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Dia da mulher – planos de aula para o ensino médio

Planos de aula sobre o dia da mulher para o Ensino Médio

Os alunos do ensino médio podem ser confrontados de modo mais crítico com relação ao Dia Internacional da Mulher, conhecendo os pormenores da realidade histórica feminina. Sabemos que em diversas ocasiões as mulheres tiverem direitos negados, tal como o do voto, além de serem condicionadas a serem donas de casa. Evidentemente, elas participaram de todos os grandes momentos da historia e deram suas contribuições, ainda que isso não fosse publicado e muitas vezes seu devido crédito fosse roubado. Os planos de aula selecionados buscam mudar esse paradigma, valorizando a mulher e mostrando seus movimentos de emancipação.

dia da mulher - planos de aula para o ensino médio

Emancipação da mulher

Esse plano de aula tem como objetivo possibilitar ao aluno a compreensão do papel da mulher na sociedade contemporânea. De modo eficaz esse plano mostra a evolução do papel de seu papel ao decorrer do tempo e, ainda há a divisão da turma em grupo de três a cinco alunos para a realização de um trabalho. Os alunos irão pesquisar dois atletas de uma modalidade, sendo um homem e uma mulher e então compararão a visibilidade de ambos. Todavia, isso nos levará a outras diferenças, tal como a salarial onde há um verdadeiro abismo entre os salários. Os melhores jogadores de futebol, por exemplo, normalmente ganham na casa de milhões, enquanto as melhores jogadoras recebem na casa de milhares de reais.

Outro exemplo são as mulheres vencedoras, que mesmo ao atingir títulos foram descriminadas em seus países e comunidades, seja pela participação em competições ou no modo como se vestiram. Haverá um momento nesse plano em que a sala será dividida e os estudantes irão realizar uma pesquisa sobre modalidades esportivas preferidas de seus colegas de outras classes e até mesmo de funcionários da escola. Essa pesquisa mostrará quais as modalidades esportivas preferidas de ambos os sexos. Esse tende a ser um experimento muito interessante.

Esse é apenas um demonstrativo desse plano de aula, que conta com o raciocínio crítico e ácido necessário para o desenvolvimento intelectual de alunos do ensino médio.

Materiais: reportagem da revista Veja.

Duração: de uma a duas aulas.

Movimento feminista e mulheres hoje

Esse plano de aula inicialmente verifica o que os alunos consideram como “ser mulher”, qual o nível de compreensão acerca do tema do feminismo e dos movimentos feministas no Brasil e pelo mundo. Através de algumas indagações e diálogos o docente saberá se já há algum tipo de pensamento formado, estereótipos ou mesmo conhecimento por parte da turma.

O plano também mostra quais eram as reinvindicações dos movimentos feministas das décadas de 1960 e 1970, comparando-as com as que são realizadas hoje em dia.

Esse plano de aula é de fácil aplicação por não exigir uma série de materiais e coisas do tipo, sendo que como base ele conta apenas com conhecimento prévio e uma dica de leitura. Esse fator facilita o desenvolvimento do plano de aula para o professor e além do mais, constitui-se através de uma metodologia prática de aplicação.

Materiais: presentes no plano de aula.

Duração estimada: de uma a quatro aulas.

https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/medio/sociologia-movimento-feminista-e-mulheres-hoje.htm

Feminismo e o mercado de trabalho

Tal plano mostra a realidade vivida pelas mulheres no mercado de trabalho. Existem vários exemplos pertinentes a serem explorados durante as atividades propostas, tal como o fato de muitas mulheres não serem levadas a sério em seu trabalho – seja numa reunião de negócios ou com seus clientes e gerentes – pelo simples fato de ser mulher.

Por meio de diálogos e indagações você docente analisará o comportamento de toda a turma, homens e mulheres, inclusive com relação às vestimentas. Muito se discute acerca de qual tipo de roupa as mulheres podem ou não usar no ambiente de trabalho, assim como os homens terminantemente pensam que saias são uma típica roupa feminina. Todavia, na idade antiga, por exemplo, os homens usavam togas, e até mesmo os romanos utilizavam uma espécie de “saia” como uniforme de seu poderoso exército.

Há o estudo das características tidas como femininas e masculinas, os estereótipos do corpo, do modo de se vestir e os dilemas enfrentados por mulheres que são executivas e ao mesmo tempo lutam por respeito e igualdade no trabalho. Tais mulheres comumente vivem um dilema em possuir uma postura firmes (das quais os homens não tentem tirar vantagem ou menosprezar) sem deixar de lado sua feminilidade.

Esse plano de aula é completo e atiça o raciocínio crítico, além de mostrar tanto para homens e mulheres qual é a realidade no mercado de trabalho e os preconceitos e pressões que existem em torno da mulher. Não é fácil ser executiva no Brasil e no mundo, ou mesmo buscar o sucesso e igualdade em qualquer modalidade de carreira, uma vez que as condições de tratamento, trabalho e salários podem ser divergentes. A compreensão, portanto, faz-se necessária e utilizar esse plano de aula pode abrir a mente de muitos jovens.

Materiais: Reportagem presente no plano de aula.

Duração: duas aulas.

Movimento feminista: problematizando o espaço da mulher na sociedade

Essa aula de sociologia objetiva mostrar o que desencadeou o movimento feminista e contra o quê e pelo quê ele luta. Contem uma abordagem histórica que segue cronologicamente os fatos, além de conter charges e desenhos que ilustram os questionamentos feministas. O plano de aula está dividido em três fases que possuem atividades, tais como a leitura de textos e observação das figuras, além de uma roda de conversa para discutir o que se observou sobre o tema proposto.

A ideia de que a mulher tem de ser uma dona de casa, cozinhar, lavar e passar roupas são contestadas, entre outros aspectos oriundos de uma visão predominantemente machista. Isso é importante, pois pode ampliar a capacidade crítica dos jovens, independentemente de serem homens ou mulheres – e trabalhar com a mudança de paradigmas é essencial. Por fim, a avaliação se dá pelo engajamento e participação dos alunos, além do debate e da exploração do tema durante todo o processo de desenvolvimento do plano de aula.

Materiais: uso do laboratório de informática ou sala de vídeo. O resto da aula em si é interativo.
Duração: duas aulas.

https://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=14636

Espero que com os planos de aula presentes nesse artigo você possa desenvolver atividades em sala de aula que estimulem o pensamento crítico e minguem com as ideias de superioridade de gênero, além de atribuições ilógicas ao sexo feminino. Por meio de aulas podemos fazer mais do que apresentar aos alunos esse tema; podemos estimular o respeito à mulher!

Planos de aula para o Dia da Mulher – Ensino Fundamental 2

Foram criados planos de aula para o dia da mulher específicos para que você possa desenvolver a temática do dia internacional da mulher com os seus alunos do Ensino Fundamental II.

Planos de aula para o Dia da Mulher

Esses planos têm como objetivo fazer com que os alunos não somente compreendam a história que levou a comemoração dessa data, como também fornecer visão crítica sobre o tema e derrubar estereótipos discriminatórios.

Planos de aula para o Dia da Mulher - Ensino Fundamental 2
Planos de aula para o Dia da Mulher – Ensino Fundamental 2

Uma data realmente marcante e importante.

Igualdade de gênero

Esse plano de aula visa captar quais são as opiniões dos alunos com relação aos estereótipos associados às mulheres e aos homens, inclusive a trabalhos tipicamente associados a determinado gênero.

Passo-a-passo:

Primeiro inicie a aula dizendo que serão realizadas atividades específicas sobre o dia da mulher e leve os alunos para a sala de informática, ou se for o caso, utilize um projetor para apresentar esse conjunto de slides – que pode ser baixado gratuitamente pelo site Slideshare.

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Planos de aula para o Dia da Mulher – Ensino Fundamental 2

Ele mostra desde como as mulheres faziam parte da força de trabalho na revolução industrial, durante a primeira e segunda guerra e a contínua evolução até os dias de hoje. É importante mencionar os estereótipos associados a mulher como dona de casa e “inferior fisicamente” de modo a limitar-se a tarefas “simples” como cuidar das crianças e da casa. É uma concepção ainda presente em muitas famílias nos dias de hoje.

Em seguida, se preferir forme uma roda para que os alunos possam interagir e seja possível observá-los do centro ou em alguma das partes do círculo. Caso não deseje utilizar esse modelo, poderá prosseguir com a configuração normal da sala, apenas atentando-se para o engajamento. Nesse momento, comece a realizar indagações tanto para meninos quanto para meninas, e eles terão que responder erguendo a mão. Segue um pequeno roteiro:Quais das meninas já varreram a casa e lavaram a louça?
E dos meninos, quem já fez isso?
Quais das meninas já ajudaram de alguma maneira nas tarefas da casa?
E dos meninos, quem é que já colaborou nos afazeres domésticos?

Quem (dos garotos) arruma a própria cama?
E as garotas?

Com base nas respostas, se perceber que a maioria dos garotos não ajuda de modo algum nas tarefas cotidianas normalmente atreladas as garotas, pergunte qual a razão disso, uma vez que ambos possuem a mesma capacidade. Caso os garotos digam “porque sou homem” ou “porque não sou mulher” explique que isso é um comportamento machista e discriminatório. Diga que perante o artigo 5º da constituição, todos são iguais perante a lei e a discriminação de qualquer tipo é uma infração, e que, além do mais, a história nos dá exemplos de grandes mulheres.

Agora mostre as imagens das mulheres em profissões normalmente associadas aos homens – mecânicos, operários em obras e soldados do exército. Em seguida, se possível, mostre esse vídeo (https://youtube.com/watch?v=e8FgBJXXE3s). Apesar de estar em inglês, a ideia é mostrar a ação em si, de mulheres que protegem Israel de terroristas e possíveis invasores. Mas, obviamente você deve explicar o contexto, que segue abaixo:Apesar de algumas das mulheres que fazem parte do exército de Israel não terem nascido lá, elas são judias, ou seja, também são cidadãs da nação. E por livre e espontânea vontade vão para o país servir nas unidades femininas e combater o terrorismo. E o mais impressionante é que elas entram em combate!

Obs: Mesmo que não seja possível mostrar o vídeo, mencionar esse fato é recomendado.

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Planos de aula para o Dia da Mulher – Ensino Fundamental 2
  • Nesse momento, provavelmente muitos estereótipos foram quebrados – e é exatamente essa a ideia. Os meninos poderão ver as mulheres de outra forma, e as garotas poderão sentir-se mais capazes e confiantes, sabendo que há exemplos de mulheres guerreiras, literalmente. Nesse momento, pergunte se alguém mudou de opinião sobre o papel da mulher na sociedade, se algum aluno ou aluna ficou impressionado (a) e se querem dizer algo à respeito do que viram. Incentive-os. A ideia não é polemizar, e sim, expandir os horizontes.
  • Para finalizar, pregue a igualdade de gênero. A avaliação pode ser com base na participação e engajamento dos alunos, mas, também há a opção de realizar uma redação, pode ser dissertativa. Quantidade de linhas e o tema ficam ao seu critério. Mas, algumas sugestões são:

O que eu aprendi hoje sobre a capacidade e força da mulher.
Mulheres e homens, iguais perante a lei: mas, e para a sociedade?.
Como acabar com a discriminação contra a mulher?

Materiais necessários: projetor, computador e/ou notebook.

Duração: de duas a seis aulas.

Pesquisa e apresentação sobre o dia internacional da mulher: sua história

Esse plano, por sua vez, irá fornecer o desenvolvimento de pesquisa, trabalho em grupo, aprendizagem acerca do dia da mulher e sua história, além de trabalhar a desenvoltura e apresentação em público.

Passo-a-passo

  • Inicialmente, conversa com a turma a respeito do Dia Internacional da Mulher, dizendo-lhes a sua importância e o que ele representa para todas as mulheres do mundo. Informe-os que haverá um trabalho de pesquisa, estudo e posterior apresentação.
  • Divida a turma em grupos de três a cinco pessoas e sorteie entre eles os seguintes temas:

Como vivia a mulher e como ela era tratada na idade média

A vida da mulher e o trabalho na revolução industrial

O surgimento do movimento feminista

Mulheres na luta por direitos: a conquista do voto

Quem foi Simone de Beauvoir e qual a sua contribuição para o feminismo

O feminismo no Brasil

Igualdade de gênero: o que é e qual a sua importância

A violência contra a mulher no Brasil

  • Nessa nova etapa você possui duas opções: permitir que os alunos possam realizar uma pesquisa no laboratório de informática, dialoguem, planejem e distribuam as tarefas para a realização do trabalho – ou – continuar com o conteúdo de suas aulas e deixar que os alunos apenas se reúnam em outros períodos para a realização da pesquisa. Será preciso entregar o trabalho impresso, além da apresentação, sendo que a decisão da quantidade de páginas fica por sua conta; podendo ser inclusive, um resumo.
  • No dia da entrega da pesquisa analise a apresentação, ela é o resultado real do que de fato foi feito durante a fase de pesquisa. Após todas as apresentações parabenize-os pelo trabalho, pergunte-lhes o que aprenderam e qual a importância desse aprendizado. E para finalizar ressalte a necessidade de valorização da mulher e da desconstrução de preconceitos contra ela.

Extra: variação da pesquisa e apresentação: grandes guerreiras da história.

É possível realizar o trabalho de pesquisa e apresentação sobre uma temática diferente, ressaltando a importância de várias mulheres ao longo da história. É uma opção muito interessante! Apenas algumas coisas irão mudar.

Com relação ao tema, cada grupo irá escolher uma mulher e pesquisar sobre sua vida, realizações e contribuições para a humanidade.

Alguns exemplos de grandes mulheres, guerreiras figurada e literalmente são:

  • Joana D’arc – Heroína mor da França, lutou para a libertação de seu país.
  • Rainha Isabel I de Castela – Rainha espanhola responsável por reduzir drasticamente o número de bandidos em seu país, promover a viagem de Colombo que resultou no “descobrimento” da América e ainda expulsou os Mouros da Espanha.
  • Princesa Isabel – Princesa do Brasil que aboliu a escravidão em nosso país.
  • Margareth Thatcher – Primeira primeira-ministra da história do Reino Unido.
  • Indira Gandhi – A primeira chefe de governo da índia.
  • Tomoe Gozen – Foi uma samurai japonesa que lutou em defesa de seu clã.
  • Séptima Zenóbia – Governante síria que lutou vorazmente contra o império romano.

Esses são apenas alguns exemplos. Existem muitas outras mulheres guerreiras a serem descobertas por sua turma!

Os alunos deverão responder as seguintes indagações relativas à escolha da figura histórica:

  1. Qual é o período em que a mulher escolhida viveu?
  2. Qual sua origem?
  3. Qual a sua luta ou causa?
  4. Porque foi escolhida?

O roteiro em si continua igual ao plano de aula “Pesquisa e apresentação sobre o dia internacional da mulher”, apenas com as diferenças mostradas acima. Essa modalidade tem a intenção de mostrar que, mesmo vivendo em condições desiguais, muitas vezes as mulheres foram essenciais para suas nações e para a história da humanidade. Cabe a você professor optar por qual vertente deseja seguir.

A história da mulher é parte fundamental da história da humanidade, obviamente não somente pela necessidade biológica para perpetuação da espécie, mas, tão importante quanto isso, como seres racionais, a figura feminina é poderosa tanto quanto a masculina pode ser, é forte tanto quanto o homem pode ser e heroica tanto quanto o homem pode ser. Sendo assim, porque ainda existe desigualdade?

Cabe aos profissionais da educação quebrar essas correntes que afligem a mulher ao mesmo tempo em que se deve promover a evolução educacional do aluno, promovendo o trabalho em grupo, a pesquisa, a dedicação, a oralidade e o seu engajamento.

Dia da Mulher e muito mais!

Se você gostou de aprender mais com nossas dicas de atividades, aproveite para ler mais de nossos artigos e continuar aprendendo.

Dia da Mulher – Material para o ensino fundamental 1

Dia da Mulher – Material para o ensino fundamental 1: Para que você docente possa trabalhar de modo contundente com alunos do Ensino Fundamental I, foi selecionado um conjunto de materiais de suporte com o intuito de auxilia-lo nessa nobre tarefa.

Dia da mulher: materiais de suporte para o nível fundamental 1

Apesar de os alunos do ensino fundamental I não poderem receber uma abordagem tão crítica quanto seus colegas do ensino fundamental II e médio, eles já são capazes de compreender aspectos como a violência contra a mulher e a luta por igualdade. Sabendo disso, esses materiais lhe fornecerão uma base sólida para ministrar suas aulas.

Lei Maria da Penha – LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006.

A lei Maria da Penha é um mecanismo criado pelo legislativo com o intuito de coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Sabe-se que todos os dias milhares de mulheres são agredidas e, muitas delas já sofrem com esse problema há bastante tempo. A sensação de impunidade encoraja o praticante de atos libidinosos, principalmente quando se trata de agressão.

Dia da Mulher – Material para o ensino fundamental 1

Sabendo disso, faz-se importante ter consciência da existência da Lei Maria da Penha, que veio como uma ferramenta para combater esse quadro. O docente poderá utilizar-se da própria lei como base e exemplo de políticas para a preservação da integridade da mulher.

História da Mulher no Exército Brasileiro

Apesar do serviço militar não ser obrigatório para as mulheres isso não significa que elas não possam ou nunca puderam contribuir com a segurança da nação. Essa pequena matéria do Exército Brasileiro conta sobre a história da mulher nas forças armadas de nosso país e o papel que elas desempenharam no passado e o que fazem atualmente.

Esse tema militar normalmente é utilizado como o maior argumento contra as mulheres quando buscam por igualdade. Mas, pouco ou nada se fala sobre as mulheres que serviram o Brasil. Elas desempenham papel vital nas nossas forças armadas.

Mulheres no Exército – Como ingressar

Como complemento ao material anterior, é interessante saber e mostrar como mulheres podem ingressar no EB. Hoje em dia as mulheres podem se inscrever como combatentes no exército e exercer funções antes restritas apenas aos homens. Essa mudança deu-se através de uma lei, e atualmente pouco mais de 22 mil mulheres têm desempenhando essa importante função em benefício da nação. Esse tipo de conhecimento é capaz de quebrar paradigmas e estereótipos sobre a mulher, principalmente no que tange a ideia de fragilidade ligada ao sexo feminino.

Dia da Mulher – Material para o ensino fundamental 1

E isso ainda pode encorajar as meninas a futuramente se alistarem e contribuírem com o serviço militar.

Trajetória da historiografia das mulheres no Brasil

Resumo: É fato conhecido que a história, escrita fundamentalmente pelos homens, durante muitos anos optou em excluir as mulheres dos relatos historiográficos. Este texto discute a inserção do sujeito feminino na historiografia brasileira, a partir de diversas contribuições: o movimento feminista, os novos paradigmas científicos e a contribuição dos Annales, que permitiram um alargamento das abordagens e dos métodos utilizados para as pesquisas envolvendo as mulheres.

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Dia da Mulher – Material para o ensino fundamental 1

Esse periódico trata de analisar minuciosamente a trajetória das mulheres no Brasil, apesar das dificuldades encontradas por conta de sua ocultação nos registros históricos por diversas vezes. Apenas para exemplificar, existem trabalhos científicos que contribuíram com toda a sociedade no qual as mulheres tiveram participação ou mesmo idealizaram tais projetos e obras. Porém, seus tutores, professores ou colegas simplesmente ficaram com todo o crédito.

Por tal razão, saber até onde as mulheres contribuíram em vários aspectos da humanidade torna-se uma tarefa difícil, mas não impossível, e é justamente essa a missão dessa obra – tornar nítida para o docente à importância de reconhecer e valorizar as contribuições da mulher.

Obviamente esse material de apoio não deve ser apresentado logo de início para os alunos do ensino fundamental I. Todavia, possuindo ele em mãos, o docente terá um material de extrema qualidade para complementar suas aulas e poder passar aos alunos essa visão crítica da história da mulher no Brasil, de maneira mais simplificada e entendível para os alunos.

Diversas atividades sobre o Dia Internacional da Mulher

Nesse compilado de atividades existem dezenas de desenhos para colorir, rodas de conversa que estimulam a troca de informações, experiências e feedbacks. Além disso, também há poemas e músicas voltadas para este tema.

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Dia da Mulher – Material para o ensino fundamental 1

Basicamente esse material é completo e lhe fornece uma gama de opções interessantes, tal como o desenvolvimento de pesquisas, acrósticos, confecção de cartas e cartões, além ainda da construção de um pequeno livro sobre os direitos das mulheres. Isso sem falar na resolução de questionários! É muita coisa, não é mesmo?

São formas lúdicas e totalmente educativas de tratar o tema com o devido valor e ainda contar com a praticidade de ter várias opções à sua disposição. Esses tipos de atividades possuem a vantagem de engajar os alunos e ainda proporcionar-lhes inteiração e trabalho em grupo.

“Dia da mulher 8 de março. O que muitos não sabem”

Esse vídeo ilustra de modo simplório como era a vida das mulheres nas fábricas. Sabemos que as condições não eram as melhores, uma vez que não havia períodos de descanso, o trabalho era exaustivo e a carga horária completamente absurda para qualquer padrão nos dias de hoje. Isso ainda aliado ao fato de que mulheres e crianças ganhavam muito menos do que os homens, desempenhando as mesmas funções.

Dia da Mulher – Material para o ensino fundamental 1

As Fábricas e os Trabalhadores

Esse pequeno artigo nos apresenta um panorama geral de como eram as condições de vida nas fábricas do período da revolução industrial. Condições ergonomicamente corretas e de segurança no trabalho eram praticamente inexistentes, além da carga horária chegar a 16 horas por dias e não haver direitos trabalhistas. Milhares de mulheres e crianças viveram sob essas condições. Não obstante, é exatamente por causa disso que começaram a surgir os primeiros movimentos de militância feminina.

O aluno não somente deve conhecer as injustiças sofridas pelas mulheres ao longo da história, assim como também precisa ter conhecimento sobre a ocultação dos grandes feitos realizados por elas. Mas, não é só isso. Também é preciso compreender de uma vez por todas que essa ideia de “sexo frágil” está ultrapassada, uma vez que as mulheres podem desempenhar qualquer trabalho ou função na sociedade, inclusive trabalhos esses que por muito tempo foram restritos aos homens; tal como no exemplo do serviço militar e de certas funções dentro do exército.

 Já está mais do que provado a igualdade de gênero, agora é preciso estimular a “igualdade de compreensão” dessa realidade e o dia da mulher é uma super oportunidade para dialogar isso!

Dia da Mulher – Material de suporte do Ensino Médio

Dia da Mulher no Ensino Médio

Materiais de suporte

Com a finalidade de apoiar os planos de aula para o ensino médio, foram selecionados materiais específicos com a temática do Dia Internacional da Mulher. Você contará com diferentes estudos e matérias que mostram a evolução na luta da mulher. Aliado a isso são fornecidos dados sobre a desigualdade entre os gêneros.

Dia da Mulher material para o ensino médio

Documentário: Imagem Mulher

Esse documentário faz uma análise crítica da contribuição que a mídia faz para manutenção dos estereótipos ligados a mulher. Um exemplo banal disso são as propagandas de cerveja nas quais mulheres aparecem usando roupas curtas e tornam-se simplesmente objetos de desejo dos homens. Essa discriminação também está presente nas músicas, tal como “Amélia é que era mulher de verdade”, na qual se diz descaradamente que a função primordial da mulher é servir o homem. Até que ponto essa constante discriminação da mulher e subserviência da mesma perante o homem através dos olhos da mídia é capaz de contribuir para a desigualdade de gêneros e até mesmo na violência contra a mulher?

É interessante, pois ao acompanhar o documentário você conhece a rotina de algumas mulheres da vida real (no sentido de não serem os estereótipos que tanto vemos na televisão). Elas contam-nos sobre seus planos, sobre sua vida, sua história e o que elas pensam sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea e o que elas pensam acerca do casamento e do papel dos papéis sociais atribuídos a elas.

Tal documentário é inclusive recomendado para ser utilizado em sala de aula – caso possível, devido ao seu tom crítico que nos leva a refletir e constatar algumas infames verdades presentes nos dias de hoje e que continuam a se perpetuar na mídia, estereotipando e denegrindo a imagem da mulher.

O Feminismo pós-moderno, a equidade de gênero e a condição de agente da mulher

Não Uma sociedade democrática precisa possuir essencialmente a igualdade entre os gêneros, para que não haja desvios e estereótipos que possam limitar qualquer um dos “lados”. Aliás, o objetivo tem de ser unir e não dividir as pessoas, até porque, antes de ser homem ou mulher, todos somos seres humanos. Utilizar desse princípio e reconhecer as injustiças praticadas contra a mulher no passado e ainda hoje é o caminho para reverter essa triste situação, que tem sido ignorada por parte da sociedade. Esse material permite ao docente uma visão ampla das questões de negociação existentes hoje em dia, do diálogo, do que as feministas buscam no mundo privado e público, e suas concepções em prol da equidade de gênero.

Resumo:  Falar do feminismo e da pós-modernidade, significa ter presentes as diferentes ocasiões pelas quais passa o feminismo no processo de construção de suas diferentes identidades. Portanto, como sugere o feminismo, desconstruir estereótipos e falsas dicotomias e caminhar em direção à igualdade de direitos e à equidade de gênero são condições indispensáveis para quem vislumbra uma sociedade democrática e cidadã. O presente artigo passa pelo tema do feminismo pós-moderno, da política de reconhecimento e a diferença de gênero na visão de Nancy Fraser, da equidade de gênero e igualdade de direitos, da ordem de gênero da sociedade, da condição de agente das mulheres, principalmente por meio do trabalho e por fim da incorporação das mulheres brasileiras no mundo do trabalho.

https://publicadireito.com.br/artigos/?cod=dbe2ec22cee2bf46

Homens recebem salários 30% maiores que as mulheres no Brasil

Esse artigo nos remete a realidade da desigualdade salarial ainda existente nos dias de hoje. Por meio desses dados o docente poderá trabalhar a questão contando com fontes e números confiáveis. Sabemos que a desigualdade entre os gêneros existe, mas, simplesmente dizer que ela existe não é o bastante. É preciso mensurar o tamanho dessa desigualdade, que no caso salarial é de 30%, que chega a ser gritante.

Dados da violência contra a mulher

Só no Rio de Janeiro ocorrem 13 estupros a mulheres todos os dias. No Brasil todo milhares de mulheres sofrem violência física e psicológica, além de discriminação, inclusive no trabalho e em casa. Com base nisso, esses materiais repletos de dados, estatísticas e informações estão disponíveis para que o docente possa munir-se dos mesmos para apresentar a gravidade do problema.

Os alunos precisam compreender a gravidade da situação. Alguns, inclusive, podem vivenciá-los de perto ou ter um ente próximo que passou por situação parecida. Infelizmente, casos de violência contra a mulher não são raros como se pensa. É mais comum do que parece e atinge-as independentemente da classe social, apesar de que, em sua maioria, mulheres pobres e afrodescendentes são ainda mais propensas a sofrer esses crimes. Nesse caso específico existe a fusão entre dois monstros da sociedade atual – a discriminação racial e a de gênero.

https://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/05/relatorio-traz-numeros-preocupantes-sobre-violencia-contra-mulheres.html
https://educa.ibge.gov.br/

Direitos da Mulher: uma história de dominação e lutas

Esse artigo é completo e traça assiduamente as constantes tentativas de dominação da mulher e resistência destas; que ao longo dos milênios têm buscado igualdade perante os homens. Ele analisa, inclusive, o papel da religião sobre esse paradigma ao citar, por exemplo, as muçulmanas que precisam ser submissas aos seus maridos, segundo sua cultura.

Por muito tempo pretendeu-se também excluir a mulher da sociedade civil, negando-as o direito de exercer efetivamente sua cidadania em decisões importantes para as comunidades e nações. O silêncio o qual elas foram sentenciadas foi desafiado por figuras históricas. No final do século XIX a Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder direito ao voto para mulheres. Ao longo do artigo você é apresentado a história da mulher em diversos países e culturas e o desenrolar de sua luta pelos direitos de equidade e o início do movimento feminista.

Portanto, esse artigo fornece uma visão completa da história da mulher tanto para o docente quanto para seus alunos – caso possua interesse em utilizá-lo em aula.

Munido desse material de apoio você poderá ministrar aulas contundentes e assertivas, ensinando cronologicamente a história da mulher para seus alunos, incluindo as pressões e discriminações que elas sofreram, além da negação de seus direitos. Mais do que conhecer, essa seleção busca fazer com que se reconheça esses fatos históricos que podem ser observados ainda hoje, infelizmente. A partir disso, podemos conscientizar nossos jovens – independentemente do sexo – para que adotem uma postura respeitosa para com a mulher.

Oito Mulheres Fantásticas – Dia da Mulher

Mulheres Fantásticas!

Nesse artigo você conhecerá um pouco mais sobre algumas das grandes mulheres da história, quais foram suas realizações e contribuições, além de ter links que te permitirão conhecer de modo mais aprofundado sobre suas vidas e trajetórias.

Anita Garibaldi – Mulheres Fantásticas

Anita_Garibaldi - 1839 - Mulheres Fantásticas

Anita nasceu no município de Laguna em 1821 no estado de Santa Catarina, e, foi esposa do famoso revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi. Proveniente de família modesta, ela compactuou com os ideais da Republica Rio-Grandense, casou-se com Giuseppe e participou de diversas batalhas ao lado do companheiro no Brasil, Uruguai e ainda lutou pela unificação da Itália. Anita é sinônimo de bravura!

Confira um pouco mais sobre sua história:


Ayn Rand

ayn-rand - mulheres fantásticas

De origem Russa, Ayn obteve cidadania americana, onde viveu tornou-se uma grande escritora, roteirista, dramaturga, e até mesmo filósofa, vindo a criar um sistema chamado de objetivismo, um modelo lógico que diz que a realidade existe independentemente da consciência sobre ela, e que o maior objetivo moral do ser humano é buscar a própria felicidade, respeitando a vida, a liberdade, a propriedade e também contemplando a busca pela felicidade de outrem. Além dos romances de sucesso da escritora, tal filosofia e sua oratória deixavam seus críticos completamente desconcertados quando a enfrentavam num debate. Ela é basicamente, uma mulher de inteligência inconfundível!

Esse vídeo nos dá um belo exemplo disso:

Isabel I de Castela – Mulheres Fantásticas

Isabel de Castela - Mulheres facinantes

Rainha Isabel de Castela carrega a força da era medieval e uma inteligência imensurável, sendo considerada a primeira fundadora da modernidade. Foi uma mulher caracterizada por sua luta, inclusive para ascender ao trono. Para ter-se uma ideia de sua importância, Isabel compactuou com as ideias de Cristóvão Colombo e financiou sua viagem, que obteve como resultado a “descoberta” da América. Sua influência resultou na consolidação da Espanha como potência e indiretamente na revolução industrial como mecanismo de confronto dos ingleses para com os rivais espanhóis.

Nesse vídeo você pode conhecer a história de Isabel através do historiador Sidney Leite:

Joana D’arc – Mulheres Fantásticas

Joana Darc

Joana é um símbolo nacional para toda a França por ter lutado pela libertação de sua nação contra o domínio inglês. Joana D’arc conduziu exércitos franceses e teve inúmeras vitórias, conquistando todos os seus objetivos. Infelizmente foi presa, julgada, condenada e queimada viva em seus 19 anos de idade, injustamente.

Sua história:

Documentário:

Princesa Isabel – Mulheres Fantásticas

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O que dizer da mulher que assinou a abolição da escravidão no Brasil e era uma ferrenha defensora dos escravos e do direito a igualdade para todos os seres humanos?

Pura e simplesmente, Princesa Isabel. Nobre não somente em títulos, mas também em gestos.

Um pouco sobre sua vida:

Documentário:

Margareth Thatcher – Mulheres Fantásticas

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A maior estadista da história do Reino Unido e a “primeira primeira-ministra” foi responsável pela preservação da libra esterlina e recuperação da economia britânica. O comentário de Luiz Carlos Prates é muito contundente quanto a sua inquestionável capacidade.

Trechos sobre a primeira-ministra:

Sua trajetória:

Simone de Beauvoir – Mulheres Fantásticas

Simone de Beauvoir

Conheça (ou conheça um pouco mais sobre) uma mulher com inconfundível influência sob o existencialismo feminista e a teoria feminista. Simone continua sendo motivo de inspiração para o movimento. A parisiense foi uma importante escritora, política, filósofa e teórica social de sua época.

Confira um documentário completo sobre ela:

Valentina Tereshkova – Mulheres Fantásticas

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16 de junho de 1963 é o dia em que a cosmonauta russa foi para o espaço! De origem humilde, Valentina trabalhou arduamente e buscou conhecimentos para tornar-se astronauta. Não foi um caminho fácil, pois ela passou por diversos testes físicos e psicológicos em uma sociedade extremamente machista. Ou seja, tudo o que conquistou foi por puro e absoluto mérito próprio!

Confira esse material:

Depois de tantos modelos de mulheres incríveis em suas mais diversas épocas e contextos sociais, fica evidente que quando uma mulher possui um objetivo e um ideal em sua vida, não existe nada entre ela e esse objetivo. Essas figuras históricas são e merecem ser ainda mais reverenciadas e precisam ser relembradas de tempos em tempos. Não deixemos que suas memórias se apaguem e, vivamos avidamente e lutemos tal como elas o fizeram.

Gostou?

Então antes de ir embora que tal uma sugestão?

Vídeo de dinâmicas para o grandes mulheres

Antes de tudo, sugiro que confira estas 10 dinâmicas que a Maryane Ferreira apresentou e faça elas com mulheres incríveis!

Cada uma dessas dinâmicas cabe em um contexto e são ótimas para o público feminino, que com certeza se sentirá homenageado. Caso você prefira, temos esse material em texto, também:

MUITO OBRIGADO!

Dia da mulher – Planos de Aula para o Ensino Fundamental I

Dia da mulher

Planos de Aula para o Ensino Fundamental I

Em 08 de março é comemorado o Dia  da Mulher, ou Dia Internacional da Mulher, uma data que nos leva a reflexões. Sabendo disso, nada melhor do que ensinar as crianças a valorizarem o papel da mulher na sociedade e promover ideias de igualdade enquanto ainda são pequenas, uma vez que tal ação é mais eficaz do que ter de lidar com futuros adultos que possam discriminar e coibir a mulher. Portanto, executar planos de aula com essa temática nessa fase é muito pertinente.

Dia da Mulher - Planos de Aula


Sendo assim, seguem os planos de aula:

O papel feminino

O papel feminino

Esse plano de aula tem como foco ensinar ao aluno como se deu a emancipação feminina em nosso país. Historicamente falando, as mulheres apesar de muitas vezes terem direitos negados, ainda assim desempenharam papéis importantes na sociedade. Todavia, por várias ocasiões foram esquecidas ou deixadas de lado por historiadores – em sua maioria homens.

Portanto, esse plano de aula possibilita a você professor (a) mostrar como era essa realidade, assim como deixar nítido o processo de reversão da ideia de inferioridade do gênero feminino – o que obviamente é uma falácia lógica, já que ambos possuímos o mesmo “processador”, que aliás; trata-se do mais potente desse planeta… O vulgo cérebro humano!

Das finalidades,

Propiciar a identificação das lutas que buscaram o reconhecimento da igualdade entre os gêneros. Entendimento do que mudou e do que ainda continua em prática com relação ao tratamento concebido a mulher. E por fim, ensinar aos alunos sobre os confrontos das mulheres brasileiras que lutaram por igualdade na década de 1920.

Materiais necessários: uso da lousa e giz/caneta para quadro.
Duração: de duas a quatro aulas, notícias e matérias sobre a mulher.

https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/fundamental/historia-do-brasil-o-papel-feminino.htm

Projeto Dia Internacional da Mulher

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Tem como objetivo a valorização da mulher e de suas conquistas ao longo da história. Esse plano é desenvolvido ao longo de cinco tarefas que proporcionarão aos alunos entretenimento e aprendizado ao mesmo tempo, de modo a estimular a criatividade das crianças.

  • Inicialmente começa-se com um trabalho de pesquisa sobre uma mulher (pode ser familiar ou entes próximos) que deverá responder a um pequeno questionário.
  • A segunda tarefa é o desenvolvimento de um acróstico com a palavra “mulher”.
  • Na terceira tarefa os alunos devem desenvolver um poema sobre a mulher.
  • Agora você menciona a realização de uma pesquisa sobre a lei Maria da Penha, com o objetivo de que os alunos entendam a sua importância e porque ela foi criada.
  • Para finalizar há a criação de um texto sobre a mulher. Existe também a opção de confecção de cartões.

É interessante utilizar esse plano de aula, pois, ele mostra que o preconceito contra a mulher é histórico e que as mudanças e movimentos começaram a surgir à partir da Revolução Industrial, onde mulheres e crianças trabalhavam de maneira intermitente sob condições desumanas, e pior, a taxa de mortalidade era gigantesca, e a expectativa de vida muito baixa. Sem mencionar o fato de que as mulheres recebiam menos exercendo as mesmas funções que os homens – e a única razão pela qual recebiam menos era simplesmente por serem mulheres.

Materiais necessários: tesoura, papel para o formulário de pesquisa e confecção de cartões.
Duração: de duas a seis aulas.

https://professoraivaniferreira.blogspot.com/2014/03/sugestao-de-plano-de-aula-tema-dia.html

Mulheres guerreiras – Ensino Fundamental I

Feministas mulheres guerreiras

É um plano de aula diferenciado e que busca quebrar o paradigma do “sexo frágil”, mostrando aos alunos casos de mulheres que lutaram e ainda lutam, literalmente falando, para a defesa de seus países e ideais. Na maior parte do tempo nós não prestamos atenção nesses fatos, porque o Brasil é uma nação em que o serviço militar não é obrigatório para as mulheres – e isso tende a gerar a equívoca ideia de que elas não são capazes de lutarem em um confronto armado em nível de guerra assim como um homem luta. Todavia, trata-se de uma falácia, já que olhando para exemplos internacionais percebemos países que utilizam mulheres das suas forças armadas em fronts de guerra.

Passo-a-passo:

  • Primeiramente, inicie a aula perguntando se eles conhecem alguma mulher que foi uma guerreira e/ou lutou por seu país ou alguma outra causa.
  • Em seguida, diga que por mais que em muitos países atualmente as mulheres não participem ativamente de confrontos militares, existem algumas exceções, entre elas as mulheres do exército de Israel.
  • Nesse momento passe para a turma de forma resumida essa notícia (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2015/07/27/mulheres-se-tornam-cada-vez-mais-presentes-no-exercito-de-israel.htm), que claramente nos mostra a importância do papel das mulheres na luta contra o terrorismo e defesa da nação israelense. Há a opção de imprimir em certa quantidade e distribuir, utilizar a lousa ou explicar oralmente – ficando ao seu critério escolher qual é a melhor opção para você.
  • O exército dos Estados Unidos recruta mulheres, mas, recentemente ocorreu um avanço ainda maior nesse sentido: pela primeira vez na história mulheres participarão de um grupo de elite de seu exército. Elas enfrentaram treinamentos por 62 dois dias na unidade dos RANGERS, na qual comumente os candidatos passam mal, desmaiam, vomitam ou adoecem devido às condições as quais são submetidos física e psicologicamente. Você pode resumir a notícia para os anos iniciais do ensino fundamental I.

    https://veja.abril.com.br/noticia/mundo/pela-primeira-vez-na-historia-duas-mulheres-concluem-o-curso-do-grupo-de-elite-do-exercito-americano/

  • Nesse momento pergunte para as meninas o que elas acham da notícia, se alguma delas já sonhou em ser militar (seja na polícia ou no exército) e como elas se sentem sabendo que mulheres podem ser tão guerreiras quanto os homens. Também pergunte o que os garotos pensam. Dialogue com a classe no geral e colha opiniões dos alunos, prestando atenção na participação.
  • Para avaliação, solicite a realização de uma redação sobre a importância da contribuição das mulheres para a sociedade em todas as esferas, e como nós podemos acabar com a discriminação contra a mulher.
  • Finalize a atividade com a correção e notas das redações, observando a contundência dos argumentos apresentados com base no ano em que os alunos estejam cursando. Você pode comentar algumas das redações em sala de aula após as correções, ressaltando pontos de vista interessantes, de modo que o aluno que escreveu de maneira empática se sentirá estimulado a continuar pensando assim.

Materiais: utilização das notícias (impressão), folhas de almaço para a realização da redação.
Duração: de duas a quatro aulas.

Com os planos de aula apresentados você tem em mãos opções para estimular a igualdade de gêneros nessa fase crucial para os alunos, através de exemplos palpáveis do mundo atual. A mulher atravessou a história tendo importância em todas as esferas, e não seria diferente com a militar. Sexo frágil? Nem pensar!

Cinco poesias sobre a mulher – Dia da Mulher

Cinco poesias sobre a mulher

poesias sobre a mulher

Quando falamos em igualdade de gênero estamos, entre outras coisas, nos referindo ao respeito. Essa é a palavra de ordem, e no que remete a obras sobre a mulher, corriqueiramente nos deparamos com a ótica de homens “babando” por mulheres e prendendo-se aos seus “sorrisos”, suas “curvas”, e quaisquer outras coisas que incluam a admiração puramente romântica e física. Sabendo disso, o foco principal dessa seleção de poesias foi garimpar textos de mulheres sobre elas mesmas – uma vez que infelizmente por melhores que alguns escritores homens possam ser, a maioria deles se prende aos típicos clichês. E para comemorar o Dia Internacional da Mulher, por que não escolher poemas em que elas falam sobre elas mesmas?

Poema de Benédicte Houart

Benédicte Houart

São as mulheres que

fazem chorar as cebolas

como se descascassem a própria vida

e, arredondando-se então, descobrissem

um corpo, o seu

uma vida, a sua

e, no entanto, nada que de verdade

pudessem seu chamar

ou talvez sim, mas só

aquela gota de água salpicando

um canto do avental onde

desponta uma flor de pano colorida que

ainda ontem ali não ardia

Ref: Benédicte Houart é uma autora Belga nascida em 1968, fez parte do corpo docente do curso de Estética na Faculdade de Letras de Porto – Portugal. 

Drumundana, de Alice Ruiz

Alice Ruiz

E agora, Maria?

O amor acabou

a filha casou

o filho mudou

teu homem foi pra vida

que tudo cria

a fantasia

que você sonhou

apagou

à luz do dia

E agora, Maria?

vai com as outras

vai viver

com a hipocondria

Ref: Alice Ruiz é uma poetisa e tradutora Brasileira nascida em 1946. A autora ganhou o prêmio Jabuti no ano de 2009.

Devoção, de Laura Moreira

Devoção, de Laura Moreira

Pois que é nas mulheres que deposito minha fé

E a elas rezo para merecer essa irmandade,

À mais anônima e à que todas o nome conhecem

Às que habitam esferas passadas

e as que ao meu lado caminham.

À elas eu rezo para merecer essa irmandade,

Pois que é nas mulheres que eu deposito a minha fé.

Às mulheres que teceram, no anonimato ou na infâmia,

os espaços que ocupo, eu oriento as minhas orações:

Que eu possa ser filha, mãe e irmã de todas que encontrar,

Pois que é nas mulheres que deposito minha fé.

Nos ventres redondos, seios fartos,

Braços musculosos ou pernas fortes

Ou nos corpos frágeis recendendo suavidade,

– não importa –

Pois que é nas mulheres que deposito minha fé.

E elas ensinam e me ensinaram:

A nunca recriminar uma mulher livre,

– Nunca mais –

A nunca me reduzir em feminilidades,

– Nunca mais –

A nunca acreditar nas mentiras dos que definem,

A nunca calar diante do desamor.

Pois que é nas mulheres que eu deposito minha fé

E serão elas a me guiar nas trilhas incertas que abrimos juntas.

E que possa perpetuar a dívida eterna

Doando o que recebi a outras mulheres,

Nas quais deposito a minha fé.

As que nasceram e as que se tornaram,

As por dentro, as por fora

E as mil possibilidades da textura.

E que possamos combater

Intrincadas formas de opressão,

As que vivo e as que não.

Que contra todas eu possa lutar,

Pois que é nas mulheres que deposito a minha fé.

Que sejam elas a me dizer como ser mulher;

Ainda que desafie a compreensão,

Que estraçalhe seguranças mofadas,

Que me mostrem asperezas que não quero ver,

Pois são elas que entendem a necessidade do abraço

E são elas que determinam os meus passos.

Pois que é nas mulheres que deposito a minha fé.

Ref: Laura Moreira é uma atriz,, poetisa e militante do movimento feminista no Brasil.

Trecho da peça “viver sem tempos mortos”, Simone de Beauvoir.

Simone de Beauvoir


Apesar de não ser uma poesia em si, o trecho de Simone Beauvoir contém a essência poética que se pode esperar de uma grande mulher. Segue o trecho e um vídeo com a atriz Fernanda Montenegro recitando-o:

“A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido, embora eu esteja instalada na velhice. O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou para mim. Provisoriamente. Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro. O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar. Portanto, ao meu passado eu devo o meu saber e a minha ignorância, as minhas necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo. Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele. O que eu sempre quis foi comunicar da maneira mais direta o sabor da minha vida. Unicamente, o sabor da minha vida. Acho que eu consegui fazê-lo. Vivi num mundo de homens guardando em mim o melhor da minha feminilidade. Não desejei nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos.”


Simone de Beauvoir nasceu em 1908, Paris, França; e foi uma importante escritora e filósofa, contribuindo diretamente para o movimento feminista. A inspiração da militância atual muito se apoia nas obras de Simone. Vale à pena conferir a apresentação de Fernanda Montenegro recitando essas belas palavras.

 Para cada uma de vocês, de Audre Lorde

NEW SMYRNA BEACH, FL - 1983:  Caribbean-American writer, poet and activist Audre Lorde lectures students at the Atlantic Center for the Arts in New Smyrna Beach, Florida. Lorde was a Master Artist in Residence at the Central Florida arts center in 1983.  (Photo by Robert Alexander/Archive Photos/Getty Images)
NEW SMYRNA BEACH, FL – 1983: Caribbean-American writer, poet and activist Audre Lorde lectures students at the Atlantic Center for the Arts in New Smyrna Beach, Florida. Lorde was a Master Artist in Residence at the Central Florida arts center in 1983. (Photo by Robert Alexander/Archive Photos/Getty Images)

Seja você mesma e aprenda a valorizar

Aquele impetuoso Anjo Negro

Que te eleva num dia

E te põe pra baixo no outro

Protegendo o lugar de onde seu poder emana

Correndo como sangue quente

De onde emana sua dor
Quando estiver com fome

Aprenda a comer

Qualquer coisa que te sustente

Até o amanhecer

Mas não se deixe enganar por detalhes

Apenas porque você os vive

Não deixe sua cabeça negar

Qualquer memória
Nem seus olhos

Nem seu coração

Tudo pode ser usado

Menos o dispensável
Você precisará se lembrar disso

Quando acusada de destruição

Mesmo quando forem perigosas, examine o coração das máquinas que você odeia

Antes de descarta-las

E nunca lamente sua falta de poder

A menos que esteja condenada a atenuá-las

Se você não aprender a odiar

Você nunca estará sozinha o suficiente

Para amar facilmente

Nem será corajosa o suficiente,

Embora isso não surja facilmente

Não finja ter crenças convenientes

Mesmo que elas pareçam certas

Você nunca defenderá sua cidade gritando.

Lembre-se de qualquer dor

Que surja do seu sonho

Mas não procure por novos deuses

No mar

Nem em qualquer parte de um arco-íris
Cada vez que amar

Ame profundamente

Como se fosse para sempre

Apenas o nada é eterno.

Fale com orgulho com suas crianças

Sempre que encontra-las

Diga-lhes que você é descendente de escravos

E que sua mãe foi uma princesa na escuridão.

Ref: Audre Lorde, nascida em 1934 foi uma escritora Americana de origem caribenha, ativista dos direitos civis e feminista. 

Por muito tempo viu-se no dia da mulher poemas totalmente voltados para a beleza feminina. Obviamente esse é o retrato de uma visão completamente sem sentido, uma vez que justamente no Dia Internacional da Mulher dever-se-ia refletir sobre as lutas das mulheres e sua força. Portanto, ater-se a estereótipos como a beleza feminina, sua delicadeza e sensibilidade é no mínimo irônico.

Sendo assim, nada melhor do que comtemplar mulheres falando sobre mulheres. Seus sonhos, suas esperanças, seus medos, suas forças e fraquezas são conhecidos e compartilhados por e entre elas, que são amplas conhecedoras de si.

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