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O adeus a Steven Universo!

Não! Desenhos não são somente para crianças. E Steven Universo está ai para provar. Criado por Rebecca Sugar, a animação da Cartoon Network teve início lá em 2013, com uma trama criativa e simples que, pouco a pouco, foi se tornando mais complexa, ao ganhar arcos narrativos dramáticos.

Prendendo os fãs em um emaranhado de mistérios, o desenho mescla ação, comédia, suspense e, é claro, muita música.

Steven Universo
Steven Universo / Cartoon Network

A história de Steven Universo

A série segue as aventuras de Steven, um garoto que herdou uma poderosa missão e, junto de sua família Garnet, Amethyst e Perola, precisarão proteger o mundo de certas ameaças. Enquanto Steven tenta descobrir como usar sua herança, ele passa seus dias na cidade de Beach City se divertindo com seus amigos.

Engana-se aqueles que pensam que o enredo é “algo infantil”. Steven Universo é a quebra de todos os estereótipos de personagens masculinos que protagonizam animações.

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Steven Universo / Cartoon Network

Steven é um garoto feliz, que canta, dança e vai atrás de sua própria verdade. Sem medo de expressar o que realmente sente, ele enfrenta inimigos e dilemas, que aos olhos do público adulto ganham outros significados.

É a jornada de um protagonista que vive com o peso de ser filho de Rose Quartz: a líder de uma rebelião galáctica. Tudo o que Steven quer é entender o seu passado, para que o mesmo compreenda quem de fato é no presente, e o que ele quer ser no futuro.

Nosso herói híbrido (pois Steven é filho de uma alienígena com um humano) descobre, ao longo das temporadas, habilidades poderosas. No entanto, é o dom de saber usar as palavras o grande poder de Steven!

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Steven Universo / Cartoon Network

Muitos fãs correram para grupos em redes sociais para compartilhar suas teorias. Tudo impulsionado por um enredo repleto de mistérios. Rebecca Sugar soube muito bem responder as perguntas da história no momento certo. Sem perder as cores e o encanto, o enredo foi ganhando um tom mais sério, prendendo a nossa atenção em novos pontos de interrogações que surgiam.

A grande pergunta que permaneceu por muito tempo na mente dos fãs foi “Afinal de contas, o que aconteceu com a Diamante Rosa“. Sem spoilers, eu digo uma coisa: nenhum fã esperava por aquela revelação!

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Steven Universo / Cartoon Network

Muitos pontos conduzem a história: família, amizade e preservação da natureza. E isso não foi tudo. Em nenhum momento, a criadora hesitou em abordar temas como abuso, guerra, amadurecimento e preconceito. Além destes, a animação abraçou com carinho e respeito a temática LGBTQ+, transpondo isso no desenvolvimento da narrativa, com muita sensibilidade.

Aliás, o grande triunfo de Steven Universo é encorajar o “amor próprio”, através de personagens que todos nós podemos nos identificar. Tudo bem que as Crystal Gems são “pedras alienígenas”, porém a forma como cada uma é apresentada e evoluída no decorrer da trama, torna nossa identificação algo muito especial. Você pode até chorar em alguns momentos, e está tudo bem!

Steven Universo também é um musical

Nós… somos as Crystal Gems. Nós sempre salvamos o dia. Não pense que não podemos. Abaixo a covardia“. Não me diga que você nunca cantarolou esse trecho? Se não, com certeza você escutou uma outra pessoa cantando por ai.

Rebecca Sugar não apenas escreveu e desenhou, como também compôs boa parte das músicas que tocam no desenho.

Existe pelo menos uma canção, feita especialmente para você; acredite! Com letras alegres, emocionantes e divertidas, as músicas grudam na cabeça.

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Steven Universo / Cartoon Network

Muitas passagens da narrativa ou desenvolvimento de personagens acontecem por intermédio das canções; um recurso que movimenta a trama com mais dinamismo.

Um exemplo é a música “É mais forte que você” cantada pela Garnet. Lá no finalzinho da primeira temporada, quando a “grande revelação” sobre essa personagem foi feita para o Steven (e para o público), foi a música que deu mais profundidade a personagem; uma cena inesquecível. Confira abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=ECt6xk3eEbU

Referências a Cultura Pop

A criadora de Steven Universo não nega suas raízes nerds. Fã de carteirinha de animes, games e filmes, Rebecca usou sua bagagem de inspirações para rechear a animação com easter eggs.

Veja algumas referências:

A fantástica animação do Estúdio Ghibli, o filme A Viagem de Chihiro, foi referenciado em um episódio que falou sobre culpa e a aceitação de nossas falhas.

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Acima, o easter egg foi uma homenagem a um dos grandes animes da década de 1990; o clássico Neon Genesis Evangelion.

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Nem mesmo a grande bilheteria de James Cameron, Titanic, ficou fora dessa enxurrada de referências feitas pela animação.

O longa-metragem:

Em seu primeiro filme musical, Steven Universo acha que sua jornada em defesa da Terra terminou. Mas, quando uma nova ameaça chega a Beach City, ele enfrentará seu maior desafio até hoje.

Minha recomendação é que você assista ao longa-metragem após concluir a 5ª temporada da animação. Ou seja, é mais lógico você conhecer os personagens e os fatos que levaram Steven até aquele ponto da narrativa, ilustrada nos minutos iniciais do filme.

Tudo bem que os flashbacks servem para situar aqueles que desconhecem o universo do Steven, mas isso seria um ultraje a toda evolução estabelecida na série animada.

https://www.youtube.com/watch?v=Oxw_HoopkWI

A temporada final

É triste dizer isso, mas o fim está próximo. A sexta e última temporada seguem os acontecimentos do filme. O 6º ano da animação, intitulado como “Steven Universo Futuro” trata-se do epílogo, que promete responder as perguntas que ficaram em aberto e finalizar os arcos dos personagens.

Seis episódios já foram transmitidos. E, essa semana, a Cartoon Network anunciou que a partir de abril, o canal brasileiro irá transmitir os episódios finais às sextas-feiras, no horário das 20:00.

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Steven Universo / Cartoon Network

Foram mais de 7 anos acompanhando a saga das Crystal Gems. Episódios que colocaram crianças e adultos para cantar, se emocionar, sorrir e cultivar o respeito as diferenças.

E lembre-se: “se o porco inteiro fosse perfeito, não existiria Cachorro-quente!

Veja também: Overwatch Pode Ganhar Série Animada.

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Indicação | Klaus (Netflix) para quem adora animações

O que você espera de um filme?

Sergio Pablos trabalhou em mais de 14 animações fazendo parte da produção ou da equipe de apoio. Esfolando-se em departamentos técnicos.

Se você não reconhece o nome, saiba que ele ganhou notoriedade principalmente após ter um roteiro produzido e bem aceito pelo público (nada menos que o “Meu Malvado Favorito” de 2010) e outro que é bom, mas não conquistou tantos fãs (Pé Pequeno de 2018), em ambos trabalhando também como produtor executivo.

Agora ele resolveu dirigir a sua primeira animação e, honestamente, o resultado rivaliza com as melhores do gênero.

Klaus é um filme produzido pela Netflix, com elenco de peso, lindas imagens, roteiro agradável e direção de primeira categoria. Não deve em nada para os clássicos e pode fazer você se divertir muito.

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Klaus, uma animação de Natal que não fica na mesmice

Filmes natalinos causam arrepios e preguiça em muitas pessoas.

Sabemos que o roteiro tentará passar uma mensagem mastigada, sabemos que haverá muita água com açúcar, personagens perfeitos, arcos dramáticos sem qualquer drama, além de histórias sem surpresas e, portanto, sem emoções.

Aí vem Klaus, pega todas essas verdades, mas consegue encaixar, costurar, dar ponto, de uma forma tão única e gostosa de assistir que encanta. Mesmo reconhecendo que tudo acabará bem, você ainda se emociona com o desenvolvimento da narrativa.

Eu estou escrevendo para quem gosta de animações

Pegue o seu filme preferido da Disney ou da Pixar e procure listar o que faz você gostar dele.

São arcos interessantes? Feitos para colocar camadas nos protagonistas e antagonistas, deixando que tudo fique em um lugar comum, reconhecível, ao mesmo tempo em que apresenta coisas novas? Klaus tem.

São atores e atrizes consagrados? Que já ganharam o mercado, dominaram certos nichos e ao reconhecer a voz deles (e até certos trejeitos e vícios de expressão) esses nomes dão mais cor aos personagens? Klaus também tem.

São as animações belíssimas, bem compostas, com cenas fugindo do clichê, desenvolvidas em estilo único? Ou então opções de enquadramento que trazem saudosismo, ao mesmo tempo que apresentam recursos narrativos interessantíssimos e subtextos visuais? Bem, Klaus também tem.

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Klaus é uma animação é completa, você reconhecerá no filme uma excelente história

Não há surpresas no roteiro, embora ele ainda faça você se emocionar com certas mudanças e certas características no perfil das personagens. Mas essa falta de “Pontos de virada inovadores” não tira qualquer mérito do todo, pois, como eu disse, a beleza está na junção de todas as coisas.

É a forma como o filme amarra tudo que vai atrair você.

As coisas estão todas ali, tudo o que é esperado, o que é aceito, o que faz parte da categoria “filmes de natal”, mas é esse pegar do kit completo e apresentar de uma maneira tal que fique belo, diferente e agradável.

Assuma, não há novidades em Toy Story também, mas mesmo assim, você assistiu e assistirá até o final.

Klaus pode não virar o novo grande sucesso comparável com os filmes imortais da Pixar, mas certamente ele foge do estereótipo filmes esquecíveis que são lançados no final do ano.

Cinco estrelas dadas com gosto.

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Abaixo deixo o trailer e o link para a página com os detalhes técnicos e a equipe presente no elenco, menção especial para J.K. Simmons e Rashida Jones.

Página do filme no IMDB

Caso queira acompanhar o que eu escrevo além das publicações aqui no Cinerama, deixo o convite para que você me siga no Instagram. De qualquer forma, muito obrigado pela leitura.

Se quiser indicar filmes, fazer reclamações, discordar, concordar ou apenas bater um papo, basta deixar o seu comentário na publicação do Facebook, estou sempre olhando lá.

Trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=taE3PwurhYM
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Top cinco músicas mais belas da Disney

A Disney, como ninguém, sabe fazer músicas que encantam a todos! Veja agora cinco músicas que, com certeza, seja o marmanjo que for, sabe cantar de cor e salteado!

1) Salve os Proscritos. O Corcunda de Notre Dame. 1996. 

https://youtu.be/SoyXI-twyeE
Salve os Proscritos

Música de Esmeralda, “Salve os Proscritos” é sonoro e belo tal qual uma oração. Uma música que pede à Mãe de Deus, Maria, auxílio e proteção àqueles que, mesmo sem o sacramento do batismo, estão vulneráveis. Uma música linda! 

2) No Meu Coração Você Vai Sempre Estar. Tarzan. 1999. 

https://youtu.be/W7o2_9POKS0
Música Tema de “Tarzan”

Tão quente e reconfortante quanto o abraço de mãe! Se em “Salvem os Proscritos” temos um pedido de ajuda de um filho à sua mãe, em “No Meu Coração” temos uma mãe protetora que declara todo o seu amor à cria. Na versão brasileira, Ed Motta interpreta esse clássico Disney; já na versão original, é Phil Collins que dá o tom.

3) Sentimentos São… A Bela e a Fera. 1991. 

https://youtu.be/ljvfi8qgs4s
Sentimos São, de “A Bela e a Fera”

O primeiro amor, o primeiro encontro e, por que não, a primeira vez que se dança coladinho com a pessoa por quem se está despertando sentimentos — “Sentimos São” é a música perfeita! Considerado o filme que simboliza a maturidade dos Estúdios Disney, “A Bela e a Fera” é praticamente uma obra de arte, e a música tema do casal tinha que ser tão esplêndida quanto

4) Tudo Que Desejar a Uma Estrela. Pinóquio. 1940. 

https://youtu.be/O1bYfp33Yu4
Tudo o Que Desejar, música tema de “Pinóquio”

Quem nunca olhou pra uma estrela e fez um pedido? “Tudo Que Desejar” é uma ode àqueles que sonham e desejam, pouco importando a idade, às estrelas que lhes iluminem e mostrem os bons caminhos. 

5) Um Mundo Ideal. Aladdin. 2019. 

https://youtu.be/U38iGQeoX8g
Um Mundo Ideal, Melim

Literalmente mágico, “Um Mundo Ideal” fala sobre o mundo idealizado, romantizado, de um casal que está vivendo uma história de amor. Na nova versão, temos os irmãos Melim dando novos ares e nova magia à música que nos encantou na infância! 

+ Disney On Ice

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre Maio e Junho, no Ginásio do Ibirapuera (SP), e Jeunesse Arena (RJ), estará acontecendo o espetáculo de patinação no gelo “Em Busca dos Sonhos“, com músicas e personagens Disney! Vale a pena conferir! Mais informações, acesse: www.disneyonice.com

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Conversa | Hakuna Matata? Não, muito obrigado…


Um dos maiores sucessos da Disney está para abrilhantar novamente as telas de cinema – e mais uma vez interpretaremos errado sua mensagem. O “Rei Leão” não é sobre esquecer dos problemas, mas sim, sobre enfrenta-los! 

…SE NÃO FOSSE POR VOCÊ, AINDA ESTARIA VIVO…

E Scar chega a fatídica cena em que todos nós choramos muito: Simba está deitado ao lado do cadáver de seu pai, Mufasa. Sádico com toques de psicopatia, pergunta ao sobrinho o que fizera para ter desembocado naquela tragédia. Não sabendo explicar, com os olhos cheios de lágrimas, o filhote recebe a culpa de ter matado o próprio pai. Quilo a quilo de culpa e manipulação de seu tio, Simba é orientado a fugir e não voltar nunca! 

https://youtu.be/VIFWzKIq_Pg
Scar manipulando Simba

…OS SEUS PROBLEMAS VOCÊ DEVE ESQUECER…

Alguns minutos depois, conhecemos Timão e Pumba e sua filosofia de vida: Hakuna Matata. Um jeito desgrudado e despreocupado de encarar a vida – sem preocupações sobre o passado e o futuro. O primeiro, esquecendo-o, e o segundo, não sendo aguardado. Um eterno Carpe Diem. Mas será que um dos melhores filmes da Disney é sobre esquecer dos problemas e curtir tudo o que a vida tem a oferecer?

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Timão e Pumba quando encontram Simba fugido

Pois bem, vamos analisar friamente o filme e suas mensagens, para que, logo no finalzinho, cheguemos à nossa conclusão. 

…O CICLO SEM FIM…

O filme começa com o nascer do sol, dando noção de temporalidade cíclica, sendo confirmada com o nascimento de um futuro novo rei – Simba. Mais adiante do longa, confirmando tal ciclicidade da narrativa, vemos, durante seu primeiro ato, Mufasa explicando ao filhote Simba como cada ser está conectado, terminando com elucubrações sobre a morte (à noite, dando maior tom dramático à cena), utilizando-se da metáfora do nascer e do pôr-do-sol, do nascer do tempo de um rei e o seu final. 

https://youtu.be/EOVp4tb5Fn0
Clipe inicial do longa, “Ciclo sem Fim”

Em suma, tudo está conectado por uma espécie de destino, desde o nascimento até a nossa morte. Desde a matéria até nossas relações sociais – a Sociedade de Corte, neste caso. O destino de Simba é ser rei. Não há o que se discutir – vemos, inclusive, o príncipe cantar e dançar acerca de sua vontade e desejo de ocupar a Pedra do Rei. Assim como toda relação biológica, ou social, ou da nossa vida em si, tudo tem seu tempo. O tempo do reinado de Simba está porvir. Dias, semanas, meses e anos – seu reinado chegará, pois é esse seu destino. 

O Rei Leão
Música “O Que Eu Quero Mais é Ser Rei”

Mas, e se o tal equilíbrio for rompido? 

…SE PREPAREM…

E quando alguém que não nasceu pra reinar, torna-se rei? Eis Scar, a resposta! 

O Rei Leão
Scar cantando sua música tema “Se Preparem”

Scar não nasceu para o trono, mas mesmo assim o quer e fará de tudo para tê-lo – nem que ele tenha que matar membros da família. Porém, ao levar a cabo tal desejo, Scar rompe, quebra, destrói de maneira horrenda o delicado ciclo da vida. É como, biologicamente falando, se houvesse um desequilíbrio ecológico em determinada região. 

O Rei Leão
Scar pondo em prática seu plano

Com uma “surpresa de matar”, desejando ironicamente “vida longa ao rei” e mandando seu sobrinho fugir, Scar consegue acabar com o tal equilíbrio, assumindo, junto das suas queridas amigas hienas, a Pedra do Reino. O ciclo se quebrou, e todos que vivem dentro dele sentirão os impactos – menos Simba… 

…QUANDO O MUNDO VIRA AS COSTAS PRA VOCÊ…

E simba, depois de fugir muito de seu tio e suposta culpa, conhece Timão e Pumba, adota seu estilo de vida e coloca para trás seu passado. Vira as costas para o mundo. Mas fugir de nossos problemas não torna as coisas mais fáceis. 

O Rei Leão
“Hakuna Matata”, música tema da dupla Timão e Pumba

Vemos Simba, nas cenas seguintes, ser assombrado pelas memórias de seu pai – por exemplo na cena em que está deitado junto de Timão e Pumba, em uma clareira, olhando para o céu. Os amigos tentam adivinhar o que seriam aquelas “coisas brilhosas grudadas no céu” – para Timão, sao vagalumes, para Pumba, gigantes gasosas, e para Simba – eis seu incômodo com as memórias de seu pai -, são reis do passado que estão a olha-los. 

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Simba sente-se confuso e triste com suas lembranças

O passado está lá trás, para Simba, importando apenas o presente. Porém, o vemos incomodado, como se algumas questões pendentes o estivessem a afogar. Esquecer, pelo visto, não é a solução! Muito melancólicamente, Simba, depois de debater-se contra si e seus demônios, deita-se na relva, levantando umas folhas secas e sementinhas de pólen, que voam pelo vento e…

…JÁ ERA TEMPO…

Rafiki pegas as folhas, as sementes e o vento e descobre que Simba está vivo! Em puro êxtase, vai até uma pintura que fizera do príncipe quando filhote, e desenha uma juba vermelha. O ciclo, apesar de quebrado, não acabou! O destino, mais hora, menos hora, age sobre as vidas… 

https://youtu.be/U4T4NHE_6TE
Rafiki descobre que Simba está vivo

…AH, UM MUNDO BEM MELHOR… 

E quando o ciclo é quebrado? Bem, sabemos que Scar não nasceu para o trono, e a prova é aterradora – o antes verdejante reinado de Mufasa, cheio de bichos de toda a sorte, está seco e morto; assim como o rio, que antes alimentava as vidas todas. Donde Scar manda e desmanda, há ossadas de outros animais, ao passo que o vemos manipulando um crânio enquanto canta musiquinhas bobas junto de Zazu, tal qual um ventríloquo.

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Cena que comprova a inabilidade de Scar em ser monarca

Nessa cena em si, podemos inferir uma característica intrínseca do vilão: o poder de manipulação dos que estão ao seu redor. E indo mais afundo, pode-se inferir que tudo o que Scar toca, morre, quebra, apodrece. Ou melhor dizendo, quando o tal destino é corrompido, tudo apodrece, desanda – outrora, os campos verdes, agora o cinza. 

…NESTA NOITE O AMOR CHEGOU…

Mas o destino é sábio, e faz e refaz os cursos da vida muito inteligentemente. No final do segundo ato do filme, logo depois de Rafiki ter ciência de Simba estar vivo e de vermos a inabilidade de Scar em ser monarca, Nala retorna para Simba. Melhor dizendo, Simba – antes morto -, retorna para Nala; assim como todos os sentimentos guardados, bons ou ruins, culpas e amores, voltam à baila.

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Simba e Nala se reencontram

Timão e Pumba descobren que seu melhor amigo de anos é rei, e que deve reclamar seu lugar de direito na Pedra do Reino, ocupada por Scar. Nala, Timão e Pumba, animadíssimos com um “novo” Simba, estranham seu comportamento: o monarca em potencial recusa-se veementemente a assumir-se rei, esconde-se atrás da filosofia dos amigos de ignorar o mundo e viver um eterno agora. Vemos transcrito tal comportamento escapista na letra da música: “Nesta Noite o Amor Chegou”. 

“(…) São tantas coisas a dizer
mas como lhe explicar
o que aconteceu
Não vou contar
se não vai me deixar

O que que ele esconde
e não quer revelar
pois dentro dele um rei existe
mas que não quer mostrar (…)”

Nesta passagem, fica mais que claro todo o drama interno de Simba. Apesar de adulto, ainda é uma criança assustada com a língua afiada de seu tio doente, e uma culpa que não existe. Mas as coisas mudam. 

https://youtu.be/d9nI7QBAJNQ
Música tema do casal Simba e Nala

…NÃO INTERESSA, ESTÁ NO PASSADO…

Logo depois de Nala, vemos Rafiki. A primeira, veio para despertar todos os sentimentos latentes de Simba, enquanto que o segundo veio para – numa cena aterradora -, acordar Simba para a realidade. Não vamos nos alongar na cena em si, mas sim em seu conteúdo: depois de ver seu pai nas nuvens, Simba aprende com Rafiki a não fugir do passado, mas sim aprender com ele, mesmo doendo muito. É esta cena que vale o filme todo – e torna o tal Hakuna Matata um grande desserviço… Não é sobre fugir, mas sobre enfrentamento, “O Rei Leão”.

https://youtu.be/zHMGs2hAf-Y
Simba vê Mufasa

…EM OUTRAS PALAVRAS…

Não que a filosofia dos amigos Timão e Pumba seja de fato ruim. Longe disso! É preciso sim desgrudar-se, uma hora ou outra, do que nos faz, ou fez, mal, de um passado ruim, que nos machucou de alguma forma. Porém, não devemos fugir das nossas responsabilidades (estejam elas no tempo que for), e esconde-las embaixo do tapete – uma hora ou outra, elas nos cobram posições. Vamos resolver aquela pendência? Sim? Por que não? Quando? 

A mensagem que “O Rei Leão” nos passa de fato – uma pena o grande público não ter captado -, é sobre enfrentarmos nossas pendências, medos e desafios. Aprender com os golpes que a vida nos dá (ou o cajado de Rafiki), e superar as dores todas. Para que, no final, conquistemos o nosso lugar na Pedra do Reino – ou qualquer outro reinado por aí -, e matar o Scar. O importante é entendermos e deixar fluir o grande Ciclo da Vida

https://youtu.be/E2tZio6jWXk
Cena final do longa
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Crítica | Homem-Aranha: No Aranhaverso

Homem-Aranha: no Aranhaverso veio para inovar numa incrível animação da origem de um novo Homem-Aranha: Miles Morales. O estilo da animação é muito fiel ao de um quadrinho, mas também aproveita para criar uma linguagem visual diferenciada e brincar com outros estilos como anime, cartoon e noir. Isso dá ao espectador uma moderna visão psicodélica aliada a uma pontual e jovial trilha sonora muito bem trabalhada para intensificar a imersão na aventura dos aranhas.

Por mais que haja 6 aranhas, o roteiro soube dar espaço à cada um deles devidamente encaixando seus dramas paralelo aos de Miles. Apesar do ritmo psicodélico e dinâmico, souberam a hora de frear para criar mais intimidade com os protagonistas. Principalmente com Miles, cujo subtramas são importante para entendê-lo melhor e tudo que acontece ao seu redor leva o tempo que precisa, desde o ponto que ganha seus poderes até o momento que se liberta. Entretanto, não se esquece da trama principal ou das narrativas secundárias.

Homem-Aranha: no Aranhaverso

O elenco de peso se mostrou muito eficiente na dublagem. Shameik Moore se saiu muito bem como Miles, um adolescente que recém ganhou seus poderes e acaba tendo que aprender às pressas a usá-lo para se igualar aos aranhas mais experientes. Jake Johnson deu voz a um ótimo Peter Parker mais velho, barrigudo e cansado que involuntariamente se torna mentor de Miles. Outros dois artistas que se destacam são Nicolas Cage, que apesar de pouco protagonismo, conseguiu dar vida ao Homem-Aranha Noir e ainda mandar uma das melhores falas do filme; e Hailee Steinfield, a Gwen Stacy, que ganha um grande destaque por sua personalidade marcante e sua dinâmica com Miles.

Por estarmos falando de múltiplos universos, isso deu mais liberdade criativa para explorar a diversidade de aparências e personalidades de um mesmo personagem pode ter, dando até uma certa imprevisibilidade. É claro que isso também contribui para debochar das múltiplas origens dos aranhas – que são basicamente todas iguais. Aproveitando desse elemento na narrativa, é criado uma ótima comédia irônica acerca dos heróis.

Homem-Aranha: no Aranhaverso acerta em cheio numa história de origem muito bem escrita de uma das versões do Homem-Aranha no Multiverso. É agradável a todos os públicos, até aqueles que não são familiarizado aos quadrinhos, com boas doses de comédia, drama e aventura. Certamente um dos melhores filmes de 2018.

https://www.youtube.com/watch?v=1xe5BT0OwE4

Veja também: 10 desenhos animados que viraram estrelas do cinema! 

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Crítica | Love, Death + Robots – Uma porrada de histórias e audiovisual

Nova série de animação adulta da Netflix

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AUSTIN, TX – MARCH 09: David Fincher and Tim Miller (Getty Images for Netflix)

O mestre no gênero suspense psicológico, Sr. David Fincher (Clube da Luta, Millenium) juntamente com o profissional de efeitos especiais e animação, Tim Miller (Deadpool), reuniram com outros animadores para nos trazer esta série insana antológica.

Black Mirror, à primeira vista é parecidíssima e próxima do insano, mas ela não tem o nível de possibilidades que as animações têm.


Love, Death and Robots é um compilado de curtas animados (animações CGI, 3D, live-action, desenho setentista e outros), projetado por Miller e Fincher. Cada curta foi escrito e dirigido por animadores de vários países, e as histórias foram adaptadas de outras histórias.

Porrada de imagem e som

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“A Vantagem de Sonnie”

Os 18 episódios curtos (3 horas para maratonar) são segundo seus criadores, “fáceis de assistir, mas difíceis de esquecer”. Ao entrar nos terrenos da guerra, governo, livre arbítrio, natureza e tecnologia, a série ousa em histórias incríveis e no audiovisual. Em outras palavras, uma bela porrada de imagem e som.

Mundo adulto

Através dos gêneros de ficção científica, fantasia, terror e comédia, cada história salta aos nossos olhos, nos alerta e nos choca.

Certamente, são assuntos que podem ser ligados com o que está acontecendo no mundo e que estão em um mundo bem adulto.

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Destaques

As cenas e o enredo são totalmente no estilo das animações, só que voltados para o cinematográfico. Há também aspectos dos videogames, como por exemplo, em realidade virtual de uma cena de batalha entre dois “oponentes” (ep. A Vantagem de Sonnie), ou em narrativas e depois uma ação (ep. A Guerra Secreta).

Algumas histórias são fantásticas por apresentarem em si uma fantasia, como no psicodélico Noite de Pescaria, e por refletir em um propósito de vida, como em Zima Blue – que é, aliás, um dos melhores.

Destaco o humor ácido em Histórias Alternativas, que brinca com uma personalidade da história e 5 alternativas para sua morte.

A trilha sonora é específica em ser estridente e “barulhenta” com muito Hardcore + Drum n’Bass. Destaque para a melodramática Living in The Shadows, música tema do episódio Para Além da Fenda de Áquila.

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“Para Além da Fenda de Áquila”

Sem hesitação, é uma série diferente, pesada, louca, mas excelente por isso mesmo.

Tim Miller que me perdoe, mas conhecendo o trabalho de Fincher (fã mesmo) dá pra ver sua maior influência na nudez, violência e no digital. Ou pelo menos, no que Love, Death + Robots vai JOGAR na sua cara.

Atenção! Conteúdo classificado como NSFW – Not Safe For Work.

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5 animações para ver em 2019

Que 2019 promete boas animações nós já sabemos. Toy Story 4, Uma Aventura Lego 2, Frozen 2 e os lançamentos de janeiro como Homem-Aranha no Aranhaverso e Como Treinar o Seu Dragão 2 estão aí para lotar as salas dos cinemas aos montes. Com tanto filme bom (e comercial) saindo, algumas outras animações de produções e/ou públicos menores tendem a ficar um pouco para trás. Sabendo disso, separei 5 animações, fugindo um pouco das franquias populares, que estreiam ainda esse ano e merecem a sua conferida:

1- Tito e os Pássaros

Tito e os Pássaros
Tito e os Pássaros

Data de estreia nacional: 14 de fevereiro.

Tito e os Pássaros, dirigido por André Catoto, Gabriel Bitar e Gustavo Steinberg, conta a história de Tito, um garoto de dez anos que com a ajuda do pai, vai em busca da cura para uma doença epidémica que está assombrando todos à sua volta.

O longa foi o representante brasileiro dentro do Annie Awards 2019, o Oscar das animações, sendo indicado para Melhor Animação Independente.

Confira o trailer aqui.

2- O Parque dos Sonhos

O Parque dos Sonhos
O Parque dos Sonhos | Nickelodeon e Paramount Studios

Data de estreia nacional: 14 de março.

June descobre que, o parque de diversões que havia imaginado quando criança, existe e estava escondido dentro da floresta esse tempo todo. Ao perceber a decadência do lugar, a jovem decide ajudar a devolver a magia que Wonderland merece.

O Parque dos Sonhos, dirigido por David Feiss (Meu Malvado Favorito 2), é uma parceria entre a Nickelodeon Movies e a Paramount Animation, sendo distribuído no Brasil pela Paramount Brasil.

Confira o trailer aqui.

3- Um Espião Animal

Um Espião Animal
Um Espião Animal | Fox Film

Data de estreia nacional: 12 de setembro.

Lance Sterling é o melhor espião do mundo. Ao seu lado, trabalha Walter Beckett, inventor de todos os artifícios capazes de facilitar a vida do seu parceiro. Após eventos inusitados, Lance e Walter terão que se unir como nunca para salvar o mundo.

Dirigido por Nick Bruno e Troy Quane (Smurfs: Um Conto de Natal), Um Espião Animal conta com Will Smith e Tom Holland nos papéis principais.

Confira o trailer aqui.

4- Missing Link

Missing Link
Missing Link | Laika Entertainment

Data de estreia nacional: sem previsões.

Sir Lionel Frost vai, de uma vez por todas, provar que é o melhor investigador de mitos e monstros já existente. Para isso, ele se encontrará e provará a existência de Missing Link, um ancestral primitivo dos homens.

Missing Link é escrito e dirigido por Chris Butler e produzido pela Laika, estúdio responsável por animações como Coraline e o Mundo Secreto e Kubo e as Cordas Mágicas. O longa estreia dia 12 de abril nos EUA.

Confira o trailer aqui.

5- A Família Addams

A Família Addams
A Família Addams | MGM Studios


Data de estreia nacional: 19 de outubro.

A Família Addams, conhecida mundialmente através dos seriados para TV e longas já produzidos, tem um estilo de vida um tanto quanto peculiar.
Veremos Gomez, Morticia, as crianças Vandinha e Feioso, Vovó, o mordomo Tropeço, Mãozinha, o Primo Coisa e o Tio Funerio vivendo juntos num casarão mal-assombrado.

Sem trailer divulgado, A Família Addams é uma produção da MGM Studios e terá a direção de Conrad Vern (Shrek 2, Monstros vs. Alienígenas).

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Top 5 filmes para conhecer e apreciar o Estúdio Ghibli

Qual foi a primeira vez que você se encantou por um filme deste estúdio mágico? Seja o filme que for, Hayao Miyazaki e sua equipe sabem encantar adultos e crianças com as mais belas histórias! Conheça agora 5 filmes do estúdio que valem muito a pena serem contemplados…

1) Meu Amigo Totoro. 1988. 

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Meu Amigo Totoro, 1988.

Uma criatura tâo fofa merecia encabeçar está lista fantástica! Tonari no Totoro conta a história de duas irmãs, Mei e Satsuki, que se mudam para uma casa nova, para ficarem perto de sua mãe que passa por um tratamento médico. Ao longo do filme, as pequenas passam a conhecer os seres mágicos que habitam as cercanias de sua nova residência, incluindo Totoro, por quem se apegam! Totoro virou símbolo do estúdio e elemento da cultura pop, sendo referenciado em filmes e desenhos como Toy Story 3, Bob Esponja, As Meninas Super poderosas, etc… 

2) A Viagem de Chihiro. 2001. 

A Viagem de Chihiro, 2001.
A Viagem de Chihiro, 2001.

Arrebatadora, Sen to Chihiro Kamikakushi é detentora de trinta e cinco prêmios, dentre eles o Urso de Ouro, do Festival Internacional de Cinema de Berlim, e o Oscar de Melhor Animação – sendo, até hoje, o único filme de língua não-inglesa a ganhar o prêmio. Chihiro é uma garotinha de dez anos que fica presa no mundo dos espíritos pois seus pais o desrespeitaram e, como punição, viraram porcos. Agora, Chihiro terá que trabalhar duro e provar seu valor para poder salvar sua família.  

3) Túmulo dos vagalumes. 1988. 

Túmulo dos vagalumes, 1988.
Estúdio Ghibli. Túmulo dos vagalumes, 1988.

Emocionante é pouco para esta obra-prima! Hotaru no Haka se passa durante a 2° Guerra, no Japão que está prestes a se render aos Aliados, e conta a história dos irmãos Seita e Setsuko, e de como – depois de um bombardeio americano ter destruído sua cidade -, tentam sobreviver ao caos. Ironicamente, o filme se torna mais pesado com a delicadeza da pequena Setsuko, sua ingenuidade e sua relação fraterna e amorosa com Seita. Toda a poesia destrutiva do filme finaliza com cenas de arrancar sentimentos e lágrimas de todos! 

4) O Castelo Animado. 2004. 

O Castelo Animado, 2004.
Estúdio Ghibli. O Castelo Animado, 2004.

Divertido, Hauru no Ugoku Shiro é filme pra família toda – não que os outros não sejam, mas este possui elementos dramáticos, de comedia, fantasiosos e personagens cativantes que agradam facilmente a muitos gostos. O longa narra a história de Sophie, uma garota sem sonhos que, por inveja de uma feiticeira, torna-se velha do dia pra noite. Sendo assim, ela tenta arranjar um antidoto para tal maldição – e este antídoto está num castelo ambulante cheio de vida comandado por Howl, um outro feiticeiro. 

5) O Reino dos Gatos. 2002. 

O Reino dos Gatos, 2002.

Também divertido, Neko no Ongaeshi é uma delícia de filme! Haru, uma pré-adolescente problemática, salva um gatinho da morte certa – iria ser atropelado, o bichano. Como agradecimento, o Rei dos Gatos a convida para conhecer seu reino – mas tudo não passava de um plano para arranjar uma pretendente para seu filho, Príncipe Lune. 

Veja também: Crítica | Uma Aventura Lego 2 – Animação para gente grande

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DreamWorks e CCBB RJ celebram aniversário com grande exposição

O CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil em parceria com a DreamWorks Animation está promovendo uma exposição fantástica com acervo dos filmes de sucessos do estúdio em comemoração aos seus aniversários de 30 e 20 anos respectivamente, intitulada de “DreamWorks Animation: A Exposição – Uma Jornada do Esboço à Tela”.

A exposição conta com mais de 400 peças expostas, tais como storyboards, desenhos raros nunca vistos pelo público que mostram os conceitos iniciais dos filmes, modelos e obras de arte originais, e até mesmo objetos do cotidiano usados por seus criadores enquanto trabalhavam nas produções, desde um lápis até uma tigela de cereais.

Além disso tudo também é possível ver e ouvir em TVs e projeções espalhados por todo os espaço algumas entrevistas e teste de movimentos dos personagens de algumas franquias. Em displays interativos você pode editar expressões faciais do Soluço de Como Treinar o Seu Dragão e da Tigresa de Kung Fu Panda e alterar cores do ambiente de determinadas cenas de Os Croods, além de poder criar seus próprios desenhos e personagens.

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Foto: Francisco Chagas / Personagem: Tigresa – Kung Fu Panda (DreamWorks Animation)

Ao final da exposição também é possível participar de uma atração imersiva de Como Treinar o seu Dragão; em uma sala improvisada você assiste um vídeo em uma tela de 180 graus e tem a perspectiva de estar montado nas asas do dragão Banguela enquanto sobrevoa Berk em uma excursão fantástica e de tirar o fôlego, além de poder tirar uma foto do próprio dragão em tamanho real que fica sobreposto à sala.

Os filmes do estúdio que ganharam mais destaque foram as animações Shrek, Kung Fu Panda, Como Treinar o Seu Dragão, Madagascar, Trolls, Os Croods, O Espanta Tubarões, FormiguinhaZ; além de clássicos do estúdio como Spirit: O Corcel Indomável, O Príncipe do Egito e Caminho para El Dorado.

Obviamente não poderíamos deixar essa passar! O Cinerama compareceu ao espaço para conferir tudo de perto e trazer um pouco da exposição para você. Confira nosso álbum com as melhores imagens de alguns dos mais de 400 objetos e artes conceituais expostos:


Fotos: Francisco Chagas / Personagens: DreamWorks Animation

DreamWorks Animation: A Exposição – Uma Jornada do Esboço à Tela estará disponível para visitação a partir do dia 6 de fevereiro e seguirá até o dia 15 de Abril e terá entrada GRATUITA para visitantes de todas as idades.

Para saber mais do que se trata, veja: “DreamWorks Animation terá exposição no CCBB do Rio de Janeiro”

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6 animações stop motion imperdíveis

Quero que me mostrem a regra onde diz que animação foi feita para crianças. Ao redor do mundo milhares de adultos, adolescentes e até pessoas da terceira idade vão ao cinema apreciar uma boa animação.

Hoje estarei trazendo uma lista de 6 filmes em stop-motion, uma famosa técnica no mundo das animações. Também chamada de quadro a quadro, ela pode ser desenvolvida com os recursos de uma máquina fotográfica ou computador. Utilizam-se modelos reais em diversos materiais.

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Wes Anderson em “O Fantástico Sr. Raposo”

Muitas vezes para a produção de uma animação em stop-motion, são necessários materiais maleáveis e que durem, sendo utilizada a madeira e massinha de modelar em sua maioria. São necessários aproximadamente 24 quadros para criar um segundo de animação. Então não é uma tarefa deveras fácil fotografar quadro por quadro até conseguir dar a impressão de movimento. O resultado sempre é impressionante, com um tom artesanal e charme próprio. Mas o trabalho duro sempre dá bons frutos.

O Estranho mundo de Jack (1993)

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Talvez uma das animações, nesse ramo, mais conhecidas e amadas por todos. Dirigido por Henry Selick, já conhecido no mundo das animações, “O Estranho mundo de Jack” foi sua estreia como diretor. A produção ficou por conta do grande mestre Tim Burton, que também é co-escritor, famoso por seus enredos góticos que exploram a tristeza e transformam este estilo, muitas vezes, em algo “pop”.

Quem não conhece a história de Jack Skellington, o Rei das Abóboras, que se cansa de fazer o Dia das Bruxas todos os anos, e deixa os limites da cidade. Por acaso acaba atravessando o portal do Natal, onde vê a alegria do espírito natalino. Ao retornar para a Cidade do Halloween sem ter compreendido o que viu, apesar de fascinado, ele começa a convencer os cidadãos a sequestrarem o Papai Noel e fazerem seu próprio Natal no mundo dos horrores e dos monstros.

Os cineastas construíram 227 bonecos para representar os personagens do filme, sendo que Jack Skellington contava com cerca de quatro centenas de cabeças para permitir a expressão de todas as suas possíveis emoções.

Coraline (2009)

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Adaptado do livro do mestre dos quadrinhos adultos Neil Gaiman, o filme Coraline é dirigido majestosamente por Henry Selick, que também é muito amado por todos. Um filme que deveras nos assusta de inicio por seu tom macabro e certo toque de horror, mas que também tem seu lado infantil. Ele é visualmente deslumbrante e maravilhosamente divertido. Não tem como assistir sem se apaixonar.

Enquanto explora sua nova casa à noite, a pequena Coraline descobre uma porta secreta que contém um mundo muito parecido com o dela, porém melhor em muitas coisas. Todos têm botões ao invés de olhos, e seus maiores desejos se tornam realidade. Ela fica encantada com essa descoberta, mas logo percebe que o lugar esconde segredos macabros.

O filme mexe com nossos medos infanto juvenis, parecendo até uma obra do rei do horror Stephen King. Possue uma trilha sonora e animação que se completam, deixando nossa experiencia esplendorosa.

Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais (2005)

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Vencedor merecidamente do oscar de melhor animação, Wallace & Gromits é um stop-motion dos estúdios Aardman que explora uma nova aventura para dois personagens já conhecidos em famosos e aclamados curtas. A maioria deles sempre concorrendo ou até ganhando a estatueta de animação. Uma das produções animadas mais divertidas já criadas, com certeza, com muitas referências ao cinema de horror e à blockbusters como Matriz.

Wallace e seu cachorro, Gromit, abrem um negócio de exterminação de pragas e começam a trabalhar para Lady Tottington, na tentativa de impedir que um coelho gigante destrua as plantações da cidade.

Cada personagem precisava de várias versões para cobrir uma gama de emoções e poses. Haviam 43 versões de Gromit e 35 Wallaces, com um total de 20 modelos de bocas de diferentes formatos. Uma única linha de diálogo com apenas algumas palabras, poderia levar um dia inteiro para ser concluída.

O Fantástico Sr. Raposo (2009)

Temos aqui uma animação em que apenas uma cabeça já amadurecida será capaz de entender por completo a mensagem que o longa quer passar. Dirigido pelo já renomado e premiado Wes Anderson, com seu estilo único de fazer incríveis filmes, que sempre nos surpreende com suas historias profundas e personagens extremamente bem construídos. Com O Fantástico Sr. Raposo não foi diferente. Uma história charmosa e magnífica, mas com um tom melancólico e sério.

O Sr. Raposo e a Sra. Raposa, juntos com seu filho, vão morar em uma árvore localizada em uma colina. Lá eles têm como vizinhos o Coelho, o Texugo e a Doninha, entre outros animais, todos com suas respectivas famílias. O Sr. Raposo no passado era um habilidoso ladão de galinhas, mas que prometeu largar essa vida depois da gravidez de sua esposa. Desde então iniciou uma respeitável carreira de colunista de jornal. Porém a proximidade do novo lar com as fazendas de Boggis, Bunce e Bean, faz com que ele volte à velha vida, às escondidas.

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Ao todo 535 bonecos foram feitos para o filme. A equipe precisou de sete meses só para poder aperfeiçoar o primeiro boneco do Sr. Raposo. Somente ele tinha 17 estilos diferentes, e cada um deles teve que ser feito em seis tamanhos distintos. Só do Sr. Raposo, foram confeccionados um total de 102 bonecos.

A Noiva-Cadáver (2005)

Mais um brilhante e conhecido filme no ramo dirigido por Tim Burton e o animador Mike Johnson. O filme é baseado numa lenda russo-judaico do século XIX, e é ambientada em uma fictícia Inglaterra da era vitoriana. Com um toque melancólico, Burton transforma o filme numa verdadeira obra de arte. Com animação “tosca”, mas que mesmo assim impressiona e combina com o filme, conta com personagens excêntricos e sombrios, num estilo gótico básico e uma fotografia deveras escura. Típica história voltada para o publico maior, por conter mensagens e ideologias que uma criança não entenderia.

As famílias de Victor e Victoria estão preparando o casamento. Embora gostem um do outro, Victor está nervoso em relação à cerimônia. Enquanto ele está na floresta ensaiando para o casamento, um tronco de árvore se transforma em uma mão que o puxa para dentro da terra, e o leva para o mundo dos mortos. A mão é de Emily, que foi assassinada depois de fugir com seu amor. Agora ela quer se casar com Victor, o qual deve voltar antes que Victoria se case com o vilão Barkis Bittern.

Os bonecos do filme tinham “esqueletos” de metal maleaveis cobertos por silicones. Já as espressões faciais eram obtidas com diferentes cabeças (ou partes dela), que eram trocadas de acordo com a necessidade e sentimento que eles queriam transmitir na cena.

A Fuga das Galinhas (2000)

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Do estúdio de Wallace & Gromit Aardman Animations, esse é o primeiro longa metragem em stop-motion produzido por eles. Um filme bastante conhecido e reprisado em televisão aberta aqui no Brasil. Mas isso não é ruim, e o filme merece todos os méritos que lhe são postos. Com uma animação que não é das melhores, claro, mas que impressiona por seu jeito único, e caricato modo de animação dos estúdios Aardman. É uma história boa, tocante e que nos prende até o ultimo segundo com a ajuda dos seus ótimos personagens. Ela poderia ser mais uma no monte de animações que temos, se não fosse suas mensagens implícitas e enredo abrangente e profundo.

No galinheiro de uma fazenda inglesa dos anos 1950, galinhas cumprem sua função e vivem pacatamente sonhando com uma vida melhor. Uma delas, Ginger, sonha com a liberdade e planeja sair voando dali junto com suas companheiras. Com a união de todo o galinheiro e com a ajuda do galo Rocky, que acabara de chegar voando por cima da cerca, eles montam o plano para conseguir sua liberdade. Mas como nem tudo são flores, eles se vêem correndo contra o tempo quando a Sra. Tweedy decide que é hora de mandar a granja inteira para a o forno.

Veja também: Cinema 3D, está chegando a sua hora de dar tchau

Texto feito por Ruy Neto

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Porque assistir Fullmetal Alchemist: Brotherhood

Nesse artigo vou tentar te convencer a ver um dos melhores e mais aclamados animes já criados, além de ser o meu segundo preferido. Fullmetal Alchemist: Brotherhood, é a segunda adaptação do mangá criado por Hiromu Arakawa. E para quem pensa que esse é um nome masculino, está completamente enganado. Isso mesmo, trata-se de uma mulher. Na época em que o mangá foi lançado todos pensavam que era um homem, pois ela nunca tinha aparecido na mídia. É claro que quando a informação sobre o sexo da autora foi divulgada, houve muito preconceito com ela e sua obra, apesar disso ter sido irrelevante para os seus verdadeiros fãs. Essa adaptação foi a que seguiu mais fielmente o mangá, pois a primeira não relatou corretamente alguns acontecimentos, além de diminuir fatos importantes para o desenvolvimento da história.

O mundo criado por Arakawa é baseado no período pós Revolução Industrial Europeia, situado em um universo em que a alquimia é uma das mais avançadas técnicas científicas conhecidas. Nele também existe a pedra filosofal, um elixir da vida eterna que já foi buscada por milhares de alquimistas, mas todos falharam miseravelmente na vida real. Só isso já faria dele um anime muito interessante. Mas nesse universo, onde uma mitologia própria e leis bem complexas são aplicadas, isso é apenas a ponta do iceberg.

Contendo 64 episódios e 4 OVAs, dirigido por Yasuhiro Irie, e com roteiro de Hiroshi Ōnogi, a obra foi lançada em 2009, chegando a meados de 2010. A história tem como base os irmãos Edward Elric e Alphonse que, juntos com a mãe e sua amiga Winry, viviam suas vidas de maneira normal num país chamado Amestris. Eles não eram apenas duas crianças comuns. Muito inteligentes, já andavam no meio da alquimia por causa de livros deixados pelo pai, que já havia saído de casa sem qualquer motivo explicado no início.

O ponto chave para o desenvolvimento da história, um fato triste se posso acrescentar, é a morte da mãe dos garotos em decorrência de uma grave doença. De acordo com o anime, a alquimia é a ciência que se baseia em entender, desconstruir e reconstruir matéria. No entanto, não é uma arte onipotente, pois é impossível criar algo a partir do nada. Sendo assim, se alguém deseja obter algo, algo de igual valor deve ser dado. Essa é a lei da troca equivalente, e a base da alquimia. Porém a transmutação humana é proibida, pois nada poderia ser equivalente à alma humana. E é nesse aspecto que os meninos erram, pois ao se depararem com a morte do seu ente mais querido, recorrem a alquimia para achar um jeito de trazê-la de volta. Só que um preço bem maior teve que ser pago por tais feitos, levando Alphonse a perder seu corpo e Edward uma de suas pernas. Desesperado, Edward pede para a alquimia devolver a alma de seu irmão e a coloca em uma grande armadura, dando um de seus braços em troca disso. Apesar de todo esse pesadelo vivido por eles, não conseguem trazer a mãe de volta.

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Na história os garotos são ajudados pela vizinha velha Pinako Rockbell e sua neta Winry. Ed recebe braço e perna mecânicos, o que o faz ganhar o apelido de alquimista de aço, e Alphonse passa a viver dentro de um corpo metálico. A partir disso os dois entendem o tamanho do erro que cometeram, e saem em uma jornada, para então recuperarem seus corpos, os dois espertos como são pensaram num item que emana muito poder no meio da alquimia, a pedra filosofal, mas como eles iriam achar uma assim tão fácil ? Com tais habilidades dos dois eles vêem uma brecha para entrarem nos alquimistas federais, assim facilitando um pouco sua busca pela pedra, por estarem num meio privilegiado na alquimia. Só que no caminho encontram outros problemas que terão que colocar à frente dos seus, em nome de um bem maior. E os principais “vilões” dizendo assim são os homúnculos, que são seres criados artificialmente por seu mestre chamado de pai, os homúnculos recebem o nome de cada um dos pecados capitais, sendo identificados por ouroboros (é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. Esse símbolo representa a eternidade e em Fullmetal esta relacionado com o pecado de cada homúnculo que eles representam). em seus corpos.

Sim, como vocês já devem ter percebido, esse não é um simples anime shounen comum. Sua história é complexa e incrível, assim como o grande número de personagens magnificamente bem construídos que tornam essa trama espetacular. Os irmãos que a protagonizam, se complementam de maneira perfeita. Enquanto um é impulsivo e cabeça quente, o outro é mais calmo e estratégico para resolver as situações que se deparam. Os personagens secundários também foram muito bem introduzidos e, além de bem trabalhados, possuem um bom toque de carisma dado pela autora. Mas é bom estar preparado, pois esse anime tem a síndrome de Game of Thrones. Alguns personagens que você vai amar, simplesmente vão morrer. Então prepare seu coração para alguns momentos tristes.

Um ponto positivo e que pessoalmente gosto muito nesse anime, é a maneira como trata de forma profunda e ao mesmo tempo emblemática questões sociais. A exemplo disso tem a questão da manipulação da massa popular por líderes religiosos carismáticos, por parte da alienação do povo por algo desconhecido, se beneficiando da carência, onde ele se bota no centro como um “Deus’, dentre outras coisas, muito mais complexas sendo essa apenas uma de várias questões abordadas, como essa mesma questão do “Deus”, oque é ser um deus pra você? No anime isso é muito retratado como um status de soberania, de unipotência, de poder, nessa teoria,qual seria a importância do ser humano?. Essa história bota sua cabeça pra pensar por diversas razões. Nas próprias regras da alquimia, vemos muitas questões filosóficas. Hiroshi não peca em detalhes para nos conta-la do jeito mais brilhante possível. Momentos tristes, sérios ou descontraídos, tudo com perfeito equilíbrio, em meio a uma guerra e a todo esse misterioso mundo da alquimia. Tudo isso acompanhado por uma trilha sonora impecável, assim como na escolha de suas músicas de abertura é términos, sendo a sua primeira abertura uma de minhas preferidas, confira abaixo:

https://m.youtube.com/watch?v=2uq34TeWEdQ

Fullmetal Alchemist é um anime maduro, com uma história cheia de reviravoltas e varias questões filosóficas aplicadas e bem colocadas. Pode até parecer de difícil entendimento ou ingestão, mas o que era para ser confuso acaba sendo interessante e sem um furo sequer. Conta ainda com uma animação perfeita, que nos mostra todas as cenas de forma espetacular e, em algumas delas, nos deixa de queixo caído, confira uma cena abaixo, claro, contém spoilers. Pra quem já assistiu o anime vai gostar de rever.

https://m.youtube.com/watch?v=_UHTE1oRXnA

Tudo que esse anime precisa é um pouco de paciência por causa de um sério problema de ritmo. Mas isso não tira o brilho que tem, e assim mesmo segue sendo um dos melhores animes já criados. E o melhor de tudo é que recentemente foi disponibilizado com todos os seus episódios na Netflix. Então não perde tempo e comece a maratonar, porque ele merece.

Veja também: Bob Esponja vai ganhar episódio especial em live-action!

Texto feito por Ruy Neto

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Rick and Morty | Uma das melhores séries da atualidade

Criada por Justin Roiland (Hora de aventura) e Dan Harmon (Community) para o bloco de programação noturna Adult Swim, exibido no canal norte americano Cartoon Network, Rick and Morty fez sua estreia em 2 de Dezembro de 2013. Mas não se trata de uma simples série adulta qualquer, com humor besteirol, palavrões e violência. Aliás, muitas não conseguem ser tão inovadoras e acabam se tornando repetitivas, sem coisas que realmente chamem a atenção. Claro que existem muitas exceções. Um bom exemplo disso é Bojack Horseman, série original da Netflix, que não é apenas uma simples animação adulta de comédia. Está cheia de sentimentos filosóficos e trabalha assuntos sérios, como abuso de álcool, drogas, depressão, solidão, entre outros. Uma série bem profunda, que acaba de ser renovada para a sua quinta temporada em 2018.

O potencial dessa animação já era previsto, trazendo grandes expectativas desde o primeiro episódio, não mostrando todo o seu pontencial mas claro mostrando toda a qualidade e o tom satírico, melhorando ao decorrer dos episódios, se mostrando a série brilhante que todos amamos. Rick é um cientista absurdamente genial, tido como o mais esperto do planeta, na série. Capaz de criar qualquer dispositivo tecnológico, e as vezes até em pouquíssimo tempo, ele possui uma “arma” chamada Portal gun, que é capaz de levá-lo para outras dimensões. Egoísta, alcoólatra e impulsivo, vive margeando os limites da sociopatia, voltando depois de anos a reencontrar a própria fámilia. Junto ao neto Morty, um garoto inseguro e motivado por coisas menos loucas que o avô, viverão aventuras mortais dentro de possibilidades impensáveis da ciência. A série inclui no seu enredo a concepção de múltiplos universos paralelos e sociedades alienígenas, levando o garoto a vivências perigosas e surreais que irão causar inúmeras mudanças em sua personalidade e caráter no decorrer da história.

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Ainda na família temos Summer irmã mais velha de Morty, uma adolescente convencional muitas vezes superficial, que é obcecada por melhorar seu status com seus colegas, sempre expressando ocasionalmente inveja por sempre ser o seu irmão a acompanhar seu avô em suas aventuras. Também temos Beth que e a filha do nosso grande Rick, e mãe de Morty e Summer, como seu pai, ela bebe muito (Muitas vezes para tirar o stress) e é bastante inteligente, trabalhando em um hospital veterinário, mas sempre se lamentando por não ter sido médica, mas ao contrário dele, é sempre responsável, e por último mas não menos importante Jerry pai inseguro de Summer e Morty, e esposo de Beth (os dois mostram uma incompatibilidade muito grande, pela alta quantidade de brigas na série), sempre desaprovando fortemente a influência de Rick sobre seu filho, podemos ver muito bem isso ao decorrer da série, e até mesmo no primeiro episódio. Ele tem uma personalidade infantil e impressionável, satirizado na série como o homem comum, que sempre acaba se deslumbrando com o novo e o desconhecido, que vive seguindo regras e esta sempre satisfeito sendo manipulado, total contrário de Rick, trazendo alguns episódios engraçadíssimos com ele, só de escrever sobre ele, eu já começo a rir.

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Ela é baseada num projeto independente de Justin Roiland, chamado “The real animated adventures of doc and mharti”, para o festival de cinema Channel 101, e seria uma sátira ao clássico filme Back to the Future (1985). Inicialmente a Adult Swim abordou Harmon a respeito de idéias para a televisão, e assim ele se uniu a Roiland e desenvolveram o programa com base no curta, fazendo adaptações e substituindo os personagens.

Apresentando um roteiro bem construído e episódios que chegam ao cúmulo de serem chamados simplesmente de geniais, a trama frequentemente adota uma perspectiva existencialista, com alguns discursos filosóficos que te farão pensar e refletir. Também outras filosofias são referenciadas, como o determinismo, o niilismo e o trabalho de Friedrich Nietzsche. A ciência e a razão ao invés de conduzirem a humanidade a um proposito maior, levaram a destruição de qualquer coisa não racional (A fé, crenças, sonhos, desejos) , “Deus esta morto, e nós o matamos”, assim qual sendo o sentido da vida? Isso esta evidente tanto no comportamento geral de Rick, quanto nas numerosas observações dos personagens durante os eventos de muitos episódios. Com narrativas dinâmicas, a série também traz consigo diversas referencias a cultura pop, e foi basicamente construída num perfil futurístico, fazendo sátiras a filmes como A Origem (2010), Matrix (1999), Star Trek (1966), Jurassic Park (1993), Guia do Mochileiro das Galáxias (1979), claro Back to the Future (1985), Mad Max (1979) Homens de preto, (1997) Nosferatu (1922), A hora do Pesadelo (1986), Zardoz (1974) etc.

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Tendo muito também de Hp Lovecraft com o seu cosmicismo, que enfatiza que o terror de tudo que esta além do nosso campo de compreensão, exemplo, o sentimento simultâneo de medo, nojo e aflição que sentimos quando navegamos no desconhecido, e incompreensível espaço que repentinamente colide com a nossa realidade. O cosmicismo é cheio de entidades que mostram o quão insignificante a humanidade é. Isso é realmente aterrorizador, mas no caso de Rick and Morty, chega a ser hilário. Como Lovecraft, Rick and Morty usa o cosmos de uma maneira que explore questões filosóficas, imaginando oque diabos teria nos confins do espaço, tendo até uma grande referencia a Lovecraft na abertura, com o seu grande Cthulhu.

Realmente merece elogios, pois, além do excelente roteiro, traz personagens bem construídos, uma ótima animação em 2d e, claro, com referências que fortalecem as afirmações de outras dimensões ”Multiverso”, viagens interestelares e diversas teorias científicas. Sempre com boas piadas, sátiras e críticas surpreendentes, a inteligência de Rick and Morty está em como ela lida com temas simples (Coisas do cotidiano), mas com uma abordagem brilhante e excepcional, fazendo não só com que você ria, mas também reflita sobre o que riu. Não é a toa que a série esnoba seus 9.4 no IMDb. Ela já se encontra na terceira temporada, com episódios lançados semanalmente. As duas primeiras estão disponíveis na Netflix. Então não percam tempo, pare agora oque você esta fazendo, e vão logo ver Rick and Morty.

Wubba Lubba Dub Dub!

Texto feito por Ruy Neto

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