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Educação infantil: o que pode ser trabalhado?

Cuidar, educar ou cuidar e educar? Qual é a função do educador infantil? No post abaixo iremos abordar sobre o que pode ser trabalhado na educação infantil.

Como devo utilizar teorias e documentos da educação infantil?

Os documentos são uma referência para se trabalhar com educação infantil. Eles não são obrigatórios e devem ser utilizados como base para discussões entre profissionais de escolas, creches ou instituições na elaboração de seus projetos educativos.

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Educação infantil: o que pode ser trabalhado?

O objetivo dos estudos acadêmicos sobre a educação infantil é contribuir para o planejamento, desdobramento e avaliação de práticas educativas, levando em conta as diferenças e a diversidade étnica, religiosa, de gênero, social e cultural dos alunos pertencentes à faixa etária de 0 a 6 anos, favorecendo a construção de propostas educativas que respondam às necessidades das crianças e de seus familiares nas diferentes regiões do país.

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Em tempos obscuros, muitas instituições abandonaram a teoria construtivista. Neste caso, como trabalhar?

Ainda que o construtivismo seja a referência teórica da maior parte dos documentos do MEC, o mesmo não possui uma linha única. Todas as pré-escolas, creches e instituições podem se beneficiar dele, pois o mais importante são as discussões e mudanças que o MEC deseja estimular. Não é necessário que os professores abandonem seus valores em educação, mas que utilizem as referências como busca de uma nova postura pedagógica que pode ser incorporada aos poucos.

Crianças bem pequenas que estão em creches para serem “cuidadas” também devem ser educadas?

Sem dúvida. As funções de educar e cuidar devem ser igualmente adotadas pelas instituições de ensino infantil. Os profissionais de creches devem se inspirar na BNCC para começar a modificar uma visão totalmente assistencialista, passando a entender que desde muito cedo as crianças também necessitam ser educadas. Cuidado, brincadeira e aprendizagem devem fazer parte do trabalho de maneira a estimular o aumento da capacidade de relação interpessoal (aprender a se relacionar com outras pessoas) e também como forma de permitir o acesso ao conhecimento.

É possível educar bebês, uma vez que não falam, não andam e não entendem a linguagem do adulto?

Segundo as linhas teóricas de ensino é possível haver uma intervenção educativa junto aos bebês, que apresentam um processo de desenvolvimento acelerado e devem ser estimulados desde o nascimento. Os adultos podem contribuir para o estímulo das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas.

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Diversas atividades podem ser planejadas para a educação dos bebês, de acordo com sua maturidade. Por exemplo, no momento das trocas de fralda, o adulto pode conversar com os mais novos, chamando a atenção para algum elemento do ambiente um objeto, um móbile, um som realizando com eles algumas brincadeiras, procurando sempre se mostrar atento às crianças e responder às suas reações.

Com bebês um pouco mais velhos, além dessa comunicação, já podem ser incorporadas narrativas de histórias com ou sem o apoio de livros de gravuras, a utilização de bonecos e gravuras ou fantoches sobre o tema, além de atividades com músicas ritmadas e acompanhamento de palmas. Aos bebês que já se mantêm sentados, devem ser propiciadas brincadeiras de empilhar e encaixar, empurrar e puxar objetos. O educador deve também observar e comentar características de animais ou objetos.

Qual a importância da brincadeira na infância?

Brincar é uma atividade fundamental na infância e que deve ser estimulada pelo professor. É ele quem organiza sua estrutura oferecendo objetos, fantasias, brinquedos ou jogos, delimitando espaços e tempo para brincar. Ao vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por elas mesmas, elas podem colocar em ação seu raciocínio para resolver problemas que lhe são importantes e significativos. Assim, cria-se um espaço onde as os alunos podem experimentar o mundo e construir uma compreensão própria sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos.

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educação infantil
Educação infantil: o que pode ser trabalhado?

A brincadeira favorece os relacionamentos e a auto-estima das crianças, auxiliando-as a lidar com suas dificuldades e dúvidas de forma criativa. Ao observar uma criança brincando, o educador pode entrar em contato com ações que a criança observa nos adultos de sua convivência e de sua comunidade. Quando adotam outros papéis na brincadeira, elas lidam com a realidade sem ter que vivê-la realmente, tendo condições de elaborar experiências vividas na família ou em outros ambientes. Algumas fontes de experiências são os relatos de outras pessoas, cenas da televisão ou do cinema ou narrativas de livros.

O que significa “cuidar” na educação infantil?

Cuidar não é simplesmente atender às necessidades biológicas da criança, como qualidade de alimentação e cuidados com saúde, higiene e segurança física. Leva em consideração também as necessidades afetivas e as relações das crianças com as pessoas que a cercam, além da oportunidade de acesso a conhecimentos variados.

Ao cuidar de uma criança, o mais importante é tentar conhecer por inteiro os aspectos para ajudá-la a se desenvolver como ser humano, valorizando-a e auxiliando-a a desenvolver suas capacidades. Isso significa que o professor não pode cuidar de seus alunos de maneira uniforme. Ele precisa estar informado sobre as fases do desenvolvimento infantil para poder se aproximar deles, observar suas reações, conhecer suas dificuldades e habilidades, procurar conversar e compreender sua maneira de lidar com as pessoas e com os conteúdos escolares, entendendo que cada criança tem história familiar e carga genética diferentes.

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Todos os conteúdos conceituais podem ser apropriados pelas crianças durante o período da educação infantil? Não são muito complicados para essa idade?

É possível, sim, trabalhar todos os conteúdos, pois a intenção não é a de que as crianças se apropriem de toda a complexidade deles, mas que se aproximem ao máximo de seus fundamentos de forma significativa. À medida que os alunos crescem, eles vão se apropriando desses conteúdos integralmente. Os conteúdos já apropriados irão ajudá-las a fazer relações com novos conteúdos, permitindo que sejam capazes de formar sua própria maneira de pensar e ampliando suas hipóteses sobre o mundo. Somente estando em contato com a informação é que elas poderão realizar aprendizagens.

O que são conteúdos conceituais?

São conteúdos que dizem respeito à construção da capacidade de pensar e operar com símbolos, idéias, imagens e representações que permitam à criança entender sua realidade e atuar nela. Conteúdos conceituais são a forma como a criança pensa o mundo e seus objetos e faz relações, de maneira a aprender sobre a língua, Matemática, Ciências e demais matérias. Por exemplo, promover boas situações de conversa é uma boa maneira para tratar conteúdos conceituais na escola, pois a língua permeia toda a construção do conhecimento dentro do grupo de alunos. O objetivo da boa conversa é ampliar a compreensão das crianças a respeito das coisas do mundo.

O professor precisa estar atento e dar oportunidades a seus alunos para que se expressem, ajudando-os a fazer relações entre os assuntos e a colocarem oralmente seus pensamentos, o que ainda é uma dificuldade nessa idade.

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O que são conteúdos procedimentais?

Os conteúdos procedimentais referem-se ao saber fazer, ou seja, quais ferramentas as crianças precisam usar para realizar suas ações. Por exemplo, aprender sobre animais exige os seguintes procedimentos dos estudantes: pesquisar em livros adequados (enciclopédias, revistas, jornais), aprender a procurar informações, ouvir a opinião dos colegas de equipe, colaborar com o grupo, registrar as respostas de forma que elas possam ser depois comunicadas, cuidar dos materiais.

Em uma atividade de Artes, como pintura, saber utilizar adequadamente os materiais, passar o pincel na borda do pote de tinta para não escorrer, pintar com capricho para não borrar, cuidar para não sujar o local em torno da atividade, não sujar suas roupas e as roupas dos colegas, deixar o trabalho em local adequado para secar.

O que são conteúdos atitudinais?

São os valores e normas que se deseja desenvolver junto às crianças. Eles englobam desde o modo de se relacionar entre as pessoas até a seleção dos demais conteúdos.

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Os professores são um dos modelos básicos das crianças e devem dar exemplos de como agir. Entre algumas atitudes importantes no processo de educação plena de um cidadão, podem ser citadas: tratar educadamente os funcionários, conversar de maneira civilizada e coerente em situações de conflito, pedir favores educadamente e agradecê-los, ser responsável pela manutenção e limpeza do local utilizado (guardar brinquedos, tampar canetas, organizar materiais da sala e seus próprios pertences), contribuir com a limpeza (limpar o que sujou), ser solidário com o companheiro em situações difíceis (quando estão tristes ou machucados). Se não partir do adulto, esse aprendizado fica comprometido, porque depende muito mais de ações exemplares do que de discursos.

A preocupação com a ética no âmbito educacional tem sido objeto de muito interesse e importância, pois esse conteúdo tem se mostrado indispensável na formação de cidadãos. Sem essa formação, o aprendizado dos demais conteúdos fica comprometido.

O que são as orientações didáticas? Para que servem?

Orientações didáticas são indicações dadas aos professores de como fazer para trabalhar com determinado conteúdo. Não são regras obrigatórias, mas sugestões que contribuem para a reflexão e a prática do professor.

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São orientações didáticas que ajudam o professor sobre como trabalhar com a organização do tempo, do espaço e dos materiais, como observar, registrar e avaliar o progresso das atividades.

É aconselhável que o professor consulte as orientações antes de planejar seu trabalho e suas intervenções.

Por exemplo, em relação à disciplina de Educação Física, algumas das orientações didáticas para desenvolver habilidades como correr, andar, saltar, arremessar, além de regras de jogos e atitudes de cooperação e respeito são: organizar atividades de circuitos com desafios e diferentes materiais (bolas, cordas, bambolês); explicar as regras do jogo antes e durante seu andamento; propor jogos que ajudem a desenvolver diferentes habilidades; propor atividades de exploração das habilidades motoras; propor atividades que estimulem atitudes de respeito, cooperação e organização.

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O que são atividades permanentes? Com que frequência devem acontecer?

São atividades de cuidado, aprendizagem e prazer das crianças, cujos conteúdos necessitam ser trabalhados constantemente. São aquelas atividades que podem acontecer sempre, ou todos os dias ou todas as semanas, dependendo das prioridades no planejamento do professor.

Algumas das atividades permanentes são: brincadeiras no espaço interno e externo; roda de história; roda de conversa; atividades de desenho, pintura, modelagem e música; atividades variadas em ambientes organizados por temas ou materiais à escolha da criança, incluindo momentos para que elas possam ficar sozinhas se assim o desejarem; cuidados com o corpo.

O que são sequências de atividades?

São atividades planejadas e orientadas para se promover uma aprendizagem específica. Sua intenção é oferecer desafios de graus diferentes para que as crianças, aos poucos, possam ir se exercitando até que realizem o aprendizado que se deseja estabelecer.

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Como exemplo de sequência de atividades para que a criança aprenda a desenhar a figura humana, podemos citar a observação de pessoas, desenhos e pinturas de artistas ou de crianças mais velhas ou fotografias e, em seguida, a realização de desenhos a partir do que foi visto e das observações feitas pelo professor.

O que são projetos de trabalho na educação infantil?

Projetos de trabalho são atividades práticas feitas pelos alunos com o objetivo de resolver um problema colocado. Nesses projetos, eles utilizam conhecimentos específicos construídos a partir dos conteúdos escolares, permitindo um contato com práticas sociais reais, ou seja, práticas que se relacionam com sua vida e sua experiência social imediata e que, portanto, têm muito mais significado para elas. Essa é uma maneira de encorajar a participação das crianças.

Além de um engajamento mais ativo dos alunos, os projetos permitem que elas ampliem suas idéias sobre um assunto específico, complementando suas informações com conteúdos das diversas áreas do conhecimento. Os projetos têm duração variada, de alguns dias ou até mesmo um ano. Tudo vai depender do seu objetivo, dos interesses das crianças e do próprio andamento das atividades. Um exemplo de projeto de curta duração é a elaboração de um livro de receitas. Já o cultivo de uma horta é um projeto que exige um tempo maior.

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Quais são as etapas de elaboração de um projeto?

A proposta de um projeto envolve o levantamento e a socialização dos conhecimentos e dúvidas que as crianças já têm sobre o tema escolhido, a busca de informações (contar com ajuda dos adultos, familiares e funcionários da escola), a procura de fontes como livros, enciclopédias, trechos de filmes, análise de imagens, entrevistas com pessoas, visitas a locais da comunidade e o registro das informações em textos, desenhos, filmes, fotografias ou fitas cassetes. Ao final, há sempre um produto concreto como um livro, um álbum, uma horta produtiva, um aquário. O mais importante, porém, não é o produto final, mas o que as crianças foram aprendendo durante as pesquisas, as discussões e a preparação do projeto.

Como devem ser feitas as divisões em grupos de crianças da educação infantil: por idade ou por competência?

Não há uma divisão rígida, mas é comum que bebês fiquem em um mesmo grupo até conseguirem andar. Aqueles que já andam bem, estão deixando de usar fraldas e começam a utilizar o banheiro devem estar todos juntos. Os demais devem estar agrupados por idades em turmas de 3, 4, 5 e 6 anos. Embora essa divisão seja importante, atividades de integração entre as crianças de diferentes idades devem ser planejadas e acontecer com freqüência, como brincar juntos, ouvir histórias, cantar músicas, realizar atividades de artes, participar de rodas de conversa etc.

Qual é a quantidade ideal de crianças para cada educador?

Quanto mais novas as crianças, menor deve ser o número delas para cada educador, porque necessitam de um atendimento individualizado.

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Para crianças de até 12 meses, é aconselhado um grupo máximo de 6 por adulto, que deve ter um auxiliar nos momentos de alimentação.

De 1 a 2 anos, o grupo pode aumentar para até 8 crianças por adulto, ainda com apoio de um auxiliar em alguns momentos.

Para crianças que já retiraram as fraldas até os 3 anos o grupo pode ter entre 12 e 15 por adulto.

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Quando elas atingem maior autonomia e interagem mais independentemente com seus companheiros, entre 3 e 6 anos, é possível pensar em grupos maiores, não ultrapassando 25 crianças por professor.

Como deve ser a participação da família? Como a instituição deve se relacionar com ela?

As instituições de ensino infantil devem encarar as famílias como parceiras. Estas têm o dever e o direito de estarem informadas sobre como seus filhos estão sendo educados. A escola deve manter um diálogo aberto com as famílias, levando em consideração suas origens (podem ser de diferentes religiões e culturas) e respeitando suas estruturas (a organização familiar pode não ser aquela a que estamos habituados, pois os pais podem ser separados ou não-casados ou os avós podem ter ocupado o papel dos pais, entre outras possibilidades). As famílias também podem participar de vários projetos da escola com as crianças.

Como o professor de educação infantil pode avaliar a aprendizagem de seus alunos?

O importante nessa etapa do desenvolvimento não é exatamente avaliar a criança, mas procurar avaliar as situações de aprendizagem que foram oferecidas e como elas foram aproveitadas pelas crianças.

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Quando o professor observa que seus alunos conseguiram atingir ou se aproximar de um objetivo, deve planejar outras atividades que enriqueçam e promovam novas conquistas a partir do que foi aprendido.

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Educação infantil: o que pode ser trabalhado?

É muito importante que o professor valorize as conquistas pessoais de seus alunos, ajudando-os a perceber seu crescimento, mostrando-lhe como faziam antes e como fazem agora. Por exemplo, dizer: “Olha, Gabriel, lembra que você não conseguia subir sozinho no escorregador? Agora você já sobe sem a minha ajuda”. A avaliação deve ser feita sempre ao longo do processo. Para que se possa planejar a prática, é importante realizar um levantamento inicial para saber de qual estágio seus alunos estão partindo. Para cada etapa da educação infantil há critérios de avaliação apropriados que devem ser decididos pelos membros da equipe de cada escola.

Uma criança que completa o período da educação infantil sem estar alfabetizada pode ser matriculada no ensino fundamental?

Não é obrigatório que o aluno matriculado na primeira série já esteja alfabetizado. Deve-se analisar seu avanço ao longo do processo, considerando que as manifestações desse avanço não acontecem em momentos pré-determinados, pois cada criança tem seu ritmo. É importante que o professor realize observações freqüentes do desempenho de seus alunos para saber se um aluno possui dificuldades e, assim, planejar suas intervenções para promover o desenvolvimento dela. É por isso que a retenção não é a melhor solução para aquele aluno que está em defasagem em relação aos seus colegas.

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O que é estimular a autonomia e independência dos alunos na educação infantil? Como fazê-lo?

Estimular a autonomia é dar condições para que as crianças possam, de acordo com seus recursos, orientar suas ações por si mesmas, aumentando suas responsabilidades aos poucos. Um professor não deve esperar que seus alunos sejam silenciosos, obedientes e imóveis.

Um grupo pode ser falante e mobilizado e, mesmo assim, totalmente envolvido com a aprendizagem. Para estimular essa participação, o professor deve organizar o espaço da sala de forma que os materiais e brinquedos fiquem ao alcance dos alunos. Estes podem se encarregar da distribuição dos brinquedos durante as atividades e, depois, colaborar na hora de guardá-los. Dessa maneira, eles também se sentirão responsáveis. Da mesma forma, na hora das refeições, os alimentos devem estar ao alcance dos alunos para que eles se sirvam sozinhos (desde que tenham idade suficiente para isso). Após a refeição, pode ser solicitado que cada um se responsabilize pela limpeza e arrumação do espaço.

Outra maneira de promover a autonomia é pedir aos alunos que saiam para buscar materiais, levar recados ou acompanhar o colega até a enfermaria para fazer um curativo. Isso dará condições para que os alunos circulem pelo espaço sem a constante presença do adulto.

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Mas antes é preciso que o professor já tenha visitado esses lugares com seu grupo e que demonstre confiança em suas capacidades. Ouvir as opiniões dos alunos sobre como organizar as atividades e a sala de aula e elaborar listas de tarefas com o nome das crianças que se encarregarão delas também é importante.

Como lidar com a diversidade na educação infantil?

A atitude de aceitação do outro, com suas diferenças e particularidades, deve ser estimulada nas crianças pelo professor. Para que essa atitude seja incorporada, ela deve estar claramente expressa nos atos e comportamento dos adultos com quem convivem. É mais um caso onde o exemplo vale mais do que o discurso. O respeito à diversidade que englobam desde as diferenças de temperamento, de habilidades e conhecimentos, até as diferenças de gênero, de etnia e de crença religiosa deve estar sempre presente nas relações cotidianas.

Também podem ser criadas algumas situações de aprendizagem em que a questão da diversidade seja tema de conversa ou de trabalho na escola. Por exemplo, organizar uma atividade com os avós de cada integrante do grupo para que eles falem sobre sua infância, sua origem, como brincavam, o que comiam, quais músicas cantavam e outras informações que permitam mostrar aos alunos as diferenças culturais e ampliar seu repertório. Ao mesmo tempo, são trabalhadas as atitudes de respeito aos mais velhos.

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O que são conhecimentos prévios?

São os conhecimentos que as crianças já dispõem e que provêm das mais variadas experiências sociais, afetivas e cognitivas a que estão expostas. Eles servem como um degrau para que ela atinja um novo conhecimento e devem ser levados em consideração pelo professor.

Essa não é uma tarefa simples e exige uma observação muito cuidadosa. Tudo o que elas expressam, seja oralmente, seja por meio de desenhos ou brincadeiras, é uma informação para o professor sobre o que elas já conhecem. Com os maiores, uma estratégia para identificar os conhecimentos prévios é criar situações e conversas.

Para que estes alunos realizem aprendizagens significativas, os assuntos trabalhados devem respeitar os níveis de desenvolvimento de cada grupo, sua faixa etária e as experiências já vividas por elas. As crianças farão relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos que já possuem (conhecimentos prévios), ganhando condições de modificar suas hipóteses (o que pensavam sobre um determinado assunto).

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Alunos com necessidades especiais devem conviver com as outras crianças em escolas comuns?

É importante que alunos com necessidades especiais tenham oportunidade de conviver com o universo social da escola de uma maneira geral, o que pode ajudar muito no seu desenvolvimento. Desse modo, elas poderão construir vínculos importantes, fundamentais para estimular suas capacidades, além de ter a possibilidade de confrontar-se com a diferença e lidar com sua própria dificuldade. Para as que não são portadoras de necessidades especiais, a convivência e a relação com pessoas que possuem habilidades e competências diferentes propiciam a construção de valores éticos de dignidade humana, respeito ao próximo, igualdade e solidariedade.

Qual deve ser a formação do professor de educação infantil?

A nova LDB dispõe que a formação dos professores para atuar no ensino básico deve ser em nível superior, nas faculdades de Educação. Atualmente, existem muitos professores leigos, que possuem baixa escolaridade e nenhuma especialização em na área educacional. Eles trabalham principalmente na educação infantil, justamente porque acreditava-se que nessa faixa etária a preocupação com os conteúdos educacionais formais não era necessária, apenas o cuidado com a alimentação, as trocas e a segurança física.

Os debates recentes têm apontado para a necessidade de uma formação completa desses profissionais, tanto em creches como em pré-escolas. Essa formação já começa a ser exigida e deve ser uma preocupação não só dos profissionais da área, mas também das instituições que os contratam.

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Perguntas frequentes sobre a Educação Infantil

  1. Como é feita a divisão na Educação Infantil?

    O ensino Infantil é dividido em Maternal, contendo crianças entre zero e três anos de idade e educação infantil, que contém crianças entre três e cinco anos, no qual são divididos por períodos de acordo com a idade.

  2. Qual o objetivo da Educação Infantil?

    Considerando que esta é a primeira etapa escolar na vida das crianças, este processo é importante para o desenvolvimento da criança em aspectos físicos, sociais e cognitivos.

  3. Qual o conceito de Educação Infantil?

    A Educação Infantil refere-se à primeira etapa no processo educacional da criança, sendo assim, seu conceito está relacionado ao processo de socialização e desenvolvimento da criança.

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  4. Qual a importância da Educação Infantil?

    Sua importância está relacionada ao desenvolvimento social, cognitivo e físico da criança dentro do âmbito escolar, podendo contribuir para o desenvolvimento de habilidades e seu desempenho escolar.

  5. Por que existem escolas de educação infantil?

    Considerando a importância da atenção para esta etapa da vida da criança, este formato propõe um processo de abertura para o conhecimento e desenvolvimento da criança. Caso este período venha seguido de traumas ou frustrações, o desempenho escolar da criança pode ser comprometido.

Educação infantil: o que pode ser trabalhado? e muito mais!

Fique de olho em outros textos do Blog Demonstre, separei um especialmente para você: Alfabetização e letramento: jogos e brincadeiras.

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