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Dicas para você fazer uma boa prova didática

Todo professor, quando se inscreve para uma vaga para lecionar em uma escola privada – ou até, quando se inscreve em um concurso público federal em sua área -, se depara com uma etapa chamada “Prova Didática“. Este é o momento em que o candidato terá de mostrar sua capacidade docente por meio da realização de uma simulação de aula, além de responder algumas indagações. Tudo isso frente a frente com uma banca examinadora, que pode variar de 2 até mesmo 6 membros. Para muitos, este é um momento que causa extrema ansiedade, não é mesmo?

As regras, o tempo estipulado e os editais diferem muito no contexto nacional. Por isso, é importante que você esteja sempre antenado com o que é pedido pela banca do processo seletivo específico ao qual você se inscreveu.

Algumas dicas gerais para esse momento são:

  • Prepare-se anteriormente
    • E não apenas um dia antes da prova, após o sorteio da temática
  • Procure estar confortável
    • Tanto nas vestimentas que estiver usando como em quesitos como ansiedade
  • Faça um bom plano de aula
    • Ele também faz parte da avaliação e ajuda muito a organizar mentalmente sua apresentação
  • Recorte o tema sorteado dentro do tempo estipulado de aula
    • Escolha algum tópico dentro do tema que você domine mais ou que possa dialogar com alguma questão social interessante
  • Faça contato com a banca por meio do olhar, para mostrar confiança
    • Um erro muito comum consta em olhar apenas para o quadro ou para os recursos ou, pior, para o chão, rs
  • Utilize o tempo disposto no edital para a sua aula
    • Nem use menos tempo nem ultrapasse o limite de tempo de sua prova, isso geralmente leva à desclassificação do candidato

No vídeo abaixo, vamos tirar algumas dúvidas sobre o que (não) fazer em concursos públicos ou privados que contém a prova didática como parte do processo seletivo.

Fique a vontade para comentar nesta publicação ou no vídeo para tirar suas dúvidas acerca desse tipo de prova. Esperamos que, com esse diálogo, você possa resgatar boas dicas para futuras oportunidades como docente!

O canal Carreira Universitária, fonte do vídeo acima, foi criado para discutir ideias, refletir sobre e apresentar dicas acerca da vida acadêmica e, mais especificamente, da Carreira Universitária. Você encontrará nele vídeos sobre pesquisa e ensino voltados para – futuros ou já – docentes do Ensino Superior.

Atividades de inglês para educação infantil

Atividades de inglês para educação infantil

Olá! Vocês sempre me perguntam dicas de atividades para a disciplina de inglês, já que essa é a cadeira que mais tenho familiaridade, e em geral eu tenho me evadido um pouco disso. Acontece que antes de tudo tenho me preocupado mais em conhecer o público que majoritariamente é composto por pedagogos e oferecer conteúdos que caminhem mais de acordo com minhas curiosidades que qualquer outra motivação. No entanto, acho que chegou a hora de começar a trabalhar esse assunto e para começar vou apresentar uma série de atividades de inglês para educação infantil .

Antes de tudo devo lembrar que o inglês continua sendo a língua de maior importância a nível global devido a quantidade de pessoas que o falam, além de s a língua é tida como oficial em muitos países. Só para elencar a importância desse idioma, uma em cada cinco pessoas no mundo falam inglês – seja como língua nativa, segunda língua ou idioma estrangeiro. Cerca de 56% de todos os sites da internet estão escritos em inglês. Além disso, a maior parte dos softwares mundiais é programada utilizando comandos em inglês. Dada essa importância, o inglês faz parte da grade curricular em todas as escolas do país, sendo ensinado durante o ensino fundamental e médio.

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As atividades

Visando familiarizar as crianças com a língua podem ser desenvolvidas atividades de inglês que tragam aprendizados que ao longo do tempo contribuirão para melhorar o desempenho nesse idioma. Portanto, foi selecionado um conjunto de atividades que estimulam o contato com a língua inglesa de maneira lúdica, enquanto a criança realiza as suas tarefas de modo divertido.

Cards

Nesse modelo de atividade diferenciada é desenvolvido um painel, ou, melhor dizendo, um banner onde são colocados cards (vulgo cartão/carta de baralho). A cada aula são retirados todos os cardes do banner, e é realizada uma recordação do vocabulário por meio de músicas ou frases. No endereço indicado você poderá conhecer passo-a-passo essa atividade.

Dança das cadeiras (Musical Chairs)

Uma brincadeira divertida que geralmente as crianças adoram, que irá ensinar a pronuncia de algumas frases. Sob as cadeiras haverá diversos cards, e conforme elas sentarem, a criança escolhida deverá responder a pergunta realizada pelo(a) professor(a) (em inglês) e responde-lo(a), também em inglês. Vale à pena realizar essa brincadeira, que pode ser acessada no endereço abaixo.

Livro para colorir do Garfield

Eis uma forma simples e divertida de proporcionar aos pequenos o contato com a língua inglesa, além de apresenta-los a um personagem presente na cultura americana, que, aliás, (os EUA) é o país que tem o inglês como língua nativa mais importante nos dias atuais.

https://espacoeducar.net/2014/07/atividades-de-ingles-para-criancas.html

Aprendendo as cores

Esses exercícios visam associar o aspecto visual das cores com a compreensão do seu significado em inglês. É uma maneira muito simples e acessível de propiciar aos alunos o início do aprendizado da língua inglesa. https://espacoeducar.net/2012/12/atividades-em-ingles-para-criancas_13.html

A caixa de inglês (English Box)

Nessa caixa são armazenados diversos objetos (também podem ser cards) e assim que retirados são logo identificados pelas crianças, que verão como é a escrita do objeto em inglês e pronunciarão seus respectivos nomes. É outra forma lúdica de ensiná-los. Experimente essa atividade de inglês, porque com toda certeza ela irá lhe trazer bons resultados, além do entretenimento garantido para toda a turma!

Diversas atividades

Esse conjunto de atividades além de entreter as crianças, lhes fornecerá uma base de aprendizado interessante. Você deverá imprimir as folhas para que os alunos possam colorir e entrar em contato com o inglês no modelo de aprendizado proposto, orientando-lhes passo-a-passo e acompanhando-os conforme o desenvolvimento das tarefas. https://espacoeducar-liza.blogspot.com.br/2009/03/atividades-para-trabalhar-lingua.html

Atividades diversificadas

Esse pacote de atividades proporciona a compreensão do nome de objetos e de animais na língua inglesa, além de outras opções divertidas!

https://espacoeducar.net/2012/12/atividades-de-ingles-para-criancas.html

Desenhos para colorir

Esse conjunto de desenhos visa ensinar algumas palavras para as crianças, tais como nomes de animais (urso e leão, por exemplo) e das cores.

https://espacoeducar.net/2009/03/atividades-para-trabalhar-lingua.html

Aprendendo as cores (atividades com legenda)

Tais tarefas funcionam da seguinte forma: existem legendas enumeradas, de modo que cada nome de cor possui um número atribuído. Para o cumprimento da atividade, basta que a criança comece a colorir as figuras conforme os números correspondentes às cores da legenda. São exercícios fáceis e que favorecem a assimilação dos nomes das cores na língua inglesa.

https://espacoeducar.net/2012/12/atividades-em-ingles-para-criancas.html

O alfabeto em inglês

Essa atividade proporciona a memorização de palavras com as iniciais correspondentes a cada letra do alfabeto para com um animal ou objeto. É um ótimo exercício! https://espacoeducar.net/2009/03/alfabeto-em-ingles-para-o-ensino.html

Outras atividades para crianças

Esse material é muito completo, porque possui o aprendizado de números, nomes de animais, de objetos, proporciona a pintura, o desenho, recortes, labirintos e outros tipos de tarefas que costumam entreter os alunos, ao mesmo tempo em que fornecem conhecimentos da língua inglesa.

https://ensinar-aprender.com.br/2011/05/ingles-atividades-para-series-iniciais.html

Brincando e aprendendo números

Eis aqui mais uma opção de ensinar aos alunos os primeiros números em inglês e oferecer-lhes diversão ao mesmo tempo. É outra opção muito bem-vinda para as suas aulas.

https://compartilhandoaulas.blogspot.com/2014/05/atividades-em-ingles-numeros-educacao.html

Coletânea com 200 atividades em inglês

Essa coletânea vem para fechar o pacote de atividades com chave de ouro. Agora ninguém poderá lhe dizer que faltam atividades de inglês para lecionar aos alunos da educação infantil. Essa coletânea é realmente vasta e dispõe de desenhos para colorir e demais joguinhos que ensinam os primeiros passos do idioma, de maneira lúdica.

https://mediafire.com/download/7ui0fk4085mhsxu/Atividades+de+Ingl%C3%AAs+1.rar https://mediafire.com/download/av4v3460t4x7lny/INGLES-PARTE2.zip

Com essa seleção de atividades de inglês para educação infantil com certeza suas aulas serão facilitadas, e o melhor: proporcionarão maior familiaridade da língua inglesa para as crianças, de maneira totalmente divertida!

Gerando crenças e lembranças em sala de aula – Técnicas do Professor

Afirmativas e Aulas ilustradas

Olá, tudo bem? Hoje vamos falar sobre como desenvolver aulas positivas, mantendo sempre a qualidade da relação com a nossa audiência, ou seja, com nossos alunos, através do uso das afirmativas e de aulas ilustradas.

gerando lembranças inesquecíveis - técnicas do professor

Acontece que no decorrer dos anos em sala de aula, percebi que muitos professores possuem relações conflituosas com suas turmas, que apesar de serem a se debater em particular são muitas vezes oriundos de problemáticas comuns, como a falta de comunicação efetiva e baixo engajamento da turma nas atividades que o professor acredita serem necessárias para o desenvolvimento da classe. Problemas esses que com a absorção de duas técnicas simples, poderiam garantir a evolução da sala de aula para um ambiente menos conflituoso.

A um tempo atrás O segredo fez muito sucesso nas livrarias mundo afora. Nele, boa parte das soluções estavam na mentalização de coisas positivas, sinônimo da famigerada lei da atração. Em parte, eu acredito nessa filosofia, principalmente para você lidar com situações que não pode evitar e imbuir sua vida de pensamentos positivos e agregadores de suas vontades. Entretanto, quando estamos em sala de aula, apenas pensamentos positivos não vão funcionar, afinal, enquanto o professor tem uma mente, existem outras 30 a 45 do outro lado relacionando diversos outros desejos.

Para isso, acredito que dois componentes, retirados dos mais proeminentes professores sem diplomas – vendedores – podem fazer o nosso diferencial e atrair a comunidade. Eles são: Uso constante de afirmativas, em geral positivas e que encorajem seu estudante; e técnicas de apresentação visual do conteúdo, que podem ir muito além do Datashow.

Gerando crenças e lembranças únicas em sala de aula.

Pode parecer estranho, mas lembre-se que eventos acontecem às centenas na nossa vida, e em geral existem muitas coisas mais interessantes e que naturalmente competem com o que ocorre em sala de aula, nos fazendo ter de criar momentos únicos e que realmente chamem a atenção do aluno.

Sendo assim, educar é uma missão desafiadora, que nos faz ter que criar momentos incríveis, e é por isso que essas técnicas fazem tanto sentido. Ser positivo e encorajar seu aluno faz com que ele siga em frente! Que ele tenha vontade de estudar. Que ele sinta que é importante para você. Que ele não desista quando a dificuldade apareça. Trabalhar com ferramentas visuais e encantar os olhos dos nossos alunos é forçar a tese de que podemos sim criar memórias permanentes e que são justamente nas crenças deles que esses elos se fecham.

Uso das afirmativas e a produção de um espaço positivo de ensino!

Indo para parte das afirmações, vou procurar ilustrar fundamentalmente o que são afirmações e o motivo de achar elas tão poderosas. Lembro aqui que afirmativas são justamente sentenças que na venda permitem uma manifestação de desejos. É como se ao afirmar transmitíssemos verdades que vão desde a capacidade do indivíduo, até sentimentos como amor, saúde e qualquer outra mensagem que você queira transmitir para o universo.

Deixe-me ilustrar isso melhor. Se você for para uma livraria hoje e parar na estante de autoajuda, verá dezenas de textos que falam exatamente sobre a importância de se encorajar. De transmitir bons pensamentos. De se encher de mensagens positivas, porém honestas, que te encorajem a encarar os problemas do dia a dia. Tendo esse embasamento e seguindo a lógica que ter tantos títulos no assunto indicam uma direção correta, seguir uma postura afim de encorajar o estudante através da gentiliza e eliminar de vez o grito de sala de aula, para transformar explanações em diálogos explanações que coloquem o aluno e professor em uma real sintonia de diálogo, atraindo desde os menos  interessados, até os estudantes que se sentem acima do nível e portanto não se misturam.

Como já bebi da autoajuda para construir essa discussão, vamos assumir algumas crenças que abracei para melhorar minha relação com os estudantes no decorrer desses anos de ensino. Para educar e praticar o uso de afirmações positivas, acredito que você antes de tudo precise eliminar os pensamentos negativos de sua mente, assim como de suas atitudes no dia a dia. Veja que antes de tudo, como um bom vendedor, você precisa acreditar que seu produto é o melhor, o que quer dizer que a sua aula é a melhor, assim como o conteúdo que você selecionou e as ferramentas que escolheu para expor esse conteúdo, pois só assim você é capaz de manifestar em diferentes alunos desejos que impactem no destino das relações deles com sua disciplina.

Esse caminho que talvez te pareça jocoso dependendo de quão crítico ou orgulhoso for, é sem sombras de duvidas o mais desafiador possível para aquele professor brasileiro que reúne em si um conjunto complicado de infelicidades, tais como salário, valores, número de alunos, assédio moral e tantas outras coisas, mas é justamente por isso que ele vale a pena e se conseguir trazer essa autoestima, você sem dúvidas vai conseguir manifestar em seus alunos essa força de vontade também, mudando não apenas a relação deles com suas aulas, mas também a relação deles com a comunidade a qual pertencem.

Apresentações visuais e Aulas ilustradas

A partir de dessa atitude positiva, gerando incentivo aos alunos, você tem a segunda ferramenta aliada que falei mais, afim vai tornar suas aulas simplesmente inesquecíveis. Elas são as apresentações visuais, que geram no aluno lembranças e interesses, e que não se limitam ao Datashow, item ainda tão raro e de difícil uso nas escolas públicas.

Essas apresentações visuais são o ponto forte da sua aula, pois com elas você não motiva o seu aluno para o chato e desinteressante, mas sim para algo diferente de sua realidade escolar, que congrega com o que crianças, adolescentes e jovens adultos mais gostam: novidades.

É comum o erro de se pensar que uma aula ilustrada é uma boa apresentação de powerpoint. Ilustrações são manifestações que permitam ao aluno imaginar o ato, o processo e gerem memórias munidas de fatores simbólicos. Veja que uma aula no projetor pode ser tão chata como uma aula no quadro negro, mas uma roda de contação de histórias, sem escrever nada, em geral é tão interessante que faz com que o aluno comente o que aconteceu ali por semanas, não apenas lembrando, mas repassando ensinamentos em um ciclo sem fim.

Então, ao construir essas apresentações visuais, construa memórias utilizando os mais diversos recursos que domine, inovando a aula e gerando interesse em sua audiência. Use quizes, maratonas, debates, rodas de histórias, jogos ilustrados, dinâmicas. Suba em cima do birô, deixe seus alunos de cabeça para baixo, use as diferentes inteligências e nunca deixe de variar. Pois a maior construção visual é aquela que faz o seu aluno revisitar cada instante ao fechar os olhos.

Conclusão

É claro que essa é uma discussão constante e que nesse breve artigo eu não poderia abarcar cada detalhe delas. Mas de antemão, elas são dois dos maiores princípios dos profissionais de sucesso, e você professor, é e tem que ser, sem dúvidas, um profissional de sucesso. Para isso, lembre-se de conhecer sua audiência – quem são eles, o que eles querem e o que você pode fazer por eles?; Faça com que eles queiram estar com você – afirmativas, incentivos e engajamento; Desenvolva memórias simplesmente inesquecíveis – gerando experiências únicas e visuais, criando uma comunidade e sempre inovando, acreditando e fazendo o melhor.

Muito obrigado por ler até aqui. Contem com mais textos nessa coluna, até a próxima e vamos espalhar a mensagem!

Luz, força e paz.

Felipo Bellini Souza – Professor, educador, tradutor, empresário e pesquisador.

O Dilema da Aprovação de alunos

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A constante luta do professor: ensino X obrigatoriedade da aprovação.

 Aprovar ou não aprovar os alunos, eis a questão.

As estatísticas dizem tudo. As estatísticas não dizem nada. Há muito temos um dilema complicado quando o assunto é educação, alunos, notas e resultados. Antes de entrar no assunto cabe aqui relacionar algumas verdades.
1ª – O maior índice de reprovação nas escolas públicas é a desistência;
2ª – As escolas expõem excelentes índices de aprovação e notas;
3ª – Os exames de avaliação expõem que nossos alunos não aprendem o básico;

 

Somente de ler e analisar essas verdades acredito que você já consegue prever para onde vou encaminhar esse diálogo. A convivência escolar é complicada, ano a ano pegamos turmas com uma defasagem maior, onde por razões estruturais, sociais e pedagógicas os alunos não tiveram uma educação adequada e possivelmente não terão condições de acompanhar o conteúdo proposto para aquele momento.

Por mais diversas que sejam essas situações, e por mais esforços oriundos do professor em busca de soluções e acompanhamento desses alunos, no fim eles evidentemente necessitam  de mais um período para recuperar o tempo perdido. Infelizmente essa exigência é cobrada de outra forma e a dificuldade de se reprovar um aluno em qualquer escola, seja pública ou privada, se torna terrível.

Veja que se você reprova um aluno você é questionado, debatido, investigado, avaliado. Se você reprova vários alunos você não ensinou a turma, ensinou alguns. Se você cobra o que está nos PCNs você exigiu demais. Se seus alunos não conseguiram fazer sua prova você que não ensinou direito. Se você fez a prova e apenas um grupo não passou, há algo de errado na avaliação desse grupo. Se um aluno reprovou por ‘apenas’ um ponto, quando a média final é 5, não custa nada dar aquela ajudinha…

Para evitar essa realidade, professores e escolas que são cobrados a ‘passar’ alunos e avaliados pela quantidade de alunos que fecham seus ‘ciclos de ensino’, passam a tomar medidas complacentes afim de facilitar para que os alunos passem. 1º a média cai. Normalmente a média bimestral das escolas públicas é 6, mas se o aluno chegar na recuperação e tirar um 5 ele passa de ano. 2º Os professores fazem provas cada vez mais fáceis, com respostas nas provas, com questões diretas, lendo antes a prova e passando o máximo de dicas possíveis. 3º As avaliações são divididas em notas iguais, fazendo com que uma prova tenha o mesmo valor de um texto copiado em um caderno, que tem o mesmo valor de um seminário, sem levantar um critério de dificuldade ou esforço real do aluno. 4º Incentiva-se as notas extras, com 10 por desfile, 10 por dança, +1 ponto por isso ou aquilo. 5º Após tudo isso, ainda são arredondadas as notas para ajudar aqueles que precisam de “décimos”. 6º Após tudo isso ainda chamam o professor no canto para ver a possibilidade de outros trabalhos ou uma ‘ajudinha’. 7º Após tudo isso ainda existe o conselho escolar. 8º Após tudo isso ainda há notas que são modificadas e ajustes resolvidos na sombra da noite.

Infelizmente o que as pessoas não percebem é que essa realidade é muito triste, e que as consequências para os alunos é gravíssima. Somos nós que reduzimos e diminuímos o nível do nosso conteúdo, repetindo assuntos anteriores várias vezes, ignorando problemas básicos e fazendo com que esse aluno saia sem base para encarar exames ou concursos. Veja que no começo do ano eu iniciei um curso preparatório para o IFRN. A média de acertos dos 30 alunos que fizeram a prova foi de 07/40 questões. No mesmo caminho a prova da OBMEP mostra o quanto os alunos apresentam deficiência. Veja que alunos que acertaram 03/20 passaram para a segunda fase do exame e foram parabenizados, quando a dificuldade das questões são simples ou moderada.

Mas a questão não está simplesmente nos exames. Está no cidadão que preparamos e onde queremos que eles cheguem. Como serão esses meninos no decorrer dos anos? Qual o futuro que espera um jovem ludibriado e que aprendeu a ludibriar todos os seus desafios? E qual comunidade que será formada se nossos jovens continuarem passando de ano, sem bagagens, sem histórias e sem vivências?

Encaremos que as situações são as mais diversas possíveis. São alunos que chegam no 6º ano do fundamental ou 3º ano do ensino médio sem capacidade de leitura, escrita e nem os cálculos básicos; falta constante de professores; salas superlotadas; deficiências de aprendizagens ou mesmo deficiências mentais não diagnosticadas e não acompanhadas. Uma pandemia de situação tristes e cruéis que oriundas e aliadas ao descaso público acabam por piorar a situação.

Mas isso pode mudar. E isso tem que mudar. Mais vale um aluno que apanhe e reprove, mas tenha força para lutar e continuar evoluindo, do que um aluno que coleciona anos perdidos e diplomas sem valor.

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O desafio do professor é matar um leão por dia para dar o melhor para aos seus alunos.

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