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Uma criança que lê será um adulto que pensa: qual o pressuposto?

Olá pessoal, como vocês estão? Hoje eu começo apresentando a famosa frase “uma criança que lê será um adulto que pensa“. Farei algumas indagações e explicações à respeito. Tal frase é plenamente difundida como uma grande verdade, mas, será que essa é uma afirmação cem por cento verdadeira?

Uma criança que lê será um adulto que pensa…

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É o que muita gente costuma dizer e aposto que você já tenha lido ou ouvido tal frase de efeito. Supõe-se que quem quer que seja, à partir do momento em que desenvolve o hábito da leitura, será uma mente pensante (no sentido de realizar grandes reflexões e tudo mais). Ora, não podemos menosprezar jamais a leitura, seja qual for a fonte e isso é fato, mas, também não podemos ser inocentes ao ponto de corroborar com tal afirmação.

Acontece que esse pressuposto passa a impressão de que a simples leitura independente de critérios (como a qualidade) transformará alguém em um grande pensador, intelectual ou coisa do tipo. Isso não é verdade, uma vez que, se determinado sujeito constantemente lê apenas o caderno esportivo do seu jornal favorito, dificilmente este indivíduo irá se tornar um grande orador ou filósofo por conta da simples prática de ler as notícias futebolísticas.

O mercado editorial tem milhões de livros, revistas e jornais com vários gêneros e públicos. Muitas obras são feitas exclusivamente com o propósito de entreter. O exemplo fatídico disso são as Grafic Novels, as Histórias em Quadrinhos e livros de ficção. Ainda que alguns destes possuam conteúdos e mensagens muito bem elaboradas, isso não significa que alguém irá se tornar um grande intelectual por conta disso.

No quesito público-alvo, seria uma grande inocência comparar uma revista em quadrinhos com uma obra filosófica atual como Amor Líquido, do Filósofo Bauman. São obras completamente diferentes e com fins distintos.

Ainda que até mesmo uma HQ possa ter reflexões assertivas, ela não possui este fim, e portanto, não pode ser comparada com obras que tem como objetivo principal o de despertar a reflexão e o pensamento crítico.

Verdade seja dita…

A nossa crítica em si é contra a afirmação que pode soar preconceituosa, uma vez que ainda existe a tradição oral. Vale dizer que o analfabetismo e analfabetismo funcional ainda assola uma pequena parte da população mundial. É possível encontrar pessoas (talvez você já conheça algumas) que tenham grande conhecimento e façam reflexões sensatas, sendo que nunca terminaram os seus estudos. Algumas dessas pessoas mal sabem ler e escrever.

O conhecimento e a sabedoria não são necessariamente frutos da leitura. Existem pessoas analfabetas capazes de construir casas e obras elaboradas, tal como muitos pedreiros e carpinteiros. Pescadores com conhecimentos sobre o mar, os ventos, marés e os hábitos dos peixes. Agricultores que conhecem tudo sobre plantios, safras e pragas. Existem informações valiosas conhecidas por essas pessoas nas mais variadas áreas, sendo que, em alguns casos, não são encontradas em livros ou manuais. Portanto, fica evidente que conhecimento e sabedoria não são adquiridos única e exclusivamente através da leitura.

Durante muitos séculos, conhecimentos valiosos foram difundidos por meio da tradição oral, dos cânticos, poemas e dizeres que fluíram pela história, avô para neto, pai para filho, e assim por diante. Não é raro pessoas instruídas pedirem conselhos à amigos e familiares que não completaram os estudos, e, ainda assim, demonstram grande sabedoria.

Não podemos ser levianos e dizer que por causa disso não devemos incentivar nossas crianças quanto ao hábito da leitura. Não, longe disso! Temos mais é que aproximar os jovens dos livros. A questão discutida aqui é apenas com relação à falsa ideia de sabedoria contida nessa frase comumente usada como verdade absoluta.

Um mundo chamado livro

Sim, a leitura é essencial na vida das pessoas. Ela é a maior porta para o caminho do conhecimento, mesmo que não seja a única. Criatividade e curiosidade também são essenciais, pois, do contrário, o futuro adulto poderá ficar preso na leitura de entretenimento e jamais se preocupar com política, filosofia, questões da atualidade e reflexões pessoais. É nesse sentido que estamos trabalhando.

À respeito do tema, confira esse vídeo do Professor e Escritor Rubem Alves:

https://youtube.com/watch?v=_OsYdePR1IU

Como bem disse o professor Rubem, é preciso levar em conta que a criança deve buscar o livro, sentir-se familiarizada com ele. E para tal não podemos forçá-las a ler, pois, isso no máximo produz “leitores cegos”. O tipo de gente que passa os olhos, reconhece os códigos, os processa, mas, jamais os absorve o texto lido. Não é esse o tipo de leitor que devemos criar.

No Brasil e no mundo existe uma infinidade de obras publicadas, e, algumas delas podem quebrar paradigmas, incentivar o surgimento de novos pensadores, e até mesmo transformar vidas. Pensando nisso, já num tom positivo e não somente de crítica, selecionamos alguns títulos para que você possa ler e indicar. Calma, não vá indicar esses livros para os pequenos. As obras escolhidas são boas introduções ao mundo dos questionamentos e reflexões para os jovens adultos. A vez das crianças vai chegar, não se preocupe.

Alguns bons livros para a aguçar curiosidade e colocar a mente para trabalhar:

Guerra e Paz (Liev Tolstói)

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Enquanto Agonizo (William Faulkner)

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Amor Líquido (Zygmunt Bauman)

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A Revolta de Atlas (Ayn Rand)

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A Arte da Guerra (Sun Tzu)

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A Modern Utopia (H.G. Wells)

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Sagarana (Guimarães Rosa)

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A Condição Humana (Hannah Arendt)

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Demian (Hermann Hesse)

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O Livro da Filosofia (vários autores)

E para terminar

Concluímos que a frase “uma criança que lê será um adulto que pensa” é preconceituosa por não levar em conta que o conhecimento não é transmitido apenas pela leitura. O pensar e o refletir muitas vezes advém de obras exatamente com esse intuito, e não somente isso. Existem professores e pessoas pelo mundo capazes de aguçar a curiosidade humana em tal ponto, que, naturalmente, você pode se tornar um filósofo da vida e do mundo.

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Incentivemos nossas crianças a lerem, e a se divertirem com a leitura. Com o tempo devemos aguçar sua criatividade, sua vontade de conhecer e entender o mundo, seus mistérios, assim como o próprio ser humano.

Eu diria que: uma criança que lê não necessariamente será um adulto que pensa. Será alguém com uma prática saudável, que, se for incentivado a refletir e a se questionar sobre as coisas, adotará, além da leitura de entretenimento, a leitura das obras de grandes intelectuais, e deste modo, começará a perguntar-se sobre a vida, sobre a sociedade, e , inevitavelmente, fará suas próprias conclusões, tornando-se, por fim, um adulto que pensa.

Bem, por hoje é só pessoal. Amanhã teremos outro post, então não deixe de se inscrever.

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Demonstre!

Como lidar com a criança que não participa da aula?

Como lidar com a criança que não participa da aula?

Se você já é leitor do blog a algum tempo sabe que minha relação com o ensino partiu do ensino técnico e apenas nos últimos dois anos que comecei a me relacionar com crianças e adolescentes. Em especial com o demonstre que tenho me dedicado a estudar com mais afinco pedagogias para o ensino fundamental I e infantil. Dentre os desafios que me deparei nesse novo universo foi sobre como lidar com a criança que não participa da aula. Isso porque nas diferentes instituições de ensino sempre encontramos aqueles que se negam a participar das aulas elaboradas pelos professores que entendem bem como é frustrante esse tipo de situação, mas e ai, como lidar quando estamos tratando com crianças? O que tem de diferente de quando lidamos com adultos?

Como lidar com a criança que se nega a participar da aula?

Muitas matérias podem fazer com que as crianças tenham esse tipo de atitude, afinal não são todos que possuem um amor pelos conteúdos de matemática, física e química e isso faz com que muitos não tenham vontade de aprender essas matérias e dem preferência para as outras.

Mas antes de tomar qualquer atitude é preciso ter atenção para não piorar essa situação, é preciso antes de tudo fazer uma investigação para ter certeza do que realmente se passa na vida daquela criança.

Alguns fatores podem estar relacionados à falta de animo para participar das aulas como:

  • Não conseguem entender o que foi passado pelo professor
  • Não gostam da matéria que está estudando
  • Procuram chamar a atenção porque não tem a dos pais
  • Sofrem bullying na escola
  • Estão passando por outros problemas psicológicos
  • Sofrem violência dentro de casa

O que fazer quando o aluno se nega a participar da aula?

Abaixo te mostraremos quais são as atitudes que você professor precisa tomar com o seu aluno que se nega a participar das aulas.

Estimule a criança

A criança quando é estimulada nas atividades pelos professores ela se anima mais para fazer as suas atividades, as punições nessas horas só irão atrapalhar.

Por isso sempre diga para a criança que ela consegue realizar as suas tarefas e que os seus desenhos estão lindos etc.

Invista em materiais

As crianças sempre se animam para estudar quando abrem os livros e não veem somente palavras, então procure livros de tenha mais gravuras e desenhos, com o tempo ela irá se interessar pelo texto mais sempre eles iniciam nas gravuras.

Evite gritos

Se engana quem pensa que para chamar a atenção do aluno é preciso alterar a voz, essas atitudes podem trazer resultados negativos. Os gritos não educam, não ensinam e muito menos irão motivar o seu aluno a participar das aulas.

Quando gritamos com um aluno despertamos nele o medo, a vergonha, diminuímos a sua autoestima e motivação, se quiser gritar, grite de alegria e com muita gargalhada.

Se aproxime

O professor não conseguirá ajudar essa criança se não se aproximar dela como um amigo, assim a confiança vai surgindo e essa criança vai se soltando aos poucos. Quando o professor conhece o seu aluno ele não precisa agir como um ‘’amigão’’ mas como alguém que estará sempre ali para ajuda-lo promovendo o interesse pela aprendizagem e ouvi-lo.

Conversar com a direção

A falta de participação desse aluno se não for bem trabalhada pode trazer problemas futuros, se essa criança prosseguir por muito tempo sem querer participar das aulas é importante procurar a direção da escola para tomar outras atitudes como encaminhar o mesmo para especialistas responsáveis para cuidar dessa criança, trazendo motivação para a mesma.

Chame os pais

Muitas vezes deixar esses problemas apenas na escola não é aconselhável, afinal não sabemos o que tem passado com essa criança quando ela não está no ambiente escolar, e ninguém melhor para saber são os pais.

Eles precisam estar a par de tudo para ajudar a direção nessa tarefa de ajudar seus filhos a participarem das aulas.

Ref: SNYDERS, George. Alunos felizes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

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