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7 fatos sobre a história da Língua portuguesa

Olá, pessoal! Sabemos que o tema é longo mas hoje traremos um breve resumo sobre a história da língua portuguesa. Espero que seja útil. Comente e compartilhe!

Fatos da história da língua portuguesa

A língua portuguesa é originária do latim vulgar, isto é, da modalidade falada do latim, que os romanos introduziram na Lusitânia, região situada ao norte da Península Ibérica, a partir de 218 a.C. Até o século IX, quando surgem os primeiros documentos latino-portugueses, falava-se o romance – estágio intermediário entre o latim vulgar e as modernas línguas latinas, como o português, o espanhol e o francês. Essa fase é considerada a pré-história da língua. No período que vai do século IX ao XII chamado de proto-história já se encontram registros de alguns termos portugueses em textos escritos por tabeliães e notários em latim bárbaro, mas o português era basicamente a língua falada.

A história da Língua portuguesa

A época histórica da língua tem duas fases: a arcaica (do século XII ao XVI) e a moderna (século XVI até hoje). Na primeira fase os textos são redigidos em português arcaico. O fim do período é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516. Em Os Lusíadas, de Luís de Camões de 1572, o português já é, tanto na estrutura da frase quanto na morfologia, muito próximo do atual. Essa estruturação formal da história da língua portuguesa está ligada aos episódios que pertencem à história da Península Ibérica.

Romanização

Com a invasão romana da Península Ibérica, em 218 a.C., todos os povos ali sediados, à exceção dos bascos, passam a conviver com o latim, dando início ao processo – mais rápido e completo no sul do que no norte dessa região – de formação do espanhol, português e galego.

O movimento que resulta na homogeneização cultural, lingüística e política dos povos nativos da região é denominado romanização. Poderosos fatores concorrem para a eficácia deste processo: o recrutamento militar dos jovens provincianos, o sistema rodoviário romano, que permitia o acesso à metrópole, o direito de cidadania romana concedido aos povos que habitavam a região e o cristianismo, como elemento forte de unificação.

A história da Língua portuguesa
Península Ibérica

Estes fatores possibilitam a unidade do Império Romano, apesar da diversidade dos povos que o compunham. Os vestígios das línguas que existiram na região (os chamados substratos) são incorporados ao latim.

Invasões germânicas

Em 409 d.C., invasores germânicos – vândalos, suevos, alanos e visigodos instalam-se na Península e ali permanecem até 711. Língua e cultura latinas não se alteram substancialmente durante a dominação. As contribuições lingüísticas germânicas somam-se ao latim, formando os chamados superestratos. O vocabulário é enriquecido com a introdução de palavras oriundas do germânico: roubar, espiar, guerrear (relativas à guerra); ganso, marta (relativo aos animais); e agasalhar, branco, brotar.

Domínio árabe

Os árabes invadem a Península Ibérica em 711 d.C. Durante seu domínio, florescem as ciências, a agricultura, o comércio e a indústria. Como língua oficial, adota-se o árabe, mas o povo subjugado continua a falar o romance, modalidade do latim vulgar já modificado.

Contribuições árabes

A influência árabe sobre o vocabulário latino é grande. As principais áreas que recebem contribuições lingüísticas são: agricultura (arroz, azeitona, açucena, alface), ciências e técnicas (alfinete, alicerce, alicate, azulejo, almofada), profissões (alfaiate, almocreve), organização administrativa (alcaide, almoxarife, alfândega), culinária (acepipe, açúcar, azeite, javali), vida militar (alferes, refém) e urbana (arrabalde, aldeia).

A história da Língua portuguesa

As palavras de origem árabe começam geralmente com o artigo definido al (por exemplo, almofada, de al + mohada), sendo, às vezes, o l assimilado pela consoante seguinte (azeitona, al + ceitun). Além destes substantivos, o árabe deixou também alguns adjetivos (mesquinho, baldio) e uma preposição (até).

Reconquista

O período de reconquista é caracterizado por um movimento bélico e político, liderado pelos reis cristãos que desejam recuperar os territórios conquistados pelos árabes. No século XI, os cristãos avançam sobre os inimigos árabes e os empurram para o sul da Península, onde surgem os dialetos moçárabes ou moçarábicos, originados do árabe em contato com o latim. As guerras de reconquista levam à criação do Estado português.

Galego-português

Até a ruptura entre o Condado de Portugal e o reino de Castela (século XIII), o português não se distingue do galego, falado na província (hoje espanhola) da Galízia. Em galego-português são escritos os primeiros documentos oficiais testamentos, títulos de venda e textos literários, como os poemas recolhidos nos cancioneiros da Ajuda, da Vaticana e Colocci-Brancuti (da Biblioteca Nacional de Lisboa).

No século XIV, com o Livro de Linhagens, de dom Pedro, conde de Barcelos, e a Crônica Geral de Espanha (1344), surge a prosa literária em português, diferenciado do galego.

Expansão

Com a expansão ultramarina e a formação do império português, entre os séculos XIV e XVI, a língua portuguesa se espalha por diversas regiões da África, Ásia e América e recebe influências locais: cáfila, alcova, monção (do árabe falado no norte da África), pagode (do dravídico, falado na Índia), zumbaia e jangada (do malaio), junco (do chinês), chá (do japonês).

Durante a fase em que Portugal foi governado pelo trono espanhol, entre 1580 e 1640, o português recebe palavras castelhanas, como bobo, gana, granizo. No século XVI surgem as primeiras gramáticas, que definem a morfologia e a sintaxe. A partir daí, a língua tem mudanças estruturais menores, como a influência francesa no século XVIII, que fez o português da metrópole afastar-se do falado nas colônias.

Vocabulário técnico

Nos séculos XIX e XX a língua recebe termos internacionais de origem greco-latina designando avanços tecnológicos (automóvel, televisão, telefone, aeroplano, rádio); e inúmeros termos técnicos em inglês, em ramos como as ciências médicas, a astronáutica e especialmente a informática (winchester, drive, software). O volume de novos termos em inglês principalmente relacionados à informática, incorporados ao português estimula a criação de uma comissão composta por representantes dos países de língua portuguesa, em 1990, para uniformizar o vocabulário técnico e evitar a introdução de termos diferentes para os mesmos objetos.

Referências bibliográficas da história da Língua portuguesa

  • COUTINHO, Ismael de Lima. Pontos de gramática histórica . 7.ed. Rio de Janeiro: Ao Livro técnico, 1976.
  • MONTEIRO, Clovis. Português da Europa e português da América . 3.ed. Rio de Janeiro: Acadêmica, 1959.
  • CÂMARA, Junior, J. Mattoso. História e estrutura da língua portuguesa . 4.ed. Rio de Janeiro: Padrão, 1985.

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