Tag: competências do professor

A Formação do Professor para Educação Especial

A formação do professor para Educação Especial tem sido o nosso foco nos últimos 3 meses. Isso tudo graças ao grupo Prominas Online e o Blog Pós Graduação que patrocinaram nossa pesquisa por todo esse tempo.

Para encerrar esse círculo virtuoso, vamos tratar em nosso último post dessa parceria tratando específicamente da formação do professor para educação especial e das competências necessárias para atingir uma boa qualidade profissional.

Apertem os cintos e vamos lá!

A Formação do Professor para Educação Especial

Quando falamos em Educação Especial e Inclusiva, o foco de implementação de qualquer política, aplicação de legislação e condução de resultados é sempre o professor. Esse profissional que, historicamente, tem pouco reconhecimento e salário frequentemente abaixo do “ideal” de mercado, tornou-se o grande herói – ou vilão – das salas de aula contemporâneas, com suas exigências altíssimas e sua predisposição à inclusão social e à criação de uma sociedade mais justa e evoluída.

a formação do professor para educação especial
JÁ ESTAMOS EM 2017!!!!! VAMOS MUDAR A EDUCAÇÃO!

Embora o conceito de Educação Especial, inicialmente concebido como forma de inclusão parcial do aluno portador de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação, tenha evoluído na última década para um modelo de educação 100% inclusiva – onde o professor tradicional tem em sua sala de aula alunos com diferentes particularidades e necessidades de ensino – é difícil conceber como uma única pessoa – o professor – conseguirá atender, a contento, as necessidades e expectativas de toda a comunidade escolar: começando pelos alunos em sua sala e terminando junto à equipe e aos pais e amigos da escola.

Quem é esse professor polivalente, ou multifacetado? Quais assuntos ele domina? Qual a sua formação acadêmica? Quanto ele realmente entende das necessidades especiais desses alunos? Há tempo hábil para atender todos os alunos e suas necessidades num dia escolar tradicional? Quem determina que um professor está apto para assumir essa posição? Há alguma forma de apoio que deve ser oferecida pelo governo e pela comunidade escolar?

FORMAÇÃO É A RESPOSTA PARA EDUCAÇÃO ESPECIAL
PLANEJAMENTO E FORMAÇÃO É A RESPOSTA PARA EDUCAÇÃO ESPECIAL!

São milhares as perguntas que passam pela cabeça de um futuro professor – e dos pais e amigos de crianças em idade escolar em todo o país, quando o assunto é Educação Especial. Onde é possível encontrar respostas objetivas e não generalizações superficiais?

As competências necessárias para educação especial

Há uma série de requisitos, previstos em lei, que um professor apto a assumir uma turma de educação inclusiva deve ter. De acordo com o Artigo 13 da Resolução Nº 4, de 02 de Outubro de 2009 do MEC – Ministério da Educação, “são atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado:”

  1. “identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas dos alunos público-alvo da Educação Especial;
  2. elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade;
  3. organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos multifuncionais;
  4. acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da escola;
  5. estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade;
  6. orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno;
  7. ensinar e usar a tecnologia assistiva de forma a ampliar habilidades funcionais dos alunos, promovendo autonomia e participação;
  8. estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares.”

O Atendimento Educacional Especializado – AEE compreende não apenas o que é feito numa sala de aula tradicional, mas também o tempo dispendido em salas de aula especiais, onde recursos extras podem ser explorados para melhoria da qualidade de vida do aluno e de sua capacidade de aprendizado.

A HUMANIZAÇÃO É O QUE BUSCAMOS COM A EDUCAÇÃO ESPECIAL
A HUMANIZAÇÃO É O QUE BUSCAMOS

Além dessas competências e atribuições previstas em lei, o professor de educação especial e inclusiva deve trabalhar em proximidade com profissionais especializados em recursos pertinentes às necessidades especiais de cada um de seus alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação, além de garantir o atendimento especializado aos demais alunos que não se enquadrem nessas categorias.

Além desses especialistas, psicopedagogos podem ajudar de maneira impactante o professor de educação especial e inclusiva, oferecendo sugestões de novos caminhos e alternativas que podem obter grande sucesso, não apenas junto aos alunos cobertos na definição legal oferecida acima, mas também aos demais alunos.

HUMANIZAÇÃO EM TODOS OS SENTIDOS
HUMANIZAÇÃO EM TODOS OS SENTIDOS!

É importante, ainda, que esse professor assuma uma posição de grande participação na vida de toda a comunidade escolar, conhecendo os amigos e familiares de seus alunos, seus bairros, hábitos e, caso possível, até suas casas e parentes que participem de sua vida diária. Tendo contato com essas pessoas e envolvendo-as na vida escolar, é possível tomar conhecimento de outros problemas de natureza mais pessoal que possam intervir negativamente no desempenho do aluno, dificultando sua aprendizagem. Um exemplo seriam potenciais problemas de saúde de parentes próximos, do próprio aluno, dificuldades emocionais devido a mudanças na configuração financeira ou familiar, novas amizades ou interesses que estejam tomando o tempo natural de estudo e afins.

Nossa sugestão de formação

Claramente, uma das competências mais relevantes para o novo professor multifacetado da atualidade é o interesse e a habilidade de realmente conhecer seus alunos, suas particularidades, dificuldades e talentos. Essa competência, combinada ao treinamento especializado que complemente os estudos realizados durante a licenciatura pode preparar qualquer profissional da área de educação para os novos desafios que o aguardam em salas de aula de todo o país. Entre os cursos mais indicados para esses profissionais está o curso ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E EDUCAÇÃO ESPECIAL, uma pós-graduação de 735 horas para professores e profissionais da área de educação que aborda diversos aspectos da educação especial inclusiva, como por exemplo:

  • Educação especial inclusiva e políticas públicas de inclusão
  • Políticas públicas para saúde mental
  • Fundamentos da educação especial
  • Fundamentos da educação inclusiva
  • Educação especial e os diferentes tipos de necessidades especiais
  • AEE para deficiência física e mobilidade reduzida, deficiência visual: baixa visão e cegueira, deficiência auditiva e surdez, deficiências múltiplas e surdocegueira e deficiência intelectual, altas habilidades e superdotação

Obrigado por tudo PROMINAS ONLINE e BLOG DA PÓS GRADUAÇÃO, vocês são tudo de bom!

Perrenoud e a Educação

Olá pessoal, tudo bem? Hoje vamos falar sobre Philippe Perrenoud e as competências que devemos almejar. Diferente dos outros textos a biografia do autor compete muito mais a sua bibliografia, do que outra coisa, mas a parte relacionada a principal teoria dele está bem caprichada. Não perca!

Philippe Perrenoud

Philippe Perrenoud  nasceu na Suíça, em 1954. Formou-se em ciências sociais,  depois possuindo doutorado em sociologia e antropologia, aonde surgiu seu interesse pelas problemáticas da Educação.

Philippe Perrenoud e a educação

Atua como professor na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação na Universidade de Genebra, desde 1984.

É autor de vários títulos importantes na área de formação de professores, tais como:

  • À avaliação formativa num ensino diferenciado.
  • A profissionalização dos formadores de professores.
  • A Escola e a Mudança. Contributos sociológicos.
  • Formando professores profissionais. Quais estratégias? Quais competências?
  • Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: perspectivas sociológicas.
  • Ofício de aluno e sentido do trabalho escolar.
  • Da Excelência à Regulação das Aprendizagens.
  • Construir as Competências desde a Escola.
  • Pedagogia Diferenciada. Das Intenções à Ação.
  • Dez Novas Competências para Ensinar.
  • Por que construir competências a partir da escola? Desenvolvimento da autonomia e luta contra as desigualdades
  • Ensinar: Agir na urgência, decidir na incerteza. Saberes e compêtencias em uma profissão complexa.
  • A Pedagogia na Escola das Diferenças. Fragmentos de uma sociologia do fracasso.
  • A Prática Reflexiva no Ofício de Professor: Profissionalização e razão pedagógicas.
  • Aprender a negociar a mudança em educação. Novas estratégias de inovação.
  • A escola e a aprendizagem da democracia.
  • Os ciclos de aprendizagem.
  • Escola e Cidadania. O papel da escola na formação para a democracia.
  • As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e Desafio da Avaliação.

Perrenoude e a Educação

Apesar da sua enorme contribuição para educação Perrenoud não possui formação pedagógica, tendo um enorme sucesso com os professores do mundo inteiro, principalmente no Brasil, por sua forma de escrever  de forma clara e explicativa, abordando  diversos temas complexos e atuais.

 Sua principal  teoria principal é a questão da competência, que segundo o autor, define-se da seguinte forma:

“Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc) para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações.”

Nesse sentido, Perrenoud, exemplifica quais as competências básicas que um professor  deveria ter,  bem como  quais seriam as  competências que um aluno deve ter ao concluir seus estudos.  Assim, ainda segundo o autor,  o professor  antes de aprimorar as suas competências técnicas, deve primeiramente conhecer a si mesmo,  para identificar qual é a sua relação com o saber, já que muitas vezes o educador ama o que faz e  tem muito conteúdo, mas esquece de se por no lugar do aluno e compreender o que  o motiva a aprender.

Perrenoud  destaca a necessidade de uma postura  reflexiva do professor, entretanto, identificou ainda,  quais são as capacidades necessárias   na  formação de um educador e,  em seu livro 10 Novas Competências para Ensinar, ele relaciona o que é imprescindível saber para ensinar bem, conforme observamos abaixo:

  • Organizar e dirigir situações de aprendizagem;
  • Administrar a progressão das aprendizagens;
  • Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação;
  • Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho;
  • Trabalhar em equipe;
  • Participar da administração escolar;
  • Informar e envolver os pais;
  • Utilizar novas tecnologias;
  • Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão;
  • Administrar a própria formação.

Perrenoud questiona também a questão das avaliações, pois segundo ele, é importante  mantermos sim uma avaliação, mas  que essa deveria medir a competência do aluno e, isso não seria possível da forma tradicional, pois esse novo sistema deve avaliar se o aluno foi capaz de agregar algumas competências básicas:  como saber seus limites e suas necessidades,  formar e conduzir projetos,  trabalhar em grupo,  gerenciar e superar  conflitos,  conviver com regras, entre outras.

Dessa forma Perrenoud, entende que  a aplicação desse novo modelo educacional não irá ocorrer de forma milagrosa, mas que só saberemos seus reais resultados, colocando-o em prática. Mas afirma novamente, que sua aplicação  aumenta o sentido de trabalho escolar,  modifica a relação de aprendizagem dos alunos e  favorece as aproximações construtivistas.

Para os educadores, a linha de pensamento do filósofo é a principal responsável por colocar os professores em  movimento, criando uma  pedagogia diferenciada e, até mesmo, aumentando  o número dos que buscaram uma especialização.  Assim, pode-se afirmar que sua principal contribuição, foi rever o sistema educacional, renovando algumas práticas e ampliando as áreas do processo educativo.

Esse vídeo ilustra de uma maneira bem legal:

Bom, é isso. Espero que vocêstenham curtido. Em breve esse texto estará em áudio, aguarde!

Demonstre Atividades

Demonstre Atividades é um Portal Educacional focado em conteúdo e atividades para professores.

Demonstre Atividades - 2020 | Desenvolvido por Nixem Dev