Disponível na Netflix, As Telefonistas aborda situações vividas por quatro mulheres de forma isolada, bem como mostra situações do contexto e que estão presentes até hoje.

As Telefonistas

A série espanhola retrata a vida de mulheres com diferentes histórias: Alba, Carlota, Marga e Angeles, que trabalham na companhia telefônica da Espanha. A produção se passa entre 1920 e 1930, em Madri, em um contexto em que as mulheres não tinham direitos, mesmo para exercer atividades simples do cotidiano. Com isso, a série é marcada pelo protagonismo feminino e pela busca de mulheres por espaço e liberdade na sociedade.

A série se inicia com Alba, personagem principal interpretada por Blanca Suárez, que posteriormente muda seu nome para Lidia. A personagem consegue o emprego na companhia telefônica da família Cifuentes e, assim, conhece Carlota, Marga e Angeles.

as telefonistas
As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

A produção, apesar de se passar em uma outra época, aborda temas pertinentes que são vivenciados até hoje. Na trama é possível ver de forma muito presente os costumes ultrapassados em que as mulheres não podiam exercer atividades simples, como por exemplo tirar uma quantia no banco.

No decorrer dos episódios é possível perceber a evolução das personagens, pois com o tempo elas passam a assumir um papel mais firme enquanto mulheres em busca de direitos. Alguns temas abordados na série infelizmente são encontrados até hoje, como o machismo e relacionamentos abusivos.

Entretanto, todos os temas são tratados na série com a seriedade que deve ser tratada, o que é um diferencial, pois é muito comum que séries e filmes não retratem temas com profundidade, banalizando assim a discussão.

Luta das mulheres em As Telefonistas

Um dos pontos altos da série é o protagonismo feminino, pois a trama se volta o tempo todo para a vivência das mulheres e as suas lutas por espaço e liberdade dentro de uma sociedade machista que evidencia o papel autoritário e de superioridade dos homens.

Na série é possível enxergar situações de submissão de mulheres e o papel autoritário que os homens ocupam, dando lugar a um contexto machista e retrógrado, fazendo assim com que as mulheres se incomodem com a situação e iniciem uma luta para garantir direitos e liberdade.

A busca por independência em As Telefonistas

Devido ao contexto da época, mulheres trabalhando fora tinha um significado mais profundo do que o trabalho em si: era uma oportunidade de conseguir independência e, como resultado, ganhar também autonomia enquanto mulher.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

Neste aspecto, a personagem Carlota, vivida por Ana Fernández, ocupa um papel de extrema importância. Na série, Carlota tem um pai militar, influente na sociedade e autoritário, que possui o desejo de impedir que a filha trabalhe, alegando que seria motivo de vergonha para toda a família. Entretanto, mesmo atravessando obstáculos, Carlota se mantém firme em seu desejo por independência e, por continuar na empresa, acaba sendo expulsa de casa por seu pai.

Sororidade encontrada em As Telefonistas

Como dito anteriormente, cada mulher possui vivências diferentes, bem como comportamentos e formas de se posicionar sobre os problemas que surgem de forma única, no entanto, todas elas possuem o mesmo objetivo: garantir direitos para todas as mulheres.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

Ao assistir a série deve ser levado em consideração, além do contexto da sociedade na época, a vivência de cada personagem. Cada uma delas enfrenta diferentes tipos de problemas, mas apesar disso, um fator importante as mantém unidas: o apoio oferecido e recebido umas as outras quando algum problema acontece.

É possível enxergar na série frequentes manifestações de sororidade entre o grupo de amigas, pois cada vez que alguma delas passa por alguma situação embaraçosa, as outras oferecem apoio e elas se juntam para pensar em uma solução.

Relacionamento abusivo

Na série, a personagem Angeles, vivida por Maggie Civantos, sofre constantes agressões de seu marido, principalmente por ele não aceitar que ela trabalhe fora de casa.

Apesar deste contexto, Angeles acaba conseguindo se desvincular do seu marido, mesmo escondendo no início, pois a sociedade naquela época não aceitaria de forma fácil uma situação de divórcio, principalmente com uma mulher tendo essa iniciativa.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

É muito comum, ao assistir séries que abordam este tema, enxergar que não há uma reflexão profunda sobre o assunto, tratando-o de forma rasa e, consequentemente, negligente, fazendo ainda com que a temática se perca e não seja vista com seriedade. Entretanto, não é o que acontece em As Telefonistas, pois comportamentos abusivos e situações de preconceito são repreendidos na série.

Evolução de Marga na série

Marga é mais uma figura importante do grupo de mulheres, mas que possui um posicionamento mais retraído, se compará-la com suas amigas. Ela é uma jovem da província que acaba conseguindo o emprego de operadora na companhia telefônica e, com isso, conhece as outras mulheres.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

Na série é possível enxergar Marga como uma mulher tímida, cheia de medos e inseguranças, no entanto, no decorrer da série acaba conseguindo mais espaço e mais firmeza. Em sua mudança de postura, Marga conta com a ajuda das amigas, tornando possível perceber sua evolução durante a série.

Sexualidade presente em As Telefonistas

A sexualidade também é bastante abordada na série, tendo um personagem importante neste contexto. Entre os personagens, podemos conhecer Sara, que posteriormente se torna namorada de Carlota.

No início da série, a personagem é apresentada como Sara, no entanto, no decorrer da trama, Sara se descobre como homem trans, passando a usar o nome agora de Óscar.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

Sua descoberta vem de um determinado momento da série em que precisa se vestir com trajes masculinos para um disfarce, entretanto, acaba revivendo situações de sua infância. Com isso, acaba confessando para Carlota que quando criança chegou a usar roupas de seu irmão, sendo repreendida pelo pai pela atitude. Sara acaba indo em busca de um médico para entender o que estava lhe acontecendo, mas acaba sendo enganada por ele e trancada em uma clínica, na qual era submetida a torturas para que Sara pudesse alcançar a cura, tratando a sexualidade como doença. O grupo de amigas acaba se juntando para resgatá-la da clínica.

Considerando que a série se passa entre 1920 e 1930, a trama mostra diversas dificuldades enfrentadas por pessoas LGBTS, tornando importante também a presença de um personagem trans, mesmo sendo vivido por uma atriz cisgênero (Ana Polvorosa).

Ressalvas sobre As Telefonistas

Apesar de abordar temas sérios e profundos, a série possui também momentos mais leves e que tornam a experiência da série mais equilibrada. Entretanto, a série possui em seu enredo um excesso de dramas que para algumas pessoas pode ser um motivo para desgostar da série ou até mesmo abandoná-la.

Atualidade

Apesar de se passar entre 1920 e 1930, ao assistir a série, conseguimos perceber que, embora muitas mudanças tenham ocorrido, ainda há muito trabalho pela frente. Mesmo com toda luta vinda de anos, a sociedade ainda se apresenta de forma machista, sendo possível ainda hoje ver mulheres sendo julgadas por suas atitudes, posicionamentos, comportamentos ou mesmo pela roupa que estão vestindo.

Apesar de a série ter algumas ressalvas, vale a pena dar uma chance para o seriado, não só por abordar a luta das mulheres por espaço e liberdade dentro da sociedade, mas também pelo enredo que envolve amizade, romance e drama.

E aí, já conhecia As Telefonistas? Se interessou em vê-la?

Obrigada por ter acompanhado o post até aqui! Fique de olho nos próximos textos do Blog Demonstre. Enquanto isso, separei um especialmente para você: Crítica: Midsommar.

Disponível na Netflix, As Telefonistas aborda situações vividas por quatro mulheres de forma isolada, bem como mostra situações do contexto e que estão presentes até hoje.

As Telefonistas

A série espanhola retrata a vida de mulheres com diferentes histórias: Alba, Carlota, Marga e Angeles, que trabalham na companhia telefônica da Espanha. A produção se passa entre 1920 e 1930, em Madri, em um contexto em que as mulheres não tinham direitos, mesmo para exercer atividades simples do cotidiano. Com isso, a série é marcada pelo protagonismo feminino e pela busca de mulheres por espaço e liberdade na sociedade.

A série se inicia com Alba, personagem principal interpretada por Blanca Suárez, que posteriormente muda seu nome para Lidia. A personagem consegue o emprego na companhia telefônica da família Cifuentes e, assim, conhece Carlota, Marga e Angeles.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

A produção, apesar de se passar em uma outra época, aborda temas pertinentes que são vivenciados até hoje. Na trama é possível ver de forma muito presente os costumes ultrapassados em que as mulheres não podiam exercer atividades simples, como por exemplo tirar uma quantia no banco.

No decorrer dos episódios é possível perceber a evolução das personagens, pois com o tempo elas passam a assumir um papel mais firme enquanto mulheres em busca de direitos. Alguns temas abordados na série infelizmente são encontrados até hoje, como o machismo e relacionamentos abusivos.

Entretanto, todos os temas são tratados na série com a seriedade que deve ser tratada, o que é um diferencial, pois é muito comum que séries e filmes não retratem temas com profundidade, banalizando assim a discussão.

Luta das mulheres em As Telefonistas

Um dos pontos altos da série é o protagonismo feminino, pois a trama se volta o tempo todo para a vivência das mulheres e as suas lutas por espaço e liberdade dentro de uma sociedade machista que evidencia o papel autoritário e de superioridade dos homens.

Na série é possível enxergar situações de submissão de mulheres e o papel autoritário que os homens ocupam, dando lugar a um contexto machista e retrógrado, fazendo assim com que as mulheres se incomodem com a situação e iniciem uma luta para garantir direitos e liberdade.

A busca por independência em As Telefonistas

Devido ao contexto da época, mulheres trabalhando fora tinha um significado mais profundo do que o trabalho em si: era uma oportunidade de conseguir independência e, como resultado, ganhar também autonomia enquanto mulher.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

Neste aspecto, a personagem Carlota, vivida por Ana Fernández, ocupa um papel de extrema importância. Na série, Carlota tem um pai militar, influente na sociedade e autoritário, que possui o desejo de impedir que a filha trabalhe, alegando que seria motivo de vergonha para toda a família. Entretanto, mesmo atravessando obstáculos, Carlota se mantém firme em seu desejo por independência e, por continuar na empresa, acaba sendo expulsa de casa por seu pai.

Sororidade encontrada em As Telefonistas

Como dito anteriormente, cada mulher possui vivências diferentes, bem como comportamentos e formas de se posicionar sobre os problemas que surgem de forma única, no entanto, todas elas possuem o mesmo objetivo: garantir direitos para todas as mulheres.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

Ao assistir a série deve ser levado em consideração, além do contexto da sociedade na época, a vivência de cada personagem. Cada uma delas enfrenta diferentes tipos de problemas, mas apesar disso, um fator importante as mantém unidas: o apoio oferecido e recebido umas as outras quando algum problema acontece.

É possível enxergar na série frequentes manifestações de sororidade entre o grupo de amigas, pois cada vez que alguma delas passa por alguma situação embaraçosa, as outras oferecem apoio e elas se juntam para pensar em uma solução.

Relacionamento abusivo

Na série, a personagem Angeles, vivida por Maggie Civantos, sofre constantes agressões de seu marido, principalmente por ele não aceitar que ela trabalhe fora de casa.

Apesar deste contexto, Angeles acaba conseguindo se desvincular do seu marido, mesmo escondendo no início, pois a sociedade naquela época não aceitaria de forma fácil uma situação de divórcio, principalmente com uma mulher tendo essa iniciativa.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

É muito comum, ao assistir séries que abordam este tema, enxergar que não há uma reflexão profunda sobre o assunto, tratando-o de forma rasa e, consequentemente, negligente, fazendo ainda com que a temática se perca e não seja vista com seriedade. Entretanto, não é o que acontece em As Telefonistas, pois comportamentos abusivos e situações de preconceito são repreendidos na série.

Evolução de Marga na série

Marga é mais uma figura importante do grupo de mulheres, mas que possui um posicionamento mais retraído, se compará-la com suas amigas. Ela é uma jovem da província que acaba conseguindo o emprego de operadora na companhia telefônica e, com isso, conhece as outras mulheres.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

Na série é possível enxergar Marga como uma mulher tímida, cheia de medos e inseguranças, no entanto, no decorrer da série acaba conseguindo mais espaço e mais firmeza. Em sua mudança de postura, Marga conta com a ajuda das amigas, tornando possível perceber sua evolução durante a série.

Sexualidade presente em As Telefonistas

A sexualidade também é bastante abordada na série, tendo um personagem importante neste contexto. Entre os personagens, podemos conhecer Sara, que posteriormente se torna namorada de Carlota.

No início da série, a personagem é apresentada como Sara, no entanto, no decorrer da trama, Sara se descobre como homem trans, passando a usar o nome agora de Óscar.

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As Telefonistas: 6 razões para assistir a série

Sua descoberta vem de um determinado momento da série em que precisa se vestir com trajes masculinos para um disfarce, entretanto, acaba revivendo situações de sua infância. Com isso, acaba confessando para Carlota que quando criança chegou a usar roupas de seu irmão, sendo repreendida pelo pai pela atitude. Sara acaba indo em busca de um médico para entender o que estava lhe acontecendo, mas acaba sendo enganada por ele e trancada em uma clínica, na qual era submetida a torturas para que Sara pudesse alcançar a cura, tratando a sexualidade como doença. O grupo de amigas acaba se juntando para resgatá-la da clínica.

Considerando que a série se passa entre 1920 e 1930, a trama mostra diversas dificuldades enfrentadas por pessoas LGBTS, tornando importante também a presença de um personagem trans, mesmo sendo vivido por uma atriz cisgênero (Ana Polvorosa).

Ressalvas sobre As Telefonistas

Apesar de abordar temas sérios e profundos, a série possui também momentos mais leves e que tornam a experiência da série mais equilibrada. Entretanto, a série possui em seu enredo um excesso de dramas que para algumas pessoas pode ser um motivo para desgostar da série ou até mesmo abandoná-la.

Atualidade

Apesar de se passar entre 1920 e 1930, ao assistir a série, conseguimos perceber que, embora muitas mudanças tenham ocorrido, ainda há muito trabalho pela frente. Mesmo com toda luta vinda de anos, a sociedade ainda se apresenta de forma machista, sendo possível ainda hoje ver mulheres sendo julgadas por suas atitudes, posicionamentos, comportamentos ou mesmo pela roupa que estão vestindo.

Apesar de a série ter algumas ressalvas, vale a pena dar uma chance para o seriado, não só por abordar a luta das mulheres por espaço e liberdade dentro da sociedade, mas também pelo enredo que envolve amizade, romance e drama.

E aí, já conhecia As Telefonistas? Se interessou em vê-la?

Obrigada por ter acompanhado o post até aqui! Fique de olho nos próximos textos do Blog Demonstre. Enquanto isso, separei um especialmente para você: Crítica: Midsommar.

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