não mais livres

de 1,2,3 indiozinhos

O apito silenciou.

 

Onde estão os indiozinhos

que no bote nadavam?

a onça os levou?

 

O bicho homem sem dó nem piedade

sua terra, sua língua e cultura

tudo do índio mudou!

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4 – Poemas dia do índio: A vida do índio – Edmar Batista de Souza (Itohã Pataxó)

O índio lutador,
Tem sempre uma história pra contar.
Coisas da sua vida,
Que ele não há de negar.
A vida é de sofrimento,
E eu preciso recuperar.
Eu luto por minha terra,
Por que ela me pertence.
Ela é minha mãe,
E faz feliz muita gente.
Ela tudo nós dar,
Se plantarmos a semente.
A minha luta é grande,
Não sei quando vai terminar.
Eu não desisto dos meus sonhos,
E sei quando vou encontrar.
A felicidade de um povo,
Que vive a sonhar.
Ser índio não é fácil,
Mas eles têm que entender.
Que somos índios guerreiros.
E lutamos pra vencer.
Temos que buscar a paz,
E ver nosso povo crescer.
Orgulho-me de ser índio,
E tenho cultura pra exibir.
Luto por meus ideais,
E nunca vou desistir.
Sou Pataxó Hãhãhãe,
E tenho muito que expandir.

 

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5 – Poemas dia do índio: Destruição – Francinaldo Gûyraguasu – Potiguara da Aldeia Akajutibiró/PB

Quando olhei as nossas matas
Numa triste destruição
Os animais estão morrendo
Graças o homem sem coração

Que beleza era essas matas
Dá vontade de chorar
Ouvindo o canto dos passarinhos
Fugindo souto em seu caminho

Até mesmo os nossos rios
Estão sendo destruídos
Cortando as árvores de suas margens
Mudando o curso já poluído

Hoje vejo muitas árvores
Cortadas e até queimadas
Eu fico triste nesse instante
Por que tamanha destruição

Quando o verde dessas matas
Tocar no teu coração
Vendo tudo o que fizeste
Com o teu povo e o teu irmão

A natureza é nossa Mãe
Jamais perdoa um filho seu
Que tenta ela destruir
Com arrogância e ambição.

poema dia do índio-3

6 – Poemas dia do índio: Poemas tradicionais Pankararu – Kaciane Monteiro e Eriane Maria

Na terra nos plantamos e colhemos.
Vim topar uma parada,
Conhecer o povo Pankararu,
E disputar com a moçada,
Nas festas nos comemoramos, com uma linda tórezada.

O Pankararu passa a vida.
Sempre olhando pra chão,
Mais um dia descobriu,
E valorizou a nação.
Mudou da água pro vinho,
Fez-se de um povo de ação.

Nasce o Pankararu pra sofrer,
Nesse mundo do senhor,
Assim vive os Pankararu.
Para quem não confia no amor,
Mais vontade fé e amizade,
Vencem sempre qualquer dor.

Não adianta ter pressa,
Pois o destino nunca trai.
Os Pankararu nasceram pra vitória,
Não é erva que o chão atrai,
Quando a queda ta armada,
Chega Deus ele não cai.

Quem é do chão não se atrepa,
Diz o dito popular, Pankararu.
O que na terra é do índio,
Bicho nenhum vai tomar.
Só mata quem quer matar.

Vou guarda o meu câmpio
Terminar essa jornada.
Outro povo me espera,
Pra ouvir coisas engraçadas,
Que as histórias Pankararu,
Dão de graça a meninada.

E se podemos sofrer hoje.
Sofremos até vencer.
E com a força de nosso pai.
Santsé, e força Encantada.
Nós venceremos qualquer obstáculo.

poema dia do índio

7 – Poemas dia do índio: Falando de índio – Ana Lucia Souza Cruz

Sou um indiozinho que passeia tranquilo pela beira da praia, meu quintal.
Inteligente, sei que de tudo disponho para ser feliz.
Mas sinto que, à espreita, me observavam de longe.
Um dia, no entanto, aconteceu… Conheci alguns homens diferentes cobertos de panos.
Com curiosidade normal de toda criança fui me aproximando timidamente e me encantando com as novidades.
Mal sabia que aí começaria minha escravidão… E no meio da rejeição conheci uma arma diferente. Arma de homem covarde pois no corpo a corpo não guerreava.
De longe causava seu estrago que, da tocaia, o covarde homem atirava.
Não adiantava gritar : – Nós não precisamos de nada já temos tudo e queremos nossa paz!
Outra língua eles falavam…
Foi-me imposta religião, costumes e tradições.
Foi dizimado o meu viver…
Via pouco a pouco meu povo morrer, e me perguntava: – O que será de nós agora?
O silêncio …
E lá ao longe na mata uma ave solidária, com seu canto me respondia.
E a dor que mais me doía se fazia ser ouvida…
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8 – Poemas dia do índio: Pássaro que não é pássaro – Carmem Teresa Elias e Beatriz Ribeiro

O canto era longo, melodioso

Na harmonia da floresta
O colorido ornamento de penas e plumas
Continha amarelos, verdes, azuis…

Com eles, havia as cores de Brasil
Havia a música das florestas do Brasil

Mas seu canto ficou raro
Tão raro
Quanto o canto do Uirapuru…

Pássaro que não é pássaro

A floresta silencia
Os índios estão quase extintos!
O Brasil não aprendeu a viver com tamanho encanto!!!

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9 – Poemas dia do índio: Donos da terra – Daniela Valadares Aleixo

Usurparam sua cultura
costumes e tradições.
Apossaram-se de suas
terras, seu verde devastou.
O índio andava nu, uma livre
inocência, foi injetado em suas
mentes inverdades sobre moralidade
cegaram a sua pureza…
513 anos depois, O índio
ainda tem que guerrear, por uma
terra que sempre foi sua,
provar que este é seu lugar.
A força do índio vem de um querer,
provar que esta terra vasta não é
“terra de ninguém”.
Esta terra sempre teve donos,
tinha e ainda tem… ÍNDIOS.
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FIM do post sobre poemas dia do índio

Muito obrigada por ter nos acompanhado em mais esse post do Demonstre!

Deixe seu comentário e sugestão! 🙂

Se desejarem  ver mais atividades ou poemas como esse é só visitarem a página da Demonstre.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Por favor, gostaria de saber um pouco mais sobre a autora de algumas das poesia, Elaine Costa.
    Quero compartilhar as suas poesias com meus alunos mas preciso saber um pouco mais sobre quem as escreveu.
    Obrigado

  2. Olá Mônica, tudo bem? Elaine Costa, que aqui possui o pseudônimo: “Eline Costa” sou eu! Mineira, nascida em Juiz de Fora. Escrevo poemas desde os 8 anos de idade, e sempre fui fascinada por criar histórias. Na realidade, sou apaixonada pelo povo indígena, do qual descendeu diretamente minha bisavó paterna. Embora eu seja uma autentica brasileira, com a miscelânea de meus ascendentes: europeus, africanos e indígenas, amo e respeito nossos índios!

    Sou formada em Psicologia Clinica PUC Minas, trabalho como “ghost writer” para alguns sites.
    Trabalho junto com essa equipe maravilhosa da Demonstre à um ano e algumas de minhas publicações aqui, destinam-se ao publico infanto juvenil e podem ser conferidas como: https://demonstre.com/serie-a-vovó-inteligente-no-1-a-lua-e-de-queijo/
    https://demonstre.com/a-culpa-e-do-coelho/
    Colaboro ainda com diversos outros textos e trabalhos deste blog, alguns inéditos e outros adaptados, os quais tratam de auto estima, bullying, histórias infantis, salmos, dentre outros. Possuo um blog com o titulo: Fale mais sobre isso ( https://elainecostablog.wordpress.com/2016/09/26/o-bicho-papão-esta-no-telhado/), onde comento sobre assuntos que afetam a saúde emocional e física das pessoas, como insônia, tendencia suicida, sonhos…
    A ideia é trabalhar em 2019 com livros que auxiliem a garotada no aprendizado de datas históricas importantes, de forma divertida e de fácil memorização.
    Agradeço imensamente seu interesse em compartilhar nosso trabalho, valeu de verdade!
    Um grande abraço Mônica!

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