• Início
  • Cinema
  • Cinema, História, Política (1950 e 1960) – Parte 3

Cinema, História, Política (1950 e 1960) – Parte 3

Parte 1

Parte 2

A História é um artefato de conhecimento e demanda ser continuada. Se os filmes são recursos novos que auxiliam na construção do saber sobre algo, por que, então, não auxiliar também no envolvimento intrapessoal de quem assiste? É interessante voltarmos ao post Identifique-se com os filmes, aonde falo dessa relação do indivíduo que assiste e se conecta com o um filme específico de forma mágica, pessoal.

A guerra fria , foi usada aqui como estudo de caso para ser lembrada não só da sua força política, mas da força social. O que o faz ser individual. Ela não deve ser entendida somente pela leitura dos recursos impressos. É essencial, que seja entendida conforme o que o indivíduo receptor das imagens filmadas carrega em sua existência. Neste ponto, vale apresentar uma crítica quanto ao controle governamental e midiático sobre a população, durante a guerra, para a propagação “correta” do pensamento capitalista e a exaltação do american way of life.

Por vezes questionam-se o certo e o errado. A sociedade da metade do século XX, se atenta ao pensamento vigente em sua nação (Estados Unidos da América). O nascimento do Pós-modernismo nesta mesma época (o ano é relativo), – que envolveu o campo das Teorias e o campo das Artes – quis conter o questionamento no campo das perguntas. O que paradoxalmente resulta em ampliar. E ampliar dá respaldo à “qual é a minha visão de mundo?”. Cosmovisão.

O uso da história e da teoria é importante e não pode faltar. Da mesma forma, para o cinema, o artístico e o literário, também o são. O pós-modernismo para os filmes abre espaço para novos artigos a serem usados para visualizar e registrar novas versões da História. Mesmo que os filmes históricos tenham suas próprias estruturas de filmagem e montagem, os particularismos do público não irão ser abandonados. Pelo contrário, irão ser oportunos mediante a realidade registrada nas cenas cinematizadas.

O pós-estruturalismo emprestado do movimento pós-moderno na arte do cinema, elegantemente, explora a liberdade individual omitida e evoca uma seleta interpretação do real. Não quer dizer que a Guerra Fria mostrada nos filmes será vista como uma inversão dos fatos – como muitos professores de história inquietos alegam – mas poderá ser contextualizada com o indivíduo em sociedade.

Portanto, cinéfilos entendidos, temos dois pontos: primeiro, conhecimento (discurso do cinema) é acessível e exerce papel articulador de poder, e vice-versa; segundo, filmes produzem o efeito de interpretação e interiorização. Uau!!

Nota final

Para os cinéfilos que estudam Humanas e se interessam pela tríade história-política-teoria, estudar Cinema se torna mais revelador e cósmico, haha.

Utilizei nesta série o contexto que se estuda no curso de Relações Internacionais, principalmente o legado histórico e teórico que surge com a Guerra Fria.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Conteúdo Relacionado

Este é um site do grupo B20