A raposa e o fazendeiro,  mostra claramente, como a maldade que se faz, pode retornar bem mais forte. Usar de vingança só trará maior prejuízo. Portanto, façamos o bem, sem nos cansarmos.

Em algumas circunstancias, é melhor suportar um pequeno prejuízo, do que dominado pelo ódio, tentar combater o mal, com outro mal maior ainda! O final de tudo quase sempre é uma tragédia!

A raposa e o fazendeiro – Fábula de Esopo

Um certo fazendeiro, já  magro de tanto trabalhar, havia cultivado uma vasta plantação, enquanto esperava chover. Porém, uma pequena raposa bastante ágil , aproveitando-se de sua ausência, passeava pela lavoura, quebrando galhos, e destruindo  aos poucos, o que havia sido cultivado.
Com muita raiva, o fazendeiro decidiu que daria um fim à pequena raposa:
– Já não aguento mais! Até quando esse animal irá danificar minha plantação? Vou captura-la de uma só vez e dar-lhe uma lição!
Colocando uma armadilha entre as folhas, em um dia que ventava muito, o homem conseguiu capturar o animal. Contudo, isso não lhe bastou. Após ter nas mãos a raposa ele pensou:
– Ficar presa não é suficiente! Se soltá-la longe daqui poderá retornar, então darei outro jeito nela!
Sem haver nenhuma compaixão, envolvido pelo ódio, o homem pegou a criaturinha, embebeu sua calda em óleo e ateou fogo!  Desesperada a raposa correu para o meio da lavoura. Como havia muitas folhas secas ali, ela acabou incendiando toda plantação.
Desesperado, contudo, o homem tentou aplacar o incêndio, mas foi tarde de mais, porquanto, a linda lavoura já havia se queimado.
Moral da história:

“Quem planta vento, colhe tempestade.”                                                                                                                                             Fábula de Esopo – Adaptação: Elaine Costa

Quem foi Esopo

Nascido de maneira suposta, no século VI a.C. ou VII a.C., na Ásia Menor, Esopo foi um contador de histórias,  apanhado e levado para a Grécia, para servir como escravo.

Esopo fez  sucesso na Grécia, chegando o escultor Lisipes, a ergueu uma estátua em sua homenagem. O contador de fábulas porém,  pois foi condenado à morte por um crime que não cometeu.

 Acusaram o contador de fábulas, de ter roubado um objeto sagrado, portanto, a morte foi a sua punição, por completo.

Aristófanes também deu detalhes do sucedido: Conta-se que, Esopo, ao visitar Delfos, aborreceu os habitantes, quando lhes disse que eles não trabalhavam, viviam apenas das oferendas consagradas ao deus Apolo.

Portanto, raivosos, os habitantes plantaram na mala de Esopo, uma taça sagrada. Quando o roubo foi descoberto, ele recebeu uma punição fatal: foi lançado de um rochedo.

O trabalho de Esopo ficou conhecido, porquanto, o grego Demétrio de Falero (280 anos antes de Cristo), por ter reunido as histórias contadas pelo sábio. Também Planúdio, u, havia colecionado as histórias e as propagou. (Fonte: Mundo Genial)

Exercício de leitura para o Fundamental l

  1. O que você tirou de proveito dessa fábula?
  2. Qual a lição ela nos ensina?
  3. Em sua opinião, por que o homem colocou fogo na raposa?
  4. Escreva no caderno três adjetivos encontrados no texto
  5. Circule os verbos que expressam o fenômeno da natureza
  6. O que você faria com a raposa?
  7. Pesquise sobre os crimes cometidos contra os animais e comente com seus coleguinhas em sala de aula.

Proposta de atividade/dinâmica – A raposa e o fazendeiro

Chicote queimado

  • Os alunos deverão se  sentar em círculo.
  • Um objeto será passado por eles,  e ficará  escondido nas mãos de um dos alunos, escolhido pelo professor, ou pelos alunos.
  • Enquanto o objeto é passado de mão em mão, deve-se cantar, um cântico infantil.
  • Quando o objeto parar na mão do aluno escolhido, um outro aluno de olhos vendados, também indicado pelo professor ou pela turma, deverá procurá-lo.
  • As dicas serão dadas, pelas crianças do grupo, portanto, elas indicarão o caminho do objeto.
  • Quando ele estiver longe do aluno que procura, dirão “frio”
  • se estiver  próximo gritarão quente.
  • se estiver muito próximo, ou com as mãos sobre o próprio aluno no qual ele esteja procurando, as crianças dirão queimou!

Para não gerar confusões, o professor deve auxiliar na orientação das dicas, portanto,  esconder os objetos em qualquer parte, da sala de aula também é possível, usando os mesmos procedimentos.

Outras versões da fábula: A raposa e o fazendeiro

Não encontramos videos com essa fábula de Esopo, no entanto, uma nova versão, poderá ser lida no Universo das fábulas.

Fim

Que tal a fábula: a raposa e o fazendeiro ? Veja que, como dizia o Chaves:” A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena!”  Se alguém na tentativa de vingar-se, cometer atrocidades, o mal poderá retornar para ele sem piedade!

Portanto, “não nos cansemos de fazer o bem, pois a seu tempo o ceifaremos, se não houvermos desfalecido”.  Esperamos que a fabula contada lhe ajude em sua lições. Se quiser ler mais fábulas de Esopo, aqui você encontrará diversas versões.

Um abraço e até breve!

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