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AQUECIMENTO OSCAR 2020 | Joaquin Phoenix e sua perfeita sincronia em Coringa

O Coringa como personagem é um marco cultural das revistas em quadrinhos e mídias. Interpretar tal personagem, personificar sua loucura e adaptá-la ao seu modo nunca foi uma tarefa fácil.

Entretanto, o ator Joaquin Phoenix a cumpriu com certa “maestria”. O desafio de manter um personagem com sua essência, dessa vez confrontando uma sociedade doente, que a todo momento instigam a personalidade doentia do protagonista. A transformação por trás da atuação tão elogiada pelos críticos é sucinta. O Coringa de Joaquin Phoenix possui seus próprios nuances e motivações. Neste artigo, iremos falar sobre a profundidade de tal transformação executada por Phoenix.

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Coringa (2019)

Lawrence Sher, o responsável pela direção da fotografia do filme, comentou sobre o longa:

Eu sabia, com base no roteiro e no material, que essa era uma oportunidade que eu não podia desperdiçar. Sabíamos que tínhamos a oportunidade de fazer algo incrível, e a natureza da estrutura nos permitia colocar mais ênfase na arte do filme” disse Sher

O Coringa de Todd Philips é diferente. Atormentado pela sociedade, Arthur Fleck vive um intenso drama entre seu emprego mal sucedido como palhaço de aluguel, sua doença patológica que o faz rir a qualquer momento, os cuidados com sua mãe e sua doença mental. Gotham dos anos 80 é dominada pelos ricos, a corrupção reina e a desigualdade social é cada vez mais conflitante. Todo esse cenário catastrófico, seguido de sucessivos índices de loucura do personagem, levam o Coringa de Phoenix a se tornar um dos melhores vilões da história recente da DC.

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Coringa (2019)

“Ele é tão difícil de ser definido e você realmente não quer defini-lo” disse Phoenix, falando que não é possível dar ao personagem qualquer tipo de diagnóstico de sua saúde mental. “Eu identificava algumas partes de sua personalidade e motivação, e logo depois me afastava disso para existir um mistério para o personagem. Ao longo das filmagens, parecia que estávamos descobrindo novas partes de sua personalidade, até o último dia”

Como se não bastasse sua performance como ator, a preparação de Phoenix também foi corrida para o seu físico. No trailer, vemos um Phoenix extremamente magro, com um visual deprimente e caótico que foi o toque perfeito do personagem. Segundo o diretor, ele perdeu 23 kg para viver o personagem nos cinemas.

Além disso, o diretor Todd Philips disse que a ideia do filme era fazer um filme de HQ’s inovador. “Todos nós ganhamos conhecimento com os estudos aprofundados dos personagens, e eles são raros hoje. Então nós dizemos: ‘Vamos mergulhar fundo nesses personagens de uma maneira realista’ Ninguém vai “voar” no filme. Nenhum edifício vai ser implodido. Só vai estar no chão.”

A prioridade era dar um ar mais realista ao longa. Todd afirmou que num mundo real, não era plausível que um tombo em um ácido deixasse você vivo, louco, com sua pele branca e cabelo verde. Descobrir algo sólido para essas transformações foi o diferencial deste novo Coringa.

Inspirado nos aclamados Taxi Driver e o Rei da Comédia, em que curiosamente, Robert De Niro também participou, Coringa consegue criar sua própria personalidade cinematográfica. O filme foi ovacionado no Festival de Veneza, Joaquin Phoenix brilhou no Globo de Ouro e tem tudo para ganhar o Oscar. O longa já é um clássico, e será lembrado por muitos motivos, sendo o principal deles, o seu protagonista.

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